Página inicial Guias de Viagem Como visitar Machu Picchu: o guia completo [com mapas]

Como visitar Machu Picchu: o guia completo [com mapas]

por Escolha Viajar
Turista admira vista da cidade inca de Machu Picchu

As ruínas da cidade inca de Machu Picchu, no Peru, são um destino fascinante, mas que também geram um monte de dúvidas na cabeça do viajante. Mas não se preocupe! Aqui você verá tudo o que precisa saber sobre como visitar Machu Picchu. Vamos explicar onde fica o sítio arqueológico, quando ir (clima), quanto tempo ficar, como chegar até lá – e todas as trilhas que levam à cidade -, como comprar e quais são os tipos de ingressos, preços, o que ver, mapas e mais!

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Eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, o sítio arqueológico de Machu Picchu trata-se de um conjunto de mais de 170 edifícios construídos no século XV pelo mais poderoso dos imperados incas, Pachacuti. A cidade se dividia entre o setor agrícola – formado por terraços cultiváveis e armazéns – e o setor urbano – onde estavam os templos e casas. É provável que ela tenha sido construída para marcar a presença inca em uma região isolada.

Servia também de refúgio ao imperador e sua família. O lugar acabou abandonado na mesma medida em que o império inca era dominado pelos espanhóis. Machu Picchu muitas vezes é chamada de ‘cidade perdida dos incas’ não porque o povo pré-colombiano tivesse tentado escondê-la, mas porque, localizada em um ponto de difícil acesso, ficou fora dos mapas durante séculos. Ela só foi oficialmente ‘descoberta’ pelo professor norte-americano Hiram Bingham em 24 de julho de 1911.

Saiba que visitar Machu Picchu exige planejamento e uma boa margem de antecedência. O acesso ao sítio arqueológico tem ficado cada vez mais restrito e complicado nos últimos anos numa tentativa do governo peruano de proteger o patrimônio da superlotação de turistas. Mas não se preocupe, nós já visitamos o lugar duas vezes e vamos ensinar para vocês passo a passo e com muitas fotos. Saiba a seguir como visitar Machu Picchu!

Confira passo a passo como visitar Machu Picchu:

Onde fica o sítio arqueológico de Machu Picchu?
Quando ir a Machu Picchu (qual a época com melhor clima)
Como chegar a Machu Picchu – trem, ônibus, trilhas e excursões
Como ir de Aguas Calientes até Machu Picchu
Quanto tempo ficar em Machu Picchu
Onde se hospedar para visitar Machu Picchu
Horários de funcionamento de Machu Picchu
Preços, tipos de ingressos e como comprar
O que levar na mochila para Machu Picchu
O que ver em Machu Picchu
Como visitar a Montanha Huayna Picchu
Como visitar a Montanha Machu Picchu

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Lhama descansa na grama com as ruínas de Machu Picchu ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Onde fica Machu Picchu

O sítio arqueológico de Machu Picchu está localizado na cidade de Aguas Calientes, no Vale do Rio Urubanba, a 130 km de Cusco, região centro-sul do Peru. As ruínas ficam entre as montanhas Machu Picchu e Huayna Picchu, em meio a Cordilheira dos Andes, 2.400 metros acima do nível do mar. As cidades normalmente usadas como base para fazer o passeio são Cusco e Ollantaytambo. Ao longo do texto, vamos detalhar todas as opções de transporte delas até Aguas Calientes

Cusco é a grande cidade turística da região. A antiga capital do império inca oferece ótima infraestrutura para os turistas e costuma ser o ponto de partida para os passeios pelo Vale Sagrado e Machu Picchu. Já Ollantytambo fica no Vale Sagrado, a 70 km de Cusco e a apenas 30 de Machu Picchu, contando com mais opções de horários e preços de transporte até Aguas Calientes do que Cusco. Além disso, a cidade também é um ponto turístico com seu incrível sítio arqueológico inca.

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Quando ir a Machu Picchu (clima)

O clima costuma ser ameno e ensolarado em Cusco e arredores na maior parte do ano. Existem apenas duas estações na região, uma seca – de abril a outubro -, e outra chuvosa – de novembro a março. Na primeira, a média nos termômetros varia entre 5ºC e 20ºC, sendo julho o mês mais gelado. Uma maravilha para quem quer subir e descer as escadarias de pedra de Machu Picchu ou mesmo a Montanha Huayna Picchu sem suar a camiseta.

Esta porém é a época do ano em que o lugar mais fica lotado de turistas. Além de julho ser o mês de férias escolares, no mês de junho ocorre em Cusco o ‘Inti Raymi’, ou Festival do Sol, que atrai muitos visitante. O clima muda completamente na estação úmida, quando a média de chuvas passa de menos de 40 mm para até 145 mm em janeiro. Os dias de sol e céu azul dão lugar a nuvens cinza e a umidade do ar vai à casa dos 65%, podendo haver geada e queda de granizo.

Mas o grande problema é a chuva mesmo, pois ela pode causar deslizamentos e fechar o acesso a Machu Picchu, que é feito majoritariamente por uma única linha de trem. O risco costuma ser tão grande que a Trilha Inca não funciona em fevereiro. No entanto, o começo e o fim da estação úmida – novembro/dezembro e março – podem ser uma boa opção para visitar a cidade sem ordas de turistas por todos os lados e sem tanta chance de chuva.

Como visitar Machu Picchu - Quando ir

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Como chegar a Machu Picchu

Essa provavelmente é a parte do planejamento da viagem que mais deixa os viajantes em dúvidas: como chegar a Machu Picchu? Primeiro, precisamos explicar que não existe estrada para a cidade de Aguas Calientes, onde fica o sítio arqueológico. A única forma de ir até lá é de trem ou caminhando. Existe a possibilidade ainda de fazer parte do trajeto de ônibus – até onde vai a estrada – e, depois, finalizar o percurso andando. Vamos explicar com detalhes:

Como ir a Machu Picchu de trem

Não há modo mais fácil ou luxuoso como visitar Machu Picchu do que de trem. Os vagões saem de três cidades: Cusco, Urubamba e Ollantaytambo. As empresas responsáveis por operar o transporte ferroviário são a Peru Rail e a Inca Rail. Há seis linhas em funcionamento, com preços, horários e locais de partidas diferentes. Os trens seguem até a estação de Aguas Calientes, de onde ainda é preciso subir a montanha a pé ou de micro-ônibus – o que leva mais ou menos uma hora.

Se você escolher ir a Machu Picchu via ferrovia, é importante comprar suas passagens com antecedência, pois elas esgotam rápido. Principalmente as mais baratas e nos horários mais cedo para ida e mais tarde para volta. Recomendamos altamente que você faça suas reservas pelo menos três meses antes da viagem ou antes se possível. E como você vai conseguir escolher entre tantas linhas disponíveis? Pelo preço que quer pagar e pelos horários que você quer ir e voltar.

Nós já viajamos na Expedition e no Vistadome e achamos ambos os serviços fantásticos. Todos os trens, mesmos os mais baratos, são excelentes. Ao escolher seus horários, leve em conta que não é raro o atraso dos trens para Aguas Calientes e que a última entrada em Machu Picchu é das 14h às 15h! Além disso, quem quiser subir as montanhas Machu Picchu e Huayna Picchu  precisa estar no sítio arqueológico no horário de entrada escolhido na compra do ingresso.

Na primeira, o horário de entrada é das 7h às 8h, ou das 9h às 10h. Na segunda, o horário de entrada é das 7h às 8h ou das 10h às 11h. Vamos falar mais detalhadamente sobre os horários de Machu Pichu e as visitas às montanhas adiante. Além disso, na época de chuvas – dezembro/março -, pode haver alterações nos horários e até eventuais interrupções do serviço de trens por conta das tempestades e deslizamentos. Vamos detalhar a seguir cada uma das seis linhas.

Trem Vistadome é uma das linhas que levam até Aguas Calientes, onde fica Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trem Expedition (PeruRail) – A linha Expedition é a mais simples da Peru Rail. Saindo de Cusco, o trem parte da Estação Poroy. Ela fica a 10 km do centro, mas você pode se deslocar até lá facilmente de táxi. O custo do trajeto é de cerca de US$ 8. A linha sai diariamente às 6h40, chegando em Machu Picchu às 9h55. O retorno ocorre às 15h20, com chegada a Cusco às 19h05. Isso significa que você teria três horas para conhecer Machu Picchu, se o trem não atrasar.

Se você quiser ficar mais tempo, não precisa ir e voltar pela mesma linha de trem. Basta escolher outra que saia mais cedo ou retorne mais tarde. Ou sair de Cusco e voltar por Ollantaytambo e vice-versa. Outra opção é sair de Cusco em um dia, dormir em Aguas Calientes, visitar Machu Picchu na manhã seguinte e retornar no trem da tarde, ou ainda no terceiro dia. Saindo de Ollantaytambo, as opções são maiores. Há oito horários de ida e oito horários de volta.

