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14 atrações da Chapada Diamantina que você não pode perder

por Escolha Viajar

Cachoeirão, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

A Chapada Diamantina é um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil e dispensa grandes apresentações. Sua fama se consolidou em torno de imensas cachoeiras, poços de águas cristalinas, cavernas e trilhas. Localizada no coração do estado da Bahia, a região abrange o Parque Nacional da Chapada Diamantina e diversos atrativos nas redondezas, combinando belezas naturais com o charme histórico das cidades que prosperaram na época do garimpo.

As principais bases para os passeios são Lençóis, Mucugê e Ibicoara. A melhor forma de visitar uma área tão grande é de carro – próprio ou alugado – ou contratando um tour de vários dias. E acredite que você vai querer ficar por lá pelo menos uma semana e ver tudo o que a Chapada Diamantina tem a oferecer! Por isso, vamos te apresentar nada menos do que 14 atrações que são absolutamente imperdíveis para visitar na sua viagem.

1 – Cachoeira da Fumaça

A Cachoeira da Fumaça é uma das maiores e mais impressionantes quedas d’água do Brasil, com cerca de 340 metros de altura. Por conta disso, a água evapora antes de tocar o chão, formando uma densa cortina de névoa que lembra fumaça. Existem duas formas de conhecer essa que é a principal atração da Chapada Diamantina. A primeira e mais tradicional é fazer a trilha por cima. A caminhada parte do município de Palmeiras e percorre 12 km (ida e volta).

No topo, o visitante pode se deitar em uma pedra na borda do abismo para olhar a queda e a imensidão do cânion lá embaixo. A segunda forma de visitar a Fumaça é fazendo a trilha por baixo, uma opção bem mais raiz. Geralmente realizada em 3 dias, essa caminhada é considerada difícil e feita com acampamento selvagem – é obrigatória a contratação de um guia. Não é preciso pagar entrada, e a trilha por cima pode ser feita por conta própria sem problemas.

Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O principal cuidado que se deve ter é em qual época do ano visitar a Fumaça. Durante o período de chuvas (novembro a abril), o volume d’água é muito maior e impressionante, embora a lama possa dificultar bastante a caminhada. Já no auge da seca (agosto a outubro), a cachoeira pode ficar completamente sem água, restando apenas o visual monumental do cânion. Por experiência própria, prefira por o pé na lama a deixar de ver a queda d’água!

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2 – Mirante do Camelo

O Mirante do Morro do Camelo é um dos pontos panorâmicos mais impressionantes e de fácil acesso da Chapada Diamantina. Localizado próximo ao famoso Morro do Pai Inácio, ele oferece uma alternativa perfeita para quem quer fugir das multidões e contemplar uma vista de 360 graus das imensas formações rochosas da Serra do Sincorá. O nome da atração vem do formato do morro vizinho, que se assemelha a um camelo deitado. O acesso é gratuito.

Vista do Mirante do Camelo. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


3 – Poço Encantado

O Poço Encantado é uma das atrações mais impressionantes da Chapada Diamantina, famoso mundialmente pela sua lagoa subterrânea de águas azuis cristalinas e profundidade que passa dos 60 metros. Ele fica localizado no município de Itaetê, encravado em uma caverna de calcário que proporciona um cenário de beleza incomparável. Para preservá-la, não é permitido nadar no poço. O atrativo fica em uma propriedade privada e a entrada é paga.

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O valor do ingresso inclui equipamentos de segurança e o acompanhamento de um guia. O momento mais aguardado pelos turistas acontece quando um raio de sol atravessa uma fresta natural da caverna e incide diretamente sobre a água, criando um feixe de luz azul turquesa brilhante. Mas esse fenômeno ocorre apenas entre os meses de abril e setembro, entre 10h 13h30. Nos demais meses do ano, o poço continua sendo belíssimo e azul.

