Quando os primeiros vikings chegaram de barco até a Islândia, batizaram a ilha de Terra do Gelo. Não poderia haver nome mais adequado, pois este pequeno país do norte da Europa é famoso pelas temperaturas baixas, clima extremo, glaciares, cavernas de gelo e neve, muita neve. Mas é possível chamar a Islândia também de Terra do Gelo… e do Fogo! Alguns de seus vulcões costumam entrar em erupção com fúria. Cidades já tiveram que ser abandonadas por causa da lava.
Não bastasse esse contraste incrível, a ilha é o lar de centenas de cachoeiras e lagos, montanhas, fiordes, praias de areia negra e falésias dramáticas. No verão, a natureza se agiganta e é possível avistar o sol da meia-noite, baleias orca, minke e jubarte, além dos famosos ‘puffins’, ou papagaios do mar. Pensa que acabou? A Islândia ainda é um dos melhores lugares do mundo para avistar as luzes do norte! A Aurora Boreal ocorre de outubro a março.
Não bastassem todos esses atrativos naturais, a Islândia ainda é um dos países mais seguros e desenvolvidos do mundo. Com menos de 400 mil habitantes, a ilha registra criminalidade quase zero. A capital, Reiquiavique, é um charme e reconhecida mundialmente por abraçar a diversidade. Não deixe de colocar esta ilha tão incrível na sua lista de viagens e aproveita para salvar nossas dicas de 20 atrações que você não pode perder na Islândia 😉
1 – Aurora Boreal
A Islândia é considerada um dos melhores lugares do mundo para ver as famosas luzes dançantes do norte devido à sua posição geográfica estratégica, próxima ao Círculo Polar Ártico, e à sua baixa densidade populacional, que garante céus extremamente escuros. Diferente de destinos onde você precisa viajar para o extremo norte, na Islândia é possível ver o fenômeno em qualquer parte do país, inclusive na capital.
A melhor época para ver a aurora boreal na Islândia vai de setembro a abril, período em que as noites são longas e escuras o suficiente para o fenômeno se tornar visível. Os meses com maior probabilidade de céu limpo e condições mais estáveis são outubro, fevereiro e março.
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2 – Cachoeira Gullfoss
A Gullfoss (que significa ‘Cachoeira Dourada’) é uma das quedas d’água mais icônicas, poderosas e visitadas de toda a Islândia. Localizada no vale do rio Hvítá, ela é alimentada pelo derretimento da segunda maior geleira do país, a Langjökull. Junto com o Parque Nacional Thingvellir e o campo geotérmico de Geysir, a Gullfoss forma a famosa rota do Golden Circle (Círculo Dourado). A cachoeira fica a cerca de 116 km de Reykjavík pela estrada Rota 35.
O grande diferencial da Gullfoss é a sua estrutura dramática em dois níveis de queda, onde o rio despenca primeiro por uma altura de 11 metros e, logo em seguida, faz uma curva acentuada para despencar mais 21 metros diretamente para dentro de um desfiladeiro estreito e profundo de 32 metros. A força da água gera uma névoa constante que, em dias ensolarados, cria arco-íris gigantes sobre o cânion.

3 – Águas termais
A Islândia é um dos países com maior atividade geotérmica do mundo, o que permite relaxar em águas quentes naturais mesmo sob temperaturas congelantes. As águas termais islandesas são divididas entre lagoas estruturadas (spas) e fontes termais totalmente naturais e gratuitas no meio da natureza. Isso sem contar as hot tubes, ou banheiras quentes, que são uma tradição islandesa e estão presentes em muitos dos hotéis da ilha.
Os spas contam com infraestrutura completa, banheiros, vestiários e bares molhados. O mais famoso é a Blue Lagoon (Lagoa Azul), localizado perto do aeroporto de Keflavík. Suas águas são azul-celeste e ricas em sílica e algas, excelentes para a pele. Já a Hvammsvík Hot Springs é uma coleção de oito piscinas termais naturais localizadas diretamente nas praias de um fiorde negro, onde o nível da água muda com as marés do oceano.

4 – Cânion Fjaðrárgljúfur
O Cânion Fjaðrárgljúfur é um dos desfiladeiros mais impressionantes e cinematográficos da Islândia. Localizado no sul do país, próximo à vila de Kirkjubæjarklaustur (a cerca de 250 km de Reiquiavique), o cânion tem aproximadamente 2 quilômetros de extensão e até 100 metros de profundidade, esculpido ao longo de milênios pela erosão da água glacial nas rochas. Suas paredes sinuosas e completamente cobertas por um musgo verde criam um contraste único.

5 – Vida selvagem
A Islândia abriga uma vida selvagem fascinante, com destaque para animais marinhos e aves migratórias, além de algumas espécies terrestres marcantes. A observação depende fortemente das estações do ano, sendo o verão europeu (maio a agosto) a época de maior abundância. A ilha é um dos melhores destinos do mundo para o avistamento de baleias e golfinhos, principalmente baleias jubarte, minke, golfinhos-de-bico-branco e botos.
A alta temporada vai de abril a outubro. Húsavík é considerada a capital das baleias, mas elas também podem ser vistas em Akureyri ou na própria Reiquiavique. Já os famosos ‘puffins’ – papagaios-do-mar – são aves carismáticas de bico colorido e um grande símbolo da fauna islandesa. Elas podem ser vistas nas falésias da ilha fazendo ninhos de maio a meados de agosto. Destaque também para as raposas-do-ártico e renas selvagens.

6 – Praia de Reynisfjara
A Praia de Reynisfjara é famosa pela areia preta. Localizada na Costa Sul, bem próxima à charmosa vila de Vík í Mýrdal, parece o cenário de outro planeta e ficou mundialmente conhecida por suas impressionantes colunas hexagonais de basalto (formadas pelo resfriamento de lava vulcânica), pela caverna de pedra de Hálsanefshellir e pelas torres de rocha de Reynisdrangar – que emergem do mar.
Apesar de sua beleza extraordinária, Reynisfjara é uma das atrações mais perigosas da Islândia. O Fenômeno das ‘ondas traiçoeiras’ (sneaker waves) ocorre devido à geografia do fundo do mar e às correntes do Atlântico Norte. Elas são gigantes e surgem do nada, subindo a faixa de areia muito mais rápido e longe do que o padrão normal. Elas têm força suficiente para derrubar adultos e puxá-los instantaneamente para a água congelante.

7 – Cachoeira Seljalandsfoss
A Seljalandsfoss é uma das cachoeiras mais famosas da Islândia, localizada logo na entrada da Costa Sul (a 120 km de Reiquiavique). Com uma queda livre impressionante de 60 metros de altura, a água é originada pelo degelo do famoso vulcão coberto por geleira Eyjafjallajökull. O grande diferencial que atrai milhares de turistas a Seljalandsfoss é a possibilidade única de caminhar por trás da cortina de água através de uma trilha esculpida na rocha.
O momento mais cobiçado ocorre no fim de tarde do verão, quando o Sol da Meia-Noite se põe diretamente em frente à queda, iluminando o spray de água com tons dourados. A apenas 500 metros caminhando pela mesma propriedade fica uma joia escondida: a cachoeira Gljúfrabúi. Ela é uma queda d’água oculta dentro de um desfiladeiro de rocha estreito. O visual interno é mágico e parece saído de um filme de aventura.

8 – Lago de Jökulsárlón
O Lago de Jökulsárlón é uma das maiores joias naturais da Islândia, localizado no sudeste do país, na borda do Parque Nacional Vatnajökull. O lago é famoso mundialmente por ser preenchido por enormes icebergs azuis e brancos que se desprendem da geleira Breiðamerkurjökull e flutuam lentamente em direção ao Oceano Atlântico. Durante os meses mais quentes, você pode navegar entre os blocos de gelo. No inverno, observar tanta beleza já é o bastante!

9 – Campo geotérmico de Geysir
O campo geotérmico de Geysir (localizado no vale de Haukadalur) é uma das atrações mais famosas do circuito do Golden Circle (Círculo Dourado). O local é de enorme importância histórica, pois abriga o Grande Geysir, a nascente termal que deu origem à palavra “gêiser”. Embora o Grande Geysir esteja praticamente inativo hoje, o grande destaque atual do parque é o seu ‘irmão mais novo’, o Strokkur.
Diferente de outros gêiseres pelo mundo que exigem horas de espera, o Strokkur é incrivelmente confiável e ativo. Ele entra em erupção regularmente a cada 4 a 10 minutos, e seu jato de água fervente e vapor atinge alturas que variam entre 15 e 20 metros, podendo chegar a até 40 metros em dias de forte pressão subterrânea. O parque ainda é repleto de pequenas caldeiras borbulhantes, poços de lama fervente e fumarolas.