A viagem demora 1h30. As saídas para Machu Picchu ocorrem às 5h05, 6h10, 7h45, 8h30, 11h50, 12h55, 19h05, 21h. As saídas de Aguas Calientes de volta a Ollantaytambo ocorrem às 5h35, 8h50, 14h55, 15h20, 16h20, 18h20, 20h50 e 21h50. Ou seja, você pode sair de Ollantaytambo pela manhã cedinho, visitar Machu Picchu com tranquilidade e retornar apenas no fim do dia. Mas sugerimos que você passe pelo menos um dia em Ollantaytambo, a única cidade inca ainda habitada.

Trem que faz a linha até Aguas Calientes visto do alto

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Se Cusco for a sua base – como para a maioria dos turistas – você pode pegar uma van turística que custa 10 soles (US$ 3) e sai a cada hora da Calle Pavitos para viajar até Ollantaytambo pela manhã, almoça na cidade e, à tarde, visita o sítio arqueológico, que é incrível. Dorme em Ollantaytambo e, no dia seguinte cedinho, segue para Machu Picchu. As passagens do trem Expedition custam a partir de US$ 60 o trecho.

Como comprar passagem de trem da PeruRail para Machu Picchu? Se você quer fazer isso por conta própria, é só acessar o site aqui. Ele está em espanhol, portanto é de fácil compreensão. Basta selecionar o tipo de viagem – ida e volta ou só ida -, seu destino – Machu Picchu -, a rota – se vai sair de Cusco ou Ollantaytambo -, a data e o número de viajantes. Depois, é só escolher os horários de ida e volta, preencher os dados dos passageiros e fazer o pagamento.

Você pode usar Visa, Mastercard ou PayPal. Os tickets serão enviados para o seu e-mail e você deve imprimi-los. Se você não tem tempo, paciência ou medo de errar se fizer a compra sozinho, você pode adquirir sua passagem no Expedition através do Get Your Guide, o maior site de vendas de passeios e ingressos turísticos do mundo. A compra é simples e sem burocracia, mas é claro que sai um pouco mais caro do que direto na PeruRail. Para comprar assim, é só clicar aqui.

Trem Expedition é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trem Vistadome (PeruRail) – Segundo entre as linhas da Peru Rail, o trem Vistadome é panorâmico, conta com audioguia e um lanche incluso na passagem. Saindo de Cusco, há duas partidas e chegadas diárias desde a Estação San Pedro, no centro histórico. O primeiro trem parte às 6h40 e chega a Aguas Calientes às 10h50. O segundo sai às 7h30 e chega às 12h10. Para retornar a Cusco, os trens saem às 16h40 e 17h20, com chegada às 20h25 e 20h50.

Saindo no primeiro horário e voltando no último, você tem quatro horas para conhecer Machu Picchu – se o trem não atrasar. Se você quiser ficar mais tempo, não precisa ir e voltar pela mesma linha. Basta escolher outra que saia mais cedo ou retorne mais tarde. Ou sair de Cusco e voltar por Ollantaytambo e vice-versa. Outra opção é sair de Cusco num dia, dormir em Aguas Calientes, visitar Machu Picchu na manhã seguinte e retornar no fim da tarde.

Saindo de Ollantaytambo, as opções são maiores. Há sete horários de ida e oito de volta. A viagem leva 1h30. As saídas para Machu Picchu ocorrem às 7h05, 8h, 8h50, 9h15, 10h30, 13h25 e 15h35. As saídas de Aguas Calientes ocorrem às 10h55, 12h45, 13h35, 15h45, 16h20, 16h40, 17h20 e 18h10. Ou seja, você pode sair de Ollantaytambo cedinho, visitar Machu Picchu com calma e retornar no fim do dia. Mas sugerimos que você passe ao menos um dia visitando Ollantaytambo.

Afinal, é a única cidade inca ainda habitada. Se Cusco for a sua base – como para a maioria dos turistas – você pode pegar uma van turística que custa 10 soles (US$ 3) e sai a cada hora da Calle Pavitos para viajar até Ollantaytambo pela manhã, almoça na cidade e, à tarde, visita o sítio arqueológico, que é incrível. Dorme em Ollantaytambo e, no dia seguinte cedinho, segue para Machu Picchu. As passagens do trem Vistadome custam a partir de US$ 55 o trecho.

Como comprar passagem de trem da PeruRail para Machu Picchu? Se você quer fazer isso por conta própria, é só acessar o site aqui. Ele está em espanhol, portanto é de fácil compreensão. Basta selecionar o tipo de viagem – ida e volta ou só ida -, seu destino – Machu Picchu -, a rota – se vai sair de Cusco ou Ollantaytambo -, a data e o número de viajantes. Depois, é só escolher os horários de ida e volta, preencher os dados dos passageiros e fazer o pagamento.

Você pode usar Visa, Mastercard ou PayPal. Os tickets serão enviados para o seu e-mail e você deve imprimi-los. Se você não tem tempo, paciência ou medo de errar se fizer a compra sozinho, você pode adquirir sua passagem no Vistadome através do Get Your Guide, o maior site de vendas de passeios e ingressos turísticos do mundo. A compra é simples e sem burocracia, mas é claro que sai um pouco mais caro do que direto na PeruRail. Para comprar assim, é só clicar aqui.

Trem Vistadome é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Divulgação/PeruRail

Trem Sacred Valley (PeruRail) – A linha Sacred Valley já é considerada de primeira classe. Os vagões são decorados no estilo dos anos 1920 e contam com um restaurante e um bar panorâmico. Almoço e jantar estão inclusos no preço da passagem, que sai a partir de US$ 175. O Sacred Valley sai apenas de Ollantaytambo às 11h50 e chega em Aguas Calientes às 13h35. O retorno ocorre às 19h30, com chegada às 21h30.

Como o último horário de entrada em Machu Picchu é as 14h, não é possível pegar esse trem, conhecer as ruínas e voltar no mesmo dia. Você teria que passar pelo menos uma noite em Aguas Calientes. Outra opção seria fazer a viagem de ida em outra linha de trem que saia mais cedo, como a Expedition ou Vistadome, e apenas voltar à noite para Ollantaytambo com o Sacred Valley. Ou ainda sair de Cusco em outra linha e voltar por Ollantaytambo.

Se Cusco for a sua base, você pode pegar uma van turística que custa US$ 3 e sai a cada hora da Calle Pavitos para ir até Ollantaytambo pela manhã, almoça na cidade e, à tarde, visita o sítio arqueológico. Dorme por lá e, no dia seguinte cedinho, segue para Machu Picchu. Esse é um ótimo programa, já que Ollantaytambo é uma das atrações do Vale Sagrado, sendo a única cidade inca ainda habitada.

Como comprar passagem de trem para Machu Picchu? É só acessar o site da PeruRail aqui. Ele está em espanhol, portanto é de fácil compreensão. Basta selecionar o tipo de viagem – ida e volta ou só ida -, seu destino – Machu Picchu -, a rota – se vai sair de Cusco ou Ollantaytambo -, a data e o número de viajantes. Depois, é só escolher os horários de ida e volta, preencher os dados dos passageiros e fazer o pagamento com Visa, Mastercard ou PayPal. A passagem vai para o seu e-mail.

Trem Sacred Valley é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Divulgação/PeruRail

Trem Hiram Bingham (PeruRail) – O Hiram Bingham é o expresso de luxo da PeruRail, que parte apenas da Estação Poroy, em Cusco. Ela fica a 10 km do centro, mas você pode se deslocar até lá facilmente de táxi. O custo do trajeto é de cerca de US$ 8. Os passageiros dos vagões de primeiríssima classe contam com coquetéis peruano à vontade e música andina ao vivo durante toda a viagem. O trem conta com restaurante, bar e carro panorâmico.

Almoço, jantar e todas as bebidas estão inclusas no ticket, assim como ônibus do centro de Aguas Calientes até Machu Picchu e tour guiado no sítio arqueológico. As passagens custam a partir de US$ 505 o trecho. Há apenas uma partida por dia, às 9h05, com chegada em Aguas Calientes às 12h25. A volta ocorre às 17h50, com chegada em Cusco às 21h15. Isso significa que você terá quatro horas em Machu Picchu, sendo que o tour guiado leva duas horas.

Como comprar passagem de trem da PeruRail para Machu Picchu? Se você quer fazer isso por conta própria, é só acessar o site aqui. Ele está em espanhol, portanto é de fácil compreensão. Basta selecionar o tipo de viagem – ida e volta ou só ida -, seu destino – Machu Picchu -, a rota – se vai sair de Cusco ou Ollantaytambo -, a data e o número de viajantes. Depois, é só escolher os horários de ida e volta, preencher os dados dos passageiros e fazer o pagamento.

Você pode usar Visa, Mastercard ou PayPal. Os tickets serão enviados para o seu e-mail e você deve imprimi-los. Se você não tem tempo, paciência ou medo de errar se fizer a compra sozinho, você pode adquirir sua passagem no Hiram Bingham através do Get Your Guide, o maior site de vendas de passeios e ingressos turísticos do mundo. A compra é simples e sem burocracia, mas é claro que sai um pouco mais caro do que direto na PeruRail. Para comprar assim, é só clicar aqui.

