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Paris

por Escolha Viajar
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Os jardins são a maior atração do Palácio de Versailles
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Não podia faltar foto com a gárgula de Notre Dame
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No verão acontecem espetáculos musicais nas fontes de Versailles
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Meu coração disparou quando vi a Torre Eiffel pela primeira vez
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Da torre se vê o Campo de Marte bebendo champanhe
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Mont Saint-Michel foi uma obra louca da engenharia
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A Torre Eiffel atinge o auge da beleza à noite
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A igreja mais famosa de Paris é mais bonita por dentro que por fora
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Mont Saint-Michel foi construído para o silêncio
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O Palais Royal é mais intimista que outros jardins da capital
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É preciso estar do outro lado da avenida para uma boa foto do Arco
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Ver Notre Dame de outro ângulo é um dos atrativos de navegar no Senna
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No Jardin de Luxemburg há mais flores e cores
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Ir a Prais sem levar um banho no Trocaderó não vale
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A iluminação noturna do Louvre vale tanto quanto a Monalisa
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A Dôme é a guardiã do túmulo de Napoleão
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É preciso um pouco de paciência para chegar perto da Monalisa

CLIMA: a melhor época para viajar à França vai depender do que você quer ver lá. Durante todo o ano, o país desfruta de temperaturas amenas, sendo que pode haver muito sol ou muita chuva dependendo da época. Se a pedida forem as praias do sul, serão os meses de calor de julho e agosto quando a temperatura passa de 30ºC em Ajaccio ou Marselha. Mais ao norte, acaba ficando próxima dos 25ºC, como em Brest ou Deauville. Se for a neve, janeiro e fevereiro, embora raramente isso aconteça em Paris. A neve é abundante nos maciços montanhosos, como os Alpes, mas é mais rara nas planícies, encontrando-se essencialmente ao norte do rio Loire. Se a boa for caminhar em meio às famosas folhas douradas que cobrem os chãos europeus sem extremos de calor ou frio, o ideal é o outono, entre setembro e outubro, embora ele seja chuvoso. Na primavera, o termômetro depressa passa acima dos 20ºC no sul e, depois de maio, todos os franceses passeiam pelas ruas de camiseta. Paris geralmente tem verões quentes e invernos frios, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Os invernos são curtos, podendo ser leves e chuvosos quando sopram os ventos úmidos e quentes do oceano Atlântico; ou, quando sopram os ventos do leste ou Polo Norte, as temperaturas mínimas chegam até -10°C. O verão é caracterizado pela extrema variabilidade climática, podendo ter dias quentes e abafados, com temperaturas máximas superiores a 35°C, e dias frios, ventosos e chuvosos com temperaturas mínimas em torno de 10°C. A primavera e o outono são geralmente amenos, sendo as noites frias. No inverno, as temperaturas mínimas médias variam entre 2°C e 3°C, enquanto as máximas ficam entre 7°C e 8°C. Os meses relativamente secos são aqueles que vão de fevereiro a abril, sendo que chove uma média de 111 dias em um ano.

FUSO HORÁRIO: quatro horas a mais do que o horário de Brasília.

DOCUMENTOS: não é necessário visto prévio para turismo nos países da chamada Zona Schengen, nem vacinas. Mas é preciso ter em mãos uma série de documentos para comprovar que você não está imigrando ou planejando passar mais tempo que os 90 dias permitidos. Além disso, é obrigatório contratar um seguro de saúde internacional. Leve com você a passagem de volta, comprovante de hospedagem, de que tem renda para se manter durante a estadia (extrato do banco ou do cartão de crédito) e de que tem emprego fixo no Brasil. Muitas vezes nada é pedido, mas em outras você pode ser o escolhido para uma ‘entrevista’ de 40 minutos e é melhor ter tudo pronto.

HOSPEDAGEM: nosso hotel em Paris foi um achado logístico. O Ibis Paris Tour Montparnasse tem um dos preços mais baixos da rede na cidade, sendo que se localiza no centro – aos pés do monolito marrom e feio que é a Tour Montparnasse – e pode-se chegar até a Tour Eiffel ou aos Jardin du Luxembourg andando. Além disso, há uma entrada para o metrô bem na porta do hotel, que fica em um típico prédio parisiense. A Ibis é uma rede mundial de hotéis de baixo custo do grupo Accor, oferecendo aos hóspedes preços razoáveis por quartos pequenos e limpos, com café da manhã pago à parte.

