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10 dicas da Tailândia que você precisa saber antes de viajar

por Escolha Viajar
10 dicas da Tailândia que você precisa saber

Se você gosta de viajar, a Tailândia tem que ser item obrigatório na sua lista de destinos. É um país simples, com infraestrutura para o turismo construída de forma desordenada e nem sempre das mais eficientes, mas que vai conquistar seu coração de uma maneira que poucos lugares no mundo são capazes de fazer. Não só pelas praias e ilhas lindas de morrer, mas também por seus impressionantes templos, ruínas históricas, natureza luxuriante, culinária sensacional e preços mais do que camaradas. Apesar de tantas coisas boas, estamos falando de um país do outro lado do mundo, literalmente, e que tem uma cultura, língua, escrita e religião totalmente diversas das nossas. Por isso, é bom você conferir algumas dicas da Tailândia antes de embarcar para lá.

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Mas não se preocupe, pois você não deve encontrar grandes obstáculos pelo caminho. Apesar de contar com sua dose de larápios e outros tipos dispostos a se aproveitar dos desconhecimento do turista, o povo tailandês é, em sua grande maioria, muito receptivo e acolhedor. Estas dicas da Tailândia servem mais para ajudar você a evitar pequenas dificuldades que podem aparecer pelo caminho e aproveitar a viagem em toda a sua plenitude. Você provavelmente não sabe como deve se vestir para visitar os templos budistas, como deve apresentar seu certificado de vacinação contra febre amarela na  imigração, quando é a estação de chuvas no país etc. Mas nós sabemos! Confira estas e outras dicas da Tailândia que vão ser muito úteis para as suas férias 😉 .

Dicas da Tailândia 1 – Nem tudo é um paraíso

Embora seja um país sensacional para se visitar, é bom saber que nem tudo na Tailândia se encaixa na definição da palavra ‘paraíso’. Assim como o Brasil, este é um país subdesenvolvido, onde você vai ver trânsito caótico, sistema de transporte público deficiente, grande densidade populacional, crescimento urbano irregular, pobreza, sujeira e poluição. É claro que esses problemas saltam mais aos olhos em grandes centros urbanos – como Bangkok e Chiang Mai – e no interior, sendo menos notórios nas belas ilhas e praias do país. Mas o que realmente pode incomodar quem visita a Tailândia é o turismo de massa desenfreado.

É totalmente compreensível que uma nação pobre queira aproveitar ao máximo a renda gerada pelos visitantes estrangeiros, mas isso acaba causando incômodo para os próprios visitantes. Todos os pontos turísticos, praias e ilhas da Tailândia ficam absolutamente lotados na alta temporada (a estação seca, de novembro a março). E não só de gente, mas barcos zunindo de um lado para outro no mar, ônibus de excursão, táxis, ‘tuk-tuks’ e todo tipo de veículo que consiga carregar um turista para onde eles estiver disposto a pagar ou vender alguma coisa para ele.

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Nas praias, aquele cochilo ouvindo som das ondas é algo impossível, pois você é perturbado a cada cinco minutos por um vendedor de alguma coisa ou por alguém oferecendo massagem. Sem falar que, com a alta demanda, muitos dos serviços prestados acabam sendo de péssima qualidade, pois eles sabem que o barco seguinte (ou táxi, ou ‘tuk tuk’ etc) vai lotar de qualquer forma.

Dicas da Tailândia - Nem tudo é um paraíso

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 2 – Maya Bay sem multidões

Falando em superlotação turística, não existe lugar mais procurado por visitantes do mundo inteiro na Tailândia do que Maya Bay – a praia do filme ‘A Praia’. Mas nós conhecemos duas maneiras de visitar esse local lindo de morrer bem longe das multidões. A primeira opção é reservar um pedacinho do seu orçamento de viagem para alugar um barco particular e sair de Phi Phi Don – a ilha principal do Arquipélago de Koh Phi Phi – pela manhã BEM cedo e aproveitar a beleza de Maya Bay antes que as ordas de turistas cheguem. As embarcações têm lugar para até seis pessoas, assim você pode encontrar outros turistas com quem dividir o custo do passeio.