Trem Hiram Bingham é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Divulgação/PeruRail

Trem The Voyager (IncaRail) – O Voyager é o trem mais barato da IncaRail. Ele oferece aos turistas janelas panorâmicas e lanche com uma bebida. As passagens custam a partir de US$ 50 o trecho. O Voyager tem partidas de Cusco (Estação San Pedro) e Ollantaytambo. A empresa oferece ainda uma modalidade de transporte bimodal. Ela te leva de ônibus de Cusco até Ollantaytambo e, de lá, de trem para Aguas Calientes.

Os trens que partem de Cusco saem da estação San Pedro – no centro histórico – às 8h25 com chegada em Aguas Calientes às 12h40. O retorno ocorre às 19h, com chegada em Cusco às 23h35. Os ônibus que fazem o transporte bimodal saem da Avenida El Sol 843 às 4h10, 8h40 e 16h15. As chegadas ocorrem às 8h, 12h40 e 21h10, respectivamente. A viagem de volta a Cusco ocorre às 14h30, 19h e 21h30, com chegadas previstas para as 18h30, 23h30 e 1h15, respectivamente.

Ou seja, você tem opção tanto de fazer um bate-volta desde Cusco com tempo para conhecer Machu Picchu com tranquilidade, quanto sair de Cusco no fim do dia e visitar Machu Picchu na manhã seguinte. Já de Ollantaytambo, há quatro partidas e cinco retornos diários. A viagem leva cerca de 1h40. Os horários de ida são 6h40, 11h15, 16h35 e 19h25. Os horários de volta de Aguas Calientes são 8h30, 14h15, 19h, 20h20 e 21h30.

Ou seja, você pode sair de Ollantaytambo cedinho, visitar Machu Picchu com calma e retornar no fim do dia. Mas sugerimos que você passe ao menos um dia em Ollantaytambo, a única cidade inca ainda habitada. Se Cusco for a sua base,você pode pegar uma van que custa US$ 3 e sai a cada hora da Calle Pavitos para ir até Ollantaytambo pela manhã, almoça na cidade e, à tarde, visita o sítio arqueológico. Dorme por lá e, no dia seguinte cedinho, segue para Machu Picchu.

Como comprar passagem de trem da IncaRail para Machu Picchu? É só acessar o site aqui. Ele está em português e, portanto, é muito fácil. Basta selecionar o tipo de viagem – ida, volta ou ida e volta -, as datas, o número de passageiros e em qual moeda quer ver os preços. Depois, é só escolher uma rota, que pode ser Cusco-Machu Picchu, Poroy-Machu Picchu ou Ollantaytambo-Machu Picchu. Lembrando que você pode ir por uma cidade e voltar pela outra ou vice-versa.

Por fim, selecione os horários dos trens que você quer pegar, sendo que eles não precisam ser da mesma linha. Você pode ir com o Voyager e voltar com o 360º, por exemplo. Depois, você preenche os dados dos passageiros e efetua o pagamento. São aceitos cartões de crédito internacionais das bandeiras Visa, Mastercard, Amex e Diners, ou ainda o PayPal. Você receberá no seu e-mail um voucher que deve ser trocado pela passagem nas bilheterias até 30 minutos antes da partida.

Trem The Voyager é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Divulgação/IncaRail

Trem The 360º (IncaRail) – O 360º é o trem mediano da IncaRail. Ele oferece aos turistas janelas panorâmicas, uma bebida, kit de almoço, WiFi e vagão aberto. As passagens custam a partir de US$ 75 o trecho. O 360º tem partidas de Cusco (Estação San Pedro) e Ollantaytambo. A empresa oferece ainda uma modalidade de transporte bimodal. Ela te leva de ônibus de Cusco até Ollantaytambo e, de lá, de trem para Aguas Calientes.

Os trens que partem de Cusco saem da estação San Pedro – no centro histórico – às 5h com chegada em Aguas Calientes às 8h50. O retorno ocorre às 16h10, com chegada em Cusco às 20h35. Os ônibus que fazem o transporte bimodal saem da Avenida El Sol 843 às 9h10 e 10h15. As chegadas ocorrem às 13h05 e 14h, respectivamente. A viagem de volta a Cusco ocorre às 10h30, com chegada prevista para as 14h30.

Ou seja, você tem opção tanto de fazer um bate-volta desde Cusco com 5 horas conhecer Machu Picchu, quanto sair de Cusco em um dia, dormir em Aguas Calientes e visitar Machu Picchu na manhã seguinte. Se você quiser ficar mais tempo, não precisa ir e voltar pela mesma linha. Basta escolher outra que saia mais cedo ou retorne mais tarde. Ou sair de Cusco e voltar por Ollantaytambo e vice-versa. De Ollantaytambo, há três partidas e dois retornos diários.

A viagem leva cerca de 1h40. Os horários de ida são 7h20, 11h30 e 12h35. Os horários de volta são 10h30 e 16h10. Ou seja, você pode sair de Ollantaytambo cedinho, visitar Machu Picchu em quatro horas – se o trem não atrasar – e retornar no fim do dia. Mas sugerimos que você passe ao menos um dia em Ollantaytambo, a única cidade inca ainda habitada. Se Cusco for a sua base, você pode pegar uma van que custa US$ 3 e sai a cada hora da Calle Pavitos para ir até Ollantaytambo.

Como comprar passagem de trem da IncaRail para Machu Picchu? É só acessar o site aqui. Ele está em português e, portanto, é muito fácil. Basta selecionar o tipo de viagem – ida, volta ou ida e volta -, as datas, o número de passageiros e em qual moeda quer ver os preços. Depois, é só escolher uma rota, que pode ser Cusco-Machu Picchu, Poroy-Machu Picchu ou Ollantaytambo-Machu Picchu. Lembrando que você pode ir por uma cidade e voltar pela outra ou vice-versa.

Por fim, selecione os horários dos trens que você quer pegar, sendo que eles não precisam ser da mesma linha. Você pode ir com o Voyager e voltar com o 360º, por exemplo. Depois, você preenche os dados dos passageiros e efetua o pagamento. São aceitos cartões de crédito internacionais das bandeiras Visa, Mastercard, Amex e Diners, ou ainda o PayPal. Você receberá no seu e-mail um voucher que deve ser trocado pela passagem nas bilheterias até 30 minutos antes da partida.

Trem The 360º é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Divulgação/IncaRail

Trem The First Class (IncaRail) – O The First Class o trem de luxo da IncaRail. Ele oferece aos turistas janelas panorâmicas, almoço e jantar gourmet, bebidas, música ao vivo e ônibus para subir de Aguas Calientes a Machu Picchu. Ele tem partidas de Cusco (Estação San Pedro) e Ollantaytambo. Os trens que partem de Cusco saem da estação San Pedro – no centro histórico – às 8h25 com chegada em Aguas Calientes às 12h40. O retorno ocorre às 19h, com chegada às 23h35.

De Ollantaytambo, os trens partem às 11h15, com chegada às 12h40. O retorno ocorre às 19h, com chegada às 20h40. Em ambos os casos, você terá que entrar em Machu Picchu no último horário, às 14h. Se você preferir fazer a visita em uma hora diferente, pode optar por comprar a passagem de ida em outra linha, que saia mais cedo de Cusco ou Ollantaytambo. Ou ainda ir num dia, dormir em Aguas Calientes e visitar Machu Picchu e fazer a viagem de volta no outro.

As passagens custam a partir de US$ 190 o trecho. Como comprar passagem de trem da IncaRail para Machu Picchu? É só acessar o site aqui. Ele está em português e, portanto, é muito fácil. Basta selecionar o tipo de viagem – ida, volta ou ida e volta -, as datas, o número de passageiros e em qual moeda quer ver os preços. Depois, é só escolher uma rota, que pode ser Cusco-Machu Picchu, Poroy-Machu Picchu ou Ollantaytambo-Machu Picchu.

Lembrando que você pode ir por uma cidade e voltar pela outra ou vice-versa. Por fim, selecione os horários dos trens que você quer pegar, sendo que eles não precisam ser da mesma linha. Você pode ir com o Voyager e voltar com o 360º, por exemplo. Depois, você preenche os dados dos passageiros e efetua o pagamento. São aceitos cartões de crédito internacionais das bandeiras Visa, Mastercard, Amex e Diners, ou ainda o PayPal.

Você receberá no seu e-mail um voucher que deve ser trocado pela passagem nas bilheterias até 30 minutos antes da partida. Outra opção é contratar um pacote completo que inclui todas as facilidades a partir de US$ 680 junto a uma agência de viagens. Ele inclui transporte do seu hotel em Cusco até a estação de trem, passagem no The First Class, ônibus para subir de Aguas Calientes a Machu Picchu, ingressos e passeio guiado em Machu Picchu (reserve o seu aqui!).