Poço Encantado, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


4 – Cachoeira do Mosquito

A Cachoeira do Mosquito é um dos destinos mais procurados da Chapada Diamantina devido à sua impressionante queda livre de 70 metros de altura combinada a uma trilha curta e fácil. Ela fica localizada em uma propriedade privada chamada Fazenda Santo Antônio, em Lençóis. O ingresso custa R$ 60. Não há necessidade de contratar um guia para visitá-la. A fazenda conta com um mirante na parte superior que oferece uma visão panorâmica da cachoeira.

Cachoeira do Mosquito, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


5 – Cidades históricas

Lençóis e Mucugê são as duas principais cidades históricas que servem como base para explorar a Chapada Diamantina. Elas guardam o charme da arquitetura colonial da época do garimpo de diamantes – século XIX -, mas possuem perfis, infraestruturas e localizações geográficas completamente diferentes. Para uma viagem perfeita pela região, o ideal é dividir a hospedagem entre as duas, que estão a 140 km de distância uma da outra.

Lençóis é a maior e mais movimentada cidade-base da Chapada. É o local ideal para quem busca badalação noturna, gastronomia variada e facilidade de serviços. Possui a melhor estrutura de hotéis e pousadas charmosas, agências de turismo, lojas, supermercado, farmácias, agências bancárias e o aeroporto regional. A noite na Rua das Pedras é famosa pelas mesas ao ar livre, música ao vivo e ótimos restaurantes.

Localizada na parte sul do Parque Nacional, Mucugê fica em um platô a quase 1.000 metros de altitude (o que a torna mais fria à noite). É uma cidade extremamente limpa, pacata, com ruas largas e canteiros floridos. Perfeita para quem quer paz, silêncio e contato com o cotidiano do interior baiano. Em qualquer uma delas, reserve algumas horas para se perder pelas ruas de pedra e admirar o casario antigo e igrejas em estilo tradicional.

Igreja na cidade histórica de Lençóis. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


6 – Complexo da Pratinha

O Complexo Turístico da Fazenda Pratinha, localizado no município de Iraquara, se destaca na Chapada Diamantina por sua infraestrutura completa de lazer, centralizada em um rio de águas cristalinas e suas cavernas. As principais atrações são a Gruta da Pratinha – uma imensa abertura rochosa de onde brota a nascente do rio – e a Gruta Azul – uma caverna inundada por águas transparentes que ganham um tom azul sob os raios de sol.

Os ingressos no complexo custam entre R$ 90 e R$ 110, o que não significa que ele não estará absolutamente lotado nos períodos de férias  feriados prolongados. Atividades de flutuação na caverna, tirolesa, caiaque, stand-up paddle, pedalinhos e fotos subaquáticas podem ser contratados à parte. A fazenda possui pousada própria (a Recanto do Major), restaurantes self-service, lanchonetes e banheiros estruturados com chuveiros.

Gruta da Pratinha, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


7 – Cachoeira do Buracão

A Cachoeira do Buracão é considerada uma das quedas d’água mais bonitas e impressionantes do Brasil. Localizada no município de Ibicoara, no extremo sul do Parque Nacional da Chapada Diamantina, ela tem 85 metros de altura e fica escondida no final de um estreito e majestoso cânion alagado. Para acessá-lo, é preciso percorrer uma trilha de 6 km (ida e volta), considerada fácil. Há outras quedas d’água no caminho para se refrescar.

A experiência de chegar até a cachoeira é o grande diferencial: nos últimos metros, os visitantes precisam colocar coletes salva-vidas e nadar ou caminhar pelas rochas contra a correnteza por um corredor estreito até que o cânion se abra, revelando a imensa e estrondosa queda d’água. No topo da queda existe um mirante de onde é possível fazer fotos seguro por um cinto ou mesmo descer de rapel (atividade paga à parte).