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COMO SE LOCOMOVER:
Táxi – não são caros, mas  também não muito necessários diante da eficiência do transporte público de Paris.
Transporte público – pode-se ir a qualquer lugar de Paris de metrô ou pelo trem metropolitano, o RER. É fácil, rápido e barato. Há também uma boa rede de ônibus, mas não chegamos a utilizar, com exceção daquele que faz o trajeto do aeroporto de Orly, por onde chegamos. É possível verificar todos os itinerários do transporte público da cidade no site da RATP (link nos Sites de Referência)
Carro – não vi nenhuma necessidade, já que o transporte público é facílimo e o trânsito, bem caótico.
A pé – não há nenhum lugar no mundo melhor para caminhar do que Paris. Sem dúvidas o melhor jeito de conhecer a cidade é se perdendo pelas ruas charmosas ou, simplesmente, seguindo ao longo do Senna. Para fazer a ligação com os locais mais distantes, use ônibus ou metrô.

ROTEIRO:

Dia 1 – terça, 19/07/2011

Chegamos a Paris debaixo de muita chuva. Já no aeroporto de Orly, adquirimos o fundamental Museum Pass – que libera a entrada em diversas atrações da cidade e tem fila especial na maioria delas – para seis dias, além de um bloco de bilhetes de metrô. Já eram 20h quando o aguaceiro resolveu parar e, apesar do frio de 12ºC em pleno verão, saímos para os primeiros passos na Cidade Luz. Como não podia deixar de ser, nosso destino foi a Torre Eiffel. Podem chamar de clichê, mas Paris é o lugar no mundo onde damos graças a Deus por eles existirem: meu coração disparou quando a vi emergir em meio aos prédios antigos, contra o lusco-fusco do entardecer ainda cheio de nuvens pesadas. Sentamos na base do monumento mais famoso do mundo e jantamos croque monsieur (a torrada francesa) vendo as luzes acenderem pontualmente às 22h. Nada mais perfeito para a primeira noite em Paris!

Meu coração disparou quando vi a Torre Eiffel pela primeira vez

Meu coração disparou quando vi a Torre Eiffel pela primeira vez

Dia 2 – quarta, 20/07/2011

O tempo feio resolveu não dar trégua durante quase toda nossa estadia em Paris. O jeito foi colocar todas as roupas quentes da mala umas por cima das outras e enfrentar o frio e as nuvens carrancudas. Nosso primeiro destino foi a Église du Dôme, onde estão o túmulo de Napoleão e outros heróis militares. Perdemos horas fotografando a cúpula dourada e a esplêndida arquitetura do local. Logo atrás dele fica outra atração parisiense, a imponente ponte Alexandre III, de onde tivemos a primeira vista do Senna. Atravessamos e seguimos caminhando pelas margens do rio até a Place de La Concorde, onde está o Obelisco de Luxor, doado à realeza francesa pelo Egito. Em uma das laterais da praça está a entrada do Jardin des Tuileries, que não estava muito convidativo sob o frio intenso, mas serviu de cenário para um almoço em meio às arvores. Para a sobremesa, fomos até a Rue de Rivoli, localizada logo atrás do parque, e entramos no número 226. Ali fica a doceria Angelina, a mais famosa de Paris. Para espantar o frio, tomamos chocolate quente e provamos o doce da casa, o Mont Blanc. Duas delícias de ajoelhar na mesa e agradecer aos deuses. Ainda levamos mais algumas guloseimas da vitrine coloridíssima para comer mais tarde. Isso porque nosso próximo destino, logo na esquina, era o monumental Louvre. Aproveitamos o horário noturno do museu para percorrer suas infindáveis galerias com (um pouquinho) menos de gente se amontoando para tirar fotos com a Monalisa. Foram necessárias quatro horas lá dentro para ver apenas o crème de la crème: a já citada obra de Da Vinci, a Liberdade Guiando o Povo, a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo, o Código de Hamurabi, os Cavalos de Marly, a ala egípcia etc etc etc. Com os pés moídos, fomos alguns dos últimos a sair e encerramos ali o primeiro dia em Paris.