10 – Diamond Beach
A Diamond Beach (Breiðamerkursandur em islandês) recebeu esse nome turístico porque os blocos de gelo espalhados por sua areia preta reluzem como diamantes sob a luz do sol. É um dos cenários fotográficos mais icônicos e impressionantes de toda a Islândia. Ela fica localizado exatamente em frente ao Lago de Jökulsárlón, bastando atravessar a pé a ponte da estrada, O ciclo que cria a praia é um processo natural contínuo.
Grandes pedaços da geleira se soltam e caem no lago, flutuam pelo canal em direção ao Oceano Atlântico, as ondas fortes do mar quebram esses blocos em pedaços menores e os empurram de volta para a costa. O resultado são centenas de esculturas de gelo cristalino encalhadas na areia vulcânica perfeitamente preta. O nascer e o pôr do sol oferecem a luz perfeita (chamada de golden hour), que atravessa os blocos de gelo e cria efeitos de prisma dourados incríveis!

11 – Grjótagjá
A Grjótagjá é uma pequena caverna de lava inundada por uma fonte de águas termais azul-turquesa, localizada na região do Lago Mývatn, no norte da Islândia. O lugar ganhou fama mundial após servir de cenário para a icônica cena de amor romântica entre os personagens Jon Snow e Ygritte, na terceira temporada da série Game of Thrones. Apesar do seu visual paradisíaco de águas aquecidas pelo calor da terra, é estritamente proibido entrar na água.

12 – Cânion Stuðlagil
O Cânion Stuðlagil abriga a maior coleção de colunas de basalto hexagonais da Islândia, emoldurando um rio de águas que variam entre o azul-turquesa e o verde-esmeralda. Localizado no leste do país (na região do vale de Jökuldalur), este cânion era um segredo totalmente desconhecido até muito recentemente. Durante décadas, o local ficou submerso por um rio glacial violento e lamacento. Em 2009, a criação de uma usina hidrelétrica revelou esta joia geológica oculta.

13 – Stokksness e Vestrahorn
A península de Stokksnes e a imponente montanha Vestrahorn formam uma das paisagens mais dramáticas, selvagens e fotografadas de toda a Islândia. Localizado no sudeste do país, logo após a cidade de Höfn, o local é famoso pelo forte contraste entre picos pontiagudos de rocha escura, dunas de areia preta cobertas de vegetação e uma lagoa rasa que cria um efeito de espelho perfeito. Incluído no acesso à área está a réplica de uma antiga aldeia viking.

14 – Glaciar Vatnajökull
O Glaciar Vatnajökull é a maior geleira da Islândia e sua colossal calota de gelo cobre mais de 8.100 km², o que representa cerca de 8% de todo o território do país. A espessura média do gelo é de 400 metros, mas atinge impressionantes 1.000 metros de profundidade nos pontos mais espessos. Durante o inverno (novembro a março), o derretimento do verão cria túneis e cavernas subterrâneas. Elas mudam de formato a cada ano e oferecem tons de azul indescritíveis.

15 – Sol da Meia-Noite
O Sol da Meia-Noite é um fenômeno natural espetacular que ocorre na Islândia durante os meses de verão, quando o sol nunca se põe completamente abaixo do horizonte. Isso significa que o país desfruta de 24 horas consecutivas de luz do dia, eliminando totalmente a escuridão da noite. Este fenômeno acontece devido à inclinação do eixo da Terra em direção ao Sol durante o verão no Hemisfério Norte.
Como a Islândia fica localizada logo abaixo do Círculo Polar Ártico, ela experimenta esse efeito de forma intensa. O período do Sol da Meia-Noite vai de maio a agosto, mas atinge o seu ápice por volta dos dias 20 a 22 de junho. Nesta semana, o sol se põe tecnicamente por volta da 1h e nasce novamente às2h30, mas o céu permanece completamente claro e iluminado como se fosse fim de tarde durante esse breve intervalo.

