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11 dicas do Jalapão que você precisa saber antes de viajar

por Escolha Viajar
Caju do cerrado é fruta típica do Jalapão

O Jalapão não é um destino de viagem como qualquer outro. Essa região árida do Tocantins reúne algumas das paisagens mais incríveis do Brasil, mas é também um dos locais de acesso mais complexo do país para turistas. Não é à toa que o lema local é ‘o Jalapão é bruto’. Para te ajudar a planejar sua viagem e tirar todas as suas dúvidas, reunimos neste texto as 11 dicas do Jalapão que você precisa saber antes de embarcar nessa aventura!

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O Jalapão é uma região localizada no leste do estado do Tocantins, bem perto da tríplice divisa com Maranhão, Bahia e Piauí. Conhecido como ‘deserto das águas’, ele abriga paisagens surreais e únicas em meio ao cerrado brasileiro. Chapadões e serras cobertos por vegetação dourada de savana e cerrado, dunas alaranjadas e impressionantes formações de rocha vermelha se espalham por uma área de 34 mil km².

A paisagem árida é cortada por uma imensa teia de rios, cachoeiras e fervedouros – nascentes em que a água brota da areia – todos de águas transparentes, potáveis e de tons de azul e verde inimagináveis. Existe uma área de conservação chamada Parque Estadual do Jalapão, mas apenas duas das atrações da região se encontram dentro dele (as dunas e a Cachoeira da Velha). As outras se espalham ao longo de três cidades: Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins.

Toda essa beleza vale a pena, mas ir para o Jalapão não é fazer uma viagem comum. Os custos são mais altos e é preciso bastante planejamento. Por quê? Porque no Jalapão todas as estradas são de terra ou areia, a sinalização é precária, não há sinal de celular ou GPS e a circulação de pessoas para pedir ajuda é mínima. Além disso, é preciso cuidados extras com a saúde, dinheiro etc. Confira nossas 11 dicas do Jalapão e aproveite sua viagem sem perrengues!


Dicas do Jalapão 1 – Contrate uma agência de viagens

Embora as distâncias entre a capital do Tocantins, Palmas, e as cidades da região do Jalapão não seja grande – menos de 300 quilômetros -, você vai passar horas e horas sacolejando por estradas em péssimas condições para percorrer poucos quilômetros. Por isso, existem duas formas de se conhecer o Jalapão. Uma é comprar um pacote em grupo ou passeio privado com uma das agências de turismo da região. É a opção MAIS SEGURA, RECOMENDADA e mais cara.

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A outra é fazer a viagem de carro por conta própria. Essa opção NÃO É SEGURA, NÃO É RECOMENDADA, mas mais econômica. Como dissemos mais acima, você vai circular por estradas de terra ou areia fofa, com sinalização precária, sem sinal de celular ou GPS e onde a presença de pessoas para pedir ajuda é mínima. O Jalapão é uma área de clima considerado desértico e pouquíssima gente vive por lá. Os veículos que trafegam por lá são poucos, quase todos de turismo.

Placa sinaliza a entrada do Parque Estadual do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Na época de chuvas, então, tudo isso se agrava. De outubro a abril, as estradas de terra viram lamaçais com a água que vem do céu. Facinho, facinho de atolar… É aí que entra o maior custo da viagem: o carro. Não se anda no Jalapão sem um 4×4. Não se você quiser conhecer todas as atrações da região e fazer isso com tranquilidade e segurança. Há relatos na internet de gente que já percorreu o Jalapão em veículo de passeio, mas, sinceramente, é uma grande furada.

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Você corre sério risco de ver suas férias arruinadas porque não consegue localizar as atrações, porque se perdeu, porque atolou na areia ou barro ou porque o carro quebrou após rodar quilômetros sobre ‘costelas de vaca’ – aquelas ondulações características das estradas de terra sem conservação. Não vale a pena! As estradas do Jalapão são tão ruins que não é raro que os motoristas profissionais das agências de viagem – que percorrem a região quase todos os dias – quebrem ou atolem.