Trem The Firts Class é uma das linhas que leva a Machu Picchu

Foto: Divulgação/IncaRail

Como ir a Machu Picchu de ônibus

Em primeiro lugar, é bom deixar uma coisa bem clara: não existe estrada até Machu Picchu. De propósito, para evitar a invasão do turismo de massa e a consequente destruição do patrimônio. Não há possibilidade de percorrer o trajeto de carro, nem de bicicleta. Mas então, como visitar Machu Picchu de ônibus??? Na verdade, se vai até uma parte do caminho no coletivo e, depois, completa-se o trajeto de trem ou andando mesmo. O esquema funciona assim:

Você compra só a passagem de ônibus ou um pacote que inclui a passagem, refeições, passeio guiado em Machu Picchu e hotel em Aguas Calientes. O transporte é feito em micro-ônibus ou vans que saem de Cusco cedinho e viajam seis horas e meia por estrada asfaltada e de terra até chegar à parada de trem de ‘Hidroeléctrica’. De lá, você pode pegar um trem até Aguas Calientes – não incluso no preço – ou ir caminhando por 10 quilômetros (cerca de três horas).

Depois que chegar a Aguas Calientes, você passa a noite em um hotel e visita Machu Picchu no outro dia, retornado a Cusco na parte da tarde ou ainda no terceiro dia. Essa é com certeza a maneira mais barata como visitar Machu Picchu. Você pode comprar apenas a passagem e fazer o restante do passeio por conta própria por um custo entre US$ 30 e 40. Já o pacote completo sai por cerca de US$ 150. Qualquer hotel ou agência de Cusco vende tanto a passagem quanto o pacote.

Turista admira a vista do Vale do Rio Urubamba durante a Trilha Inca até Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Como ir a Machu Picchu a pé (trilhas)

Não existe modo mais popular e tradicional como visitar Machu Picchu do que percorrer a pé o mesmo caminho que os incas faziam: A Trilha Inca. É tanta gente que nunca caminhou longas distâncias na vida querendo fazer que o governo peruano criou uma versão ‘curta’ da caminhada. Então existe a Trilha Inca clássica, de 45 quilômetros percorridos em quatro dias e três noite; e a Trilha Inca curta, de 23 quilômetros percorridos em dois dias e uma noite.

Note que nem toda essa distância é feita a pé. Na trilha curta, por exemplo, são cerca de 10 quilômetros efetivamente andando; na longa, 38. Mesmo assim, é bom que você tenha razoável preparo físico para percorrê-las, especialmente porque estará mais de 2.000 metros acima do nível do mar. Brasileiros, que normalmente vivem no nível do mar, costumam sofrer de ‘soroche’, ou mal de altitude, quando viajam para lugares altos como Machu Picchu.

Casal de turistas posa com a placa de indica o início da Trilha Inca

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Os sintomas mais comuns do ‘soroche’ são dor de cabeça, cansaço muscular e dificuldade para respirar. Eles costumam passar depois de 24 ou 48 horas, quando o corpo se aclimata ao oxigênio mais rarefeito. Mas algumas pessoas podem ter reações mais longas ou agravadas por náuseas e vômitos. Por isso, nunca viaje sem um seguro saúde (compre o seu aqui)! Para garantir que o ‘soroche’ não atrapalhe a trilha, espere ao menos três dias depois de chegar à altitude para fazê-la.

Caso não se sinta melhor nesse tempo, pode tentar usar produtos derivados da coca para aliviar os sintomas, como chá ou chocolates. As duas versões da Trilha Inca são regulamentadas pelo governo e você precisa reservar um lugar para percorrê-las com pelo menos seis meses de antecedência. E existe ainda uma trilha ‘alternativa’ chamada Salkantay, que dura cinco dias e quatro noites! Essa trilha não precisa de reserva. Vamos detalhar a seguir cada uma delas.

Turistas sobem escadaria de pedra que faz parte da Trilha Inca

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trilha Inca curta – 2 dias, 1 noite

A versão curta da Trilha Inca tem dois dias e uma noite de duração. A caminhada não é difícil e pode ser feita por todo mundo sem dificuldades de locomoção, que tenha preparo físico razoável e esteja adaptado ao mal de altitude. Mas é bom saber que você vai subir 250 metros montanha acima, então é bom ter em mente que pode ser bem cansativo. A caminhada começa no quilômetro 104 da ferrovia que leva a Aguas Calientes, a cidade onde se localiza Machu Picchu.

A distância total é de 23 quilômetros, mas você só vai andar efetivamente uns 10 deles. Se você estiver hospedado em Cusco, será levado de ônibus, van ou carro até Ollantaytambo e, de lá, pegará o trem até o quilômetro 104. Se estiver hospedado em Ollantaytambo, pode se dirigir diretamente à estação ferroviária. O trem fará uma parada no quilômetro 104 exclusivamente para que os caminhantes possam descer.

A trilha começa nos 2.150 metros de altitude e termina no mesmo dia, 10 quilômetros depois, na Porta do Sol de Machu Picchu (2.400 metros). No caminho você passa por dois conjuntos arqueológicos, o de Chachabamba (foto abaixo) e o impressionante Wiñay Wayna. Depois, você é levado para jantar e dormir no hotel em Aguas Calientes. Na manhã seguinte, acorda bem cedinho para visitar Machu Picchu ao nascer do sol e finaliza o dia retornando para Ollantaytambo ou Cusco.

A Trilha Inca, tanto a versão clássica quanto a versão curta, é regulamentada pelo governo peruano e o acesso é limitado a 500 pessoas por dia, incluindo turistas, guias e carregadores. Por isso, é preciso reservar sua vaga com pelo menos seis meses de antecedência, pois a procura é muito grande. Além disso, não é possível percorrer a Trilha Inca por conta própria. É preciso contratar uma agência autorizada pelo governo peruano.

E prepare seu bolso, por que isso não sai barato. Os pacotes custam a partir de US$ 550 por pessoa. Está incluso o transporte desde o seu hotel até Ollantaytambo e de volta, as passagens de trem ida e volta, o guia, as entradas na Trilha Inca e em Machu Picchu, hospedagem em Aguas Calientes, almoço e jantar no primeiro dia e café da manhã no segundo. ATENÇÃO: a trilha fecha em fevereiro por causa das chuvas! Reserve já sua Trilha Inca curta aqui.

Sítio arqueológico de Chachabamba é uma das atrações da Trilha Inca

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trilha Inca clássica – 4 dias, 3 noites

A versão clássica da Trilha Inca tem quatro dias e três noites de duração. A caminhada não é difícil, mas bastante cansativa por ser montanha acima e de muitos quilômetros por dia. Aconselhamos para quem tem certeza do seu preparo físico, faz exercícios regularmente e esteja adaptado ao mal de altitude. Os alojamentos ao longo da Trilha Inca são muito, muito simples e você precisa estar consciente disso ao embarcar nessa aventura.

Dorme-se em barracas e usa-se banheiros compartilhados por todos. Os chuveiros não tem água quente e muitas vezes estão tão sujos que é preferível se limpar apenas com toalhinhas umedecidas. A caminhada começa no quilômetro 82 da ferrovia que leva a Aguas Calientes, em Piskacucho (2.700 metros acima do nível do mar). A distância total é de 45 quilômetros, mas você só vai andar efetivamente uns 38 deles.

De Cusco, você será levado de ônibus, van ou carro do seu hotel até Piskacucho pela manhã muito cedo e, de lá, começará a caminhada. No primeiro dia serão 12 quilômetros andando, com passagem pelas ruínas de Patallacta e Willkarakay. A primeira noite é no acampamento em Wayllabamba. No segundo dia são quase 9 quilômetros de caminhada, passando pelo Passo Warmiwañuska, a 4.215 metros (maior altitude da trilha). A segunda noite se passa em Pacaymayu.

No terceiro dia, são 13,5 quilômetros com visitas aos sítios arqueológicos de Runkurakay, Phuyupatamarca e o impressionante Wiñay Wayna (foto abaixo), onde também fica o acampamento da terceira noite. No quarto dia, você vai acordar bem antes do sol nascer para percorrer os 4,6 quilômetros que separam Wiñay Wayna de Machu Picchu. A primeira parada é na  Porta do Sol, de onde você assistirá o amanhecer sobre a Cordilheira dos Andes.

Depois, haverá um passeio guiado pelo sítio arqueológico e tempo livre para visitá-lo por sua conta. No fim da tarde, embarca de trem até Ollantaytambo e, de lá, é levado de van de volta para o seu hotel em Cusco. A Trilha Inca, tanto a versão clássica quanto a curta, é regulamentada pelo governo peruano e o acesso é limitado a 500 pessoas por dia, incluindo turistas, guias e carregadores. Por isso, é preciso reservar sua vaga com pelo menos seis meses de antecedência.

A procura é muito grande. Além disso, não é possível percorrer a Trilha Inca por conta própria. É preciso contratar uma agência autorizada pelo governo peruano. E prepare seu bolso, por que isso não sai barato. Os pacotes saem a partir de US$ 750 por pessoa. Está incluso o transporte, passagem de trem, o guia, entradas, acampamentos e todas as refeições. ATENÇÃO: a trilha fecha em fevereiro por causa das chuvas! Reserve já sua Trilha Inca clássica aqui.