É preciso um pouco de paciência para chegar perto da Monalisa

É preciso um pouco de paciência para chegar perto da Monalisa

Dia 3 – quinta, 21/07/2011

Vencidos pelo frio, que não dava sinais de cansaço no terceiro dia, decidimos unir turismo e compras indo até a belíssima Au Printemps, no Boulevard Houssman. São nove enlouquecedores andares com todas as grifes que se possa imaginar. Munidos de sacolas com calças jeans, blusões de lã e echarpes, ainda aproveitamos para almoçar na brasserie que fica no último andar, sob uma cúpula deslumbrante. Quase impossível comer olhando para o prato. Às 15h, tínhamos entradas previamente compradas pela internet para a Torre Eiffel – um ótimo jeito de evitar filas. Fomos até o segundo andar de elevador, para ter a vista mais tradicional da cidade com o Champ de Mars de um lado e os Jardins du Trocaderó do outro, embora o tempo carrancudo não contribuísse muito para as fotos. Para subir até o topo não há como escapar da longa espera (cerca de uma hora), já que são apenas dois elevadores que fazem o trajeto final da torre. Lá em cima, além da paisagem amplificada, é possível degustar uma caríssima taça de champanhe. Mas parece que tudo em Paris vale cada centavo, e brindamos à nossa viagem com o líquido borbulhante e dourado. Saímos do monumento ainda faltando muito tempo para o entardecer e percorremos a curta distância até o Trocaderó, onde passeamos pelos jardins e apreciamos a fachada do Palais de Chaillot. Mas a maior atração do local é, sem dúvidas, a Fontaine de Varsovie. O espelho d’água gigantesco é ornado de inúmeros chafarizes e canhões que lançam jatos ritmados, formando um ciclo completo a cada uma hora. Ficamos ali vendo o balé das águas até as 22h, quando as luzes da torre se acendem no verão. O melhor ponto para assistir ao espetáculo é exatamente o Trocaderó, e pudemos ver os 10 minutos de iluminação em todo seu esplendor.

A Torre Eiffel atinge o auge da beleza à noite

A Torre Eiffel atinge o auge da beleza à noite

Dia 4 – sexta, 22/07/2011

Começamos nosso quarto dia frio e cinzento em Paris pelo famoso Quartier Latin. Avistar a enorme Fontaine Saint-Michel espantou o resto de sono das nossas caras inchadas e começamos a caminhar pelo boulevard do mesmo nome mais animados. Paramos nos inúmeros sebos, admiramos o prédio do Musée du Moyen Age e suas  termas galo-romanas (infelizmente tivemos que cortar a visita interna do roteiro por falta de tempo) e a fachada da Sorbonne. Assim, chegamos até o monumental Pantheón, onde estão enterradas personalidades francesas. O prédio em si é belíssimo e já vale a visita, mesmo que você não queira descer às criptas que abrigam nomes como Alexandre Dumas, Émile Zola e Rousseau. Saímos do Quartier para conhecer outros nomes que marcaram a história da França, mas desta vez no esporte. Pegamos o metrô até o distante Bois de Boulogne, onde fica o estádio de Roland Garros. Fizemos uma vista guiada – e regada com muita chuva – pelo local onde ocorre um dos quatro maiores torneios de tênis do mundo e um dos grandes eventos do esporte mundial. Até passamos a mão num punhado do ‘saibro sagrado’, embora estivesse embarrado. A ideia original era visitar o gigantesco parque depois do passeio, mas a chuva nos espantou do Bois de Boulogne e nos levou de volta ao centro de Paris, para o Palais Royal. Achei que estávamos numa onda de azar, pois quando chegamos descobrimos que o interior do prédio fora fechado para obras. Até mesmo o famoso  pátio, com suas colunas, estava cheio de tapumes. Mas, no fim das contas, quando sentamos nos jardins, descobri que estávamos com sorte. O sol apareceu e iluminou a fonte e as obras de arte moderna, fazendo um belíssimo fim de tarde só para nós, já que a chuva e a reforma haviam espantado todos os demais turistas do local.

