
Pouca gente se dá conta disso, mas a América do Sul tem várias maravilhas em diferentes listas oficiais. Das Novas Sete Maravilhas do Mundo (2007), há Machu Picchu, no Peru, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Das Novas Sete Maravilhas Naturais do Mundo (2011), as brasileiríssimas Floresta Amazônica e Cataratas do Iguaçu. Enquanto isso, as Ilhas Galápagos, no Equador, entraram na lista de maravilhas subaquáticas. Mas isso é só o começo!
Além das listas, podemos citar o Atacama, que é o deserto mais seco do mundo (Chile); o Salar de Uyuni, que é o maior salar do mundo (Bolívia); os Andes, que abrigam alguns dos picos mais altos fora da Ásia (Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Bolívia); e o Perito Moreno, um raríssimo glaciar que ainda cresce enquanto todos os outros no mundo encolhem. O Get Your Guide – maior site de reservas de passeios e ingressos do mundo – elencou 11 dessas maravilhas:
1 – Rio Amazonas, Brasil
O poderoso Rio Amazonas é a principal artéria da América do Sul e o mais volumoso do planeta. Ele atravessa seis países: Peru, Bolívia, Venezuela, Colômbia, Equador e Brasil. Suas águas e a floresta que as circundam abrigam uma quantidade incrível de biodiversidade e cerca de um décimo das espécies conhecidas do mundo. Um dos melhores pontos para conhecer essa grandeza é a cidade de Manaus, no Brasil. Não deixe de nadar com os botos cor-de-rosa!
2 – Linhas de Nazca, Peru
As Linhas de Nazca são um dos maiores mistérios do Peru. Estes enormes desenhos estão gravados no chão do deserto e são compostos por mais de 800 linhas retas, 300 formas geométricas e 70 desenhos de animais que o povo Nazca criou entre 500 a.C. e 500 d.C. E ninguém sabe realmente por que as fizeram. O que se sabe é que elas só podem ser vistas do céu. Por isso, para visitá-las, o ponto de partida é um voo de avião a partir da cidade de Nazca.
3 – Deserto de Atacama, Chile
O Deserto de Atacama é o lugar mais seco da Terra. Esta paisagem alienígena estende-se pelo norte do Chile, onde algumas estações meteorológicas nunca registraram chuva. O ponto de partida para visitá-lo é a pequena vila de San Pedro de Atacama. Não perca o Valle de la Luna ao pôr do sol, nem os tours astronômicos para observação de estrelas. Os melhores meses para visitar são de março a maio ou de setembro a novembro.
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4 – Glaciar Perito Moreno, Argentina
O glaciar Perito Moreno é uma enorme parede de gelo abrange 250 quilômetros quadrados que contém uma das maiores reservas de água doce do mundo. O ponto de partida para visitá-lo é a cidade de El Calafate e você pode fazer isso de barco ou mesmo caminhar sobre ele. Os tours no gelo variam de passeios suaves de duas horas a expedições de dez horas com crampons e picaretas. Vá de novembro a março, quando o verão da Patagônia argentina torna o frio suportável. 
5 – Lago Titicaca, Peru
O Lago Titicaca fica 3.812 metros acima do nível do mar, atravessando a fronteira entre a Bolívia e o Peru, o que o torna o lago navegável mais alto do mundo. Ele é o berço da civilização Inca e muitas outras mesmo antes dela. O lago está repleto de ilhas como a Isla del Sol, a Taquile e as famosas ilhas flutuantes de Uros, cada uma mantendo vivas tradições que remontam a centenas de anos. Visite entre novembro e fevereiro, quando o céu está limpo.

6 – Torres del Paine, Chile
Montanhas, glaciares, lagos e rios cobrem esta maravilha natural sul-americana, tornando o parque nacional no extremo sul do continente um dos destinos mais visitados do Chile. Seu cartão-postal é a Cordilheira Paine com seu icônico trio de picos — as “Torres do Azul”. Puerto Natales é a cidade que serve de porta de entrada para o parque. Praticantes de trekking podem se hospedar ou acampar dentro do parque, sendo o famoso Circuito W o mais procurado.

7 – Ilhas Galápagos, Equador
Este arquipélago vulcânico ao largo da costa do Equador é o lar de animais que não existem em mais nenhum lugar da Terra, como tartarugas gigantes que vivem mais de 100 anos, iguanas marinhas que nadam no oceano e patos de pés azuis. A maioria dos visitantes explora as Galápagos em navios de cruzeiro, o que permite saltar de ilha em ilha. Visite de junho a novembro para um clima mais frio e seco, ou de dezembro a maio para mares mais quentes e melhor visibilidade.

8 – Cânion de Colca, Peru
O Cânion de Colca mergulha 3.270 metros nos Andes peruanos, sendo um dos cânions mais profundos do mundo. Os visitantes caminham entre as cidade de Chivay a Arequipa não apenas pelas vistas incríveis, mas também para conhecer comunidades com culturas antigas e influências espanholas de muitas gerações. Ao longo das paredes íngremes do desfiladeiro, manadas de lhamas e alpacas ajudam a compor a paisagem.

9 – Cordilheira dos Andes, Argentina e Peru
A cadeia de montanhas dos Andes estende-se ao longo da América do Sul, moldando a espinha dorsal do continente desde as encostas verdejantes da Colômbia até a escarpada Patagônia argentina. Seu ponto mais alto é o Aconcágua, que se eleva a 6.960 metros. O pico mais alto da América do Sul é acessível a partir dos vales vinícolas de Mendoza (Argentina).
Para alpinistas experientes, há cumes nevados em redor de Huascarán (Peru), ou os picos dramáticos do Fitz Roy (Argentina). Mas os Andes não são apenas para quem quer escalar. Você pode fazer caminhadas pelo Vale Sagrado, explorar a Montanha Arco-Íris ou enfrentar rotas mais desafiantes, como a clássica Trilho Inca até Machu Picchu (Peru).

10 – Salar do Uyuni, Bolívia
Esta enorme extensão branca cobre mais de 10 mil quilômetros quadrados do que costumavam ser lagos pré-históricos. A crosta de sal é espessa o suficiente para se dirigir sobre ela, por isso a maioria das pessoas o visita a bordo de um 4×4, em tours que podem variar de um a vários dias. Quando chove sobre a superfície branca é que acontece o famoso efeito espelhado, tão popular para fotos. A melhor época para ver isso é entre janeiro e março.

11 – Cataratas do Iguaçu, Argentina e Brasil
Esta enorme cascata atravessa a fronteira entre a Argentina e o Brasil, onde o Rio Iguaçu se divide em 275 cachoeiras separadas! O nome significa literalmente “grande água” na língua guarani. Embora o rio flua principalmente pelo Brasil, a Argentina recebe a maior parte das quedas e as melhores vistas. Mas o cartão-postal – a Garganta do Diabo – fica do lado brasileiro. O acesso pode ser feito por Puerto Iguazu, no lado argentino; ou para Foz do Iguaçu, no Brasil.

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