Vista do sítio arqueológico de Wiñay Wayna, na Trilha Inca

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trilha Salkantay – 5 dias, 4 noites

Para quem perdeu o tempo de fazer a reserva na Trilha Inca ou simplesmente quer ir por um caminho mais barato e menos lotado de turistas, existe uma rota alternativa chamada Trilha Salkantay. Mas saiba que essa caminhada é de nível difícil e você realmente precisa ter preparo físico e já estar habituado a andar na altitude para aproveitá-la em sua plenitude. Os alojamentos ao longo da trilha serão em acampamento, com duas pessoas por barraca.

A Salkantay normalmente é feita em cinco dias e quatro noites. A distância da trilha muda conforme o caminho que a agência faz e quais trechos são efetivamente feitos a pé. Encontramos variações de 38 a 54 quilômetros de distância, em altitudes que chegam ao pico máximo de 4.600 metros acima do nível do mar. Vamos descrever a seguir o roteiro seguido pela maioria das agência.

No primeiro dia, você sairá de Cusco às 5h e será levado de carro, van ou micro-ônibus até a cidade de Mollepata para comprar mantimentos. De lá, segue-se até Callacancha, que é o ponto de partida da caminhada. São 3 horas andando até o acampamento Soraypampa, onde você vai passar a noite. Mas, antes, fará um passeio até a belíssima Laguna de Humantay. O segundo dia começa com uma caminhada de 4 horas até a passagem mais alta da trilha.

Ela está localizada em meio às montanhas Salkantay e Humantay. Depois, são mais 2 horas até o almoço em Huayracampa e mais 3 horas até o próximo acampamento, em Challhuay ou Colcapampa. No terceiro dia é feita a travessia do Rio Santa Teresa e segue-se caminhando até La Playa, de onde você será levado de carro até a cidade de Santa Teresa para passar a noite.

Turista percorre a Trilha Salkantay em direção a Machu Picchu

Foto: McKay Savage/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A cidade é famosa pelas suas fontes de águas termais e você pode aproveitar o resto do dia livre para visitá-las. No quarto dia, a caminhada recomeça. São 3 horas para chegar à estação ferroviária de ‘Hidroeléctrica’ e, depois, mais 3 horas montanha acima até Aguas Calientes. Você vai passar a noite em um hotel três estrelas. No quinto dia, acordará cedinho para fazer um passeio guiado de duas horas pelas ruínas de Machu Picchu.

Depois, terá tempo livre para visitar o sítio arqueológico por conta própria. No fim da tarde, vai retornar de trem para Ollantaytambo, de onde será levado de van de volta ao seu hotel em Cusco. Ao contrário da Trilha Inca, a entrada na Trilha Salkantay não é regulamentada pelo governo peruano e não precisa de reserva com muitos meses de antecedência. Você pode comprar o passeio perto da sua viagem sem problemas.

Os pacotes saem a partir de US$ 690 por pessoa. Está incluso o transporte, passagem de trem, o guia, entradas, acampamentos, uma noite de hospedagem em Aguas Calientes, cavaleiro e mulas para transportar até 4 quilos de bagagem e todas as refeições durante o trajeto. É preciso pagar à parte a licença de trekking emitida pelo governo peruano (US$ 40). Reserve já sua Trilha Salkantay aqui.

Paisagem da Cordilheira dos Andes vista na Trilha Salkantay

Foto: McKay Savage/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Como ir a Machu Picchu de excursão

Quem não quiser se dar ao trabalho de pesquisar uma infinidade de trens, reservar ingressos nem se cansar fazendo uma das trilhas que leva a Machu Picchu tem a cômoda opção de comprar um pacote turístico com saída de Cusco e tudo incluso. Vamos dar aqui três opções que são as mais populares entre os turistas. A primeira é o bate-volta de um dia. Você sai de Cusco às 4h e é levado de carro, van ou micro-ônibus até a estação de trem de Ollantaytambo.

De lá, partirá de trem até a cidade de Aguas Calientes, onde fará o passeio guiado a Machu Picchu ainda na parte da manhã. Depois, descerá de volta até o minúsculo pueblo e terá a tarde livre para explorá-lo. No fim do dia, embarca de volta de trem para Ollantaytambo e, de lá, de carro, van ou micro-ônibus para Cusco. Os pacotes custam a partir de US$ 350 por pessoa e você pode reservar o seu aqui.

Grupo de turistas posa para foto no sítio arqueológico de Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Se você não tem tanta pressa e gostaria de visitar Aguas Calientes com mais calma, pode optar por fazer o mesmo passeio, mas em dois dias em vez de um. O tour começa um pouco mais tarde, às 6h, mas segue o mesmo esquema de Cusco a Ollantaytambo e Aguas Calientes. Você chegará por volta da hora do almoço e terá a tarde livre para explorar a cidade. Dorme em Aguas Calientes e, no dia seguinte, faz o tour guiado por Machu Picchu.

Almoça e, depois, é levado de volta para Ollantaytambo e Cusco. Os pacotes custam a partir de US$ 420 por pessoa e você pode reservar o seu aqui. A terceira opção é sair de Cusco no primeiro dia e partir para o Vale Sagrado, onde visitará o sítio arqueológico de Moray – o laboratório agrícola dos incas, na foto abaixo – e as Salineras de Maras. Depois, segue para Urubamba para o almoço e para Ollantaytambo para pegar o trem até Aguas Calientes.

Você dorme na cidade e faz o passeio guiado a Machu Picchu na manhã seguinte. Após o tour, almoça em Aguas Calientes e é levado de volta para Ollantaytambo e Cusco. Os pacotes custam a partir de US$ 490 por pessoa e você pode reservar o seu aqui. Atenção porque não estão incluso o Boleto Turístico de Cusco, que é necessário para a entrada no sítio arqueológico de Moray. Você pode adquirir o seu aqui a partir de US$ 34 por pessoa.

Turista admira os terraços do sítio arqueológico de Moray, no Vale Sagrado

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Como ir de Aguas Calientes a Machu Picchu

O centro de Aguas Calientes está a cerca de 6 quilômetros de distância do sítio arqueológico de Machu Picchu, montanha acima. Existem duas maneiras de percorrer o trajeto: a pé ou de micro-ônibus. A trilha é de graça, mas estamos falando de uma subida de quase 400 metros por picadas de terra intercaladas por escadarias de pedra. O tempo de caminhada é estimado em uma hora e meia.

Para encontrar o início da trilha, siga a estrada dos micro-ônibus até passar pela ponte de metal e vire à direita, em direção ao Museu Manuel Chávez Ballón. Há uma grande placa sinalizando a entrada. Se não estiver a fim de encarar os degraus, você deve pegar um micro-ônibus da empresa Consettur, a única autorizada a percorrer a estrada até o sítio arqueológico. Uma opção um pouco menos cansativa é subir de micro-ônibus e descer a pé.

As filas para entrar nos veículos costumavam ser grandes, especialmente pela manhã cedo. Mas, desde que o ingresso em Machu Picchu passou a ter hora marcada, o embarque é feito dividido pelo horário do ticket de entrada no sítio arqueológico. Então, é preciso chegar apenas uma hora antes. O trajeto de micro-ônibus até o sítio arqueológico leva cerca de 20 minutos. Os veículos operam a cada 10 minutos, das 5h30 às 15h30 para subida, e das 6h às 17h30 para descida.

O preço da passagem é de US$ 12 o trecho ou US$ 24 para ida e volta.  Para comprá-la, você pode ir diretamente ao guichê da companhia em Aguas Calientes, mas atente que, dependendo do horário, as filas podem ser grandes e você novamente corre o risco de não embarcar na hora desejada. Para evitar isso você pode comprar a passagem no guichê no dia anterior ou ainda em Cusco – pergunte no seu hotel onde é possível adquirir o ticket.

Você também pode reservar um ticket através do site da Cosettur (clique aqui). Você chega em Aguas Calientes com a sua reserva e vai até o guichê, onde retirará a passagem e fará o pagamento. Mas isso não parece resolver o problema das filas no guichê, então não aconselhamos. A terceira opção é comprar uma passagem fornecida por agência de viagens. Sai mais caro – US$ 36 ida e volta -, mas você viaja tranquilo. Compre a sua aqui.

Micro-ônibus que faz o transporte de turistas entre Aguas Calientes e Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Quanto tempo ficar em Machu Picchu

Você só precisa de um dia para conhecer cada recanto da cidade inca – vamos explicar o passeio adiante. Por isso, é perfeitamente possível fazer um passeio de bate-volta desde Cusco (um pouco mais apertado de tempo) ou de Ollantaytambo. Mas isso depende do quanto quer gastar e de qual ritmo gosta de viajar. Se não gosta de fazer nada correndo e não se importa em gastar com hospedagem, sugerimos que você passe dois dias e uma noite em Aguas Calientes.

Um dia você usa para se locomover desde a sua cidade-base e visitar Aguas Calientes e suas águas termais. E outro para fazer o passeio a Machu Picchu e voltar para a sua cidade-base. Se for chegar a Aguas Calientes pelas trilhas Inca ou Salkantay, recomendamos que você negocie com a agência do seu pacote para permanecer mais uma ou duas noites em Aguas Calientes antes de retornar. Isso para se recuperar da caminhada extenuante e visitar a cidade.

