Escolha Viajar

O que fazer na Irlanda: 8 atrações que você não pode perder

O que fazer na Irlanda - Guinness Storehouse

Para um país que só ocupa metade de uma ilha e onde predomina o tempo cinza e frio, a Irlanda tem uma bela variedade de atrações turísticas. Por seus pouco mais de 70 mil km² – um pouco maior que o Estado da Paraíba e menor que Santa Catarina – se espalham campos verdejantes e paisagens lunares de pedra cinzenta, que se projetam sobre penhascos à beira do Atlântico ou do Mar da Irlanda. Aqui e ali, o terreno semi-selvagem é pontilhado por vilarejos tão pequenos e bucólicos que parecem feitos para bonecas, e não seres humanos. Contra o céu normalmente cor de chumbo se erguem ruínas de castelos, abadias, monastérios, fortes e até mesmo tumbas da Idade da Pedra. E ainda há mais coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda…

⇒ ONDE SE HOSPEDAR NA IRLANDA e gastar pouco
⇒ GUIA DE VIAGEM IRLANDA: Tudo que você precisa saber!

Ainda nem falamos das cidades ‘grandes’, como Dublin e Galway, que servem não apenas de base para fazer todos os passeios citados acima como também para proporcionar diversão aos viajantes. Afinal, estamos falando do país onde nasceu e é fabricada a Guinness, a cerveja escura mais famosa do mundo. Não é á toa que os pubs da capital estão entre as coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda. Assim como a ‘Guinness Storehouse’, praticamente um parque de diversões para os fãs da ‘black stuff’ – e para quem não é também. Tudo embalado por muita música e dança, pois, se lá fora está frio, dentro dos bares o sangue dos irlandeses costuma ferver!

Confira uma seleção de oito coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda, situadas nas regiões das cidades de Dublin e Galway:

O que fazer na Irlanda 1 – Guinness Storehouse

Considerada a atração turística mais popular da Irlanda, a Guinness Storehouse pode decepcionar quem espera fazer uma visita ao local onde é fabricada a cerveja escura mais famosa do mundo. Embora esteja localizada na fábrica St. James’s Gate Brewery, a Guinness Storehouse NÃO é um passeio pelo seu interior. É sim, uma espécie de museu interativo moderno e gigantesco sobre a chamada ‘Black Stuff’, ou ‘coisa preta’ em tradução livre. Embora não desbrave os meandros da cervejaria original, a Storehouse tem seus méritos como atração turística e é definitivamente uma das coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda.

SEGURO VIAGEM com 15% de desconto
O Seguro Viagem é OBRIGATÓRIO para a maioria dos países da Europa e protege sua saúde no exterior. Faça aqui sua cotação para encontrar o seguro que você precisa. Use o código promocional: ESCOLHAVIAJAR15!
⇒ Vai para Dublin? Reserve aqui sua hospedagem pelo Booking ⇐

Para começar, a estrutura que abriga seus sete andares de restaurantes, exposições e atividades é, na verdade, o maior pint de cerveja do mundo! Ao longo deles, você visitará lojas de souvenires, mostras sobre como era e é feito o processo de fabricação da cerveja, sobre a publicidade da marca desde seu remoto início em 1778, salas para minicurso de degustação, aulas rápidas de como tirar a Guinness da torneira de forma correta, restaurantes com preços salgados e, no topo de tudo, um bar com vista em 360 graus da cidade.

A Guinness Storehouse abre todos os dias e os ingressos custam entre 14 e 20 euros (compre online aqui) dependendo do horário escolhido para a visita (disponível das 9h30 às 17h). Todos dão direito a um pint de cerveja para ser degustado em um dos bares/restaurantes do complexo, à sua escolha. A atração está localizada em St James’s Gate, Ushers, e pode ser acessa a pé desde o centro de Dublin – caminhada de cerca de 20 minutos -, ou com o ônibus 123, que sai da O’Connel Street ou da Dame Street.