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Outra opção sensacional – mas ainda mais cara – para conhecer Maya Bay sem ninguém é o tour chamado de ‘sleep aboard’. Ele é operado por uma única empresa, o que garante a preservação da área e que você terá a praia só para si e o grupo que estiver no barco. O passeio parte de Phi Phi Don no fim da tarde, para em um ponto de snorkel e chega a Maya Bay pouco antes do pôr do sol. Na programação estão churrasco na praia, com direito a muitos drinques, mergulho com o plâncton fluorescente e passar a noite na coberta do barco, sob a luz das estrelas. De manhã, você volta à praia deserta para fazer fotos à luz do dia. Mas faça sua reserva com antecedência, pois o barco costuma lotar.

Dicas da Tailândia - Maya Bay sem multidões

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 3 – Cuidado com os golpes

Como dissemos antes, a Tailândia é um país pobre e, por isso, sempre há quem tente se aproveitar do turista mais ingênuo e arrancar dinheiro com pequenos golpes. Os mais comuns envolvem motoristas de táxi e ‘tuk tuks’. Eles abordam o visitante no caminho para algum ponto turístico e oferecem ajuda para encontrar o local procurado. Quando o turista diz onde quer ir, eles ‘informam’ que, naquele dia, infelizmente, a atração está fechada. A mentira serve como pretexto para jogar o estrangeiro dentro do seu veículo e levá-lo para passear em outro lugar ou fazer um ‘city tour’.

Outro golpe bastante popular é dizer ao turista que pegou o táxi ou ‘tuk tuk’ que existe uma grande promoção em alguma loja naquele dia e perguntar se ele não quer aproveitar para fazer compras. É claro que não há nenhuma promoção e o estabelecimento paga comissão por visitante levado até lá. Por fim, nunca entre em um ‘tuk tuk’ sem negociar muito bem o preço, pois alguns têm a cara de pau de cobrar o QUÁDRUPLO do preço de um táxi.

Dicas da Tailândia - Cuidado com os golpes

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 4 – Cuidado com a alimentação

Se fartar com a deliciosa comida tailandesa vendida por preços ridículos pelas ruas das cidades e praias pode ser uma tentação para o turista. Mas é bom você ter estômago forte se for cair nela. As barraquinhas de comida de rua não tem qualquer controle de higiene e, às vezes, a comida fica por horas exposta ao sol escaldante, insetos, no meio de uma cidade poluída e é cozinhada em panelas que são lavadas na mesma água o dia todo. Por mais que você seja adepto do churrasquinho de estádio, pode não ser forte o suficiente para isso.

Outro cuidado na hora de fazer refeições na Tailândia é com a pimenta. O popular Pad Thai, o prato mais famoso da cozinha local e que é encontrado em qualquer menu, é feito – a grosso modo – de noddles salteados com soja, alguma carne, vegetais e… molho picante! Alguns restaurantes sinalizam nos cardápios quando há muita ou pouca pimenta no prato, mas não são todos. Na dúvida, é melhor você perguntar antes de enfiar uma garfada inteira na boca e sair cuspindo fogo, hehe. Nós provamos apenas os menos apimentados e foi pimenta mais que suficiente, não conseguimos passar para os médios… (cá entre nós, às vezes você acaba pedindo mesmo é uma bela pizza 😉 )

Dicas da Tailândia - Cuidado com a alimentação

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 5 – Roupas nos templos

Quem for visitar as dezenas de belíssimos templos budistas que existem na Tailândia deve levar sempre na bolsa/mochila uma canga de praia e uma camiseta. Isso porque muitos deles não permitem a entrada de calças justas, shorts acima dos joelhos e ombros descobertos. Alguns templos oferecem aluguel de roupas para entrar, mas não são todos, por isso é bom se prevenir. Há também os de livre acesso, mas mesmo nesses observe uma pequena regra de respeito pela região local que é sentar-se com os pés para trás. Seus pés jamais podem estar voltados para Buda, pois são considerados a parte mais suja do corpo.