© Ticiana Giehl & Marquinhos Pereira

O Palais Royal é mais intimista que outros jardins da capital

Dia 5 – sábado, 23/07/2011

Animados pelos raios de sol no fim da tarde anterior, saímos para Luxembourg apostando na manga curta. Quando chegamos à igreja de Saint-Sulpice e sua belíssima fonte (minha favorita em Paris), o céu estava azul e a temperatura subia, rendendo ótimas fotos. Dali fomos para o Jardin du Luxembourg, o maior parque público da cidade. Caminhamos pelos canteiros simétricos e floridos, pela famosa coleção de estátuas, sentamos nas cadeiras à beira do lago central, admiramos a sombreada Fontaine de Médicis e a fachada do Palais que dá nome ao parque e abriga o Senado da França. E então o céu escureceu e desabou A chuva. Ficamos um bom tempo ilhados em um dos banheiros do parque, acompanhados de um mendigo bêbado que tentava conversar em francês. Junto com a chuva, voltou o frio e comecei a me arrepender de ter escolhido roupas mais frescas quando saímos do Jardin e cruzamos o Sena – passando pela Pont des Arts e seus famigerados cadeados colocados por casais apaixonados que pretendem se ‘prender’ para sempre – para pegar o trem até os arredores da cidade, já que de lá não voltaríamos tão cedo. Isso porque fomos até Versailles, o famoso palácio do Rei Sol, e assistiríamos a um show noturno que só acontece no verão. Chegamos antes do fim da tarde, para ter tempo de conhecer o interior do prédio – babando no salão dos espelhos – e passear pelos famosos jardins de Maria Antonieta também à luz do dia. Enquanto escurecia, o frio aumentava e eu tremia. Minha sorte foi ter parado em uma loja no caminho e comprado um cardigã extra, já que o meu já estava sujo de tanto uso no ‘verão francês’. Vesti os dois casacos, um por cima do outro, mas achei que não iria aguentar até o fim do espetáculo. Ledo engano, pois naquela noite que vivi uma de minhas melhores experiências de viagem: o Grandes Eaux Nocturnes. Nele, durante duas horas, cerca de 20 fontes são iluminadas e cercadas de efeitos especiais, como fumaça de gelo seco, e suas águas jorram ao som de música. Saímos correndo, pois são tantas que não é possível ver todas antes do grande finale, animados feito crianças e completamente esquecidos da temperatura. Quando soou o aviso sonoro, compramos taças de champanhe caríssimas e geladas em um estande montado dentro do jardim, sentamos no gramado em frente ao grande lago da estátua de Netuno e assistimos a 10 minutos de explosões de fogos de artifício sincronizados com música e ‘fontes de fogo’. Um espetáculo de arrancar lágrimas!

© Ticiana Giehl & Marquinhos Pereira

No verão acontecem espetáculos musicais nas fontes de Versailles

Dia 6 – domingo, 24/07/2011

Acordamos cedo para cumprir a ‘maratona’ da Île de la Cité. Não que ela seja grande, pelo contrário, mas há inúmeras atrações turísticas neste pedacinho de terra no meio do Sena. A primeira delas é nada menos que Notre Dame, igreja que também é o marco zero de Paris. Visitamos a construção medieval por dentro, sendo que os maiores atrativos são as rosáceas que ficam iluminadas pela luz do lado de fora em contraste com a escuridão característica das construções da época. A entrada é gratuita no templo, mas para subir nas torres é preciso o Museum Pass e enfrentar uma hora de espera na fila. O remédio foi sentar no meio fio e se armar de paciência, pois não há como sair de Paris sem conhecer as famosas gárgulas não é? Devidamente apresentados a elas, descemos e almoçamos em um bistrô na esquina da igreja, onde optei por um gigantesco crepe de chocolate com banana e cerveja clara. Reabastecidos, demos um passeio rápido pela cripta da cidade, cuja entrada fica logo na frente de Notre Dame. As escavações mostram os primeiros vestígios da tribo que fundou Paris, muito antes de romanos ou francos botarem os pés por lá. A Île de la Cité é uma mina de ouro para quem quer conhecer a parte histórica da Cidade Luz. Da cripta,  fomos até a Pont Neuf, a mais antiga das pontes que cruzam o Sena, com seus arcos e rostos esculpidos. Próxima parada histórica: a Conciergerie, o palácio que virou prisão e abrigou Maria Antonieta até sua decapitação na Revolução Francesa. O local onde ficava a cela virou uma capela em sua homenagem, mas há uma reprodução do lugar onde a mais polêmica rainha da França passou seus últimos dias. A ideia era fazermos o passeio combinado com a Sainte Chapelle, que é interligada à Conciergerie, mas a entrada foi fechada antes do horário previsto porque havia muitas pessoas na fila. Coisas de francês. Nos restou dar uma caminhada pela agradável Square du Vert-Galant, um pequeno parque em forma de triângulo que fica exatamente na ponta da ilha, sendo possível sentar na margem e ficar balançando as pernas sobre o Sena. No fim de tarde o céu cinzento voltou, e sob ele fomos até o Marais. Lá está a Place de la Bastille, com sua modernosa ópera e a coluna que marca o local onde ficava a extinta prisão destruída durante a Revolução. Mas o melhor do bairro é a charmosa e quase escondida Place des Vosges. Medieval, ela se ergue em meio a um quarteirão de casarões antigos, por onde se entra através de pequenas passagens. Um lugar ideal para fugir das multidões de turistas e entrar no espírito parisiense de sentar na grama e bebericar um bom vinho acompanhado de queijo. Como ainda era cedo, decidimos voltar para o centro da cidade caminhando e demos de cara com um grande show no Hôtel de Ville, a prefeitura, por conta do aniversário da cidade. Acompanhamos algumas bandas e, depois, voltamos margeando o Sena para ver as pontes iluminadas à noite.