A atração faz parte do Parque Natural Municipal do Espalhado e é  obrigatório contratar um guia credenciado para fazer o passeio. Eles fornecem os coletes para o nado no cânion e podem ser contratados diretamente na associação de Ibicoara ou na portaria. Ou seja, você pode ir com o seu veículo e pegar um guia apenas lá. Eles geralmente cobram de R$ 150 a R$ 200 para grupos de até 4 pessoas. Já o ingresso do parque custa R$ 30 por pessoa.

Cachoeira do Buracão, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


8 – Morro do Pai Inácio

O Morro do Pai Inácio é o cartão-postal mais famoso e icônico da Chapada Diamantina. Localizado no município de Palmeiras, a cerca de 30 km de Lençóis, o morro fica a 1.120 metros de altitude e oferece a vista panorâmica mais espetacular de toda a região, com um horizonte recortado pelos imensos vales e platôs da Serra do Sincorá. O local é  famoso pelo seu pôr do sol, momento em que a luz dourada ilumina os paredões rochosos.

A subida de cerca de 300 metros de extensão exija um pouco de fôlego por causa da inclinação, mas há cordas e corrimãos de apoio nos trechos mais íngremes. O caminho é totalmente autoguiado e estruturado e você pode visitar o morro por conta própria. A taxa de entrada custa R$ 30. Atenção: ninguém pode subir após as 17h, só quem já está lá em cima assiste ao pôr do sol. Leve casaco, pois venta bastante lá em cima e fica frio assim que o astro rei some.

Vista do Morro do Pai Inácio. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


9 – Poço Azul

O Poço Azul é uma das atrações mais famosas e surpreendentes da Chapada Diamantina, localizado no município de Nova Redenção. Trata-se de uma caverna inundada por águas de uma transparência cristalina tão extrema que os turistas parecem estar flutuando no ar. Diferente do Poço Encantado, onde a visita é apenas contemplativa, no Poço Azul é permitido nadar e fazer flutuação. A entrada custa R$ 60.

O Poço Azul também recebe o fenômeno do raio de sol de fevereiro a outubro, entre 12h30 e 14h. Mas o ano todo a caverna continua incrivelmente azul e transparente, valendo a visita em qualquer momento. O mergulho é feito em grupos guiados com uso de colete salva-vidas (incluso no valor do ingresso). A flutuação guiada dura cerca de 15 a 20 minutos dentro da lagoa, o suficiente para observar a imensidão subaquática e pequenos peixes.

Poço Azul, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


10 – Cachoeira da Fumacinha

A Cachoeira da Fumacinha é considerada o trekking de um dia mais difícil e extremo da Chapada Diamantina. Localizada no município de Ibicoara (sul do parque), ela tem cerca de 100 metros de queda e fica escondida no final de um cânion extraordinariamente estreito, sinuoso e com paredões rochosos que chegam a quase 300 metros de altura. Diferente de outras atrações da região, a Fumacinha é  para quem tem preparo físico e espírito aventureiro.

A trilha de cerca de 18 km (ida e volta) é feita pelo leito do rio. São entre 7 a 9 horas de caminhada intensa, subindo e descendo pedras de grande porte. Há trechos em que é preciso se segurar com as mão para andar pela parede do cânion, com o rio abaixo. Mas tudo vale a pena quando você se depara com a imensa cachoeira despencando em um poço profundo e escuro. É absolutamente indispensável e obrigatório contratar um guia experiente para esse passeio.

O cânion é um local sem sinal de celular e existe o risco de tromba d’água – por ser um cânion muito estreito, se chover na cabeceira do rio o nível da água pode subir metros em poucos minutos. Quanto ao clima, é preciso ter cuidado com os dois extremos: no auge das chuvas (novembro a abril), o leito pode se tornar inacessível para a trilha; no auge da seca (agosto a outubro), a queda pode sumir – embora o trekking pelo cânion continue lindo.