Carro estaciona em uma das estradas de terra vermelha do Parque Estadual do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Nós mesmos vimos isso acontecer. É por isso que os carros de turismo andam em comboios. Assim, sempre tem alguém por perto para ajudar o outro a desatolar. Mas se você está viajando sozinho e sem possibilidade de comunicação por celular, quem vai te ajudar? Além disso, os postos de combustíveis são raros no Jalapão. Se não souber onde eles ficam e calcular com exatidão quanto vai gastar de gasolina ou diesel no dia, pode acabar com uma pane seca no meio do nada.

São muitas coisas que pesam contra fazer essa viagem sozinho apenas para economizar… Por isso, contrate um guia ou uma agência e viaje seguro e tranquilo, sem precisar se preocupar com se perder, atolar ou quebrar em uma estrada no meio do nada. Nós recomendamos a Buriti Adventure, que foi a agência que nós usamos para ir ao Jalapão. Eles são pontuais, muito profissionais e gente boa para caramba! Você pode contatar o Oziel pelo (63) 98424-5822 ou ainda pelo site da agência aqui.

Estrada de terra vermelha típica da região do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 2 – Quanto tempo ficar

O tempo mínimo necessário para conhecer as principais atrações do Jalapão é de três dias. O ideal é ficar ao menos cinco. Os passeios mais longos das agências duram seis dias, mas é possível esticar um pouco o roteiro e ficar sete contratando um tour privado. Mais do que sete não é necessário, pois não haverá mais nada na região para visitar. Se você tem mais tempo de viagem disponível, pode estender o roteiro para a Chapada das Mesas (MA) ou a Serra Geral do Tocantins.

Se você tem menos tempo disponível, como um fim de semana, não recomendamos que você vá para o Jalapão. É possível conseguir passeios de dois dias e uma noite, mas são muito corridos e você verá pouco de toda a beleza que a região tem a oferecer. Tanto que poucas agências trabalham com roteiros de dois dias. Muitos guias se recusam a trabalhar nessa correria. Espere ao menos um feriadão de três dias para fazer essa viagem incrível.

Todos os passeios para o Jalapão começam em Palmas e voltam para lá no fim. Por isso, é preciso colocar ainda na sua conta um dia para voar para a capital do Tocantins e outro para retornar à sua cidade – a não ser que você consiga horários de voo para o mesmo dia, é claro. Recomendamos que você fique o máximo que puder, pois curtir as atrações do Jalapão com calma é muito mais gostoso. Confira nossas sugestões de roteiro no Jalapão para 2, 3, 4, 5, 6 e 7 dias de viagem.

Mapa do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 3 – Planeje-se com antecedência

Pelas duas dicas acima, você já deve ter percebido que organizar uma viagem para o Jalapão exige um certo planejamento e isso não pode ser feito em cima da hora. Não tem como chegar em Palmas e sair procurando uma agência para fazer o passeio. Pesquisando com antecedência, você poderá ler avaliações de várias empresas de turismo e solicitar os preços para comparar. Além disso, o número de agências operando no Jalapão é limitado.

Se você quiser fazer sua viagem durante um feriadão nacional ou na alta temporada de férias escolares – janeiro, fevereiro e julho – deve comprar o seu pacote com a maior antecedência possível. Nesses períodos do ano, a procura pelos passeios é muito alta e você pode não encontrar mais vagas em nenhum carro das agências. Ou só encontrar lugares disponíveis em tours de empresas mais caras ou das quais você não curtiu o roteiro.

Multidão lota as dunas do Parque Estadual do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 4 – Melhor época para visitar (clima)

O Jalapão é um destino que pode ser visitado o ano inteiro sem grandes prejuízos ao seu passeio. O calor é constante na região o ano todo. A temperatura da água dos fervedouros, rios e cachoeiras também não muda. Mas há algumas pequenas diferenças entre viajar nas duas estações que ocorrem por lá: a seca e a chuvosa. A estação seca vai de maio a setembro e é considerada a melhor época para visitar o Jalapão.