Se você quiser e puder contribuir com qualquer valor para que a gente continue viajando mais e mais longe, o nosso PIX é escolhaviajar@gmail.com

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 2 – Kylemore Abbey

Hoje, o pequeno castelo de Kylemore é uma abadia habitada por freiras beneditinas, mas ele já foi o palco de uma grande história de amor. Localizado em meio à região de Connemara, o prédio foi construído por um rico industriário inglês no século XIX. Ele queria dar a sua jovem e amada esposa um lar onde ela pudesse viver como uma rainha. Para isso, ergueu Kylemore entre a encosta verdejante das montanhas e às margens do lago, onde se reflete a fachada de granito branco. O castelo tem 33 quartos, quatro banheiros, quatro salas, biblioteca, salão de jogos, de armas e de baile, além de muitos outros cômodos, mas apenas meia dúzia está aberta à visitação.

O ‘reino’ da senhora de Kylemore abriga ainda uma igreja gótica e jardins murados em estilo vitoriano. Tudo construído para ela por seu grande amor, assim como o mausoléu próximo ao lago. Ela morreu ainda jovem, deixando o marido inconsolável. Mas, hoje, ambos descansam lado a lado em seu pequeno reino de amor. Note que os jardins – internacionalmente premiados por sua beleza – estão localizados a um quilômetro do edifício principal e que há vans que percorrem o trajeto a cada 15 minutos.

O castelo é pequeno e o modo mais comum de visitá-lo é como parte dos ‘day tours’ que partem da cidade de Galway, normalmente usada como base para conhecer as atrações da região. Esses passeios duram o dia todo e incluem ainda outros pontos turísticos, como o Parque Nacional de Connemara e suas belas paisagens, as ruínas do mosteiro de Ross Errily e o super fofo vilarejo de Cong. Para quem está de carro alugado, basta guiar pela rodovia N59, entre Clifden e Westport (a cerca de 1h30 de Galway). Kylemore Abbey abre diariamente, das 9h às 18h. Os ingressos custam 13 euros e podem ser adquiridos online ou na recepção da abadia.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 3 – The Burren

The Burren é uma região de formação geológica única localizada na costa oeste da Irlanda, próxima da cidade de Galway. A área de 260 km² é coberta de rocha calcária cinzenta, esculpida durante dois milhões de anos pela ação do clima e hoje entremeada por vegetação rasteira e flores. Além da paisagem surreal, o lugar ainda tem atrações arqueológicas, uma vez que a região é habitada há pelo menos 6 mil anos. Destaque para o forte de pedras de Caherconnell e a tumba megalítica de Poulnabrone.

⇒ Vai para Galway? Reserve aqui sua hospedagem pelo Booking ⇐

Este é o ponto turístico mais fotografado da Irlanda e seu portal está alinhado com o nascer do sol. Para visitar o Burren, o modo mais comum é tomar parte dos inúmeros ‘day tours’ que partem de Galway, a cidade que normalmente serve de base para fazer turismo pela região. Esses passeios duram o dia todo e incluem ainda outros pontos turísticos, como os Cliffs of Moher e as cruzes celtas de Kilfenora.  É possível ainda guiar seu próprio veículo alugado. A viagem desde Galway até Poulnabrone dura cerca de 1h10 (55 quilômetros) e desde Kilfenora, que abriga o The Burren Centre, são apenas 15 minutos até o estacionamento – que fica na rodovia R480.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 4 – Howth Village

Pouca gente ouviu falar de Howth, mas com certeza este pequeno balneário é uma das coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda. Antiga vila de pescadores, a cidade fica na região metropolitana de Dublin e a apenas 15 quilômetros do centro da capital. Para chegar até Howth, basta pegar o ônibus da linha 31/A, que sai da Talbot Street, e pedir para descer em ‘Howth Summit’ – há avisos luminosos antes de cada parada, mas é melhor o motorista saber que alguém vai parar lá em cima. Uma vez fora do ônibus, basta seguir uma quadra à esquerda e você chegará a um pequeno estacionamento, de onde parte a trilha costeira.