Rio Aguas Calientes e suas pontes cortam a cidade do mesmo nome, no Peru

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Onde se hospedar em Machu Picchu

Para quem optar por ficar uma ou mais noites em Aguas Calientes, vamos deixar quatro sugestões de hospedagem. Todas são bem localizadas no centro da cidade, com preços acessíveis e muito bem avaliadas pelos hóspedes no site de reservas Booking. A primeira é a Pousada Luna Muna, campeã de reservas em Aguas Calientes pelo Booking. A pousada oferece quartos para duas ou três pessoas com café da manhã, TV de tela plana, Wi-Fi, banheiro privativo e varanda.

As diárias na Luna Muna custam a partir de R$ 149 e você pode conhecer mais sobre ela e fazer a sua reserva aqui.

Pousada Luna Muna é opção de hospedagem em Aguas Calientes

Pousada Luna Muna

Outra opção muito procurada e com ótimo custo-benefício é a Pousada Hs Tierra In. Ela oferece quartos para duas ou três pessoas equipados com área de estar, TV de tela plana, banheiro privativo e guarda-roupa. O café da manhã e o acesso à WiFi estão incluídos na diária.

Os preços da Hs Tierra In partem de R$ 166 a noite e você pode conhecer mais sobre ela e fazer sua reserva aqui.

Pousada Hs Tierra In é opção de hospedagem em Aguas Calientes

Pousada Hs Tierra In

A terceira sugestão é para quem quer economizar sem perder a qualidade. Trata-se do Supertramp Hostel Machupicchu, um albergue bem descolado que oferece aos hóspedes terraço, restaurante, recepção 24 horas, serviço de quarto, WiFi gratuito, entretenimento noturno, lounge compartilhado e buffet de café da manhã. Você pode optar por uma cama em quarto compartilhado entre 6, 8 ou 10 pessoas a partir de R$ 47 a noite.

Ou por um quarto duplo particular com banheiro compartilhado por R$ 148, e com banheiro privativo por R$ 221. Você pode saber mais sobre o Supertramp Hostel e fazer suas reservas aqui.

Supertramp Hostel é opção de hospedagem em Aguas Calientes

Supertramp Hostel

Por fim, vamos falar de uma hospedagem para quem pode gastar um pouco mais para ter mais conforto e requinte. É o Gringo Bill’s Boutique Hotel, que dispõe de piscina, restaurante orgânico, bar de pisco, WiFi gratuito e café da manhã. Os quartos apresentam decoração com temas tradicionais da região, aquecedor, TV de plasma e banheiro privativo. Algumas das acomodações dispõem de varanda e banheira de hidromassagem.

O hotel dispões de acomodações para de duas a até cinco pessoas com diárias que começam em R$ 297. Você pode saber mais sobre o Gringo Bill’s Boutique Hotel e fazer suas reservas aqui.

Gringo Bill's Boutique Hotel é opção de hospedagem em Aguas Calientes

Gringo Bill’s Boutique Hotel


Horários de funcionamento de Machu Picchu

Machu Picchu abre todos os dias do ano, das 6h às 17h30. Até 1º julho de 2017, a visitação ao sítio arqueológico era livre desde a hora de abertura até o fechamento. Mas, agora, é necessário escolher um horário de entrada para fazer seu passeio pelas ruínas e você poderá ficar lá dentro pelo tempo máximo de quatro horas. Portanto, se você comprar ingresso para entrar na cidade inca no primeiro horário, às 6h, deve se apresentar na catraca entre 6h e 7h no máximo.

Nesse caso, a saída deverá ser feita até as 10h-11h, respectivamente. O último horário para entrada é das 14h às 15hSó poderão exceder a permanência de quatro horas quem comprar os ingressos para subir as montanhas Machu Picchu ou Huayna Picchu (também chamada de Waynapicchu). Na Montanha Machu Picchu, há três opções de horários de entrada. O O primeiro é das 7h às 8h com ingresso no sítio arqueológico liberado a partir das 6h.

O segundo é das 7h às 8h com ingresso no sítio liberado só às 7h mesmo. O terceiro é das 9h às 10h com ingresso no sítio liberado às 8h. Na Montanha Huayna Picchu, também há três opções de horários de entrada. O primeiro é das 7h às 8h com ingresso no sítio às 6h. O segundo é das 7h às 8h com ingresso no sítio só às 7h mesmo. O terceiro é das 10h às 11h com ingresso no sítio às 8h. Em todos os casos, o tempo total de visitação –  montanha + ruínas – é estendido em três horas.

Sítio arqueológico de Machu Picchu vista do alto da Montanha Huayna Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Falaremos melhor das montanhas mais adiante. Como é feito o controle do horário em que cada pessoa deve sair? Oficialmente, na entrada, cada visitante receberá uma pulseira ou adesivos colorido de acordo com a hora de de entrada. Por exemplo, todo mundo que ingressou no sítio às 9h recebe uma pulseira verde. Se, até as 13h, todas as pulseiras não tiverem sido devolvidas, os fiscais do complexo passarão a procurar por pessoas que ainda estejam dentro do complexo com elas.

Na prática, porém, o que lemos nos comentários espalhados pela internet de quem visitou a cidade em 2019, é que segue não havendo controle do tempo de permanência dos visitantes dentro da cidade. Nem pulseiras ou adesivos. O que há é o controle do horário de entrada, que não pode ser feito antes do que está marcado no ingresso. Além disso, não está sendo permitido sair do sítio para ir ao banheiro e comprar água ou comida, como era feito antigamente. Quem sai, não volta!

A ideia com essas limitações não é estragar o barato de ninguém, mas sim controlar o fluxo absurdo de turistas que vem chegando a Machu Picchu nos últimos anos. Foi contatado um alto grau de deterioração das ruínas por conta do grande número de pessoas caminhando sobre elas, passando a mão, sentando, se apoiando etc. Se medidas como essa não fossem tomadas, a cidade inca deixaria de existir em poucos anos.

Carimbo especial de Machu Picchu em página de passaporte

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Ingressos para Machu Picchu: quanto custa e como comprar

O ingresso simples em Machu Picchu custa 152 soles (US$ 45) para adultos e 70 soles (US$ 21) para menores de 18 anos. Para visitar as ruínas + a Montanha Huayna Picchu, o custo é de 200 soles (US$ 60) para adultos e de 118 soles (US$ 35) para menos de 18 anos. Para visitar as ruínas + a Montanha Machu Picchu, também 200 soles (US$ 60) para adultos e 118 soles (US$ 35) para menos de 18 anos. Não há nenhuma informação sobre descontos para idosos ou crianças.

No sítio arqueológico de Machu Picchu são permitidos 6 mil turistas por dia, então não é necessário se preocupar muito em adquirir o ingresso com grande antecedência. A não ser que você esteja viajando na altíssima temporada – junho/julho -, pois nessa época as entradas podem se esgotar várias semanas antes. Já na Montanha Huayna Picchu sobem apenas 400 pessoas por dia, então é bom comprar sua entrada ao menos três meses antes da viagem.

Ruínas de Machu Picchu com a Montanha Huayna Pichu ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Na Montanha Machu Picchu podem subir até 800 pessoas por dia, mas como esse é um passeio bem menos procurado que Huayna Picchu, também não é preciso comprar com muita antecedência. Note que as entradas para o ano seguinte só são disponibilizadas no site a partir de dezembro, o que pode complicar a vida de quem vai viajar em janeiro e fevereiro. Mesmo sendo meses de baixa temporada por causa das chuvas, você deve garantir seus ingressos o quanto antes.

Para isso, a única solução é entrar todos os dias no site do governo peruano até que a data da sua viagem apareça disponível. Os ingressos podem ser comprados no site oficial – acesse aqui. O processo é um pouco longo e chatinho, mas vamos explicar passo a passo e com fotos. O formulário está em espanhol então, se tiver dúvidas sobre algum termo, consulte o Google Tradutor. Não utilize acentos, cedilhas, vírgulas ou traços em qualquer parte.

Na primeira tela, basta selecionar a data do passeio e o número de adultos e escolares – menores de 18 – que estarão fazendo a visita. Universitários com até 25 anos podem comprar ingresso com desconto, mas não pela internet, apenas presencialmente. Para saber como, clique aqui.  Depois de inserir as informações, é só clicar em ‘disponibilidad’ para ir para a próxima tela.

Primeira tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

Na segunda tela, você verá todos os horários em que se pode entrar em Machu Picchu, assim como o número de vagas disponíveis em cada um – tanto para o ingresso simples quanto o combinado com uma das montanhas. Não é possível subir as duas montanhas no mesmo dia, já que os horários de visitação a ambas são os mesmo! Quando fizer sua seleção, você irá para a próxima tela automaticamente.

Segunda tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

Na terceira tela, você preencherá seu país de origem, o número do seu passaporte ou RG, nome completo, data de nascimento e gênero. Então é só clicar em ‘siguiente’ para prosseguir para a próxima tela.

Terceira tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

A quarta tela é para conferência da data e horário da visita e também dos dados pessoais. É importante verificar se você preencheu tudo corretamente, pois o ticket é nominal e será checado junto com seu passaporte ou RG na hora da entrada! Se estiver tudo ok, clique na caixa ‘confirmo que la información de los pasajeros es correcta’.