© Ticiana Giehl & Marquinhos Pereira

Não podia faltar foto com a gárgula de Notre Dame

Dia 7 – segunda, 25/07/2011

Reservamos um dia todo para fazer o passeio de bate-volta até um patrimônio mundial da Unesco que está a poucas horas de Paris, o Mont Saint-Michel. Decidimos conhecer o local com um grupo de excursão, já com almoço e visita guiada inclusos, embora seja possível ir de trem. Atravessamos a Normandia de ônibus, parando em minúsculas vilas para comprar as famosas bebidas da região: a sidra, os licores de  frutas – principalmente maçã – e o Calvados, com seu teor alcoólico de 48%. Chegamos à costa  já por volta do meio-dia e comemos em um restaurante com vista para a ilhota onde fica a abadia. Cercado por bancos de areia que desaparecem na maré alta, Saint-Michel é uma obra ousada de engenharia que começou a ser construída antes do ano 1000 a partir da visão de um bispo. Erguido sobre montes de rocha e fortificado na época das Cruzadas, todo o conjunto – que inclui a igreja e o mosteiro – tem 170 metros de altura. Fizemos toda a subida acompanhados das explicações do guia, que nos levou pelo templo, salas de uso dos monges e os belos claustros. A descida foi livre, e aproveitamos para tirar muitas fotos e comprar caramelos de manteiga salgada, uma delícia local vendida em caixas decoradas com desenhos do santuário. Como era verão e só escurecia por volta das 22h, perdemos o acender das luzes do monte, que dizem ser belíssimo, mas o passeio valeu cada uma das 10 horas de viagem.

© Ticiana Giehl & Marquinhos Pereira

Mont Saint-Michel foi uma obra louca da engenharia

Dia 8 – sexta, 29/07/2011

Chegamos de Avignon já passado o meio-dia, e a primeira coisa que fizemos foi buscar um lugar para almoçar. Perto do nosso hotel, em Montparnasse, fica a creperie mais famosa da cidade, a Ty Breizh, e a elegemos para a refeição. Escolhi o crepe alemão, gigantesco e com direito a salsicha e ovo frito no recheio, uma delícia! O sol finalmente brilhava sobre a Cidade Luz e aproveitamos que ele só se poria dali a muitas horas para pegar duas conexões de metrô até o famoso bairro boêmio de Montmartre. Localizado mais perto da periferia do que do centro turístico da cidade, o lugar exige um pouco mais de cuidado, principalmente nas escadarias da Basilique du Sacré Cœur, onde tentam barrar sua passagem para oferecer produtos duvidosos. Por isso, optamos por subir e descer usando o funiculaire, uma espécie de bondinho na diagonal que faz o curtíssimo trajeto por uma passagem de metrô. A igreja é realmente belíssima, muito mais clara e iluminada que suas colegas medievais, mas o melhor do lugar é mesmo a vista para a cidade. Das escadarias, enxerga-se o conjunto de monumentos de Paris, com a torre, Notre Dame e o arco. Ainda zanzamos algum tempo pelas ruas, até o Moulin Rouge, e paramos para tomar um café enquanto as luzes vermelhas do lendário cabaret ainda sumiam em meio à claridade natural. Depois, querendo rever tudo que havia ficado tão cinza em nossas primeiras fotos, voltamos à Place de La Concorde, ao Tuileres, onde andei de roda-gigante, e ao Louvre, onde o sol se põe dourado em meio ao Arc de Triomphe du Carrousel. As imagens na câmera ficaram muto mais bonitas desta vez!