16 – Península de Snæfellsnes
A Península de Snæfellsnes é carinhosamente apelidada de ‘Islândia em miniatura’. Localizada no oeste do país, a cerca de 150 km de Reiquiavique, essa faixa de terra de 100 km de extensão concentra quase todas as paisagens geológicas icônicas da ilha: vulcões, campos de lava, praias de areia preta e dourada, penhascos de basalto, vilas de pescadores e uma enorme calota de gelo. É o destino perfeito para quem tem poucos dias no país.
Entre as principais atrações da península estão a Montanha Kirkjufell e Kirkjufellsfoss. Esta montanha em formato de cone é a mais fotografada de toda a Islândia. Ela ganhou fama mundial definitiva como a “Montanha Cabeça de Flecha” na série Game of Thrones. O ângulo clássico de fotografia combina a montanha ao fundo com a pequena cachoeira Kirkjufellsfoss em primeiro plano. Outra é a Igreja Preta de Búðir, pintada inteiramente com breu para protegê-la do clima ártico.

17 – Hot Spring Shower
O Hot Spring Shower, ou chuveiro de água termal, é uma das atrações mais bizarras da ilha. Trata-se de um chuveiro funcional montado na beira de uma estrada de cascalho, sem paredes, boxes ou cortinas. Ele está diretamente conectado a uma fonte termal subterrânea vinda da vizinha central geotérmica de Krafla, no norte da Islândia. A água quente corre 24 horas por dia, 7 dias por semana, mantendo uma temperatura constante e agradável de cerca de 39°C.

18 – Cachoeira Skógafoss
A Skógafoss é uma das maiores, mais potentes e fotogênicas cachoeiras da Islândia. Localizada na Costa Sul, a apenas 150 km de Reiquiavique, ela impressiona por suas proporções simétricas perfeitas: possui 60 metros de queda livre e 25 metros de largura estável. A força com que a água despenca gera uma nuvem massiva de spray que, em dias de sol, projeta quase constantemente arco-íris simples e duplos diante da queda.

19 – Campo geotérmico de Hverir
O campo geotérmico de Hverir (também conhecido como Hverarönd ou Námaskarð) é um dos cenários mais surreais e visualmente impactantes do norte da Islândia, localizado aos pés da montanha Námafjall e muito próximo ao Lago Mývatn. Diferente do campo geotérmico de Geysir, Hverir não possui jatos de água que explodem no ar, mas sim grandes caldeiras de lama cinzenta borbulhante e chaminés de pedra (fumarolas) que cospem vapor e gás enxofre.
A ausência total de vegetação, o solo rachado e as cores intensas de tons amarelos, laranjas e vermelhos criadas pelos depósitos de minerais fazem com que os turistas se sintam caminhando na superfície do planeta Marte. Por ser uma zona de alta atividade vulcânica ligada ao sistema de Krafla, o ar é intensamente impregnado por gás sulfídrico, o que gera um forte odor de ovo podre. O cheiro em Hverir é considerado um dos mais fortes de toda a ilha.

20 – Reiquiavique
Vale muito a pena visitar Reiquiavique (Reykjavík), mas com a expectativa alinhada: ela não deve ser tratada como as grandes e monumentais capitais europeias. Trata-se de uma cidade charmosa, vibrante, extremamente segura e compacta, que funciona perfeitamente como base logística para o início ou fim da sua viagem e como ponto de partida para os principais tours do país.
Dedicando 1 ou 2 dias inteiros, você consegue explorar a pé toda a sua essência cultural, culinária e arquitetônica única. As principais atrações da capital são a Igreja Hallgrímskirkja – sua arquitetura expressionista foi inspirada nas colunas hexagonais de basalto das paisagens islandesas -, a Harpa Concert Hall – centro de concertos que é uma obra-prima da arquitetura moderna -, e a escultura Sun Voyager (Sólfar) – um navio viking estilizado.
Já as rua Laugavegur e Skólavörðustígur são as artérias principais do centro histórico. A Skólavörðustígur é a famosa rua pintada com as cores do arco-íris. Ambas são repletas de cafés charmosos, bares com música ao vivo, restaurantes de alta gastronomia e lojas de design nórdico. Não perca ainda o Bæjarins Beztu Pylsur, O quiosque de cachorro-quente mais famoso do mundo, ativo desde 1937. O diferencial é que a salsicha leva carne de cordeiro islandês.

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