Logo abaixo haverá os termos e condições. Leia-os e, no final, clique na caixa ‘confirmo que he leído y acepto los términos y condiciones’. Depois, é só clicar em ‘siguiente’.

Quarta tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

A quinta tela mostrará novamente os dados da sua reserva e solicitará um endereço e um e-mail de cadastro. Confirme que você colocou o e-mail corretamente, pois é pra lá que eles mandarão sua reserva e, depois, o ingresso para Machu Picchu. Logo abaixo você deve clicar na caixa ‘I’m not a robot’ (eu não sou um robô, em inglês). Em seguida, clique em ‘generar’ para gerar a sua reserva.

Quinta tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

Na sexta tela aparecerá, novamente, o resumo e os dados da sua reserva. Logo abaixo você deve escolher seu método de pagamento, que pode ser feito apenas com cartões de crédito internacional Visa e Mastercard para quem não vive ou não está no Peru no momento da compra. Se você estiver fazendo a compra já estando em Cusco, há outras opções de pagamento (para saber mais clique aqui e leia a ‘clausula septima’).

Aliás, se você já estiver em Cusco, nem precisa fazer a reserva pela internet. Você pode ir aos centros de reserva da Casa Garcilaso e da Calle Maruri . Existe ainda posto no Centro Cultural de Aguas Calientes. Seguindo com a nossa reserva pela internet, note que haverá uma pequena taxa de administração para o pagamento com cartão de crédito que varia conforme a bandeira escolhida. Após selecionar seu método de pagamento, é só clicar em ‘continuar’.

Sexta tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

Você receberá um e-mail com os dados da sua reserva e também será direcionado para uma sétima tela. Nela, você terá a opção de concluir o processo de pagamento, fazer uma nova reserva ou apenas deixar o site. Você tem um prazo de três horas para fazer o pagamento, caso contrário perderá a reserva. Se decidir por concluir o processo mais tarde, você deve usar os dados que foram enviados ao seu e-mail para fazer check in na tela inicial do site e voltar para onde parou.

Por isso, sugerimos que você conclua o pagamento logo de uma vez. Para isso, basta clicar na opção ‘paga con Visa/Mastercard’ na esquerda da tela.

Sétima tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

Você será direcionado para a oitava e última tela, onde colocará os dados do seu cartão de crédito e efetuará o pagamento. Não feche a tela até que apareça a mensagem ‘pago exitoso’ (concluído com sucesso) ou ‘operación denegada’ (operação negada). Caso seja negada, verifique com a operadora se o seu cartão está autorizado a fazer transações internacionais com o Peru. Se esse não for o problema, contate o call center – [email protected]

Oitava tela da compra do ingresso pela Machu Picchu pela internet

Se a operação for concluída com sucesso, você receberá no seu e-mail os ingressos para entrada em Machu Picchu. Você deve imprimi-los e apresentá-los na entrada do sítio arqueológico na hora marcada em seu bilhete. Não esqueça de levar o seu passaporte ou RG, pois ele será usado para verificação do ingresso, que é nominal. Se você não estiver a fim de fazer todo esse processo sozinho, você pode comprar sua entrada através do Get Your Guide.

O Get Your Guide é o maior site de vendas de passeios e ingressos turísticos do mundo. Eles fazem a reserva para você e enviam tudo pronto para o seu e-mail. É claro que isso tem um custo e o ingresso sai mais caro. Mas não deixa de ser uma alternativa fácil e rápida. O ticket simples para Machu Picchu custa a partir de US$ 60 (clique aqui para comprar o seu); Machu Picchu + Huayna Picchu, US$ 85 (compre aqui); e Machu Picchu + Montanha Machu Picchu, US$ 80 (compre aqui).


O que levar na mochila para Machu Picchu

Não existe nada para vender dentro do sítio arqueológico de Machu Picchu, apenas antes da roleta de entrada e ainda assim é muito caro. Então tenha em mente que tudo o que você vai precisar para passar o dia nas ruínas deve estar dentro da sua mochila. Não deixe de levar protetor solar, capa de chuva, uma boa quantidade de água, bateria extra para a câmera e repelente. Pode haver muitos mosquitos lá em cima, especialmente na época mais úmida do ano.

E o que você não pode levar? Estão proibidos mochila ou bolsa com dimensões maiores do que 40X35X20 centímetros, tripé para câmeras, pau de selfie, drone, carrinho de bebê, bebida alcoólica, comida, guarda-chuva, bandeira ou cartaz, aerosóis, objetos pontiagudos, bastão de caminhada e bebidas que não estejam em garrafinhas plásticas. Também não existem sanitários dentro do parque, apenas antes da catraca. Portanto, é bom se prevenir e ir antes de entrar.

Lembre-se também que Machu Picchu está a 2.400 metros do nível do mar, o que pode levar muita gente a sofrer do famoso mal de altitude, ou ‘soroche’. Se você é uma das vítimas, leve com você medicamentos específicos vendidos nas farmácias peruanas ou produtos derivados da folha de coca, como chá e balas, para aliviar os sintomas. Use tênis com sola de borracha, roupas confortáveis, óculos de sol e chapéu/boné se for adepto.

Turista tira selfie com lhama durante visita às ruínas de Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


O que ver em Machu Picchu

Depois de descobrir como visitar Machu Picchu, é hora de saber como você vai percorrer as ruínas e o que você vai ver nelas. Não é permitido circular livremente pelo sítio arqueológico, sendo necessário seguir circuitos de visitação pré-estabelecidos pelo governo peruano. Eles são três e você deve escolher apenas um. Não é permitido voltar pelo circuito, deve-se seguir um sentido único de visitação. Uma vez terminado o circuito, você não pode voltar ao início e recomeçá-lo.

Lembre-se que o passeio pode ter no máximo quatro horas de duração + três horas para quem tiver comprado ticket para as montanhas! Isso tudo teoricamente, pois, como você leu lá na parte dos horários, o controle dessas regras não é muito efetivo por parte dos fiscais do sítio arqueológico. Na dúvida, admire e fotografe cada atração do seu circuito como se não fosse ser possível voltar. Estar acompanhado de um guia para entrar em Machu Picchu é opcional.

O mesmo pode ser contratado na própria entrada do sítio (entre 120 e 150 soles por grupo) ou ser reservado com antecedência através do Get Your Guide, o maior site de venda de passeios e ingressos turísticos do mundo. O pacote inclui passagem no micro-ônibus para subir até Machu Picchu, ingresso para o sítio arqueológico e passeio guiado de duas horas. O custo é de US$ 155 por pessoa e você pode comprar o seu aqui.

As ruínas do Templo do Sol com a Montanha Huayna Picchu ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Sobre os circuitos pré-demarcados para a visita ao sítio: o governo do Peru trata como três caminhos, mas são todos na verdade o mesmo. A diferença é que cada um começa em um ponto diferente do sítio arqueológico. Depois de passar pela catraca de entrada, você pode se dirigir diretamente ao que mais lhe interesssa. O Circuito 1 é o completo e compreende todos os pontos turísticos da cidade inca, sendo que o tempo médio para percorrê-lo é de três horas.

Logo depois de passar a roleta de entrada, você subirá à esquerda até a Casa del Guardián. É de lá que se registra a foto mais clássica de Machu Picchu e que todo mundo quer guardar. Trajeto do Circuito 1: Casa del Guardián – Portada Principal – Caos Granítico – Templo del Sol (foto acima) – Casa del Inka – Jardín Botánico – Plaza Sagrada – Pirámide del Intiwatana – Llamakancha – Roca Sagrada – Qolqas – Tres Portadas – Espejos de Agua – Templo del Cóndor – Camino de salida.

Pedra Intihuatana, uma das atrações do sítio arqueológico de Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O Circuito 2 pula a subida até a Casa del Guardián e começa no Templo del Sol.  O tempo estimado de duração do passeio é de duas horas e meia. Trajeto do Circuito 2: Templo del Sol – Casa del Inka – Jardín Botánico – Plaza Sagrada – Pirámide del Intiwatana (foto acima) – Llamakancha – Roca Sagrada – Qolqas – Tres Portadas – Espejos de Agua – Templo del Cóndor – Camino de salida.

O Circuito 3 também começa no Templo do Sol, mas é mais reduzido que o 2, tendo apenas uma hora e meia de duração. Ele foi criado para atender quem está com crianças pequenas, idosos ou para quem tem dificuldades de locomoção. Trajeto do Circuito 3: Templo del Sol – Casa del Inka – Jardín Botánico – Plaza Sagrada – Espejos de Agua – Templo del Cóndor (foto abaixo) – Camino de salida.

Se tiver tempo e energia sobrando – e se não tiver chegado ao sítio pela Trilha Inca – você ainda pode fazer duas rotas alternativas. A primeira é a caminhada até a Porta do Sol (Intipunku), a segunda é a Ponte Inca. Embora não estejam entre os ‘high lights’ da cidade, são pontos muito interessantes e normalmente mais vazios por se encontrarem distantes do centro das ruínas. Vamos agora detalhar a visita às montanhas!

