Página inicial AméricaCuba Confira 10 dicas de Cuba que você precisa saber antes de viajar

Confira 10 dicas de Cuba que você precisa saber antes de viajar

por Escolha Viajar
Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Não é nenhuma surpresa que Cuba tenha se tornado um dos destinos mais procurados do mundo. Depois do anúncio das primeiras medidas para o fim do embargo econômico por parte dos Estados Unidos, muita gente tratou de arrumar a mala e comprar uma passagem para conhecer a ilha de Fidel Castro como ela foi pelos últimos 50 anos. E se você quer fazer o mesmo é bom se apressar, pois as coisas realmente estão mudando em Cuba. Há carros novos pelas ruas, WiFi nas praças e supermercados com os produtos em prateleiras, e não atrás dos balcões. Mas é bom conferir algumas dicas de Cuba antes de viajar. Afinal, você estará indo para um dos últimos países socialistas do mundo.

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Embora seja muito mais fácil visitar Cuba hoje do que era há apenas um ou dois anos, o turista que vai à ilha ainda precisa se preparar para enfrentar uma série de limitações. É quase impossível usar cartão de crédito para fazer pagamentos, o acesso à internet ainda é bastante complicado, só é permitido fazer câmbio em determinadas moedas, não se encontra produtos básicos de higiene nos mercados etc. Se você leu tudo isso e pensou em deixar sua viagem para daqui alguns anos, quando tudo for mais fácil em Cuba, pense de novo.

Esta é uma chance única de conhecer um país que parou no tempo, onde não há poluição, megacidades, consumo desenfreado ou uma população 100% viciada e dependente de internet. Daqui a alguns anos, é muito provável que esta não passe de mais uma ilha do Caribe, cheia de resorts all inlusive e famílias norte-americanas despejando dólares na falida economia cubana. Confira 10 dicas de Cuba que você precisa saber antes de viajar e embarque agora mesmo!

Dicas de Cuba 1 – Moeda unificada

Até 1º de janeiro de 2021, existiam duas moedas em Cuba: o peso cubano (CUP) e o peso cubano conversível (CUC). A primeira era utilizada pelos locais – cada 1 euro valia 25 pesos cubanos. A segunda foi criada para o uso do turista e era bem mais cara – cada CUC equivalia a mais ou menos 1 euro. Nas casas de câmbio – as Cadecas – e nos caixas eletrônicos, você só recebia CUCs.

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Mas essa confusão toda acabou com a unificação das duas moedas da ilha! O peso conversível deixou de circular, dando lugar a um novo peso cubano com taxa de câmbio fixa. Agora, 24 pesos cubanos valem 1 dólar e ponto final. Essa mudança facilita a vida do turista, mas pode também tornar as viagens a Cuba mais caras, já que foi acompanhada de aumento de preços e salários na ilha.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 2 – Câmbio limitado

Uma vez na ilha, você só pode trocar dólares, euros, dólares canadenses, libras e pesos mexicanos, então não saia do Brasil com reais! Também evite os dólares americanos, pois os mesmos são taxados em 10% por conta do embargo comercial que os Estados Unidos levantou contra Cuba ainda nos anos 1960. A cotação é basicamente a mesma em todas as casas, mesmo as do aeroporto.

Há uma quantidade razoável de caixas eletrônicos pela ilha, mas às vezes você vai precisar caminhar um bocado para encontrar o mais próximo. Todos são do mesmo banco e possibilitam saque apenas da rede Visa. Cartões de crédito só são aceitos muito raramente e em lugares extremamente turísticos, como no famoso bar Floridita.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 3 – ‘Visto’ de entrada

Todo visitante precisa de um cartão de turismo para poder entrar em Cuba. Esse cartão é uma espécie de visto que o governo da ilha concede para visitas de até 30 dias e custa US$ 20. Se você vai sair direto do Brasil para Cuba, deve pedir o documento na embaixada/consulado pessoalmente ou via Correios, o que encarece o processo. Se vai sair de outros países, consulte se a sua companhia aérea não vende o cartão no momento do check in.

Todas as empresas que voam para a ilha a partir do México, por exemplo, fazem isso. Não existe nenhuma burocracia, basta apresentar uma passagem de saída de Cuba em até 30 dias e pagar a taxa. Já o processo via embaixada é mais formal e será preciso preencher um formulário, além de apresentar comprovantes de hospedagem e um seguro de saúde internacional.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 4 – Pequenos golpes

Cuba é um país muito seguro, mas tenha os mesmos cuidados básicos que você teria em qualquer outro país da América Latina, principalmente quando estiver em Havana. Evite a região do centro histórico à noite e, se ficar na rua até de madrugada, volte de táxi. Uma ‘malandragem’ comum em Cuba é não avisar ao turista que o serviço em bares e restaurantes já está incluído na conta. Como é uma diferença normalmente pequena, você nem percebe e ainda deixa a gorjeta para o garçom de novo. Também é preciso conferir o troco SEMPRE. A população do país é muito pobre e faz qualquer coisa para ganhar alguns centavos de CUC.