Sobre vestimentas, vale ainda fazer uma menção especial ao Grand Palace, a antiga residência da família real em Bangkok e uma das principais atrações turísticas do país. Os tailandeses são tão devotos ao seus reis e rainhas que mantêm o respeito por eles mesmo que não morem mais lá. Por isso, para entrar no antigo palácio é preciso seguir as mesmas regras de vestimenta de quando se está na presença do soberano. Você deve estar com as pernas cobertas – sendo que a calça ou saia não pode ser grudada no corpo – e ter mangas cobrindo os ombros. Não vale echarpe, tem que ser mangas! Mas não é preciso se preocupar em passar calor e ir todo coberto até lá, pois eles fornecem as roupas adequadas mediante depósito (o dinheiro é devolvido quando você retorna as peças).

Dicas da Tailândia - Roupas nos templos

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 6 – Atrações com animais

Como dissemos lá na primeira das dicas da Tailândia, este é um país pobre e que explora o turismo de todas as formas possíveis como fonte de renda. Uma dessas formas de exploração é a exibição de animais. Tome muito cuidado ao escolher quais dessas atrações você vai visitar – e SE vai visitar – pois muitas são denunciadas e até fechadas por maus-tratos aos bichos. O famoso Templo dos Tigres, nos arredores de Bangkok, foi um dos lugares obrigados a encerrar suas atividades. Mas há muitos outros. Até nós cometemos esse erro ao visitar outro local de exibição de tigres, o popular Tiger Kingdom de Chiang Mai. Lá, você paga para entrar na jaula e interagir com tigres filhotes ou adultos por alguns minutos.

Depois da visita, ao escrever sobre o lugar, acabamos descobrindo que eles são acusados por entidades protetoras dos animais de manter parte deles dopados. Faz muito sentido, já que animais selvagens como os tigres não ficam naturalmente de barriga para cima e se deixam fotografar como se fossem gatinhos domésticos, mas só nos demos conta disso depois. Para não ficar com a péssima sensação de que você colaborou com essa indústria terrível, pesquise um pouco antes de escolher uma atração com animais para conhecer na Tailândia. Fuja de locais em que você pode montar um elefante, por exemplo. Elefantes não são animais de carga como os cavalos e, para que eles aceitem levar pessoas no seu lombo, são treinados com muitos maus-tratos.

O mesmo vale para locais que exibem showzinhos com elefantes pintores, que jogam bola etc. Se quiser ter uma interação saudável com esses gigantes, procure os centros de recuperação. Há muitos pelo país e especialmente na região de Chiang Mai. São locais que abrigam animais abandonados, velhos e doentes, principalmente depois que esse tipo de turismo passou a ser visto com maus olhos. Para se sustentar, eles recebem visitantes por uma manhã/tarde ou até dias inteiros para conviver com os elefantes no seu dia a dia. Você ajuda a alimentá-los, passeia com eles, toma banho no rio etc. Foi uma das coisas mais divertidas e emocionantes que já tivemos a oportunidade de fazer pelo mundo!

Dicas da Tailândia - Atrações com animais

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 7 – Língua e escrita

Depois de dizer tantas vezes o quanto o turismo é explorado na Tailândia, é até difícil de acreditar nisso, mas o inglês não é língua oficial por lá. Você não terá nenhuma dificuldade em se comunicar nos hotéis, pontos turísticos e praias badaladas. Mas se for pegar um táxi na rua, por exemplo, ou pedir informações numa loja qualquer, ou mesmo pedir comida num restaurantes mais simples e afastado, você pode ter problemas em se fazer entender.

Além de pobre, a Tailândia é um país superpopuloso e não é todo mundo que teve a oportunidade de aprender inglês. Outro empecilho para eles é a escrita, já que os tailandeses tem um alfabeto próprio e muito diferente do latino. Por isso, sempre peça ao seu hotel um cartãozinho com o endereço do lugar escrito EM TAILANDÊS. Assim, mesmo que você se perca e tenha que pedir informações ou pegar um táxi, será capaz de se comunicar através do cartão.