Para falar bem a verdade, nenhuma das trilhas de Howth começa neste ponto. Três delas partem do porto da cidade, primeiro subindo até o ‘summit’ e depois descendo pelos penhascos à beira-mar. São a ‘Cliffs Path’ (amarela) com seis quilômetros, a ‘Tramline’ (azul) com sete e a ‘Black Linn’ (vermelha) com oito. Mas, pegando esse atalho para subir até o ‘summit’ de ônibus, você só desce e não perde nada da vista, então achamos MUITO vantajoso. Além disso, depois deste ponto as três trilhas se unem – elas são diferentes apenas na subida -, então você nem precisa se dar ao trabalho de escolher, hehe.

A quarta trilha, chamada ‘Bog of the Frogs’, é marcada pela cor roxa e bem mais longa – 10 quilômetros – e para acessá-la você deve seguir no ônibus até o fim da linha. Para fazer a caminhada do ‘summit’ até o porto com muita calma e tempo para tirar fotos, você vai levar cerca de duas horinhas. Se quiser, primeiro você pode seguir pela direita dos penhascos para visitar o Farol Baily e, depois, seguir o fluxo normal das trilhas, para a esquerda. Os caminhos terminam no porto de Howth e você pode aproveitar que o exercício abre o apetite para almoçar em um dos famosos restaurantes de peixes e frutos do mar da cidade. Para voltar, basta pegar o mesmo ônibus na parada logo em frente ao píer.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 5 – Cruzes celtas de Kilfenora

Kilfenora é um minúsculo vilarejo medieval localizado a cerca de 65 quilômetros de Galway, a cidade normalmente usada como base para o turismo por esta região da costa oeste do país. Embora tenha menos de 500 habitantes, é lugar de parada obrigatória para quem quiser conhecer uma das coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda: as cruzes celtas de Kilfenora, também chamadas de cruzes altas – ‘high crosses’. O vilarejo chegou a ficar conhecido como ‘Cidade das Sete Cruzes’, embora apenas cinco delas tenham sobrevivido até nossos dias.

As cruzes celtas são uma manifestação dos primórdios da Idade Média que só pode ser vista no Reino Unido e Irlanda. São cruzes de pedra muito altas e ricamente decoradas com desenhos e entalhes, datando do século IX ao século XII. Acredita-se que tenham sido feitas a princípio para ocultar pedras cerimoniais pagãs da cultura celta quando a região foi convertida ao cristianismo. A mais famosa delas é a ‘Doorty Cross’, que está em exposição nas ruínas da Catedral de Kilfenora, assim como duas outras das sete cruzes originais.

Para visitar Kilfenora, o modo mais comum é tomar parte dos inúmeros ‘day tours’ que partem de Galway. Esses passeios duram o dia todo e incluem ainda outros pontos turísticos, como os Cliffs of Moher e o Burren, que fica logo ao lado da cidade. É possível ainda guiar seu próprio veículo alugado – a viagem desde Galway dura cerca de 1h15 – ou pegar um o ônibus intermunicipal da linha 333, rota Ennis–Labasheeda– Kilrush (consulte aqui preços e horários do trajeto).

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 6 – Cong Village

O país parece ter um número sem fim de pequenos vilarejos que são coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda, e Cong é mais um deles. Situado a cerca de 45 quilômetros de Galway, na costa oeste, ele fica às margens do maior lado do país, o ‘Lough Corrib’, e tem pouco mais do que algumas quadras, cafés e casinhas coloridas para percorrer. Os destaques são as ruínas da Abadia de Cong, fundada no ano de 623 e que chegou a servir de descanso final para os reis da Irlanda. Mas, depois da invasão inglesa, o local entrou em decadência e, hoje, restam apenas algumas paredes belamente decoradas em pé. À beira do lado, fica a antiga casa de pesca dos monges – ‘Monks Fishing House’ -, um dos cartões-postais da região.

Para visitar Cong, o modo mais comum é tomar parte de um dos inúmeros ‘day tours’ que partem da cidade de Galway, normalmente usada como base para conhecer as atrações da região. Esses passeios duram o dia todo e incluem ainda outros pontos turísticos, como o Parque Nacional de Connemara e suas belas paisagens, as ruínas do mosteiro de Ross Errily e o romântico Castelo de Kylemore. É possível ainda guiar seu próprio veículo alugado – a viagem desde Galway dura cerca de 45 minutos – ou pegar um o ônibus intermunicipal da linha 456, rota Galway- Westport-Ballina (consulte aqui preços e horários do trajeto).