Nesse período do ano, praticamente não chove na região e as temperaturas médias ficam entre 15ºC e 40ºC. É também nessa época que o ar fica mais seco, o que pode não agradar quem sofre de alergias respiratórias. Por outro lado, quanto mais seco o clima, mais bonito e colorido fica o famoso pôr do sol no cerrado. Em julho, mês das férias escolares, o lugar fica lotado e há longas filas para entrar nos fervedouros, que têm capacidade limitada de 6 a 10 pessoas por vez.

Pôr do sol no cerrado do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Julho também é o mês com menor incidência de chuva e quando florescem os ipês. Setembro é o mês da colheita do capim dourado e do amadurecimento do delicioso caju do cerrado. É na estação seca também que as terríveis estradas do Jalapão ficam em melhores condições, embora haja muita poeira. Além disso, com menor volume de água nos rios, fica mais fácil tomar banho e mesmo praticar rafting.

Estivemos na região em setembro e o clima estava perfeito: quente, seco, com belíssimos pôr do sol e raras nuvens no céu. Já na opinião da Monique Renne, do Melhores Destinos, o melhor mês para visitar o Jalapão é maio, quando a umidade é alta, quase não há chuvas e a vegetação ainda está verde (leia mais aqui). A outra estação é a chuvosa, que ocorre de outubro a abril. Janeiro é o mês em que mais chove. Mas, mesmo nessa época, não cai muita água do céu na região.

No entanto, há risco de temporais fortes e rápidos, que podem atrapalhar seu passeio. Além disso, com o aumento da umidade do ar o céu fica mais nublado, o que pode atrapalhar as cores das cachoeiras e fervedouros do Jalapão, além de encobrir o famoso pôr do sol. Ao mesmo tempo, a temperatura fica mais amena – entre 19ºC e 30ºC – e a paisagem, mais verde. Mas as estradas de terra podem virar grandes lamaçais fáceis de atolar por conta das chuvas.

Turista segura nas mãos cajus do cerrado recém-colhidos

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 5 – Use protetor solar

Como você acabou de ler na dica 4, o sol e o calor são constantes no Jalapão, mesmo na época de chuvas. Por isso, é indispensável levar – ou se dispor a comprar por lá mesmo – um bom protetor solar. Não há pele que resista intacta a ficar horas exposta a temperaturas que podem beirar os 40ºC. E não se engane se o dia estiver nublado, pois os raios passam pelas nuvens e vão queimar quem é mais branquinho ou tem pele sensível.

Recomendo fator de proteção no mínimo 50. A opção para quem não gosta de se lambuzar de protetor é usar roupas com filtro UV, como camisetas de snorkel e calças de trekking. Além disso, boné ou chapéu na cabeça são indispensáveis. E não deixe de beber muita água para se hidratar depois de suar tanto, ainda mais se estiver viajando na época de seca. O sol não só queima a pele como pode causar insolação, mal caracterizado por náuseas, vômito e dor de cabeça forte.

Turistas posam para foto no Rio Soninho com protetor solar nas mãos

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 6 – Sinal de celular

Tem sinal de celular no Jalapão? Sim e não. Nas cidades de Mateiros, São Félix do Tocantins e Ponte Alta do Tocantins e em áreas bem próximas a elas, tem. Ligações, dados, WhatsApp, tudo vai funcionar. Mas, assim que você pegar a estrada, o sinal vai desaparecer. E não apenas o sinal do celular como o do GPS também. Por isso ressaltamos tanto a importância de você não fazer esse passeio sozinho. As dificuldades de comunicação caso te aconteça algo na estrada são imensas.