Cachoeira da Fumacinha, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


11 – Poço do Diabo

O Poço do Diabo é um dos passeios mais populares, acessíveis e refrescantes da Chapada Diamantina. Localizado no município de Lençóis, ele faz parte do complexo do Rio Mucugezinho e se destaca por sua imensa piscina natural de águas escuras e avermelhadas, alimentada por uma queda d’água de 20 metros de altura. O Poço do Diabo fica a apenas 18 km do centro de Lençóis e a trilha até ele tem apenas 1 km. O acesso é livre e gratuito.

Poço do Diabo, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


12 – Vale do Pati

O Vale do Pati é considerado um dos trekkings mais bonitos do Brasil e uma das experiências de caminhada mais marcantes da América do Sul. Localizado no coração do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o vale é uma área isolada, cercada por imensos paredões rochosos, onde não há estradas ou sinal de celular. O grande diferencial do Pati é a imersão cultural: os caminhantes pernoitam, jantam e tomam café da manhã na casa dos moradores.

Os roteiros tradicionais variam de 3 a 5 dias de caminhada, podendo ser feita a travessia completa ou bate-volta ao ponto de partida. Não é necessário ser atleta, mas o Pati exige bom condicionamento físico. Caminha-se entre 15 km e 22 km por dia, enfrentando subidas e descidas íngremes entre pedras soltas, além de longas horas sob o sol carregando mochila nas costas. Embora algumas pessoas façam por conta própria, a contratação de um guia é recomendável.

As principais atrações no interior do vale são a Cachoeira do Funil, o Morro do Castelo, a Cachoeira do Calixto e o Cachoeirão, considerado o ponto alto do trajeto. Nesse ponto dos paredões rochosos, a água da chuva pode formar mais de 20 cachoeiras simultâneas despencando de quase 300 metros de altura! Se for ao Pati na época de seca (maio a outubro), você encontra as trilhas estão menos escorregadias, mas corre o risco de não apreciar o Cachoeirão.

Vale do Pati, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


13 – Parque da Muritiba

O Parque Natural Municipal da Muritiba é um dos passeios mais fáceis da Chapada Diamantina, pois fica dentro da cidade de Lençóis. Com uma curta caminhada a partir do centro histórico, você já acessa o complexo repleto de poços, cachoeiras e mirantes, sendo considerado o circuito ideal para o primeiro dia de viagem ou para famílias. O parque divide-se em duas experiências de visitação: por baixo (sem guia) e por cima (acesso só com guia credenciado).

O grande atrativo do parque são os Caldeirões do Serrano, piscinas naturais formadas na rocha avermelhada onde o rio corre, criando verdadeiras ‘hidromassagens’. Há também o Salão de Areias Coloridas, o Poço Halley e a Cachoeira da Primavera, entre outros. A taxa de entrada custa R$ 20. Se você for visitar apenas o Serrano, o guia não é obrigatório. Para todas as demais atrações, a contratação de um condutor local é obrigatória.

Parque da Muritiba, em Lençóis. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


14 – Gruta da Lapa Doce

A Gruta da Lapa Doce é uma das maiores e mais famosas cavernas do Brasil, localizada no município de Iraquara. O complexo se destaca por sua grandiosidade monumental, possuindo imensos salões subterrâneos repletos de formações calcárias esculpidas pela água ao longo de milhões de anos. O sistema completo mapeado possui mais de 17 km de extensão, mas a visitação turística tradicional consiste em uma travessia linear de 850 metros.

O percurso é inteiramente plano e amplo, com tetos que chegam a atingir mais de 70 metros de altura, o que evita qualquer sensação de claustrofobia. Caminha-se entre uma infinidade de estalactites (que descem do teto), estalagmites (que sobem do chão) e colunas gigantescas. Há formações famosas que lembram silhuetas como a ‘Bruxa’ e o ‘Leão’. O ingresso sai R$ 60 e inclui guia e equipamento de segurança. Note que não se pode entrar de sapato aberto.

Gruta da Lapa Doce, na Chapada Diamantina. Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

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