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 7 – Temple Bar

Embora exista um pub que efetivamente se chama Temple Bar, não é ele especificamente – ou apenas ele – que se destaca como uma das coisas imperdíveis o que fazer na Irlanda. Trata-se sim do nome de um bairro do centro histórico de Dublin que, por uma coincidência idiomática com a palavra em português para ‘pub’, é a região boêmia da cidade e onde se concentram seus melhores ‘bares’. Sacou o trocadilho, hehe? O Temple Bar vai mais ou menos da Capel Street até a Ponte Ha’penny, e do Rio Liffey até o Parque Saint Stephen Green.

Há bares e baladas espalhados por todo esse perímetro, mas a rua com maior número deles – e de turistas em busca deles – é a Fleet Stree, exatamente onde se localiza O Temple Bar. Mas vamos dizer uma coisa bem sincera: embora tenha seu valor fazer uma visita rápida ao ‘The’ Temple Bar e ver a turistada se acabando de beber Guinness e dançando música irlandesa, é um pub com preços bem acima da média e que está sempre superlotado. E só de estrangeiros. Você dificilmente verá um grupo de amigos irlandeses por lá.

Para quem prefere algo um pouco mais ‘roots’, embora não desprovido de turistas na totalidade, o Escolha Viajar recomenda outros dois pubs do Temple Bar. O primeiro é o Porterhouse (Parliament Street, 16-18), que oferece uma carta sensacional de cervejas artesanais na torneira, tanto de fabricação da casa como convidadas. Esse é um bar um pouco mais intimista, sem música, voltado para quem quer ver esportes na TV ou bater um papo gostoso. O segundo é o O’Neill’s (Suffolk Street, 2), que, além de muita comida e uma infinidade de torneiras de cerveja, ainda recebe os visitantes todas as noites com shows de música e dança irlandesa.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


O que fazer na Irlanda 8 – Cliffs of Moher

Esta série espetacular de penhascos sobre o mar está localizada na costa oeste da Irlanda, a 280 quilômetros de Dublin. As falésias se debruçam sobre o Oceano Atlântico ao longo de oito quilômetros, sendo que o ponto mais alto sobre o nível da água chega a inacreditáveis 214 metros. Moher é uma paisagem tão mágica que acabou virando cenário de um dos filmes do menino-bruxo Harry Potter: assim que chegar, você verá a sua esquerda a caverna que aparece em ‘O Enigma do Príncipe’.

Magia irreal à parte, os Cliffs of Moher exercem um fascínio real e irresistível sobre os turistas, sendo a atração natural mais procurada da Irlanda. Os penhascos atraem cerca de um milhão de visitantes por ano. Para estacionar e usar as facilidades do centro de convivência, é preciso pagar uma entrada de 6 euros (ingressos online aqui), mas muita gente deixa o carro nos arredores e literalmente pula a cerca que delimita o perímetro oficial das falésias.

Essa parte tem trilhas e muros de concreto, oferecendo total segurança a quem está viajando com crianças. Mas, se você não está, é bom driblar a cerca do lado esquerdo e seguir um pouco mais pelo caminho de terra. Além de sentir o coração bater mais forte por ver o penhasco lá em baixo sem nada que o separe da queda livre, você ainda terá excelentes vistas do sul em direção ao norte, onde os rochedos são coroados pela Torre de O’Brien.

Para chegar aos Cliffs, você pode alugar um carro e dirigir desde Galway, que é a cidade normalmente usada como base para o turismo pela região (75 quilômetros pela rodovia N67), ou mesmo de Dublin (277 quilômetros). Outra opção é pegar um ônibus intermunicipal na rodoviária de Galway. A linha 350 até Ennis para nos penhascos e sai em três ou cinco horários ao longo do dia, dependendo da época do ano (confira aqui os preços e horários). A terceira opção para fazer a visita é embarcar em algum dos ‘day tours’ que partem de Galway – ou de Dublin – para visitar os Cliffs e também outras atrações da região (normalmente este roteiro é combinado com o Burren).

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve na Irlanda em setembro de 2015 ***

Sair da versão mobile