Turista descansa em redário com o celular na mão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 7 – Cuidado com as abelhas

Abelhas nativas do Jalapão são preservadas e suas colmeias não podem ser removidas, mesmo que estejam em locais turísticos. Quando estivemos lá, em setembro de 2018, havia uma colmeia enorme na subida do Morro da Pedra Furada. Era necessário passar por ela com a cabeça baixa e sem fazer barulho. Havia outra colmeia na Lagoa do Japonês. Mas dessa vez não tivemos sorte. O Marquinhos foi picado por uma abelha na testa e começou a ficar com o rosto muito inchado.

Não sabíamos se ele era alérgico e estávamos no meio do nada, a pelo menos duas horas de estrada de um posto de saúde. Quando chegamos a Ponte Alta, ele foi levado ao pronto-socorro e medicado. Descobrimos que ele é alérgico, mas não da forma mais grave, que pode ser fatal. O susto foi grande e ele ficou inchado quase até o fim da viagem. Por isso, antes de ir ao Jalapão, consulte um alergologista e descubra se você tem alergia a abelhas. E não brinque com elas.

Turista posa para foto no Fervedouro do Ceiça com o rosto inchado após picada de abelha

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 8 – Prepare seu bolso

Todo passeio em que é necessário contratar uma agência de viagens naturalmente sai mais caro do que um que se pode fazer por conta própria. Além disso, um tour pelo Jalapão custa caro por causa do tipo de veículo necessário – 4×4 -, do alto custo de manutenção desses veículos nas péssimas estradas da região, e porque todos os pacotes vendidos são all inclusive. Isso quer dizer que você não paga quase nada durante o passeio, apenas bebidas e algumas atividades opcionais.

O preço do passeio varia conforma a agência que você vai contratar. Por isso, selecionamos os valores de cinco delas para que você tenha uma ideia melhor. A primeira é a Buriti Adventure, que foi a agência que nós usamos para ir ao Jalapão. Recomendamos o trabalho do Oziel e companhia a vocês de todo coração. São pontuais, muito profissionais e gente boa para caramba! Você pode contatar o Oziel pelo (63) 98424-5822 ou ainda pelo site da agência aqui.

Carro de agência de viagens nas estradas de terra do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O passeio de três dias custa R$ 1.690 por pessoa (R$ 1.790 se o pagamento for feito com cartão de crédito). O de quatro dias sai por R$ 2.150 por pessoa (R$ 2.250 no cartão); o de cinco dias, R$ 2.400 (R$ 2.450 no cartão); e o de seis, R$ 2.690 (R$ 2.750 no cartão). Outra agência que pesquisamos é a famosa Korubo. Eles carregam os turistas em um caminhão 4×4 e possuem o próprio camping para hospedar os turistas. Por isso, fazem mais sucesso entre os jovens.

A Korubo oferece apenas o pacote para seis dias de viagem e cobra a partir de R$ 2.680 por pessoa. Para mais informações, acesse o site da agência aqui. A Cerrado Dourado é outra empresa popular no Jalapão. Ela cobra a partir de R$ 1.999 por pessoa pelo pacote de quatro dias, R$ 2.399 pelo de cinco dias e R$ 2.799 pelo de seis. Para mais informações, acesse o site da agência aqui. A quarta empresa que pesquisamos é a Jalapão 100 Limites (acesse o site aqui).

Prato de comida caseira com massa, arroz, feijão e frango caipira

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Ela cobra R$ 1.680 por pessoa pelo passeios de três dias na baixa temporada e R$ 1.980 na alta e feriados. O passeio de quatro dias sai por R$ 1.980 na baixa temporada sem a Lagoa do Japonês, e R$ 2.200 com a lagoa; na alta temporada, sobe para R$ 2.200 sem a lagoa e R$ 2.400 com a lagoa. O tour de cinco dias custa R$ 2.380 na baixa temporada sem a Lagoa do Japonês, e R$ 2.580 com a lagoa; na alta temporada, sobe para R$ 2.580 sem a lagoa e R$ 2.780 com a lagoa.

