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7 castelos na França que são imperdíveis (e como visitar)

Chantilly fica bem pertinho de Paris, por isso é um dos castelos na França fáceis de visitar

Quem não sonha em visitar castelos de contos de fadas quando viajar para a Europa? Se é o seu caso, saiba que a França é o país que reúne o maior número de castelos impressionantes para se visitar. É também lá que fica o mais belo, famoso e luxuoso de todos: o Château de Versailles (‘château’ é castelo em francês). Além dele, só nas proximidades de Paris, também podemos citar Chantilly, Vaux-le-Vicomte e Fontainebleau. E ainda tem muito mais castelos na França!

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No Vale do Loire, você pode visitar pelo menos uma dúzia deles. Esta região às margens do Rio Loire fica a apenas duas horas de carro ou trem de Paris e costumava ser o point da nobreza da França nos séculos XV e XVI. Vários reis e rainhas das dinastias Valois e Bourbon construíram suas moradas no local porque podiam praticar seu esporte preferido – a caça -sem terem que se afastar muito do centro do poder, na capital.

A corte toda seguiu o exemplo e pontilhou o vale com edifícios fortificados luxuosos, no melhor estilo ostentação da época. Com a construção de Versailles, que começou em 1664, as margens do Loire acabaram abandonadas pela nobreza. Hoje, a região é um dos principais destino turísticos do país e reúne alguns dos mais belos castelos do mundo abertos para visitação: Chenonceau, Cheverny, Amboise, Chambord, Blois, Villandry, Angers etc etc etc.

É programa para pelo menos uma semana, não só para quem quer conhecer castelos na França como também para curtir todas as atrações dessa bela região histórica. O Vale do Loire é tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 2000. Para aproveitar melhor o passeio, aconselhamos que você alugue um carro – faça sua cotação aqui -, pois as cidades e seus castelos estão espalhadas por uma área bem extensa, de pelo menos 800 km².

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Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Mas é claro que vamos ensinar como visitar os principais castelos via outros meios de transporte também. Por fim, Carcassonne não poderia ficar de fora desta lista de castelos na França que são imperdíveis. Embora esteja localizada no extremo sul da França e bem longe de Paris e do Vale do Loire, esta cidade medieval merece a viagem. Não só pelo castelo – o Château Comtal -, mas porque o lugar é lindo e impressionantemente bem preservado.

Confira nossa seleção de 7 castelos na França que você não pode perder!

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Castelos na França 1 – Chenonceau

O Château de Chenonceau é o mais popular dos castelos do Vale do Loire. Também conhecido como Castelo das Sete Damas, sua primeira construção data do século XI, mas o formato de contos de fadas surgiu em 1521 por obra da primeira das damas: Catherine Briçonnet. Em 1547, o castelo foi oferecido pelo Rei Henrique II a sua amante favorita – a segunda dama, Diane de Poitiers -, que fez dele seu pequeno e luxuoso refúgio.

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Após a morte do monarca, no entanto, a viúva Catarina de Médices – a terceira dama – tirou a rival do local e o transformou conforme seu próprio estilo sombrio e imponente. Não vamos detalhar a história de todas as damas, mas só por essa pincelada você pode ter uma ideia do tipo de local que vai encontrar. Chenonceau é pequeno se comparado a outros chateaux do Vale do Loire, mas sua construção é de uma beleza única.

Ele foi erguido sobre arcadas que formam uma ponte sobre o Rio Cher. Além disso, todas as salas, salões, quartos, bibliotecas, halls, escritórios e etc são lindamente decorados com mobília original da época de Diane e Catarina. Do lado de fora, destaque para a torre de menagem – que fica separada do edifício principal – e para os jardins planejados. O da direita de quem entra foi mandado construir por Catarina, e o da esquerda, por de Diane.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Não deixa de cruzar para o outro lado do rio e observar o castelo de ângulos diferenciados, além de refletido no Cher. Se puder e quiser, alugue um barco a remo para chegar mais próximo dele e deslizar pela água sob as arcadas. O Château de Chenonceau está localizado na cidade do mesmo nome, a 47 quilômetros de Blois e a 33 quilômetros de Tours. Estas são as duas cidades mais usadas como base pelos turistas para conhecer todos os castelos da região.

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Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Saindo de Paris (a 237 quilômetros), é preciso pegar o trem TGV que parte da Estação de Montparnasse e vai até a cidade de Saint-Pierre-des-Corps em uma hora de viagem. Lá, você vai trocar para um trem regional, que precorre o trajeto até a estação de Chenonceaux em 30 minutos (sim, o nome da estação tem um ‘x’ no fim). As passagens custam a partir de 32 euros o trecho. Para mais  informações e compra de passagens, acesse o site da SNCF.

Os ingressos custam 14 euros e podem ser adquiridos na hora ou online (acesse aqui).  O ‘château’ abre todos os dias, sempre às 9h30. Já o horário de fechamento muda conforme a época do ano: às 17h de 14 de novembro a 21 de fevereiro; às 17h30 de 22 de fevereiro a 25 de março; às 18h de 2 a 13 de novembro; às 18h30 de 1º de outubro a 1º de novembro; às 19h de 26 de março a 31 de maio; às 19h30 de 1º a 30 de junho e de 1º a 30 de setembro; e às 20h de 1º de julho a 31 de agosto.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Castelos na França 2 – Cheverny

O Château de Cheverny é outros dos castelos na França que você não pode perder e que está localizado no Vale do Loire. Embora não seja majestoso, nem tenha sido habitado por reis e rainhas com outros chateaux próximos, Cheverny tem a seu favor outro aliado famoso: o personagem de histórias em quadrinhos Tintim. Foi neste palácio que o desenhista belga Hergé se inspirou para criar o Château de Moulinsart, onde vive o personagem.

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Além disso, Cheverny é uma fofura, mais lembrando uma casa de bonecas do que um palácio de verdade. Ele foi construído em 1630 em estilo clássico e aberto ao público em 1914. A família proprietária, os marqueses de Vibraye, ainda vive no château. Você pode visitar tanto o interior do palácio quanto o parque e jardins que o cercam. Nas salas que estão abertas ao público, é possível admirar os belíssimos e muito bem conservados mobiliário e decoração do século XVII.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Do lado de fora, a grande atração são os canis. Cheverny é uma propriedade onde se pratica a caça com cães, e uma matilha com nada menos do que 50 animais é criada no local. Quem quiser pode vê-los sendo alimentados – às 11h30 em qualquer dia de 1º de abril a 14 de setembro; e nas segundas, quartas, quintas e sextas de 15 de setembro a 31 de março. Falando em horários, o château abre todos os dias do ano.

O horário é das 10h às 17h de 1º de novembro até 31 de março; e das 9h15 às 18h30 de 1º de abril a 31 de outubro. Os ingressos custam 11,50 euros. Barcos e carros elétricos estão disponíveis para aluguel por preços adicionais, assim como a entrada em eventuais exposições que aconteçam no palácio. Visitas guiadas são oferecidas em dias alternados do mês pela taxa extra de 4 euros (confira aqui o calendário). O estacionamento é gratuito.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Cheverny está localizado a 15 quilômetros de Blois e a 80 quilômetros de Tours. Quem optar pelo transporte público, deve o ônibus Navette Route 41, que parte do lado de fora da estação ferroviária de Blois em direção a Cheverny às 11h30 (retorno às 14h30, 16h10 e 18h30). Mas atenção, porque este coletivo só opera de 1º de abril a 5 de novembro e apenas nas quartas, finais de semana, feriados ou durante as férias escolares francesas.

Nos outros dias e meses do ano, a opção é buscar pela linha regular de ônibus número 4. Saindo de Tours, é preciso primeiro percorrer de trem o trajeto até Blois (diversos horários por dia, viagem de 30 minutos, custo de 11,20 euros o trecho) e, depois, pegar a navette. Já quem quiser fazer o trajeto desde Paris (a 200 quilômetros) sem carro, deve embarcar no trem que sai da Estação Austerlitz e descer na Estação Blois-Chambord, de onde se pode pegar um táxi até o palácio ou a navette.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Castelos na França 3 – Versailles

Não existe a menor dúvida de que Versailles é o maior, mais suntuoso e belo castelo que existe para se conhecer no mundo todo! Construído pelo Rei Luís XIV a partir de 1664, foi, até a prisão da família real pela Revolução Francesa em 1789, o centro da monarquia absolutista iniciada pelo Rei Sol. Um lugar que abrigava alguém tão poderoso a ponto de dizer ‘o Estado sou eu’ tinha que fazer jus ao seu governante.

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O Palácio de Versalhes possui nada menos do que 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque que abrigam os famosos jardins formais franceses do arquiteto André Le Nôtre, além do Grand e do Petit Trianon. Não é a toa que é um dos pontos turísticos mais visitados da França, recebendo em média oito milhões de turistas por ano! Devido a todo esse tamanho, visitar Versailles pode ser um programa para um dia inteiro.

Cada parte do imenso parque possui um horário de funcionamento e um ticket de entrada diferenciado. Os jardins são de visitação livre e gratuita todos os dias de 1º de novembro a 26 de março, das 8h às 18h. Note que, nesse período, as famosas fontes ficam sempre desligadas. De 27 de março a 31 de outubro, a entrada é livre e gratuita das 8h às 20h30 nas segundas e de quarta a sexta. Nas terças, sábados e domingos, os jardins são fechados para realização de espetáculos de luzes e música.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Para assisti-los é preciso comprar o passaporte que dá acesso total ao parque por 27 euros ou um ticket apenas para o jardim, que custa a partir de 8,50 dependendo do show. Confira todos as apresentações disponíveis, datas e horários exatos no site oficial do palácio (acesse aqui). Ingressos custam mais barato quando comprados online e podem ser adquiridos através do site da bilheteria de espetáculos de Versailles (acesse aqui).

Já para visitar o Trianon, que são os palacetes privados do rei (Grand Trianon) e da rainha (Petit Trianon), é preciso ter o passaporte que custa 20 euros sem acesso ao show de fontes e 27 euros com, ou ainda comprar um ticket separado de tudo que sai por 12 euros. O acesso ao Trianon pode ser feito todos os dias MENOS nas segundas, das 12h às 17h30 de 1º de novembro a 31 de março; e das 12h às 18h30 de 1º de abril a 31 de outubro.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Mas a cereja deste imenso bolo decorado é mesmo a visita ao interior do palácio. O ingresso pode ser feito com o passaporte, com um ticket separado que custa 18 euros ou ainda com o Paris Museum Pass. O acesso pode ser feito todos os dias MENOS nas segundas, das 9h às 17h30 de 1º de novembro a 31 de março; e das 9h às 18h30 de 1º de abril a 31 de outubro. Todos os passaportes e ingressos podem ser adquiridos na bilheteria online de Versailles (acesse aqui).

Para se deslocar por toda a extensão do parque também estão disponíveis serviços de aluguel de bicicleta, carrinhos elétricos, segway, barcos (no Grande Canal) e até mesmo um mini-trem. Chegar a Versailles, que é uma cidade da região metropolitana de Paris, é muito fácil. Há várias opções de transporte público para fazer a viagem de cerca de 30 minutos saindo do centro.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

A primeira é pegar a linha C do trem RER e descer na Estação Versailles Château-Rive Gauche, que fica a 10 minutos de caminhada do palácio. A segunda é o trem comum que sai da Gare Montparnasse, descer na Estação Versailles Chantiers e caminhar mais 18 minutos. A terceira é o trem comum que sai da Gare Saint Lazare, descer na estação Versailles Rive Droite e caminhar mais 17 minutos.

A quarta é pegar a linha 9 do metrô até a estação final, Pont de Sèvres, de onde sai o ônibus número 171 para Versailles. A quinta e última opção via transporte público é o Versailles Express, um shuttle que parte do estacionamento Bateaux Parisiens, aos pés da Torre Eiffel, nas margens do Rio Sena. Ele sai às 14h e retorna às 18h o ano todo, com uma viagem extra às 8h (retorno 12h30) de abril a outubro, e e pode ser reservado online aqui.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Castelos na França 4 – Chambord

Chambord é o maior e um dos mais populares castelos do Vale do Loire, local onde tradicionalmente habitava a corte francesa antes da construção de Versailles. A ideia original era que o prédio serviria apenas como pavilhão de caça para o Rei Francisco I, que dividia sua residência entre os vizinhos chateaux de Blois e Amboise. Mas o projeto foi alterado ao longo dos quase 20 anos que levaram sua construção (1519-1547), e o resultado acabou surpreendendo a todos.

O castelo ficou tão magnífico que ele convidou seu maior inimigo, o Imperador Carlos V, para visitá-lo e, assim, demonstrar toda sua riqueza e poder. Chambord é um castelo único no mundo devido à mistura de arquitetura em estilo renascentista francês com elementos medievais – como o fosso, por exemplo – e estruturas clássicas italianas. O projeto original do château de Chambord é atribuído a Domenico da Cortona.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Masas teorias recentes sugerem que Leonardo da Vinci pode ter se envolvido na sua criação. O gênio italiano era amante de Francisco I e vivia muito perto de Chambord, no Château du Clos Lucé. As suspeitas surgiram principalmente a partir da impressionante escadaria em dupla-hélice, que é a peça central do palácio. As duas hélices dão acesso aos três andares sem nunca se encontrarem, iluminadas por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício.

Em formato de fortaleza, Chambord é cercado por muralhas e quatro torres que abrigam 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. O castelo é constituído ainda por uma fachada de 128 metros, mais de 800 colunas esculpidas e um telhado elaboradamente decorado. O telhado de Chambord – que você pode visitar – é outro traço da construção que tem sido atribuído a Leonardo da Vinci.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Nele, 11 tipos de torres e três tipos de chaminés sem simetria lembram o ‘skyline’ de uma cidade, atendendo ao desejo de Francisco I para que a construção se parecesse com a silhueta da antiga Constantinopla – hoje, Istambul. Cercando todo o impressionante conjunto, há um jardim formal francês e um canal.  Chambord está localizado a 20 quilômetros de Blois e a 80 quilômetros de Tours. Quem está de carro só precisa setar o trajeto no GPS.

Quem optar pelo transporte público, deve pegar o ônibus Navette Route 41, que parte do lado de fora da estação ferroviária de Blois em direção a Chambord às 9h30 e 11h30 (retorno às 14h05, 15h45 e 18h05). Mas atenção, porque este coletivo só opera de 1º de abril a 5 de novembro e apenas nas quartas, finais de semana, feriados ou durante as férias escolares francesas. Nos outros dias e meses do ano, a opção é buscar pela linha regular de ônibus número 2.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Saindo de Tours, é preciso primeiro percorrer de trem o trajeto até Blois (diversos horários por dia, viagem de 30 minutos, custo de 11,20 euros o trecho) e, depois, pegar a navette. Já quem quiser fazer o trajeto desde Paris (a 180 quilômetros) sem carro, deve embarcar no trem que sai da Estação Austerlitz e descer na Estação Blois-Chambord, de onde se pode pegar um táxi até o palácio ou a navette.

A viagem dura cerca de 2 horas no total. A visitação pode ser feita todos os dias da semana, das 9h às 18h de 1º de abril a 31 de outubro; e das 9h às 17h de 1º de novembro a 30 de março. Os ingressos para este que é um dos castelos na França que mais vão impressionar você custam 13 euros, sendo que menores de 18 anos não pagam. Para mais informações sobre a visita, acesse aqui o site oficial do Château de Chambord.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Castelos na França 5 – Amboise

Mesmo não sendo tão imponente quanto Chambord, nem tão romântico quanto Chenonceau, o Castelo Real de Amboise é um dos mais interessantes de se vistar no Vale do Loire. Estrategicamente posicionado do outro lado do rio, o edifício erguido no século XI chegou às mãos da Coroa Francesa em 1434, tendo sido escolhido como uma das residências dos monarcas na região que concentrava a nobreza do reino até a construção de Versailles.

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O castelo passou por muitas ampliações e melhorias, tendo atingido seu auge sob Francisco I. O estilo gótico domina o edifício, com destaque para a ala Carlos VIII, que compreende os alojamentos do rei e da rainha; e a capela de Saint-Hubert. É nela que está enterrado o gênio italiano Leonardo da Vinci, amante de Francisco I e que viveu até a morte no vizinho Château du Clos Lucé – que também pode ser visitado.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Amboise abre para visitação todos os dias da semana, das 9h às 12h30 e das 14h às 16h45 em janeiro, dezembro e segunda quinzena de novembro; das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h em fevereiro; das 9h às 17h30 em março e na primeira quinzena de novembro; das 9h às 18h30 em abril, maio e junho; das 9h às 19h em julho e agosto; das 9h às 18h em setembro e outubro. Os ingressos custam 11,70 euros.

O castelo está situado na cidade de Amboise, a 25 quilômetros de Tours e a 35 de Blois. Quem está de carro só precisa setar o GPS. Usando transporte público, basta pegar um trem regional desde Blois (7,90 euros o trecho, 20 minutos de viagem), Tours (5,70 euros, 25 minutos) ou Paris – Gare d’Austerlitz (a partir de 15 euros, 1h55). Da estação de trem de Amboise até o castelo, no centro da cidade, são menos de 20 minuto de caminhada.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Castelos na França 6 – Carcassonne

Considerada a mais bem preservada das cidades medievais da Europa, Carcassonne reluz em meio às montanhas do sul da França, onde surgiu como um bastião de defesa das fronteiras do reino com Aragão. Cercada por nada menos do que três quilômetros de muralhas e 52 torres construídos entre os anos 890 e 910, a cidade-fortaleza impedia as invasões dos normandos. O castelo dos Condes de Carcassonne – ou Château Comtal – era o centro do sistema defensivo.

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Mas, quando o território da França se expandiu e aquele ponto deixou de ser uma fronteira, Carcassonne perdeu seu prestígio e entrou em declínio. Só em 1853, o arquiteto Violet-le-Duc empreendeu o restauro da chamada Cité, a parte murada da cidade, devolvendo-lhe o esplendor dos tempos medievais. O resultado atraiu os olhares do mundo todo, inclusive de Walt Disney. A cidade foi sua inspiração para desenhar o castelo do desenho ‘A Bela Adormecida’.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

No Château Comtal, você não vai encontrar quartos luxuosos e ricamente decorados, como é comum nos castelos abertos para visitação na França. Os aposentos interiores foram esvaziados de suas mobílias e funções originais, servindo hoje como um pequeno museu arquelógico da cidade. Mas a  visita vale muito a pena para descobrir como funcionava um sistema defensivo da Idade Média, coisa que hoje só podemos ver em filmes.

Você pode subir na torre de menagem, ver os pátios internos, as passarelas, as torres, seteiras e ainda admirar belas vistas da cidade do alto das muralhas. O Château Comtal abre para visitação todos os dias da semana, mas os horários variam conforme a estação do ano. De 1º de outubro até 31 de março, o castelo funciona das 9h30 às 17. De 1º de abril a 30 de setembro, das 10h às 18h30. Os ingressos custam 9 euros, sendo que menores de 18 anos não pagam.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Para evitar filas, principalmente para quem viaja na alta temporada de verão (junho-agosto), você pode comprar seu ingresso com antecedência na bilheteria online (acesse aqui). Carcassonne está localizada na região francesa de Languedoc-Roussillon, 730 quilômetros ao sul de Paris e 90 quilômetros a sudeste de Toulouse. A cidade conta com seu próprio aeroporto regional e conexões de trem regulares partindo de várias localidades da França.

Um ônibus da empresa Eurolines, com saídas diárias de Nice e paradas em algumas cidades do sul do país, também passa por Carcassonne – mais informações aqui. Outra rota para visitar a cidade é vindo de Barcelona, na Espanha, que está a apenas 300 quilômetros de distância. É possível fazer a viagem de ônibus ou mesmo a bordo do TGV – mais informações aqui. Tanto da estação de trem quanto do aeroporto, é preciso pegar um shuttle ou táxi até a cidade murada.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Castelos na França 7 – Chantilly

Chantilly é um dos vários castelos na França que fica pertinho de Paris, por isso é muito fácil de incluir no seu roteiro pela capital francesa. Seu exterior impressiona e apaixona à primeira vista. O castelo de paredes brancas e telhados cinzentos sobre torres de contos de fadas se ergue entre uma ponte e um lago, onde seu reflexo ressalta a beleza em dobro. Ao redor, estende-se um parque adornado por jardins franceses e ingleses desenhados por André Le Nôtre – o mesmo de Versailles.

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Embora exista desde a Idade Média, Chantilly só ganhou a arquitetura atual em 1882, quando foi reconstruído pelo último proprietário, o Duque de Aumale. Quinto filho do último rei da França, Luís Filipe I, o duque herdou a propriedade em 1830, mas a encontrou em ruínas depois de ter sido confiscada pela Revolução Francesa. Antes que pudesse empreender os trabalhos de restauro, Aumale acabou exilado na Inglaterra por mais de 20 anos devido à queda da monarquia na França.

Lá, ele empregou seu tempo e sua fortuna para construir a segunda maior coleção de pinturas antigas do país, perdendo apenas para o Museu do Louvre. Quando retornou para suas terras, decidiu reconstruir o castelo para que servisse não apenas como residência, mas também de galeria para exibir suas obras de arte. Um ano antes de morrer, em 1896, sem ter nenhum herdeiro, o duque doou Chantilly e sua coleção de arte para o Instituto da França.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Mas havia uma condição: depois de sua morte, o local deveria ser transformado em um museu e aberto ao público, sendo conservado exatamente como ele deixara. E assim foi feito. Graças a Aumale, você pode conhecer tanto os jardins de Le Nôtre quanto o castelo, que hoje responde pelo nome de Museu Condé. Durante a alta temporada de verão – do fim de março ao fim de outubro -, Chantilly abre todos os dias, sendo que o castelo funciona das 10h às 18h e os jardins, até as 20h.

Já na baixa temporada de inverno – do fim de outubro ao fim de março –, o conjunto abre todos os dias MENOS NAS TERÇAS-FEIRAS. Nos demais, a visitação pode ser feita a partir das 10h30, sendo que o castelo fecha às 17h e os jardins, às 18h. E ATENÇÃO: Chantilly fecha para férias durante quase todo mês de janeiro. Para conferir a data exata em que começam os horários da alta e da baixa temporada, além do fechamento anual, consulte o site oficial do castelo.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

A entrada no ‘domaine’ – castelo + jardins – custa 17 euros e pode ser comprada tanto na hora (não costuma haver muita fila) quanto antecipadamente pelo site. O Paris Museum Pass é aceito para entrada do castelo, mas não para os jardins. O ingresso apenas para os jardins sai por 8 euros de abril a outubro e 5 euros de novembro a março. Confira aqui nosso post completo sobre como visitar Chantilly. O castelo está localizado na cidade do mesmo nome, a 40 quilômetros de Paris.

A forma mais fácil e rápida de chegar é de trem. Os comboios partem da Gare du Nord e percorrem o trajeto até a Estação Chantilly-Gouvieux em apenas 20 minutos. No painel, você deve buscar pelos vagões que tenham como destino final Creil ou Compeigne e se certificar que Chantilly esteja entre as paradas listadas no caminho. As passagens custam 8,70 euros o trecho e podem ser compradas antes do embarque. Para consultar os horários de partidas, acesse o site da SNFC.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Além da passagem individual, você também pode optar por um pacote promocional que dá direito a passagem de ida, volta e ingresso no castelo por 25 euros. Para mais informações, acesse o site da TER. Uma vez tendo desembarcado em Chantilly, há três formas de chegar até o castelo. A mais simples e barata é caminhar. São 2,4 quilômetros – ou pouco menos de 30 minutos – desde a estação até a bilheteria.

A segunda opção é pegar um táxi na estação, o que é uma boa opção para quem está em três ou quatro pessoas pois são menos de cinco minutos de trajeto até o ‘domaine’ e o custo vai ficar super baixo para cada um. A terceira opção é pegar um ônibus gratuito – que às vezes é identificado como DUC e às vezes é a linha 15 direção Senlis – que sai das proximidades da estação. Mas os horários são bem espaçados, especialmente em dias de semana e na baixa temporada (veja aqui).

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve na França em julho/2011, agosto/2015 e setembro/2018 ***

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