© Ticiana Giehl & Marquinhos Pereira

No verão, o sol se põe sobre o Jardin des Tuileries

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 9 – sábado, 30/07/2011

No fim das contas, foi uma sorte não termos conseguido entrar na Sainte Chapelle no mesmo dia que fizemos o passeio à Conciergerie. Isso porque, ao contrário daquela semana anterior sempre cinza, o sábado amanheceu dourado. Quando entramos, o sol atravessava todos os vitrais, que são a grande atração da capela. Recuperado o passeio perdido, fomos para a região de Beauborg e Les Halles. Passamos rapidamente pela medieval Tour St-Jacques, que naquela época só podia ser vista por fora, e paramos para algumas fotos na belíssima Fontaine des Innocentes, com suas esfinges cuspindo água. Depois, hora de dar um tempo na Paris histórica e conhecer o segundo lugar mais visitado da cidade – perde apenas para a Torre Eiffel -, o Centre Pompidou. Para quem, como eu, não gosta de arte moderna, o gigantesco museu é uma obra também pelo lado de fora, com escadarias penduradas em tubos que sobem pela fachada. É possível fazer apenas a subida por elas, sem ter que pagar a entrada total. A praça ao redor do Centre também é uma atração à parte, com seus inúmeros artistas de rua e a divertida Fontaine Stravinsky. Saímos de lá para conhecer a avenida mais famosa do mundo: a Champs Elysées. A primeira parada não poderia deixar de ser no Arc de Triumph. Mesmo com o Museum Pass, tivemos que enfrentar fila para subir até o alto do monumento, de onde é possível ver o modernoso Grand Arc e a sempre presente Torre Eiffel. Depois, descemos pela larguíssima via preguiçosamente, caminhando ao sol e admirando as fachadas das lojas de grifes. Demos também uma parada para fotos nos Grand e Petit Palais. Ainda para este dia, tínhamos comprado com antecedência ingressos para subir à torre novamente, mas desta vez à noite. Recomento que todos façam as duas visitas, diurna e noturna, pois o entardecer, o acender das luzes da cidade e o momento em que ela fica toda iluminada são tão imperdíveis quanto a vista da cidade sob o sol. Querendo esticar até o fim nosso último dia completo na cidade, ainda voltamos ao Arc de Triumph para vê-lo iluminado e jantamos em um restaurante da Champs Elysées para um último brinde em Paris.

© Ticiana Giehl & Marquinhos Pereira

É preciso estar do outro lado da avenida para uma boa foto do Arco

Dia 10 – domingo, 31/07/2011

A corrida contra o tempo para aproveitar os últimos minutos em Paris começou pelo Boulevard St-Germain. Como era domingo, as calçadas estavam desertas e as lojas de grife, fechadas, tirando da rua uma parte do seu charme. Passamos pelos lendários Cafe de Flore, Le Pocope e Les Deux Magots, mas havíamos acabado de tomar café da manhã no hotel e acabamos não experimentando nenhum deles. Ainda demos uma parada na St-Germain-des-Prés, a igreja mais antiga de Paris. Quando o relógio bateu 9h30, já estávamos esperando as portas do Musée D’Orsay se abrirem. Fora a arquitetura linda do lugar – uma antiga estação de trem -, ele abriga uma vasta coleção impressionista com obras de Van Gogh, Monet, Degas e Renoir. Saindo do museu, demos de cara com um dos píeres onde se pegam os barcos que fazem o transporte de passageiros pelo Sena. Como nossa ideia era voltar até o Trocadéro, nada poderia ser mais perfeito. O barco singrou pelas águas ao sol forte da manhã de domingo, passou pela Île de la Cité – mostrando um ângulo diferenciado de Notre Dame -, e deu a volta após a Île Saint-Louis, subindo até a Torre Eiffel. Ali fizemos um típico programa de verão do parisiense: sentamos no gramado ao redor da Fontaine de Varsovie e assistimos ao ciclo completo das águas, até levarmos um banho no grande jato final. E fui assim ‘batizada’ antes de partir da Cidade Luz.

Ver Notre Dame de outro ângulo é um dos atrativos de navegar no Senna

Ver Notre Dame de outro ângulo é um dos atrativos de navegar no Senna

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