Ruínas do Templo do Condor, na cidade inca de Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Como visitar a Montanha Huayna Picchu

Como dissemos lá na parte dos ingressos, quem visita Machu Picchu tem a opção de subir duas montanhas que ficam dentro do sítio arqueológico: Montanha Machu Picchu e Montanha Huayna Picchu (ou Waynapicchu). Infelizmente, não é possível subir as duas montanhas em um único dia, pois elas são abertas ao público mais ou menos na mesma hora. Na primeira, o horário de entrada é das 7h às 8h, ou das 9h às 10h. Na segunda, é das 7h às 8h ou das 10h às 11h.

Portanto, vamos te ajudar a decidir se vale a pena visitar uma das montanhas e qual delas parece ser mais legal para você. Começando pela Huayna Picchu, que nós já subimos duas vezes e recomendamos. Mas note que não é uma trilha das mais fáceis. Estamos falando de uma hora montanha acima (2.680 metros de altura) através de escadas bem íngremes! Não encare essa se você tem problemas em articulações como joelhos e tornozelos. Mas, sim, vale a pena subir.

Turista fotografa Machu Picchu vista do alto da Montanha Huayna Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Lá de cima, todo seu esforço será recompensado. Você poderá visitar as ruínas do Templo da Lua e ter uma incrível vista aérea de Machu Picchu, com a Montanha Machu Picchu ao fundo. Na média, o tempo gasto pelos visitantes para subir e descer Huayna Picchu é de duas horas. A visitação ao sítio arqueológico é limitada a quatro horas, mas quem tem ingressos para Huayna Picchu tem o tempo total de permanência estendido para seis horas.

A guarita de acesso à trilha fica próximo da Rocha Sagrada. Se você entrou pelo Circuito 1, terá que atravessar toda a cidade inca para chegar até ela. Para ter acesso direto, entre pelo Circuito 3. Você deve estar na guarita no horário marcado no seu ingresso e estar munido do ticket impresso e passaporte. Você deve assinar o livro de visitantes na entrada e na saída, pois é assim que os fiscais controlam se ninguém se perdeu ou se machucou no caminho e ficou para trás.

Lembre-se que não há entradas à venda na hora, é preciso reservar a sua pela internet (para saber como, volte para o tópico ‘ingressos’). Os tickets custam 200 soles (US$ 60) para adultos e 118 soles (US$ 35) para menos de 18 anos. A subida é limitada a 400 pessoas por dia, sendo que 200 no primeiro horário e 200 no segundo. Por isso, é bom comprar seu ingresso com ao menos 3 meses de antecedência para garantir que haverá disponibilidade na data da sua viagem!

Sítio arqueológico de Machu Picchu visto do alto da Montanha Huayna Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Como visitar a Montanha Machu Picchu

Vamos ser sinceros: nós nunca visitamos a Montanha Machu Picchu. Sempre preferimos subir a Huayna Picchu. Mas achamos que seria legal pesquisar para que você tenha as duas opções e escolha a que é mais legal para você e para o grupo com a qual está viajando. Isso porque, como dissemos no tópico acima, a Huayna Picchu não é uma subida para todos. Ela é bem estreita e íngreme, não sendo indicada para crianças pequenas ou idosos.

E mesmo para quem tem problemas nos tornozelos, joelhos ou qualquer outra dificuldade de locomoção. Mas a trilha da Montanha Machu Picchu é mais ampla e menos íngreme, sendo indicada para públicos de todas as idades. E não é preciso chegar até o topo (3.060 metros) para ter vistas deslumbrantes de Machu Picchu lá em baixo e também do Rio Vilcanota! Na média, o tempo gasto pelos visitantes para subir e descer a montanha é de quatro horas.

A visitação ao sítio arqueológico é limitada a quatro horas, mas quem tem ingressos para a Montanha Machu Picchu tem o tempo total de permanência estendido para seis horas. Ou seja, se você realmente ficar quatro horas na montanha, só terá duas horas para visitar a cidade. O horário de entrada é das 7h às 8h, ou das 9h às 10h. Infelizmente, não é possível subir as duas montanhas em um único dia, pois elas são abertas ao público mais ou menos na mesma hora.

A guarita de entrada da trilha para a Montanha Machu Picchu fica próxima do Circuito 1. Suba até a Casa de Vigilância e continue até o desvio indicado por uma placa. Você deve estar na guarita no horário marcado no seu ingresso e estar munido do ticket impresso e passaporte. Você deve assinar o livro de visitantes na entrada e na saída, pois é assim que os fiscais controlam se ninguém se perdeu ou se machucou no caminho e ficou para trás.

Lembre-se que não há entradas à venda na hora, é preciso reservar a sua pela internet (para saber como, volte para o tópico ‘ingressos’). Os tickets custam 200 soles (US$ 60) para adultos e 118 soles (US$ 35) para menos de 18 anos. A subida é limitada a 800 pessoas por dia, sendo que 400 no primeiro horário e 400 no segundo. Apesar de também ser limitado, esse ticket é um pouco menos procurado que o de Huayna Picchu e pode ser encontrado até poucos dias antes da subida.

Turista senta na ponta de uma pedra no alto da Montanha Machu Picchu

Foto: Divulgação/IncaRail


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Menina brinca com lhama no sítio arqueológico de Machu Picchu

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve em Machu Picchu em novembro de 2012 e dezembro de 2015 ***

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10 comentários

Marcos Maestri 28 de setembro de 2019 - 21:14

Olá, estou me planejando p visitar o Peru ano q vem. Agradeço as dicas. São mt didáticos, detalhistas… Obg.

Responder
Escolha Viajar 29 de setembro de 2019 - 15:46

Olá, Marcos!
Ficamos muito felizes em ajudar na sua viagem.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Alessandro 27 de junho de 2019 - 14:33

Para visitar as ruínas, é necessário reservar as passagens de trem quanto tempo de antecedência? Eu vou agora em julho de 2019.

Responder
Escolha Viajar 29 de junho de 2019 - 17:51

Olá, Alessandro!
Machu Pichhu é um destino bastante disputado, especialmente nos meses de férias escolares. Por isso, recomendamos que as passagens de trem sejam compradas com pelo menos três meses de antecedência.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Marcelo Santa Helena Gomes 18 de junho de 2019 - 15:15

Olá… Gostei muito do seu artigo. Pretendo viajar ao Peru em dezembro e visitar Machu Picchu. Tenho uma criança de 6 anos. Você aconselha levar ela na viagem ou seria muito desgastante pra ela? Quantos quilômetros percorre-se o dia todo pra visitar a atração? Muito obrigado.

Responder
Escolha Viajar 29 de junho de 2019 - 17:13

Olá, Marcelo!
Não viajamos com crianças, então só podemos dar palpites. Mas não acho que Machu Picchu seja cansativo, desde que você planeje a viagem com certo conforto. Faça o trajeto até Aguas Calientes de trem e suba até a cidade de ônibus. Assim, só vai precisar caminhar dentro da atração. O sítio arqueológico é grande, mas você não precisa ver TUDO. Pode se concentrar na parte central das ruínas, onde estão as principais atrações. Não recomendo fazer trilhas a pé ou subir as montanhas Machu Picchu ou Huayna Picchu, pois é bem cansativo até para adultos. Programe-se também para passar pelo menos uma noite em Aguas Calientes, assim toda a família poderá descansar depois do passeio.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Raissa 29 de agosto de 2017 - 13:39

Olá! Como está funcionando o passeio para a porta do sol? Pode ser feito sem guia? Da tempo de fazer o circuito 1 mais a rota do sol, já que temos apenas 4 horas? Como está sendo feito o controle para ficar apenas o tempo estipulado?
Estou na dúvida se faço a montanha Machu Picchu ou se faço a trilha até a Porta do sol? O que você me indica?
desculpe tantas perguntas, mas estou sem informações sobre essa mudança no acesso à cidade!
Obrigada!

Responder
Escolha Viajar 3 de setembro de 2017 - 09:41

Olá, Raissa!
Sim, a rota até a Porta do Sol pode ser feita sem guia. Você vai demorar pelo menos uma hora para ir e voltar, então teria que fazer o restante do circuito em três horas. O governo do Peru não especificou como seria feita a fiscalização do tempo, apenas que os ingressos marcariam a hora de entrada dos visitantes. Nunca subimos a Montanha Machu Picchu, mas ela fica mais ou menos no mesmo ângulo de visão da Huayna Picchu – só que bem mais baixa -, então imagino que a vista seja parecida. Nesse caso, eu ficaria com a Machu Picchu. Na Portal do Sol você vai ver a cidade muito de longe.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Viajento 8 de julho de 2017 - 15:18

Quando eu visitei Machu Picchu fui da maneira mais tradicional e cômoda: de trem e subida de ônibus. Em uma próxima oportunidade, escolheria uma das caminhadas para ter uma experiência diferente.

Responder
Escolha Viajar 8 de julho de 2017 - 23:38

Olá, Viajento!
Obrigada por compartilhar sua experiência conosco.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder