Página inicial EuropaFrança Roteiro na França: 20 dias de viagem da Côte D’Azur a Paris

Roteiro na França: 20 dias de viagem da Côte D’Azur a Paris

por Escolha Viajar
Roteiro na França - Mapa

Se conhecer apenas Paris em poucos dias não é fácil, imagine a França inteira… Embora não seja um país grande, há tantas atrações turísticas espalhadas por todas as suas regiões e com características tão próprias que é muito, mas muito difícil planejar uma viagem que abranja tudo no tempo que normalmente costumamos ter para tirar férias, como 20 dias ou um mês. Só existe uma solução possível, que é escolher os lugares que tenham maior afinidade com o que você mais gosta de fazer. Não estamos ajudando muito, não é? Hehe. Nada de pânico. Para facilitar a sua vida, vamos apresentar a seguir uma sugestão de roteiro na França de 20 dias de viagem e que engloba algumas das melhores atrações do país, desde o azul infinito do Mediterrâneo na Côte D’Azur até todas as luzes de Paris.

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Tá, mas tem TUDO nesse roteiro na França? Não, infelizmente não tem. Seria impossível ver tudo em menos de um mês. Por isso, focamos em uma viagem que fosse não só realizável, mas também gostosa, sem correrias e sem abrir um rombo no seu orçamento. Afinal, a França não é um país baratinho de se visitar. Neste roteiro não estão a Provence, os Alpes, a Normandia, Strasbourg, Marseille, Lyon e uma infinidade de outras localidades que também costumam atrair muitos turistas.  Mas tem praia, cidade medieval, castelo, champanhe, vinho, museu, abadia, jardim, cassino e muito, MUITO mais! Nenhuma das principais atrações do país ficou de fora e você ainda poderá ter um gostinho de cada pedacinho da França, de norte a sul. Confira abaixo nossa sugestão de roteiro na França de 20 dias de viagem.

Roteiro na França – Dia 1: Nice

No seu primeiro dia de roteiro na França, seja bem-vindo a Nice, uma das praias mais famosas do mundo! Nice é a segunda cidade mais turística do país, perdendo apenas para Paris, e possui mais de oito quilômetros de praias. Clássico balneário de férias há mais de 50 anos, esta antiga cidade italiana dispensa grandes apresentações. Hoje no território francês da Côte D’Azur – extremo sul do país e quase na fronteira com Mônaco e a Itália -, Nice forma, junto com Cannes e Saint Tropez, a tríade de praias mais procuradas da Europa, desde por mochileiros e famílias em férias até pelo ex-casal Brad Pitt e Angelina Jolie, que tiveram seus gêmeos no hospital local. E é claro que a primeira coisa a fazer em um lugar assim é colocar o biquíni e se dedicar ao ‘dolce far niente’ por uma boa parte do dia.

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A praia local é de pedrinhas e se estende entre as águas muito azuis do Mediterrâneo e a badalada Promenade des Anglais, o calçadão que começa aos pés da Colina do Castelo e segue até o aeroporto. Você pode escolher qualquer ponto ao longo da costa para estender sua esteira, já que o acesso é gratuito, assim como o uso dos chuveiros e banheiros. Outra boa pedida para economizar é comprar bebida e comida nos supermercados próximos da orla e fazer um piquenique. Mas se quiser guarda-sol e esteira, vai ter que alugar um na beira-mar. Ou pagar para passar o dia em um dos badalados ‘beach clubs’ que se enfileiram um atrás do outro na areia com os mais diversos preços e estilos. Tem os mais classudos, os mais jovens – com pista de dança e DJ bombando -, com piscina… Mas prepare-se para preços salgados.

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Depois que o sol tiver baixado, parta para uma caminhada pela Promenade des Anglais, admirando os edifícios icônicos de Nice, como o Hotel Le Negresco. Não deixe de apreciar o pôr do sol, que, mesmo não sendo no mar, deixa tudo com cores muito bonitas. Hora de voltar ao hotel para se refrescar e trocar de roupa para a noite. Comece seu giro noturno pela Place Masséna, onde fontes interativas de água e vapor iluminadas costumam fazer a festa de adultos e crianças nas noites quentes de verão. Também está localizada ali a Fontaine du Soleil, adornada por uma estátua do deus grego do sol, Apolo, e que é um dos cartões-postais da cidade. Para encerrar o primeiro dia de roteiro na França, escolha qualquer um dos muitos restaurantes que se espalham nas quadras entre a praça e o calçadão à beira-mar para jantar. Há boas opções na Place Rossetti, onde você pode aproveitar para comer a sobremesa pois lá há uma unidade da imperdível Gelateria Azzurro.

Roteiro na França - Nice

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 2: Nice

Para começar bem seu segundo dia de roteiro na França, aproveite o sol ainda fresco da manhã para subir a Colina do Castelo, que fica na extremidade esquerda da Promenade des Anglais. Lá de cima, você vai ter uma bela vista do mar azul de cegar os olhos e pode dar uma passeadinha pelo parque arborizado, onde existe uma cachoeira artificial. De volta à cidade lá embaixo, vá para a estação de trem de Nice e compre tickets de ida e volta até a praia vizinha de Villefranche-sur-Mer (1,90 euros o trecho). São apenas sete ou oito minutos de viagem até este balneário, que é mais popular entre locais do que turistas. Além de ser bem bonita e de ter águas verdes, em contraste com o azul fluorescente de Nice, esta praia sim é de areia, e não de pedrinhas. esta sim de areia.

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Como trata-se de uma baía, a extensão é muito menor do que Nice, o que pode fazer com que ela fique superlotada nos dias de verão. Mas é, de qualquer forma, um passeio muito gostoso, com acesso livre à praia, banheiro e chuveiro. Há restaurantes com vista para o mar e quiosques que vendem cerveja a preço de ouro – e meio quente -, mas que dão para o gasto para apenas uma tarde. No fim do dia, volte a Nice e ao seu hotel para se refrescar e trocar de roupa. Depois, jantar no restaurante de sua preferência e apreciar um belo sorvete da Azzurro. Para encerrar o segundo dia de roteiro na França com chave de ouro, passe em um supermercado, compre uma garrafa de vinho e vá sentar na praia. Muita gente faz isso nas noites quentes de Nice, às vezes entrando a madrugada em animadas rodas de conversa á beira-mar.

Roteiro na França - Villefranche-sur-Mer

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 3: Mônaco (Nice)

No seu terceiro dia de roteiro na França, acorde cedinho e vá para a estação de trem de Nice. Compre passagens de ida e volta e embarque para conhecer o mais que famoso Principado de Mônaco! Cada trecho custa 4,10 euros e a viagem demora cerca de 25 minutos. Como há um acordo de fronteira entre os dois territórios, não é preciso fazer nenhum tipo de imigração nem levar o passaporte. Sendo Mônaco a segunda menor nação autônoma reconhecida pela ONU (perde apenas para o Vaticano), não há muita dificuldade em percorrer as principais atrações do principado em apenas um dia, e nem é preciso usar transporte público. A Igreja de Sainte-Dévote é normalmente o primeiro ponto turístico que você vai ver em Mônaco, já que ela fica logo do lado de fora da estação de trem.

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Esta capela do século XI é dedicada à santa padroeira do principado e da família real dos Grimaldi. A entrada é gratuita. Da Sainte-Dévote, siga até a avenida e dobra à esquerda para seguir direto até a Place du Casino, onde você encontrar, é claro, o Cassino de Monte-Carlo. Ele foi construído em 1863 por Charles Garnier, o arquiteto da Ópera de Paris.  Dezenas de turistas se reúnem do lado de fora todos os dias, para tirar fotos tendo a bela fachada como fundo. Para entrar, é preciso ter mais de 18 anos e portar documento de identidade. Turistas podem visitar o local das 9h às 12h. O ingresso custa 10 euros e a duração média da visita é de 40 minutos. Quem quiser arriscar a sorte nas mesas deve chegar a partir das 14h portando vestimentas adequadas (não são permitidos shorts ou chinelos).

Tomando a esquerda da fachada do cassino, você encontra uma escadaria de onde se tem a melhor vista das curvas percorridas todos os anos no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. Como o circuito é de rua, durante o resto do ano qualquer um pode rodar sobre o seu traçado, sempre marcado pela tradicional zebra branca e vermelha no chão. Descendo pelas curvas da Fórmula 1 e seguindo a rua, você chega à avenida beira-mar. Para a direita, estará o famoso túnel do GP de Mônaco, que pode ser atravessado a pé. Do outro lado, você vai seguir pela Avenida d’Ostende até encontrar o Porto Hercule. Vários caminhos levam até a marina, onde centenas de iates ancorados compõem aquele cenário de Mônaco que sempre povoou a nossa imaginação. Percorra todo o píer, parando em algum dos bares ou restaurantes para beber um drinque refrescante.

Roteiro na França - Cassino de Monte-Carlo, em Mônaco

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Aproveite a pausa, porque do outro lado do porto está a escadaria de subida para o Palácio do Príncipe. O Palácio dos Príncipes situa-se no alto de uma colina, onde se chega através de uma escadaria que sobe desde o Porto Hercule, tendo sido erguido sobre uma fortaleza genovesa em 1215. Pelo lado de fora do edifício destaca-se a Torre Sainte Marie, em pedras brancas; pelo de dentro, a Sala do Trono, ornamentada com uma grande lareira. O palácio abre para visitação todos os dias de 2 de abril a 31 de outubro, exceto no sábado e domingo de F1. O ingresso custa 8 euros. Na Place du Palais- ou Praça do Palácio, localizada em frente ao Palácio dos Príncipes -, você pode admirar a cerimônia da troca da Guarda dos Carabineiros, que acontece todos os dias às 11h55.

Percorrendo os mirantes localizados por todos os lado da praça, se desenham sob os seus pés belas vistas das baías de Mônaco, com o Porto Hercule de uma lado e o Porto de Fontvieille do outro. Construída em 1875, a Catedral de Mônaco está localizada a poucos metros do Palácio do Príncipe. A igreja ficou mundialmente conhecida em 1956, quando serviu de cenário para o casamento do príncipe Rainier III com a atriz Grace Kelly, estrela de Hollywood e musa do diretor Alfred Hitchcock. A sepultura de Grace é uma das atrações da catedral, lugar de descanso final de todos os governantes do principado. A entrada é gratuita, mas turismo não é permitido durante as missas. Descendo do Palácio do Príncipe em direção ao Roseiral Princesse Grace, você chega à Avenida Albert II.

Siga por ela até cruzar a fronteira de saída de Mônaco e entrada em Cap D’Ail, já na França. É da praia Marquet, logo ao lado do principado, que começa o caminho beira-mar que leva à praia mais bonita da Riviera Francesa: a Mala. Embora não esteja localizada dentro de Mônaco, muitos turistas a incluem em seu roteiro pelo principado, pois a caminhada de cerca de 45 minutos é brindada com belas vistas do litoral da Côte D’Azur. A praia é pequena, possui dois restaurantes e costuma ficar lotada nos dias de verão. Logo acima de Mala, existe a estação de trem Cap D’Ail, de onde você pode pegar o trem de volta para Nice. Depois, faça um jantar de despedida de Nice no restaurante de sua preferência para encerrar o terceiro dia de roteiro na França.

Roteiro na França - Circuito de rua de F1, em Mônaco

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 4: Nice/Carcassonne

Seu quarto dia de roteiro na França será dedicado a arrumar a mala, fazer o check out do hotel e viajar de Nice até a cidade medieval de Carcassonne. Há duas maneiras de percorrer o trajeto de 470 quilômetros para o oeste do país. A primeira é a bordo dos eficientes, confortáveis e caros trens franceses. O trajeto dura cerca de sete horas e pode ser feito com uma ou duas paradas, já que não existe um comboio direto entre as duas cidades. A passagem com melhor custo-benefício é a que sai de Nice e vai até Marseille – Estação Saint Charles -, onde ocorre a troca de trem para Carcassonne. Os preços partem de 54 euros e os primeiros vagões partem às 6h20. Para consultar todos os preços e horários, clique aqui.

De ônibus, o trajeto fica um pouco mais demorado – nove horas na estrada -, mas com muito menos custo para o seu bolso. Há duas empresas que percorrem o trajeto com saídas diárias. Uma delas é a FlixBus, cujo coletivo parte do terminal 2 do aeroporto às 9h, chegando a Carcassonne às 17h55. As passagens custam a partir de 20 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. A outra é a Eurolines, cujo coletivo coletivo parte de uma estação da própria empresa que fica bem próxima do aeroporto de Nice (consulte o mapa quando comprar a passagem). O ônibus sai às 12h30 e chega à Carcassonne às 21h45. As passagens custam a partir de 29 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui.

Particularmente, nós gostamos muito mais de viajar com a FlixBus do que com a Eurolines. Uma vez na cidade medieval, pegue um táxi ou providencie um shuttle com antecedência junto ao seu hotel. Isso porque recomendamos que você fique hospedado dentro da Cité, a parte murada de Carcassonne. Lá, carro não entra, muito menos ônibus ou trem, cujas estações ficam na parte nova do município. Faça uma jantinha revigorante em algum local próximo ou no próprio hotel e descanse da longa jornada, pois o dia seguinte do seu roteiro na França será de bater muita perna por este lugar de conto-de-fadas!

Roteiro na França - Cidade medieval de Carcassonne

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 5: Carcassonne

Em seu quinto dia de roteiro na França, acorde cedinho para aproveitar ao máximo esta que é a verdadeira cidades dos contos de fadas: Carcassonne! Considerada a mais bem preservada das cidades medievais da Europa, ela reluz em meio às montanhas do sul da França, onde surgiu como um bastião de defesa das fronteiras do reino. Cercada por nada menos do que três quilômetros de muralhas e 52 torres construídos entre os anos 890 e 910, a cidade-fortaleza impedia as invasões dos normandos. Mas, quando o território da França se expandiu e aquele ponto deixou de ser uma fronteira, Carcassonne perdeu seu poderio e prestígio. Só em 1853, o arquiteto Violet-le-Duc empreendeu o restauro da chamada Cité, a parte murada da cidade, devolvendo-lhe o esplendor dos tempos medievais.

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O trabalho foi tão bem feito que atraiu os olhares do mundo todo, inclusive de Walt Disney. A cidade foi sua inspiração para desenhar o castelo de um dos seus maiores clássicos: ‘A Bela Adormecida’. Não existe uma programação específica para fazer na Cité, apenas perder-se pelo emaranhado de ruelas, tirar muitas fotos das casinhas fotogênicas, admirar as muralhas e suas torres, tomar um vinho nos restaurantes com mesas espalhadas pelas praças, namorar as vitrines e fazer suas compras de lembrancinhas de viagem. O único ponto turístico que existe na cidade é o castelo, chamado de Château Comtal, e você não pode deixar de visitá-lo, já que ele é a porte de entrada para percorrer as muralhas do alto. Ele abre das 9h30 às 17h de 1º de outubro a 31 de março; e das 10h às 18h30 de 1º de abril a 30 de setembro. O ingresso custa 9 euros.

Não deixe também de provar a culinária típica da região de Toulouse, famosa por sua linguiça e pelo cassoulet, um cozido de feijão, carne de caça, carne de porco, linguiça e salsichas. Uma delícia! No fim da tarde, encontre a saída lateral das muralhas de onde parte um caminho que desce em direção à cidade. É neste ponto que você poderá fazer a foto abaixo, no melhor ângulo das muralhas. Desça a colina e vá até o rio pois, do outro lado da ponte, é possível ter uma visão da Cité mais acima dourada pelo sol do entardecer. À noite, janta em algum dos inúmeros restaurantes dentro das muralhas e mais um passeio, desta vez para vê-las iluminadas. E assim encerramos o quinto dia de roteiro na França. Na manhã seguinte, será hora de se despedir de Carcassonne e partir para o seu próximo destino.

Roteiro na França - Cidade medieval de Carcassonne

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 6: Carcassonne/Bordeaux

Seu sexto dia de roteiro na França será dedicado a arrumar a mala, fazer o check out do hotel e viajar de Carcassone até a cidade de Bordeaux, mundialmente famosa pelos seus vinhos. Há duas maneiras de percorrer o trajeto de 340 quilômetros para o noroeste do país. A primeira é a bordo dos eficientes, confortáveis e caros trens franceses. O trajeto dura cerca de três horas e pode ser feito em comboio direto, com saída a cada uma hora e meia mais ou menos. Os preços partem de 21 euros e os primeiros vagões saem às 7h20. Para consultar todos os preços e horários, clique aqui. De ônibus, o trajeto fica um pouco mais demorado – cinco horas na estrada -, mas com menor custo para o seu bolso.

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A única empresa que percorre o trajeto é a Eurolines, cujo coletivo parte de um ponto localizado logo em frente à estação de trens, do outro lado do canal (consulte o mapa quando comprar a passagem). O ônibus sai às 6h05 e chega à Bordeaux às 11h45, com descida também bem em frente à estação ferroviária da cidade. As passagens custam a partir de 16 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. Uma vez em Bordeaux, é só se acomodar no seu hotel (confira aqui nossa sugestão de onde ficar) e, à noite, buscar um restaurante para o jantar. Há vários espalhados nas vias logo atrás da Place de la Bourse, que é a principal da cidade, como a Rue Fernand Phillippart e a Rue Saint-Rémi.

Roteiro na França: Place de la Bourse, em Bordeaux

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 7: Bordeaux

No seu sétimo dia de roteiro na França, vamos fazer um passeio por Bordeaux, cidade produtora de um dos vinhos mais marcantes e populares do país. Durante os anos 1980, ela esteve bastante degradada e chegou a ser quase cortada da rota dos turistas. Mas, graças a um bem-sucedido projeto de restauração levado a cabo nos anos 90, Bordeaux recuperou seu antigo esplendor e passou a ser conhecida como ‘A Bela Adormecida’. Hoje, vive lotada de turistas em busca do seu charme, pontos turísticos e das dezenas de restaurantes e adegas onde é possível fazer degustação ou comprar garrafas e mais garrafas do melhor vinho. Comece seu passeio pelo Monumento aos Girondins, uma coluna de 43 metros cercada por uma bela fonte que está localizada na Place des Quinonces (se ficar longe do seu hotel é só pegar o tram linhas C ou B).

Depois, dê uma paradinha no Centro de Informações Turísticas, que fica logo na esquina do monumento e pegue um mapa da cidade para conseguir localizar as atrações seguintes. A próxima parada é o Grand-Théâtre, a poucos minutos de caminhada de distância, para admirar este belo prédio colunado inspirado na Ópera Garnier, de Paris. O ponto turístico a seguir é a Porte Dijeaux, um dos antigos portões de entrada na cidade quando ainda existia uma muralha medieval em volta dela. Ao lado fica a Place Gambetta, um pequeno e gostoso refúgio florido. Seguindo o tour, vá para a imponente Catedral de Saint-André. O imenso edifício gótico foi consagrado em 1096 pelo Papa Urbano II e nela foram celebrados os casamentos de dois reis da França (Luís VII e Luís XIII). A entrada no edifício principal é gratuita e, para subir na torre do sino que fica logo em frente e de onde se pode ver a cidade de uma altura de 50 metros, é preciso pagar 6 euros.

A próxima parada do tour é o Grosse Cloche, ou ‘relógio grande’ em bom português. Trata-se da única torre remanescente da muralha do século XIII que cercava a cidade e no seu topo, em 1775, foi alocado um imenso relógio de 7.750 quilos! Quem se interessar pode visitar a torre, que foi uma prisão, por dentro também, mas é preciso pagar entrada (não encontramos valores atualizados disponíveis na internet). Seguindo o passeio, vamos até a Basílica de Saint-Michel, em estilo gótico flamboyant. A entrada no edifício principal é gratuita e, para subir na torre do sino que fica logo em frente e que é conhecida como ‘A Flecha’ por ter 114 metros de altura, custa 5 euros. Continuando o passeio, vamos até a Porte Cailhau, um antigo portão defensivo também remanescente da muralha do século XIII que cercava a cidade.

A próxima parada é a Place du Parlement, em estilo italiano e com uma bela fonte do século XIX no centro. Por fim, chegamos ao último ponto do tour: a belíssima Place de la Bourse, símbolo de Bordeaux. Em estilo renascentista, nela costumava funcionar o mercado de trocas, de onde veio o nome. No centro está a Fonte das Três Graças. Em frente à praça fica o famoso espelho d’água de Bordeaux, o maior do mundo com 3.450 m² e que foi construído como parte do projeto de revitalização da cidade. Chega para o sétimo dia de roteiro na França? Mas ainda falta tomar um vinho! Recomendamos o El Rincón Jamón, um aconchegante bar de tapas espanhóis que fica bem próximo e serve muitas variedades de Bordeaux por preços honestos (Rue Saint-Rémi 36). Antes de voltar ao hotel, não deixe de admirar o espelho e a praça iluminados!

Roteiro na França: Place du Parlement, em Bordeaux

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 8: Saint-Émilion (Bordeaux)

O oitavo dia de roteiro na França é dia de beber vinho Bordeaux. De novo, hehe, mas quem está cansado? Mas dessa vez não em Bordeaux, mas sim na cidade vizinha de Saint-Émilion. Para percorrer os 35 quilômetros que separam as duas, o meio mais prático e rápido é o trem. É só chegar na estação, comprar as passagens (9,50 euros o trecho) e pegar uma cópia da tabelinha com os horários de volta. Em 30 minutos você estará na plataforma do vilarejo, de onde é só seguir o fluxo de turistas para os poucos minutos de caminhada até a cidade. Pelo caminho, você já terá uma bela visão dos vinhedos se espalhando pelas colinas.

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Uma vez no centro de Saint-Émilion, procure o centro de informações turísticas e pegue um mapa para facilitar seu deslocamento pelo minúsculo vilarejo. Se você tem interesse em fazer um tour por alguma das vinícolas ou apenas procurar uma que ofereça degustação de vinhos, eles podem indicar as melhores e/ou mais próximas. O Escolha Viajar esteve na Château Soutard, que fica a 15 minutos de caminhada do centro e onde fizemos uma excelente degustação de três tipos de vinho Bordeaux por 8 euros (e ainda ganhamos uma rápida visita à linha de produção de graça!). Mas é claro que há dezenas de outras opções, sendo que algumas oferecem transporte desde o centro por serem mais longínquas.

Quem só quiser comprar vinhos em garrafas pode circular livremente pela cidade, onde as adegas desfilam uma atrás da outra. E Saint-Émilion não é só vinho, mas também uma charmosa vila medieval tombada pela Unesco. Além do tradicional passeio sem rumo pelas ruelas e ladeiras, dê uma passada pela inusitada Igreja Monolítica e suba a Torre do Rei – de onde se descortina uma bela vista da cidadezinha. Não deixe de parar em alguma doceria para provar um canelé, um bolinho de baunilha e rum típico da região. Quando o cansaço bater, é só consultar a tabela dos trens e pegar o próximo vagão de volta para Bordeaux, de onde você se despedirá no dia seguinte, o nono do roteiro na França.

Roteiro na França - Vinícola Château Soutard, em Saint-Émilion

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 9: Bordeaux/Tours

Seu nono dia de roteiro na França será dedicado a arrumar a mala, fazer o check out do hotel e viajar de Bordeaux até a cidade de Tours, usada como base para visitar o famoso Vale do Loire, no coração do país. Há duas maneiras de percorrer o trajeto de 330 quilômetros em direção ao centro-norte do país. A primeira é a bordo dos eficientes, confortáveis e caros trens franceses. O trajeto dura cerca de duas horas e pode ser feito em comboio direto, com saída a cada hora mais ou menos. Os preços partem de 25 euros e os primeiros vagões saem às 6h10. Para consultar todos os preços e horários, clique aqui.

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De ônibus, o trajeto fica um pouco mais demorado – cinco horas na estrada -, mas com menor custo para o seu bolso. Há duas empresas que percorrem o trajeto com saídas diárias. Uma delas é a FlixBus, cujo coletivo parte de uma rua próxima da estação de trem às 13h55, chegando a Tours às 18h35 também em uma via próxima da estação ferroviária (consulte o mapa quando comprar a passagem). Os tickets custam a partir de 5 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. A outra é a Eurolines, que tem cinco saídas de coletivos ao longo do dia, sendo que a primeira parte às 4h e a última às 13h (chegadas das 9h às 17h50).

As paradas de chegada e partida seguem o mesmo esquema da FlixBus, nas proximidades das estações de trem. As passagens custam a partir de 9 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. Particularmente, nós gostamos muito mais de viajar com a FlixBus do que com a Eurolines. Uma vez em Tours, é só se acomodar no seu hotel (confira aqui nossa sugestão de onde ficar) e, à noite, buscar um restaurante para o jantar para encerrar o nono dia de roteiro na França. Como alugamos um quarto equipado com mini-cozinha, não saímos para comer em Tours e não temos sugestões de onde você pode fazer suas refeições, mas com certeza na recepção do hotel eles saberão lhe indicar bons locais.

Roteiro na França: Catedral de Tours

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 10: Vale do Loire (Tours)

Se você é uma daquelas pessoas que sonha em conhecer um castelo cheio de romances e intrigas de reis e rainhas em meio a um cenário de sonhos, chegou ao lugar certo! A cidade de Tours será a base para conhecer o famoso Vale do Loire, que costumava ser o point da nobreza da França nos séculos XV e XVI.  Hoje, a região é um dos principais destino turísticos do país e reúne pelo menos uma dúzia de chateaux – ou castelos, em bom português – abertos para visitação. Por isso, recomendamos muito fortemente que você alugue um carro por três dias para cumprir esta parte do roteiro na França. Vai facilitar bastante o deslocamento entre os castelos e evita que você fique refém de horários de ônibus ou trens. Mas vamos dar as indicações de como fazer os passeios também de transporte público, é claro.

Para o primeiro dia nossa sugestão é fazer a visita ao castelo mais lindo da região: o Château de Chenonceau. Se você está de carro, basta setar o castelo no GPS e ‘bon boyage’. Se não, a melhor maneira de percorrer os 33 quilômetros que separam Tours de Chenonceau é de trem, já que o castelo tem uma estação própria. A viagem dura cerca de 30 minutos, custa 7 euros o trecho e você desembarca quase na frente do château. Também conhecido como Castelo das Sete Damas, sua primeira construção data do século XI, mas o formato de contos de fadas surgiu em 1521 por obra da primeira das damas: Catherine Briçonnet. Em 1547, o castelo foi oferecido pelo Rei Henrique II a sua amante favorita – a segunda dama, Diane de Poitiers -, que fez dele seu pequeno e luxuoso refúgio.

Após a morte do monarca, no entanto, a viúva Catarina de Médices – a terceira dama – tirou a rival do local e o transformou conforme seu próprio estilo sombrio e imponente. Não vamos detalhar a história de todas as damas, mas só por essa pincelada você pode ter uma ideia do tipo de local que vai encontrar. Chenonceau é pequeno se comparado a outros chateaux do Vale do Loire, como Chambord e Amboise, mas sua construção sobre arcadas que formam uma ponte sobre o Rio Cher lhe confere uma beleza única. Além disso, todas as salas, salões, quartos, bibliotecas, halls, escritórios e etc são lindamente decorados com mobília original da época de Diane e Catarina. Do lado de fora, destaque para a torre de menagem – que fica separada do edifício principal – e para os jardins planejados. O da direita de quem entra foi mandado construir por Catarina, e o da esquerda, por de Diane.

Não deixa de cruzar para o outro lado do rio e observar o castelo de ângulos diferenciados. Se puder e quiser, alugue um barco a remo para chegar mais próximo dele e deslizar pela água sob as arcadas. Leve seu almoço pronto e faça um piquenique neste cenário de sonhos! Os ingressos para o castelo custam 14 euros – ou 18 com audioguia – e podem ser adquiridos na hora ou com antecedência, por meio da bilheteria online. O Château de Chenonceau abre todos os dias do ano, sempre às 9h30. O horário de fechamento muda um pouco conforme a época do ano, mas nunca ocorre antes das 17h. Depois do passeio, é só retornar a Tours – seja de carro ou de trem – para descansar e preparar o passeio do dia seguinte. Quem tiver fôlego pode aproveitar para dar uma voltinha na cidade e visitar sua imponente catedral.

Roteiro na França: Château de Chenonceau

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 11: Vale do Loire (Tours)

No 11º dia de roteiro na França sugerimos que você visite o Château de Chambord, o maior e um dos mais populares castelos do Vale do Loire. Se estiver com um carro alugado, é só setar o castelo no GPS para percorrer os 80 quilômetros de distância que o separam de Tours. Se não, precisa pegar primeiro um trem até a cidade de Blois. A viagem dura cerca de 30 minutos e custa 11,20 euros o trecho. Uma vez na estação ferroviária de Blois, procure pela sinalização de parada da Navette Route 41, que parte do lado de fora. Há duas saídas diárias em direção a Chambord, às 9h30 e 11h30, e o custo é de 6 euros o trecho. Mas atenção, porque este coletivo só opera de 1º de abril a 5 de novembro e apenas nas quartas, finais de semana, feriados ou durante as férias escolares francesas.

Parece muito trabalho para um único ponto turístico, mas assim que colocar os olhos em Chambord você vai ter certeza de que valeu a pena. A ideia original era que o prédio serviria apenas como pavilhão de caça para o Rei Francisco I, que dividia sua residência entre os vizinhos chateaux de Blois e Amboise. Mas o projeto foi alterado consideravelmente ao longo dos quase 20 anos que levaram sua construção (1519-1547), e o resultado acabou surpreendendo a todos, até mesmo rei. Chambord é um castelo único no mundo devido à mistura de arquitetura em estilo renascentista francês com elementos medievais – como o fosso, por exemplo – e estruturas clássicas italianas. O projeto original do Château de Chambord é atribuído a Domenico da Cortona, mas teorias recentes sugerem que Leonardo da Vinci pode ter se envolvido no projeto.

O gênio italiano era amante de Francisco I e vivia muito perto de Chambord, no Château du Clos Lucé. As suspeitas surgiram principalmente a partir da impressionante escadaria em dupla-hélice, que é a peça central do palácio. As duas hélices dão acesso aos três andares sem nunca se encontrarem, iluminadas por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício. Em formato de fortaleza, o palácio é cercado por muralhas e quatro torres que abrigam 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. O castelo é constituído ainda por uma fachada de 128 metros, mais de 800 colunas esculpidas e um telhado elaboradamente decorado. O telhado de Chambord – que você pode visitar – é outro traço da construção que tem sido atribuído a da Vinci.

Roteiro na França: Château de Chambord

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Neles, onze tipos de torres e três tipos de chaminés sem simetria lembram o ‘skyline’ de uma cidade, atendendo ao desejo de Francisco I para que a construção se parecesse com a silhueta da antiga Constantinopla – hoje, Istambul. Cercando todo o impressionante conjunto, há um jardim formal francês e um canal. A visitação pode ser feita todos os dias, das 9h às 18h de 1º de abril a 31 de outubro; e das 9h às 17h de 1º de novembro a 30 de março. Os ingressos custam 13 euros, sendo que menores de 18 anos não pagam (para mais informações, acesse o site do palácio). Depois, se você estiver de carro, é só reprogramar o GPS para percorrer os 20 quilômetros que o separam do segundo château do dia: Cheverny. Se não estiver de carro, precisa ficar de olho no relógio, pois sua única chance de fazer essa visita é pegando a navette 41 que passa lá 12h10.

Embora não seja majestoso, nem tenha sido habitado por reis e rainhas com outros casrelos próximos, o Château de Cheverny tem a seu favor outro aliado famoso: o personagem de histórias em quadrinhos Tintim. Foi neste palácio que o desenhista belga Hergé se inspirou para criar o Château de Moulinsart, onde vive o personagem quando não está em uma de suas aventuras pelo mundo. Além disso, Cheverny é uma fofura, mais lembrando uma casa de bonecas do que um palácio de verdade. Ele foi construído em 1630 em estilo clássico e aberto ao público em 1914. A família proprietária, os marqueses de Vibraye, ainda vive no château. Você pode visitar tanto o interior do palácio quanto o parque e jardins que o cercam.

Nas salas que estão abertas ao público, é possível admirar os belíssimos e muito bem conservados mobiliário e decoração do século XVII. Do lado de fora, a grande atração são os canis. Cheverny é uma propriedade onde se pratica a caça com cães, e uma matilha com nada menos do que 50 animais é criada no local. Quem quiser pode vê-los sendo alimentados – às 11h30 em qualquer dia de 1º de abril a 14 de setembro; e nas segundas, quartas, quintas e sextas de 15 de setembro a 31 de março. Falando em horários, o château abre todos os dias do ano: das 10h às 17h de 1º de novembro até 31 de março; e das 9h15 às 18h30 de 1º de abril a 31 de outubro. Os ingressos custam 11,50 euros. Por fim, é só dirigir de volta a Tours ou pegar a navette que te levará novamente à estação de trem de Blois (os horários de retorno são 14h30, 16h10 e 18h30).

Roteiro na França: Château de Cheverny

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 12: Vale do Loire (Tours)

No 12º dia de roteiro na França e terceiro e último no Vale do Loire, sugerimos que você visite dois chateaux que ficam na mesma cidade: Amboise e Clos Lucé. Ambos estão localizados em Amboise, a 25 quilômetros de Tours, uma viagem super rápida para quem está de carro alugado. Quem não está deve pegar um trem regional até a estação da cidade, que fica a 20 minutos de caminhada do centro, onde estão os castelos. A viagem dura 25 minutos e custa 5,70 euros o trecho. Mesmo não sendo tão imponente quanto Chambord, nem tão romântico quanto Chenonceau, o Castelo Real de Amboise é um dos mais interessantes de se visitar. Estrategicamente posicionado do outro lado do rio, o edifício erguido no século XI chegou às mãos da Coroa Francesa em 1434, tendo sido escolhido como uma das residências dos monarcas na região.

O castelo passou por muitas ampliações e melhorias, tendo atingido seu auge sob Francisco I. O estilo gótico domina o edifício, com destaque para a ala Carlos VIII, que compreende os alojamentos do rei e da rainha; e a capela de Saint-Hubert. É nela que está enterrado o gênio italiano Leonardo da Vinci, amante de Francisco I e que viveu até a morte no vizinho Château du Clos Lucé. Amboise abre para visitação todos os dias da semana, das 9h às 12h30 e das 14h às 16h45 em janeiro, dezembro e segunda quinzena de novembro; das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h em fevereiro; das 9h às 17h30 em março e na primeira quinzena de novembro; das 9h às 18h30 em abril, maio e junho; das 9h às 19h em julho e agosto; das 9h às 18h em setembro e outubro. Os ingressos custam 11,70 euros. O segundo castelo a ser visitado na cidade é, claro, o Clos Lucé.

Roteiro na França: Château de Amboise

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Basta tomar a esquerda quando sair de Amboise e seguir 600 metros pela Rue Victor Hugo. Não se espante em não enxergar um castelo de grandes dimensões como todos os outros até aqui. Apesar de também ser chamado de ‘château’, Clos Lucé é na verdade um solar construído em meados do século XV e comprado em 1490 pelo rei Carlos VIII para a sua esposa, Ana da Bretanha. Em 1516, quando Francisco I convidou Leonardo da Vinci para visitá-lo em Amboise, hospedou-o no Clos Lucé para que lá pudesse seguir com seus trabalhos. Com ele, estava nada menos do que a Mona Lisa, que desde então nunca mais saiu do território francês e hoje é exposta no Museu do Louvre, em Paris. Leonardo viveu lá até sua morte, em 1519.

Diz-se que o solar está ligado por uma passagem subterrânea ao Château de Amboise, para permitir que o rei e o gênio italiano pudessem se encontrar longe dos olhares indiscretos da corte francesa. Além do interior da casa, cujo mobiliário e decoração da época foram preservado, também é possível passear pelo amplo e verde parque que a circunda e onde estão espalhados alguns modelos de maquinas desenhadas por Da Vinci. Os ingressos custam 15,50 euros de 1º de março a 15 de novembro, e 13,50 de 16 de novembro a 28 de fevereiro. O solar pode ser visitado qualquer dia da semana das 9h (10h em janeiro) até as 18h de novembro a janeiro, às 19h de fevereiro a junho, setembro e outubro, e até as 20h em julho e agosto. Ao fim das duas visitas, você pode dar ainda um pequeno passeio pelo centro charmoso de Amboise ou retornar diretamente a Tours, seja de carro, seja de trem.

Roteiro na França: Château du Clos Lucé

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 13: Tours/Paris

Décimo terceiro dia de roteiro na França e, finalmente, é hora de tomar o rumo de Paris! Há duas maneiras de percorrer o trajeto de 240 quilômetros entre Tours e a Cidade Luz. A primeira é a bordo dos eficientes, confortáveis e caros trens franceses. O trajeto dura um hora se feito a bordo do TGV – ou ‘train à grande vitesse’, o trem-bala francês -, duas horas se feito em comboio direto e três se feito com uma troca de vagões. A estação de chegada em Paris varia conforme o tipo de viagem que você escolher e os preços também mudam muito, partindo de 15 euros e podendo chegar a 65. Os trens saem de tours mais ou menos a cada 40 minutos, com a primeira partida às 6h. Para consultar todos os preços e horários, clique aqui.

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De ônibus, o trajeto fica um pouco mais demorado – entre três e cinco horas de estrada dependendo da estação final em Paris -, mas com menor custo para o seu bolso. Há duas empresas que percorrem o trajeto com saídas diárias. Uma delas é a FlixBus, cujos coletivos partem de Tours às 7h, 15h30 de 18h40, chegando a Paris às 9h55, 18h15 e 21h35, respectivamente. O local de desembarque é a Estação Rodoviária Bercy-Seine. Os tickets custam a partir de 5 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. A outra é a Eurolines, que tem nove saídas de coletivos ao longo do dia, sendo que a primeira parte às 9h e a última às 18h (chegadas das 13h45 às 21h55). Atenção, pois cada horário tem um local de desembarque específico, podendo ser o Aeroporto de Orly, Estação Rodoviária de Gallieni, Porte de Charenton ou na Place de Clichy.

As passagens custam a partir de 9 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. Particularmente, nós gostamos muito mais de viajar com a FlixBus do que com a Eurolines. Uma vez em Paris, procure a linha de metrô mais próxima ao seu local de desembarque e comece a se familiarizar com o sistema de transporte da capital francesa. Compre um talão com 10 passagens de metrô nas máquinas de auto-atendimento e pegue o rumo do seu hotel. O Escolha Viajar sempre se hospeda no bairro de Montmartre por ser o mais econômico do centro de Paris e também pela proximidade com duas das principais estações de trem da cidade: Gare du Nord – que faz conexão com o Aeroporto Charles de Gaule – e Gare de L’est. Confira aqui nossas sugestões de onde ficar em Paris (e no resto da França).

Se você chegar cedo – ou mesmo tarde, mas cheio de disposição -, sugerimos que passe em um supermercado, compre uma garrafa de vinho, um queijo francês e pegue o metrô até a Estação Trocadéro (linhas 6 e 9). Você sairá bem atrás do Palais de Chaillot, nos Jardins du Trocadéro, o melhor ponto para admirar a Torre Eiffel em toda Paris. Estenda uma canga ou esteira no gramado e espere o anoitecer, quando todas as luzes do monumento se acendem. Além disso, a cada hora cheia após o entardecer, há um show com 20 mil luzes de LED que pipocam por toda a estrutura de ferro, dando um efeito sensacional (no verão as luzes se apagam à 1h, e nas 12 badaladas da meia-noite no restante do ano). Tem jeito melhor de passar a sua primeira noite na Cidade Luz? Só não esqueça que o metrô fecha a 0h durante a semana e a 1h de sábado para domingo.

Roteiro na França - Torre Eiffel, em Paris

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 14: Paris

Primeiro dia em Paris neste roteiro na França e que tal começar com o pé direito? Acorde cedo, arme-se de um mapa e pegue a linha 2 do metrô até a Estação Blanche. A uma quadra fica o famoso Cafe des 2 Moulins (Rue Lepic 15), cenário do filme Amélie Poulain.  Embora o lugar normalmente esteja lotado de fãs do filme e de orientais que seguem as multidões sem terem muita certeza do que estão fazendo ali, vale a pena disputar uma mesinha para tomar o café da manhã. Embora seja obviamente mais caro do que outros cafés da região, os preços do 2 Moulins não são absurdos. Um café simples e um croissant de chocolate saem por 4,1 euros. O crème brûlée, prato preferido de Amélie no filme, custa 7,50 euros. Depois de satisfeita a fome, vamos seguir passeio pelo bairro de Montmarte, conhecido como o reduto boêmio de Prais.

Volte pela Rue Lepic em direção ao metrô e vire á direita para dar um look e tirar uma foto da fachada do famoso cabaré Moulin Rouge, com seu símbolo do moinho de pás vermelhas. Por que só a fachada? Porque há muitos anos já o Moulin Rouge deixou de ser um autêntico reduto da noite parisiense para virar uma casa de shows pega-turista que cobra preços exorbitantes. Melhor passar, não é? Voltando a entrar na Rue Lepic – prometo que é a última vez – e passando pelo 2 Moulins, vire à direita na Rue des Abesses e siga passeando pelo bairro. Você vai passar pela Place des Abesses e, no fim de algumas ruazinhas labirínticas, às Place Saint-Pierre. É daqui que partem as escadarias que dão acesso à belíssima Basílica du Sacré-Coeur, ou Sagrado Coração.

Você pode subir até a basílica com o funicular ao custo de uma passagem de metrô, ou a pé. Neste caso, fique atento aos seus pertences e não se deixe parar nas escadarias por estranhos, já pequenos golpistas e ‘pick pockets’ rondam os turistas. Uma vez lá em cima, admire a magnífica vista de Paris, pois você estará em um dos pontos mais altos da cidade e, depois, entre na fila para visitar o interior da igreja. A basílica é uma atração relativamente jovem na capital francesa, já que foi aberta ao público apenas após a Primeira Guerra. O que não significa que não seja um dos pontos turísticos mais procurados de Paris. Construída em mármore travertino, a basílica reluz como uma joia branca. O templo tem o formato de uma cruz grega e é adornado por quatro cúpulas que chegam aos oitenta metros de altura.

Roteiro na França - Basílica do Sacré-Coeur

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Sua construção ocorreu entre 1875 e 1914 como fruto de uma promessa feita por dois empresários católicos de erguer uma igreja caso a França sobrevivesse à Guerra Franco-Prussiana. A visitação ao interior da igreja é livre e gratuita, podendo ser feita das 6h30 às 22h30. Os horários das missas e demais celebrações religiosas podem ser consultados no site oficial da basílica. Já para conhecer a cúpula, é necessário pagar um ingresso – nenhum site deixa claro o valor oficial, mas deve girar em torno de 6 euros – e encarar os 300 degraus da subida. A entrada ocorre das 8h30 às 20h de maio a setembro, e das 9h às 17h de outubro a abril. Depois da visita, saia para a direita da porta da igreja e dê uma passada na simpática Place de Tertre, que fica a apenas uma quadra de distância e onde artistas costumam vender suas pinturas e fazer retratos ao vivo.

Desça de volta para a base da escadaria da basílica e, a duas quadras dali, no Boulevard de Rochechouart, você vai encontra a Estação Anvers do metrô. Pegue a linha 2 na direção Nation e siga até a Estação Stalingrad, onde fará a conexão com a linha 7 na direção Villejuif-Louis Aragon ou Mairie D’Ivry (algumas linhas de Paris bifurcam no fim e atendem dois pontos finais diferentes, mas isso não interfere no seu caminho). A parada agora será na Estação Palais Royal-Musée du Louvre. Já adivinhou qual é a programação, não é mesmo. Antes de iniciar a visita, busque um lugar nas proximidades para almoçar ou coma seu lanche embalado na mochila (ótima maneira de economizar muitos euros na caríssima Paris). Depois, o jeito é encarar a fila na entrada pela pirâmide e procurar pela bilheteria que venda o Paris Museum Pass, um passaporte turístico que dá acesso a mais de 50 atrações e ainda evita filas em algumas delas.

Compre o de seis dias (74 euros) e entre neste que é nada menos do que o mais importante museu do mundo todo: o Louvre!  Construído originalmente para ser uma simples fortaleza, em 1190, acabou sendo transformado em residência da família real francesa. O palácio foi transformado em museu em 1793 e, hoje, ocupa mais de 73 mil m² onde estão em exposição nada menos do que 35.000 obras de arte! A mais antiga tem sete mil anos de idade e as mais recentes datam de 1848. As coleções do museu são agrupadas em oito departamentos: antiguidades egípcias, antiguidades gregas, etruscas e romanas; antiguidades do Oriente Médio, arte islâmica, pinturas, esculturas, artes decorativas, e impressões e desenhos. Como ver tudo seria impossível, é melhor pesquisar previamente as obras que você tem interesse em conhecer.

As peças mais famosas do Louvre são: os quadros Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e As Bodas de Caná, de Paolo Veronese (ambos estão no 1° andar, ala Denon, sala 711); a escultura Vênus de Milo (térreo, ala Sully, sala 345); a Esfinge de Tanis (térreo, ala Sully, sala 338); as esculturas Escravo Morrendo e Escravo Rebelde, de Michelangelo (térreo, ala Denon, sala 403); a escultura Vitória de Samotrácia (1° andar, ala Denon, sala 703); o quadro A Rendeira, de Johannes Vermeer (2° andar, ala Richelieu, sala 837); o quadro A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix (1º andar, ala Denon, sala 700); a escultura Psiqué Reanimada pelo Beijo de Eros, de Canova (térreo, ala Richelieu, sala 403); e a escultura Os Cavalos de Marly (1º subsolo, ala Richelieu, sala 102). Ao fim da visita, você provavelmente estará exausto e doido por uma refeição e um banho no hotel. Por isso, encerraremos aqui o primeiro dia em Paris deste roteiro na França.

Roteiro na França - Museu do Louvre

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 15: Paris

No seu segundo dia em Paris deste roteiro na França, vamos começar novamente com um café da manhã de dar água na boca. Pegue a linha 1 do metrô e desça na Estação Tuileries. Você vai sair diretamente na Rue de Rivoli, onde deve procurar pelo número 226. É aqui que funciona, desde 1903, a tradicionalíssima casa de chá Angelina. Apesar dos preços salgadíssimos, é impossível visitar Paris sem tomar o chocolate quente (8,2 euros) da casa e comer um Mont-Blanc (9,20 euros), doce tradicional francês feito com creme de castanhas portuguesas e chantilly. Satisfeita a fome e com o bolso um tanto mais leve, hora de seguir o passeio que começa logo do outro lado da Rue de Rivoli, no Jardins des Tuileries, um dos parques mais populares e visitados de Paris.

Contribui muito para isso sua localização privilegiada, na margem direita do Rio Sena e entre o Museu do Louvre e a Place de la Concorde. O espaço verde surgiu no século XVI por ordem da Rainha Catarina de Médicis para decorar o entorno do Palácio das Tulherias, onde ela passava seu tempo livre. Em 1664, o arquiteto André Le Nôtre, autor do projeto dos famosos jardins que rodeiam o Palácio de Versalhes, transformou-o num parque no estilo francês, formal e simétrico. O ponto alto do Tuileries são os dois grandes lagos artificiais, onde crianças costumam pilotar barcos a motor. Entre as alamedas sombreadas, espalham-se dezenas de estátuas ornamentais e os pavilhões do Musée de l’Orangerie e o Jeu de Paume, sedes de importantes exposições de arte contemporânea. O Tuileres abriga ainda cafés, restaurantes, mesas e cadeiras ao ar livre.

Finalizado este passeio, a próxima atração do roteiro na França está logo ao lado. Trata-se da Place de la Concorde – ou Praça da Concórdia em bom português -, a segunda maior da França. Mas ela no pode ficar fora da sua lista de o que fazer na França mais pelo seu simbolismo e história do que pela arquitetura do local. Uma história banhada a sangue. Em 1770, dois anos antes de ser formalmente inaugurada, a praça foi palco da morte de 133 pessoas pisoteadas durante as comemorações do casamento do futuro Rei Luís XVI com Maria Antonieta. Mas o horror maior ainda estava por vir. Em 1792, foi instalada ali a guilhotina que se tornaria símbolo da Revolução Francesa. Das 2.498 pessoas decapitadas na capital naquele período, nada menos do que 1.119 perderam suas vidas diante das multidões que lotavam a Place de la Concorde.

Roteiro na França - Place de la Concorde

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Entre elas estavam justamente Luís XVI e Maria Antonieta. Com o fim da Revolução, alguns projetos foram elaborados para deixar no passado a história sombria da praça, que foi rebatizada de Concorde em 1830. No ano seguinte, o governo do Egito ofereceu à França como presente um obelisco de 3.300 anos e 30 metros de altura. Decidiu-se por ergue-lo no centro da praça por não representar ou lembrar nenhum acontecimento político, o que acabou levando a uma arriscada operação de engenharia realizada em 1836. As duas fontes monumentais – Fontaine des Mers and Fontaine des Fleuves – foram acrescentadas em 1840. Encerrada a visita, vamos seguir caminhando por toda a extensão da próxima atração do roteiro na França: a celebrada Avenida dos Champs-Élysées, a mais bela do mundo! Pelo menos na opinião dos franceses, hehe.

Seus 1,9 quilômetros estendem-se desde a Place de la Concorde até o Arco do Triunfo. A via – a segunda mais cara da Europa e uma das mais caras do mundo – surgiu em 1667 também pelas mãos de André le Nôtre, o mesmo dos jardins de Versailles e das Tuileries. Desde então, a larga avenida arborizada por castanheiros-da-índia – hoje comporta nada menos do que 10 pistas – foi tomada por cafés, restaurantes, casas noturnas e lojas de grife, tornando-se o lugar para ver e ser visto em Paris. É claro que o perfil do comércio mudo bastantes nos últimos séculos, com a chegada grandes redes de comércio, mas nada que tire o charme da Champs-Élysées. Antes de perder-se namorando as vitrines, fazendo compras e procurando um lugar para almoçar, vire na primeira esquina à esquerda, na Avenida Winston Churchill.

Você vai passar pelos históricos prédios do Grand e Petit Palais e chegará à Ponte Alexandre III, a mais bonita de Paris. Fenômeno de engenharia da época, ela foi construída em 1896 e 1900 em um único arco de aço de seis metros de altura que cruza o Rio Sena em vão aberto. Sua exuberante decoração em estilo Art Nouveau tem lampiões, querubins, ninfas e cavalos alados. De volta à avenida, siga atéeeee o fim dela, um passeio gostoso mas um tanto longo. Mas não se preocupe, porque este será o ponto final do 15º dia de roteiro em Paris. A Champs-Élysées termina no eixo radial conhecido como ‘etoile’, ou estrela, pois dele partem 12 ruas e avenidas da cidade. No centro, na Praça Charles de Gaulle, ergue-se o Arco do Triunfo, monumento construído entre 1806 e 1836 para celebrar as vitórias militares do Imperador Napoleão Bonaparte.

A obra monumental do arquiteto Jean Chalgrin tem 50 metros de altura por 45 metros de largura. Em seu exterior estão gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais. No centro do Arco do Triunfo fica o túmulo do soldado desconhecido, uma forma de homenagear todos os militares cujos corpos não puderam ser recuperados. Dentro do arco não há nada para se ver, mas vale a pena encarar os 284 degraus até o topo para descortinar belas vistas da região e da Torre Eiffel. Para subir no arco, basta apresentar o Paris Museum Pass. Como o dia já deve estar pelo fim a essa altura do campeonato, se abanque em algum dos inúmeros restaurantes da avenida para fazer um ‘happy hour’ enquanto a iluminação noturna do monumento se acende. É mais uma daquelas visões imperdíveis que Paris proporciona. Depois, chega, é só voltar para o hotel para janta, banho e cama, hehe.

Roteiro na França - Arco do Triunfo

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 16: Paris

No 16º dia de roteiro na França, pegue a linha 4 do metrô e desça na Estação Cité. Você vai desembarcar literalmente no coração de Paris, a Île de la Cité, onde a tribo celta dos parisii fixou sua primeira moradia e de onde parte o marco zero da capital da França. A apenas uma quadra e meia da estação está localizado o segundo maior símbolo da cidade: a Catedral de Notre-Dame de Paris. O templo é uma das principais construções em estilo gótico do país e se tornou célebre no mundo todo graças ao romance O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo. Sua construção foi iniciada no ano de 1163 e é dedicada à Virgem Maria – daí o nome Notre-Dame, que em francês significa ‘nossa senhora’. Antes mesmo de entrar na igreja, admire a suntuosa fachada adornada por três portais e duas torres de 69 metros de altura.

Ainda do lado de fora, dê uma volta no templo para visualizar sua parte dos fundos, onde os famosos e enormes arcobotantes dão sustentação a todo o edifício. Depois, encare a rápida fila que leva para a visita ao interior do templo, onde a atração é o gigantesco vitral em forma de rosácea, com 13 metros de diâmetro. A entrada é livre e gratuita. Em seguida, procure pela fila na rua lateral esquerda de quem olha de frente para o prédio. É a espera para fazer a subida às torres, de onde é possível visualizar toda região central de Paris e ver de perto as famosas gárgulas. Embora possa levar até uma hora, é uma fila que vale encarar. Para entrar, basta apresentar o Museum Pass. Finalizada a visita a Notre-Dame, vamos para a segunda atração da ilha neste roteiro na França. Voltando ao metrô e indo para o lado oposto da igreja, você dará de cara com a entrada para a Saint-Chapelle e, ao lado, para a Conciergerie – ambas no Boulevard du Palais.

Primeiro, entre na fila da Saint-Chapelle, uma capela gótica construída no século XIII pelo Rei Luís IX (mais tarde São Luís) para servir o palácio real. Nada restou daquela residência dos monarcas da França e, hoje, a capela está localizada no pátio interno do Palácio da Justiça de Paris, na Île de la Cité. O templo tem dois andares, sendo que a parte inferior era reservada aos funcionários e moradores do palácio, e a superior para a família real. Mas o motivo pelo qual a Saint-Chapelle não pode ficar fora da sua lista de o que fazer na França são seus 1.113 vitrais. Eles estão espalhados por 15 janelas com 15 metros de altura, emoldurados por um delicado trabalho em pedra e que retratam histórias bíblicas do Velho e do Novo Testamento. Finalizada a visita a capela, saia para a rua e procure pela entrada para a Conciergerie, logo ao lado.

Não há muito o que ver neste antigo palácio, que foi transformado em prisão real e para onde, ironicamente, a Rainha Maria Antonieta foi enviada para aguardar o julgamento e execução na guilhotina. Há uma cela que recria o ambiente onde a monarca mais controversa da França passou seus últimos dias. Mas não muito mais, por isso é uma visita importante por sua carga histórica, mas rápida. As duas atrações aceitam o Museum Pass. Saindo da Conciergerie, escolha qualquer uma das ruas que margeia o Rio Sena e siga em direção à extremidade da ilha onde está localizada a famosa Pont Neuf, a mais antiga e uma das mais bonitas da cidade. O arco de pedra que foi inaugurado pelo Rei Henrique IV em 1607 tem 12 arcos e 275 metros de extensão. Adiante dela, bem na pontinha da Île de la Cité, você vai encontrar a Square du Vert-Galant, um dos refúgios verdes mais gostosos de Paris.

Roteiro na França - Sainte-Chapelle

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Puxe seu almoço da mochila – ou compre alguma comida de rua, como os populares crepes -, estenda a esteira e aproveite o minúsculo parque para fazer a pausa do almoço. Depois do descanso, saia da ilha e dirija-se à margem esquerda do Sena. No Quai de Montebello, na altura de onde você vê Notre-Dame, há uma estação do BatoBus, o barco que funciona como uma espécie de ônibus e leva turistas para cima e para baixo ao longo de nove estações pelo Sena. É preciso comprar um ticket válido por 24 horas e que custa 17 euros – não há passagens por trecho -, mas ainda assim esta é a maneira mais barata de se fazer um cruzeiro pelo famoso rio parisiense. Embarcando na Estação Notre-Dame, acomode-se para uma viagem de 1h30 passando por alguns dos principais cartões-postais da cidade. Você vai passar pelas estações Hôtel de Ville, Louvre, Champs-Elysées, Beaugrenelle e… Tour Eiffel!

Sim, ‘voilá’, chegou a hora de visitar o símbolo maior da Cidade Luz. Mas, antes, atravesse a Pont d’Iéna e vá conhecer os Jardins du Trocadéro. Dominados pelo Palais de Chaillot, é dos seus gramados que se tem a melhor vista da principal atração turística de Paris. O cenário fica especialmente bonito quando combinado com a gigantesca fonte do parque, cujos canhões de água disparam a cada hora cheia durante o dia. O fim da tarde se aproxima? Essa é a melhor hora para subir à Torre Eiffel, portanto volte para a margem esquerda do Sena (clique aqui para comprar suas entradas pela internet e aqui para ler tudo sobre como visitar a torre). Construída em 1889 para ser o arco de entrada da Exposição Universal, ela deveria ser demolida 20 anos depois. Mas o arrojado e visionário projeto do engenheiro Gustave Eiffel conquistou o coração dos franceses e ela permanece até hoje erguida contra os céus do coração da Cidade Luz.

A Torre Eiffel está dividida em três andares. Se você vai até o terceiro e último, recomendamos que faça isso primeiro, pois pode haver longas filas para pegar os elevadores. O terceiro e mais alto andar da torre exige um ticket diferenciado (e mais caro, como vimos antes) para ser visitado. Ele fica a 276 metros do solo e abriga o escritório onde o criador do monumento – Gustave Eiffel – trabalhava, um bar de champanhe e uma pequena área aberta para se ter a visão da cidade. Aberta em termos, pois o local é todo protegido por um cercado de ferro, o que não ajuda muito as fotos. Além disso, o espaço está sujeito a ficar bastante cheio e apertado, principalmente na alta temporada de verão (junho-agosto) ou outros feriados.

O jeito é relaxar bebendo uma taça de champanhe (de 13 a 22 euros conforme o tipo de bebida e tamanho do copo) e fazer um brinde à beleza de Paris! Depois da visita, desça para o segundo andar, que está a 115 metros de altura e descortina as melhores vistas da cidade. Neste andar você tem espaço de sobra para se mexer, o que não ocorre no topo, e, embora a parte baixa tenha parapeitos protegidos por cercas de ferro, na parte de cima não há nada que lhe atrapalhe a visão e as fotos. Depois de registrar suas imagens com a luz do dia, espere pelo pôr do sol e, em seguida, pelo acender das luzes da torre ao anoitecer. Estar lá em cima quando as 20 mil luzes de LED pipocam é uma experiência única! Para encerrar o 18º dia do roteiro na França, volte ao Trocadéro e deguste uma garrafa de vinho com vista para torre antes de voltar para o hotel.

Roteiro na França - Torre Eiffel

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 17: Paris

Este 17º dia de roteiro na França será o último em que ficaremos efetivamente em Paris, pois nos demais faremos passeios de bate-volta até cidades/atrações próximas. Então, pegue a linha 12 do metrô e desça na Estação Solférino, que está a apenas 30 metros de distância do Museu D’Orsay, que abriga o principal acervo do mundo dedicado ao impressionismo, realismo e simbolismo. Todos os maiores artistas da segunda metade do século XX e do início do século XIX têm obras expostas lá. Destacamos o Bal du Moulin de la Galette, obra prima do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir; o mais famoso dos 43 autorretratos de Van Gogh; Femmes au Jardin, que marcou as primeiras pinceladas impressionistas de Claude Monet; Prima Ballerina, de Edgar Degas; e Olímpia, de Edouard Manet, entre muitas outras.

Além das pinturas, estão expostas ao longo dos cinco andares do museu esculturas célebres, objetos decorativos, fotografias e desenhos, testemunhos da incrível vitalidade da criação artística que efervesceu na Europa entre 1848 a 1914 . Não bastasse esse gigantesco e variado acervo, o D’Orsay funciona na estação ferroviária construída para a Exposição Universal de 1900, pelo arquiteto Victor Laloux. O prédio é belíssimo por dentro e por fora. Não deixe de subir até o último andar onde, além de uma parte importante da exposição, encontra-se o gigantesco relógio da estação. Para entrar, basta apresentar o Museum Pass. Saindo do museu, siga em frente até encontrar o arborizado e tão parisiense Boulevard Saint-Germain. Caminhe sem pressa em meio aos cafés, lojas de grife, restaurantes e livrarias que caracterizam esta que é a principal via da margem esquerda do Sena.

Roteiro na França - Museu D'Orsay

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Aliás, se você quer conhecer alguns dos mais tradicionais restaurantes da cidade, não precisa andar mais do que alguns metros pelo Saint-Germain para encontrar três deles: o Café de Flore, o Les Deux Magots e a Brasserie Lipp. As mesas na calçada são uma ótima pedida para o almoço. Também no boulevard fica a Igreja de Saint-Germain-des-Prés, a mais antiga da cidade de Paris. Embora o prédio atual seja do século XI com restauro feito no século XIX, o templo que data originalmente do ano 542 vale a visita. Siga flanando pela gostosa via até encontrar a esquina com a Rue de Tournon, à direita. Entre nela e, novamente, à direita quando chegar à Rue Saint-Sulpice. Logo à frente você encontrará as belas praça e igreja do mesmo nome. A Fonte dos Quatro Cardeais e as castanheiras dominam a paisagem. Depois, volte pela Rue Saint-Sulpice e dobre á direita na Rue de Tournon, seguindo por ela até avistar o Jardin du Luxemburgo.

A história do parque começou em 1611, quando a Rainha Maria de Médicis decidiu construir na capital francesa uma réplica dos famosos Jardins Boboli, que ela conhecera quando criança em Florença (Itália). Da mãos da realeza, o parque passou à propriedade do Senado da França, que está sediado no famoso Palácio do Luxemburgo. Hoje, o parque se estende por 25 hectares divididos em jardins franceses e jardins ingleses. Entre os dois, encontra-se uma floresta geométrica e uma grande lagoa, onde as crianças costumam pilotar barcos a motor nos dias ensolarados de verão. Ao longo do parque, espalha-se uma coleção de 106 estátuas decorativas, canteiros floridos, mesas e cadeiras para o lazer ao ar livre. Destaque ainda para a monumental Fonte Medici, localizada no lado direito de quem olha de frente para o palácio.

Depois de visitar o parque, seguiremos para última atração deste dia de roteiro na França. Seguindo primeiro pela Rue de Condé, depois de novo pelo Boulevard Saint-Germain e pela Rue Danton, você chegará à Fontaine Saint-Michel, na praça e no fim do boulevard do mesmo nome. Tradicional ponto de encontro de moradores de Paris, esta monumental obra do arquiteto Gabriel Davioud foi inaugurada em 1860. Para a última parte do passeio, volte ao hotel, descanse, troque de roupa e coma algo se preferir. Quando for noite fechada, saia para fazer um tour pelos monumentos de Paris iluminados. Recomendamos a Torre Eiffel porque não há como se cansar dela, o Louvre, a Place de La Concorde, as pontes do Sena e o Arco do Triunfo. E nem precisa pegar um daqueles ônibus caros de dois deques, é só ir unindo metrô com um pouco de caminhada que você conseguirá cobrir tudo sem grandes despesas.

Roteiro na França - Pontes do Sena

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 18: Versailles (Paris)

Neste 18º dia de roteiro na França não ficaremos em Paris, mas iremos à cidade vizinha de Versailles. Com certeza, você adivinhou qual será a programação do dia, não é mesmo? Para cumpri-la, você deve pegar a linha C do trem RER e descer na Estação Versailles Château-Rive Gauche. Uma vez lá, é só seguir o fluxo de turistas e, em 10 minutos, você estará no maior, mais suntuoso e belo palácio que existe para se conhecer no mundo todo: Versailles! Construído pelo Rei Luís XIV a partir de 1664, foi, até a prisão da família real pela Revolução Francesa em 1789, o centro da monarquia absolutista iniciada pelo Rei Sol. Um lugar que abrigava alguém tão poderoso a ponto de dizer ‘o Estado sou eu’ tinha que fazer jus ao seu governante. Versalhes possui 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque.

Nele, estão os famosos jardins formais franceses do arquiteto André Le Nôtre, além do Grand e do Petit Trianon. Não é a toa que é um dos pontos turísticos mais visitados de França, recebendo em média oito milhões de turistas por ano! Devido a todo esse tamanho, visitar Versailles é programa para um dia inteiro e é isso o que vamos fazer neste 18º dia de roteiro na França. Vamos começar entrando na fila para visitar o interior do palácio, ao qual temos acesso com o Paris Museum Pass. Você vai ficar boquiaberto com o luxo, pompa e circunstância da decoração feita em mármore colorido, entalhes em pedra e madeira, murais, veludos, tapeçarias e mobília prateada e dourada. Destaque para a capela real, o Salão de Vênus, o Quarto da Rainha e, é claro, o Salão dos Espelhos, com seus 70 metros de reflexos.

Roteiro na França - Palácio de Versailles

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Depois, vamos para os jardins, cujo acesso é livre e gratuita todos os dias de 1º de novembro a 26 de março. Mas note que, nesse período, as famosas fontes ficam sempre desligadas. De 27 de março a 31 de outubro, a entrada é livre e gratuita nas segundas e de quarta a sexta. Nas terças, sábados e domingos, os jardins são fechados para a realização de espetáculos de luzes e música nas fontes do parque. Para assisti-los é preciso comprar o passaporte que dá acesso total ao parque por 27 euros ou um ticket apenas para o jardim, que custa a partir de 8,50 dependendo do show. Confira todos as apresentações disponíveis, datas e horários exatos no site oficial do palácio. Para se deslocar por toda a extensão do parque também estão disponíveis serviços de aluguel de bicicleta, carrinhos elétricos, segway, barcos e até mesmo um mini-trem.

Tudo pago, é claro. Comece pela Fonte de Latona, logo atrás do palácio e siga caminho pelo Grande Canal e arredores em medo de se perder. O parque é imenso e tem muita coisa para mostrar entre canteiros geométricos, fontes, lagos, colunatas, estufas e estátuas. Mas não perca a hora, pois ainda há mais um parte do complexo para visitar. Saindo pelos caminhos à direita do Grande Canal, você chegará ao Trianon, que são os palacetes privados do rei (Grand Trianon) e da rainha (Petit Trianon). Para entrar, é preciso ter o passaporte que custa 20 euros sem acesso ao show de fontes e 27 euros com, ou ainda comprar um ticket separado de tudo que sai por 12 euros. Depois deste grande dia mergulhado até a raiz dos cabelos na história da realeza francesa, o melhor é pegar o trem de volta para Paris para um bom jantar e uma merecida noite de sono!

Roteiro na França - Palácio de Versailles

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 19: Mont Saint-Michel (Paris)

Neste penúltimo dia do roteiro na França, vamos fazer um passeio de bate-volta desde Paris que é um tanto longo, mas que vale muito a pena! O ponto de partida é a Estação Montparnasse, de onde saem os ‘train à grande vitesse’ – ou TGV – que ligam a capital do país a Mont Saint-Michel. Mas não de forma direta. O comboio vai até Rennes ou Dol de Bretagne, onde se faz conexão em trem local até Pontorson. Desta estação, parte um shuttle para a abadia que é sincronizado com o horário de chegada do comboio e que custa 2,80 euros o trecho. Todo o trajeto dura cerca de 3h30 e as passagens de trem devem ser compradas com antecedência para não se pagar preços exorbitantes de última hora (para consultar todos os preços e horários e fazer reservas, clique aqui).

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O Mont Saint-Michel é uma incrível obra da engenharia medieval que recebe nada menos do que 2,5 milhões de turistas por ano e que não pode ficar fora da sua lista de o que fazer na França. Trata-se de uma ilhota rochosa na foz do Rio Couesnon, no departamento da Mancha, onde foi construído uma abadia. Sua história remonta ao longínquo ano de 708, quando o bispo de Avranches teve uma visão e, seguindo-a, mandou construir na ilhota um santuário em honra a São Miguel Arcanjo. No século XI, o pequeno santuário foi substituído por uma colossal abadia, erguida sobre um conjunto de criptas que dão sustentação ao edifício sobre as rochas e se projeta a 170 metros de altura. A abadia tornou-se um importante centro de peregrinação e, ao redor dela, desenvolveram-se o mosteiro e também um vilarejo.

Este mosteiro foi fortificado no século XIII e, durante a Guerra dos Cem Anos, resistiu a todas as tentativas de invasão inglesa. Depois da extinção das ordens religiosas determinada pela Revolução Francesa, o Mont Saint-Michel passou a funcionar como prisão, tendo sido tombado como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1979. Além de ser uma construção assombrosa para a época, outra peculiaridade que leva tantos visitantes ao local é o fato de a ilhota ser ligada ao continente através de um istmo natural que é coberto pela maré alta e descoberto na baixa. Assim, é possível ver apenas um monte ou uma ilha completa dependendo da altura da água. Para ver o fenômeno da subida ou descida, é preciso estar em Saint-Michel duas horas antes do horário previsto para a maré (você pode consultar o calendário aqui). A visitação ao Mont Saint Michel é livre e gratuita, mas não perca a hora, pois ainda é preciso fazer todo caminho de volta até Paris…

Roteiro na França - Mont Saint-Michel

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Roteiro na França – Dia 20: Reims (Paris)

No último dia do seu roteiro na França não poderia faltar um brinde com champanhe! Para isso, vamos fazer outro bate-volta saindo de Paris, desta vez até Reims, a cidade onde se produz a legítima champanhe francesa. Existem duas maneiras de fazer o trajeto. A primeira é de trem. As composições partem da Gare de L’est a partir das 6h35. Há viagens diretas a partir de 45 minutos ou com uma troca de vagões que duram de uma a duas horas e meia dependendo do trajeto. Os preços partem de 22 euros. Mas atenção ao fato de que, se comprar a viagem a bordo do TGV, você vai até uma estação vizinha de Reims – Champagne-Ardenne – e, de lá, precisa pegar um vagão regional para chegar ao centro da cidade. Para consultar todos os preços e horários, clique aqui.

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A segunda maneira é de ônibus, que são mais demorados, mas mais baratos. A única empresa que oferece horários de ida e volta em um único dia é a Eurolines. Os coletivos partem da Estação Rodoviária de Gallieni às 7h e chegam à Estação Ferroviária Champagne-Ardenne às 8h55. É o mesmo caso do trem TGV, então você vai ter que pegar um vagão regional para chegar ao centro da cidade. A volta ocorre às 18h30, com chegada a Paris às 20h30. As passagens custam a partir de 7 euros. Para maiores informações ou reservas, clique aqui. Em qualquer uma das opções, no fim você chegará à estação ferroviária de Reims. Logo do lado de fora, você vai avistar o centro de informações turísticas da cidade, onde pode pegar o mapa que vai guiá-lo por este dia de passeio.

Mas, antes de começarmos o tour, um recado importante: só existe UMA cava de champanhe que é possível conhecer sem ter feito reservas! Por isso, recomendamos que você pesquise se tem interesse em conhecer mais de uma e adquira os ingressos online. Nossa sugestão é que você visite pelo menos duas: a Taittinger, que não precisa reserva; e a mundialmente famosa Veuve Clicquot, cujo passeio deve sem comprado com antecedência. Nossa primeira parada então será na cave da Taittinger, localizada na Place Saint Nicaise 9. Os passeios pelas cavas são guiados em inglês e duram cerca de uma hora, sendo que o primeiro grupo entra às 9h45 ou 10h30, dependendo da época do ano). Os preços partem de 19 euros com degustação de um tipo de champanhe a até 55 com direito a dois copos de safras especiais. Para maiores informações ou reservas, consulte o site da Taittinger.

Em seguida, a ideia é se dirigir à Place des Droits de l’Homme 1 para fazer a visita à Veuve Clicquot, se o horário que você fez a reserva estiver de acordo (se não, inverta os passos do passeio, não há problema algum). Existem dois tipos de tours: o ‘Footsteps of Madame Clicquot’, que custa 53 euros, dura 1h45 e dá direito à degustação de dois tipos de champanhe; e o ‘Discovery’, que custa 23 euros, dura uma hora e dá direito a provar uma champanhe da marca. Não esqueça de fazer sua reserva com pelo menos um mês de antecedência pelo site da Veuve Clicquot. Depois de encerradas as duas visitas às cavas, pare em um restaurante ou compre algo para comer no supermercado, caso contrário ficará tontinho, hehe. Por fim, existe mais um local que você não pode perder em uma visita à cidade: a imponente Catedral de Notre-Dame de Reims.

Sua pedra fundamental foi lançada em 1211 no local onde Clóvis I, o primeiro rei dos francos, foi batizado e converteu todo seu império germânico ao catolicismo. E este nem é o momento histórico mais importante já visto pelo gigantesco templo em estilo gótico. Em 1429, Carlos VII pode finalmente ser coroado Rei da França graças a uma menina de 20 anos que assistiu à cerimônia vestida com uma armadura: era Joana D’Arc. História à parte, a igreja se destaca pelo portal central, dedicado à Virgem Maria e onde um anjo sorridente costuma chamar a atenção dos turistas; o vitral em forma de rosácea, a Galeria dos Reis, a pia batismal de Clóvis e finas tapeçarias. A visita à catedral é livre e gratuita e pode ser feita das 7h30 às 19h30. E aqui encerramos não só o roteiro por Reims como o roteiro na França.

Roteiro na França - Cava da Taittinger, em Reims

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve na França em julho/2011 e agosto/2015 ***

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2 comentários

Karla Adriely 22 de outubro de 2019 - 22:31

Nossa que site é esse!!! Maravilhoso. Estarei indo para França com meu esposo e sogros. Pretendemos fazer 20 dias. Pensamos em alugar um carro e desbravar. Só estou sem saber se chego por Paris mesmo. Ou se chego pela Itália para começar por Nice…. o que vc me diz…

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Escolha Viajar 25 de outubro de 2019 - 23:37

Olá, Karla!
Não vejo necessidade de você ir para a Itália. Pode desembarcar tanto em Paris quanto no aeroporto internacional de Nice. Mas eu começaria pelo sul por causa do clima. O inverno estará se aproximando e você vai querer pegar menos frio possível na praia, não é mesmo? Já Paris é ótima com calor, frio, chuva, neve, vento… hehe.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

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