Lembrando que nesses pacotes está tudo incluso: hospedagem, alimentação, ingressos nas atrações e transporte desde Palmas e de volta. Não estão inclusos bebidas, o guia para fazer a trilha da Serra do Espírito Santo (mais R$ 150 por pessoa), o rafting na Cachoeira da Velha (R$ 200) e passagem aérea de/para Palmas se for necessário. Clique aqui para conferir todos os detalhes de quanto custa viajar para o Jalapão.

Piscina de pousada da cidade de São Félix do Tocantins

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 9 – Leve dinheiro vivo

As três cidades que servem como base para os passeios pelo Jalapão – Mateiros, São Félix do Tocantins e Ponte Alta do Tocantins -, são pequenas e não dispõem de uma boa infraestrutura para receber o turista. Por isso, é melhor você não contar que os estabelecimentos tenham maquininhas de cartão de crédito ou que haverá caixas eletrônicos à disposição. É claro que há, mas o sinal de internet nessa parte do Brasil é muito ruim e a maquininha pode falhar.

Além disso, os caixas eletrônicos não são abundantes e podem estar em manutenção. Ou ainda com grandes filas de turistas tentando sacar dinheiro, principalmente se você vai viajar na alta temporada de férias – julho, janeiro e fevereiro. Se não quiser dar sorte para o azar, é melhor levar dinheiro vivo com você para o Jalapão. Se não desde a sua cidade de origem, pelo menos desde o aeroporto de Palmas, onde é possível encontrar terminais de atendimento 24 horas.

Loja rústica de artesanato com capim dourado

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 10 – Não precisa ter preparo físico

Quando se vê fotos do Jalapão e sua natureza exuberante e ‘bruta’, muita gente pensa que é um local com longas trilhas e pontos turísticos de difícil acesso. Principalmente quem já visitou outros lugares do Brasil onde há muita beleza natural, como a Chapada dos Veadeiros e a Chapada Diamantina. Mas o Jalapão é diferente e muito light nesse sentido. Todos as atrações são acessíveis de carro, sem que seja necessária nenhuma caminhada longa ou escalada para admirá-las.

Por isso, não é preciso ter qualquer preparo físico para fazer uma viagem ao Jalapão. Você será levado confortavelmente de carro até muito perto dos pontos turísticos. A única exceção é a Trilha da Serra do Espírito Santo, que é uma caminhada de dois quilômetros montanha acima. Mas essa trilha é um passeio opcional, e você pode não fazê-lo se achar que não tem condições físicas ou simplesmente não quer encarar nenhum esforço nas suas tão merecidas férias.

Turistas posam para foto em cima do carro de agência de viagens no Parque Estadual do Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Dicas do Jalapão 11 – O que são fervedouros?

A paisagem árida do Jalapão é cortada por uma imensa teia de rios, cachoeiras e pelos famosos fervedouros. Fervedouros são nascentes de água potável que brotam da areia e formam piscinas naturais de tamanhos e cores diferentes. Às vezes as águas transparentes são verdes, às vezes azuis. Quando você fica sobre a saída de água, não afunda. Mas o banho é frio, ao contrário do que o nome faz parecer.

O ‘ferver’ vem das bolhas que saem da areia e fazem a água parecer em ebulição. Há pelo menos seis fervedouros turísticos no Jalapão: Bela Vista, Buritis, Buritizinho, do Ceiça, do Rio Sono e Encontro das Águas (na foto abaixo). Todos se encontram dentro de propriedades privadas e, por isso, é preciso pagar ingresso para mergulhar neles. O acesso é restrito a um grupo de seis a 10 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos em cada um deles.

Turista boia no Fervedouro Encontro das Águas

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


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Corujas fazem ninho em buraco à beira da estrada no Jalapão

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve no Jalapão em setembro de 2018 ***

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