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Campos do Jordão (SP)

por Escolha Viajar
Campos do Jordão
Campos do Jordão
A Pedra do Baú pode ser escalada ou só admirada
Campos do Jordão
Construção artificial causa estranheza na Ducha de Prata
Campos do Jordão
O Pico do Imbiri é deserto e tem um bom mirante
Campos do Jordão
Véu da Noiva não tem nada de 'véu', mas é simpática
Campos do Jordão
Do Pico do Itapeva se avistam sete cidades
Campos do Jordão
A cerveja Baden Baden aquece as noites agitadas
Campos do Jordão
Campos é menos lotada no outono
Campos do Jordão
Vale subir ao Morro do Elefante pela vista da cidade
Campos do Jordão
Construções justificam apelido de ‘Suíça brasileira’
Campos do Jordão
Com o frio, termômetros se tornam atração turística

CLIMA: embora esteja localizada no estado de São Paulo, onde o inverno não costuma ser rigoroso como no Sul do país, a cidade de Campos do Jordão não ganhou o apelido de ‘Suíça brasileira’ à toa. Situada a 1.700 metros de altura, em plena serra da Mantiqueira, ela se tornou um badalado destino turístico porque os termômetros podem chegar a -5ºC nas noites de inverno! Os dias costumam ser ensolarados durante o ano todo, já que a região está sujeita a poucas chuvas e nebulosidade, o que ajuda a elevar as temperaturas durante o dia, quando ficam na casa dos 12ºC. Mas, mesmo no verão, elas não sobem como no restante do Sudeste, variando entre 14°C e 26°C.

COMO CHEGAR: partindo de São Paulo (170 km), o caminho é pela rodovia Presidente Dutra, sentido Rio de Janeiro. Na altura do km 118, é preciso pegar a SP-123. Uma alternativa é a rodovia Ayrton Senna até Jacareí e, de lá, seguir pela Carvalho Pinto até Quiririm. Passando o município, o motorista deve continuar viagem pela SP-123 (Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro), que leva diretamente a Campos do Jordão. Partindo do Rio (303 km) também pega-se a Dutra, até o km 117, onde há uma saída para a SP-123. De Belo Horizonte (582 km), pegue a Rodovia Fernão Dias até a cidade de Pouso Alegre, acesse a MG-295 e siga até São Bento do Sapucaí. Ali, tome a SP-42, que tem entroncamento com a SP-50 e conduz a Campos do Jordão. A empresa Pássaro Marrom faz a ligação rodoviária de ônibus com diversos municípios de São Paulo, inclusive a capital. Também é possível fazer o trajeto saindo diretamente do Rio de Janeiro.

HOSPEDAGEM: o grande desafio em Campos do Jordão é encontrar um lugar que não cobre um preço absurdo no inverno. Nós encontramos a Cantinho dos Anjos, que fica meio distante do burburinho invernal, mas, se você estiver de carro, isso não será problema porque a cidade é pequena. Se não estiver, nem pense em ficar lá, pois a pousada está localizada em uma ladeira nada fácil de se vencer. Tirando isso, o lugar é um charme, com quartos pequenos e munidos de aquecedor, chuveiro a gás e café da manhã na medida!

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COMO SE LOCOMOVER:
Táxi – disponíveis nas regiões centrais, mas de pouca necessidade diante das opções de transporte.
Transporte público – as linhas urbanas não chegam a ser necessárias para quem não está de carro. Há bondinhos que percorrem o circuito turístico e um trem que liga as extremidades do centro da cidade.
Carro – de longe a melhor opção, já que muitos pontos de visitação são belezas naturais no entorno do município.
A pé – não é o ideal porque as principais atrações estão nos arredores da cidade, sendo algumas de difícil acesso. Vale apenas para circular pela região central.

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ROTEIRO:

Dia 1 – sábado, 25/05/2013

O dia amanheceu com algumas nuvens, mas arriscamos fazer nossa primeira parada em Campo do Jordão no Pico do Itapeva, um dos pontos mais altos do Brasil. Distante 25 km do centro da cidade, ele fica já fora do limite do município, em Pindamonhangaba, mas o acesso é totalmente sinalizado e asfaltado. O lado ruim da facilidade de se chegar lá é que o cume foi transformado em uma espécie de feirinha, onde barraquinhas vendem desde comidas e bebidas locais – entre elas excelentes licores e doces – até malhas de gosto duvidoso. Além disso, a pista estreita não comporta os ônibus de excursão, e acabamos presos em um congestionamento (!) no acesso ao pico. Até mesmo os flanelinhas circulam por lá. O mirante acabou encurralado em um canto minúsculo do topo, escondido entre as casinhas, o que obriga o turista a descer para uma área aberta e sem proteção logo abaixo se quiser sentar e contemplar a vista com calma. Foi o que fizemos, mas, infelizmente, perdemos a aposta contra o tempo e as nuvens encobriam quase totalmente a paisagem. Em dias de céu aberto, é possível ver sete cidades lá de cima. Na descida, vale a pena parar no mirante em frente ao hotel Home Green Home. Encravado no alto do vale, ele lembra um castelo bávaro e rende boas fotos (pelo menos para quem ainda não visitou um autêntico). Ainda na estrada que leva ao Itapeva já emendamos uma visita à anunciada ‘cachoeira’ Ducha de Prata. O mínimo que se pode dizer sobre esta queda d’água é que é inusitada. Isso porque foram instalados passarelas, diques, dutos e canos em cima dela, na intenção de criar uma área de lazer com tirolesa e duchas artificiais. O resultado não me agradou particularmente, mas o local parece ter dado certo, já que estava lotado de turistas. Nos contentamos em circular nos arredores, buscando um pouco da beleza original do rio. Decidimos então ir para o outro lado da cidade, em busca do Pico do Imbiri.