Com a multiplicação dos turistas também se proliferaram pela ilha os chamados ‘jineteros’, pequenos golpistas que tentam enganar estrangeiros. Não acredite se for abordado na rua e convidado a ver um membro do Buena Vista Social Club tocar em um restaurante próximo, a conhecer uma cooperativa de charutos onde lhe darão desconto, a ir a um festival de salsa etc. Eles ganham comissões por isso ou tentam vender produtos falsos. Em Havana, os ‘jineteros’ costumam ficar no Malecón, a avenida beira-mar.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 5 – ‘Hay internet, pero no mucho’

Sim, a internet já chegou a Cuba, mas de uma forma ainda muito rudimentar. Para acessar a rede mundial de computadores, é preciso comprar um cartão que traz uma senha para conexão por tempo limitado. O de 30 minutos custa 1 CUC e o de uma hora, 2 CUCs. Você encontra os cartões à venda nas unidades da Etecsa, a empresa que fornece WiFi em Cuba, e nos hotéis, mas estes últimos podem cobrar bem mais caro, como absurdos 10 CUCs.

O sinal para conexão está disponível em quase todos os hotéis, agências de viagem e nas praças centrais das cidades cubanas. É muito fácil localizar os pontos de internet, pois sempre há muitas pessoas sentadas do lado de fora com seus celulares nas mãos. Turistas podem entrar nos lobbies dos hotéis e usar o sinal com seu próprio cartão sem problema nenhum. Depois de cada acesso, não esqueça de fazer o ‘log off’, – ou seus minutos de internet vão se perder.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 6 – Temporada de furacões

Cuba está na rota de furacões do Caribe, cuja temporada vai de agosto até o fim de outubro. Claro que é muito difícil que um furacão atinja exatamente a cidade que você visitará justo na data em que estiver lá, mas se não quiser arriscar, é bom programar sua viagem para outro período do ano. Além dos ventos fortes, a ilha também tem uma temporada longa de chuvas, que vai de maio a outubro.

Nessa época, o calor também é mais forte e, por isso, os meses de agosto, setembro e outubro são considerados a baixíssima temporada de turismo na ilha, quando é possível encontrar as atrações menos lotadas e promoções nos resorts das praias cubanas. A alta temporada coincide com o período seco e mais fresco, que vai de novembro a abril.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 7 – Transporte

Transporte é um dos itens mais complicados e caros para quem vai fazer turismo em Cuba e não quer ou não pode alugar um carro. Para se locomover dentro das cidades, você pode utilizar táxis ou táxis coletivos (carros antigos que levam até seis pessoas por uma rota fixa), mas o transporte público é de péssima qualidade, feito em ônibus caindo aos pedaços e sempre superlotados. Alguns coletivos se recusam a levar turistas, principalmente à noite, querendo fechar uma corrida privada e ganhar mais, mas isso tem se tornado mais raro.

Já para ir de uma cidade a outra, você pode fechar um coletivo com outros turistas ou tomar os ônibus da Viazul, a única empresa em que os estrangeiros são autorizados a viajar. As passagens podem ser compradas pelo site da empresa, que aceita cartão de crédito, ou diretamente nas rodoviárias.

Se estiver viajando na alta temporada, é bom garantir seu lugar, pois os ônibus operam rotas limitadas e com poucas saídas diárias. Os carros da Viazul não são uma ‘Brastemp’, mas as linhas turísticas costumam ter um bom ar condicionado, enquanto os coletivos não. Lembre-se de imprimir sua passagem, pois e-tickets mostrados no smartphone, tablet ou notebook não são aceitos.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 8 – Hospedagem

Encontrar hospedagem de boa qualidade em Cuba é fácil, mesmo na ausência de sites do tipo ‘Booking’ ou ‘Hostelworld’, que não operam na ilha. Além das grandes redes de hotéis, que podem ser contatadas via e-mail, você tem a opção de se hospedar nas casas de famílias autorizadas pelo governo cubano a receber turistas.

Esta é a forma mais barata de hospedagem, já que não existem hostels no país. O preço dos quartos é tabelado pelo governo em 25 CUCs, embora algumas casas cobrem um pouco mais do que isso. Esse é o valor total do quarto, durmam nele uma, duas ou três pessoas. O café da manhã é cobrado à parte (cerca de 4 CUCs).

