
O fato de estar longe da fama ajuda a preservar o lugar, mas também significa que não há nenhuma infraestrutura por perto. Por isso, chegar até o cânion pode ser um desafio, dependendo da sua mobilidade e condição física. Para começar, o trajeto de caminhada pode variar entre 7 e 12 km no total, dependendo do ponto de partida e se haverá o uso de veículo de apoio. Além da distância considerável, a trilha é feita no estilo aquatrekking.
Isso significa que o visitante caminha por dentro do leito do Rio Melo, entre partes secas e alagadas, e em alguns trechos é necessário nadar. É uma atividade considerada de moderada a difícil, principalmente porque exige caminhar sobre pedras submersas e instáveis, cruzar correntezas e enfrentar quatro trechos de travessia a nado em poços profundos. A duração total do trekking é de 5 a 7 horas, dependendo do nível e volume da água do rio.
Claro que nem tudo são dificuldades. O caminho é todo sombreado pela mata nativa, o que é providencial no calor do verão gaúcho. E o visual com certeza compensa todo o esforço! Além do cânion em si, se destacam no trajeto a Cascata das Pedras Pretas – uma belíssima queda d’água de aproximadamente 30 metros de altura com um poço amplo e excelente para banho – e a Cascata dos Degraus – que fica logo à frente e possui cerca de 40 metros de altura.
Quando ir ao Cânion da Piruva (clima)
Existe uma época específica do ano em que é possível visitar o cânion: novembro a março. No restante do ano, o clima mais frio torna a água congelante, já que o sol não bate no fundo do cânion. Já no fim da primavera e verão, as temperaturas ficam amenas devido à sombra constante ao longo de quase toda a trilha. O local também não pode ser acessado após chuvas intensas, quando o nível da água sobe demais e torna as correntezas muito fortes.
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Como visitar o Cânion da Piruva
Não é possível fazer esse aquatrekking por conta própria. O acesso ao cânion é controlado e exige autorização prévia para passar por dentro de propriedades rurais privadas. É obrigatório estar acompanhado de um guia e usar colete salva-vidas durante todo o trajeto, pois já foram registrados acidentes quase fatais no rio. Agências costumam levar grupos desde Santa Maria e Santa Cruz do Sul, que são as maiores cidades próximas.
O Escolha Viajar usou e recomenda a Santaventura. É possível também encontrar saídas desde Porto Alegre, embora seja uma viagem bem longa para fazer em um bate-volta de um dia. A maioria dos grupos sai de uma das fazendas locais e percorre a maior parte do trajeto a pé, mas há operadoras de ecoturismo que realizam o deslocamento inicial até a boca do cânion, percorrendo 10 km de estrada de terra usando caminhões militares adaptados.
O que levar e como se vestir
Não há nenhuma infraestrutura disponível para quem vai visitar o Cânion da Piruva, nem banheiros ou água. Por isso, prepare-se para levar tudo o que precisa com você. Não pode faltar na mochila uma garrafa grande de água, repelente e protetor solar (para o início e o fim da trilha) e lanche. Se for levar o celular ou câmera fotográfica, vai precisar de um saco estanque de boa qualidade, pois será necessário nadar com seu equipamento.
Vista roupas leves, de preferência dry-fit, e traje de banho por baixo. Short e camiseta são ideais. É importante deixar no carro uma muda de roupa seca e toalha para a volta. É muito importante também usar um calçado robusto: tênis ou bota de trilha com excelente aderência. Tênis comuns ou sapatilhas de mergulho não são uma boa ideia, pois você vai pisar muito sobre as pedras do leito do rio e isso machuca os pés no longo prazo.
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