O Pico do Imbiri é deserto e tem um bom mirante

O Pico do Imbiri é deserto e tem um bom mirante

A sinalização não é tão clara e acabamos dando de cara com uma estrada onde só transitavam veículos 4X4. Compensou a bela visão da Pedra do Baú, que domina toda a região e pode ser vista de vários municípios vizinhos. Orientados por um morador, encontramos outra estrada, mas desta vez nosso inimigo foi a chuva recente, que transformou o chão em barro puro. Aí virou questão de honra: deixamos o carro no meio do caminho e subimos o quilômetro restante a pé. As dificuldades da estrada mostraram sua vantagem assim que chegamos ao topo: o mirante estava vazio e a vista da cidade era completamente nossa. Uma pequena passarela de madeira faz às vezes de varanda e sentamos lá, balançando as perninhas diante da imensidão. Mortos de fome pela caminhada, fomos almoçar no Pastelão do Maluf. O local é famoso por ser assiduamente frequentado pelo político que lhe deu o nome e tem a grande vantagem de oferecer lanches menos sofisticados e mais em conta em pleno centro inflacionado de Campos. Encravado entre chocolaterias gourmet e lojas de malhas, o local está sempre lotado, mas a espera por uma mesa não chega a ser longa. A decoração pedante – todas as paredes são cobertas por fotos e notícias sobre Maluf, de quem o dono é admirador incondicional – é compensada pelo pastel sequinho, bem recheado e gigante. Para a noite, nossa escolha não poderia deixar de ser o bar da cervejaria Baden Baden, que fica no município e pode ser visitada mediante agendamento. Além da excelente carta de cervejas da casa (recomendo a Bock, doce e encorpada na medida certa para as temperaturas baixas), o menu traz petiscos, sopas cremosas servidas no pão italiano, pratos típicos alemães e o tradicional fondue. Os preços são salgados, mas com certeza valem uma noite saborosa sob os aquecedores de calçada, em meio aos prédios em estilo europeu totalmente iluminados e que valeram à cidade o apelido de ‘Suíça brasileira’. Ainda achamos um espacinho no estômago depois para tomar um chocolate quente, já que os termômetros marcavam 4º e estávamos gelados!

Construções justificam apelido de 'Suíça brasileira'

Construções justificam apelido de ‘Suíça brasileira’

Dia 2 – domingo, 26/05/2013

Como diria Mario Quintana, ‘o dia abriu seu para-sol bordado’ no domingo e decidimos que valia a pena voltar até o Pico do Itapeva para ter a tal vista das sete cidades. E ela estava lá. As poucas nuvens restantes se abriram aos nossos pés e revelaram campos verdes, montanhas e casas até onde a visão alcançava. Almoçamos em uma das barraquinhas que vende comida lá em cima e, embora o número de comerciantes seja de longe exagerado no pico, confesso que foi uma delícia beber uma Baden Baden e comer me aquecendo ao sol do meio-dia a dois mil metros de altura. Foi ainda lá, olhando um mapa turístico da cidade afixado no mirante, que escolhemos nosso próximo destino. A cachoeira Véu da Noiva fica afastada do circuito turístico, localizada em uma estrada de chão, e é possível chegar de carro ou à cavalo.

Do Pico do Itapeva se avistam sete cidades

Do Pico do Itapeva se avistam sete cidades

O acesso no local é fácil graças a um restaurante que se instalou praticamente na beira do rio. Embora nada tenha de ‘véu’, pois é uma queda baixa e rente, proporciona belas fotos e respingos gostosos nos dias de calor. De volta ao centro da cidade, enfrentamos o Morro do Elefante, que estávamos evitando por causa das filas de turistas que se aglomeravam para subir até lá pelo teleférico. Fizemos o caminho de carro mesmo e encontramos lá as mesmas barraquinhas do Itapeva e da Ducha de Prata. Mais próximo do chão, o morro oferece uma visão da cidade mais de perto que os picos que a cercam. Aproveitamos que o domingo se ia, e com ele a multidão, para dar uma caminhada pelo centro de Campos, onde chocolaterias gourmet e tradicionais, bistrôs, lojas de malhas, bares e restaurantes se misturam. O trilho do trem que se desloca de uma ponta a outra do centro, as árvores alaranjadas pelo outono e o córrego represado em meio às duas pistas principais dão um ar europeu à cidade. A despedida foi com chocolate quente, no melhor estilo ‘suíço’.

Véu da Noiva não tem nada de 'véu', mas é simpática

Véu da Noiva não tem nada de ‘véu’, mas é simpática

 

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