Existem inúmeras famílias cadastradas para receber turistas e você pode identificá-las pelo símbolo na porta da frente, mas o mais recomendado é fazer uma pesquisa prévia pelo site de viagens ‘TripAdvisor’, ou usar recomendações de blogs e amigos que já tenham viajado para lá. Assim, você garante a qualidade da hospedagem.

Uma vez na primeira casa, a família vai te ajudar a fazer as reservas para as próximas cidades sem custo algum. Os quartos costumam ser simples, mas limpos, com banheiro privado e ar condicionado (o que é essencial em Cuba). Alguns oferecem ainda frigobar e televisão.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 9 – Leve na mala

Cuba já viu dias muito piores, mas ainda há coisas que são caras demais para a população comum ou que desaparecem dos mercados por causa do embargo comercial dos Estados Unidos. Por isso, é bom levar algumas delas com você, principalmente se for se hospedar nas casas de família.

Tenha na mala desodorante, repelente, pasta de dente, sabonete, protetor solar e papel higiênico. Este último é fundamental, pois você nunca vai encontrá-lo nos banheiros de restaurantes, bares ou museus. Além disso, o papel higiênico de Cuba é de péssima qualidade, fininho e do tipo ‘lixa’, hehe.

Também não espere ver guardanapos nas mesas ou sacolas plásticas no comércio. É possível comprar bolachas e chocolates nos minimercados, mas normalmente são caros e de um único tipo. Já com as refeições não é preciso se preocupar, pois a maioria dos restaurantes e bares da ilha são muito limpos e confiáveis, embora sofram com a escassez de alguns produtos, como carne de gado. Se quiser ter liberdade para escolher qualquer prato do cardápio antes que ele acabe, é bom chegar para comer antes das 19h.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Dicas de Cuba 10 – Informações turísticas

Existem poucos pontos de informações turísticas em Cuba, mas há muitas agências de viagem onde você pode marcar tours, pedir orientações básicas, alugar carros etc. Como você estará sem internet na maior parte do tempo, compre um bom guia de viagem sobre o país e um mapa, que custa 3 CUCs e pode ser adquirido no aeroporto, qualquer hotel ou agência (ninguém dá mapas de graça).

Os museus cubanos fecham nas segundas-feiras, inclusive os muito procurados Museu da Revolução, em Havana; e Memorial de Che Guevara, em Santa Clara. Já o Memorial do Trem Blindado, na mesma cidade, não abre nos domingos.

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve em Cuba em novembro de 2015 ***

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4 comentários

FRANCIS CARLOS ALMEIDA SANTOS 18 de novembro de 2018 - 20:17

Boa noite Tici e Marquinhos! Chegarei em Cuba pelo Mexico-Cancun e pretendo depois de Havana seguir para Miami-EUA, sabe dizer se posso ter algum tipo de problema para embarcar para os EUA de Cuba? Além do Visto americano valido, o que mais seria preciso?

Responder
Escolha Viajar 24 de novembro de 2018 - 15:26

Olá, Francis!
Essa é uma questão bem controversa e gostaríamos de ter uma resposta assertiva para dar a você, mas não temos. Nós entramos em Cuba via Cancún (México) e saímos via San José (Costa Rica), sem nenhum tipo de problema. Nestes dois links você encontra fóruns com muitos viajantes na mesma situação. Participe e tenho certeza que alguém poderá responder a sua dúvida: https://www.viajenaviagem.com/2017/02/cuba-via-estados-unidos/ e https://guia.melhoresdestinos.com.br/havana-via-miami-75-39148-pf.html.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Ane 13 de novembro de 2017 - 10:47

Sempre acompanho seu blog e esse ano usei varias dicas da Tailândia. Vou me casar e estou pesquisando destinos para lua de mel, minha pergunta ‘e em relação a valores… Inicialmente pesquise Maldivas, mas cerca de 40 mil casal achei um pouco elevado. Vc acha que Cuba/Jamaica/Bahamas ou Egito/Africa/Israel seria destinos que dariam pra ser agrupados? Quanto sera que se gasta, sem luxos? Super obrigada! Beijos, Ane

Responder
Escolha Viajar 17 de novembro de 2017 - 19:06

Olá, Ane!
Os dois roteiros que você mencionou vão sair caros com certeza porque envolvem muitas viagens de avião. Além disso, é bem complicado de se deslocar pelo Caribe, sendo que você provavelmente vai ter que sempre voltar para um hub (Cidade do Panamá, Bogotá ou Miami) antes de embarcar para cada uma das ilhas. Se você quer baixar os custos da sua lua-de-mel, sugerimos que escolha um lugar só para ir. A nossa foi na Polinésia Francesa e estava simplesmente sensacional. Você pode conferir os gastos da viagem nesse link: https://www.escolhaviajar.com/quanto-custa-viajar-para-polinesia/
Um abraço,
Tici&Marquinhos

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