Dicas da Tailândia - Língua e escrita

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 8 – Damnoen Saduak pode decepcionar

Embora seja vendido como uma imagem das tradições milenares tailandesas, o mercado flutuante de Damnoen Saduak, localizado nos arredores da capital, Bangkok, já se tornou uma atração totalmente turística e pode acabar decepcionando você. Enquanto relaxa no banco de uma das inúmeras vans com ar condicionado que faz o trajeto de cerca de 100 quilômetros todos os dias cheias de viajantes, você mentaliza tailandeses com seus chapéus típicos guiando os ainda mais típicos ‘long tail boats’ – os compridos barcos de madeira usados pelos locais para se locomover.

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A sua imaginação segue fabricando dezenas de barquinhos em meio aos canais da pacata cidade, onde vendem-se produtos como frutas, legumes, verduras, artesanatos e ouras coisas usadas pelos tailandeses no seu dia a dia comum. Mas, ao chegar, você vai descobrir seu ledo engano. O mercado flutuante de Damnoen Saduak é composto por imensos barracões que abrigam, em sua maioria, lojas de souvenires, roupas e restaurantes. Nada artesanal, tudo ‘made in china’. Há homens segurando cobras gigantescas e cobrando para que os viajantes tirem fotos com elas.

Até existem alguns barquinhos vendendo comida típica, mas são voltados para os turistas e cobram preço de turista. Além disso, o lugar fica superlotado após as 10h, sendo que há tantos barcos carregados de visitantes percorrendo os canais que às vezes não sobra espaço para passar e eles ficam presos uns nos outros…

Dicas da Tailândia - Damnoen Saduak pode decepcionar

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 9 – Quando viajar (clima)

Dificilmente algum brasileiro viaja até a Tailândia para fazer outra coisa que não seja conhecer suas maravilhosas praias. Então, é fundamental planejar a viagem para o mais longe possível da estação de chuvas e das temidas monções do sudeste asiático. O país tem um clima tropical úmido, com temperaturas que variam entre 20°C e 35°C ao longo do ano. Mas, ao contrário de outras nações desta parte do planeta, a ‘fórmula’ para encontrar o mês perfeito de férias na Tailândia é um pouco mais complicada.

O país não tem duas estações apenas – seca e chuvosa -, mas três – seca, chuvosa e temperada -, acrescentando que a água cai do céu em épocas diferentes do ano em cada uma das regiões costeiras da Tailândia. Na costa oeste, banhada pelo mar de Andaman e onde ficam Phuket, Koh Lipe e Koh Phi Phi, a temporada de chuvas vai de abril a outubro. Já na costa leste, no Golfo da Tailândia e onde estão as ilhas de Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao, as tempestades acontecem de setembro a dezembro. A temperatura média nessa época do ano é de 28ºC, embora a sensação de calor possa parecer bastante superior, já que os índices de umidade rondam os 80%.

As monções não costumam provocar na Tailândia os longos períodos de chuvas que se vê em outros países do sudeste asiático, mas temporais rápidos e furiosos. No entanto, a região do país mais atingida pela chuva é justamente também a mais turística. A costa oeste recebe cerca de 2.400 mm de água por ano e costuma oferecer menos serviços aos visitantes durante a estação da chuva. Muitas linhas de ferry e ‘speed boats’, essenciais para se deslocar entre as famosas ilhas do mar de Andaman, operam com horários reduzidos ou mesmo param neste período.

Dicas da Tailândia - Quando viajar (clima)

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas da Tailândia 10 – Brasileiros não precisam de visto

A última e melhor das dicas da Tailândia é que brasileiros não precisam de visto para viagens a turismo, por até 90 dias, mas é necessário fazer a vacina contra a febre amarela. Ao entrar na Tailândia, você deve dirigir-se ao balcão de controle sanitário (‘Health Control’) ANTES de passar pelo controle de passaportes. Lá, você vai apresentar o certificado internacional de vacinação e preencher um formulário. Em seguida, sim, você passa pela imigração, onde deve entregar o formulário e apresentar um passaporte válido por pelo menos seis meses.

Dicas da Tailândia - Brasileiros não precisam de visto

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve na Tailândia em março de 2015 ***

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