Página inicial EuropaAlemanha Roteiro em Berlim: o que fazer em 1 ou 2 dias de viagem [com mapas]

Roteiro em Berlim: o que fazer em 1 ou 2 dias de viagem [com mapas]

por Escolha Viajar
Fonte da Pariser Platz com o Portão de Brandemburgo ao fundo

Vai viajar e ainda não organizou seu roteiro em Berlim? Não precisa se preocupar! Nós organizamos um para você em que é possível visitar todas as atrações imperdíveis da capital da Alemanha em apenas 2 dias. Tudo a pé ou usando o eficiente sistema de transporte público da cidade. Ou seja: gastando pouco dinheiro, hehe. Para facilitar ainda mais a sua vida, elaboramos mapas onde você pode conferir passo a passo do trajeto.

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Damos também dicas de cervejarias fora da rota dos turistas para que você possa brindar e beber como os berlinenses. Você também encontra ao longo do texto links para comprar seus ingressos nos pontos turísticos sem precisar enfrentar nenhuma fila! Recomendamos que você reserve pelo menos 2 dias para aproveitar a cidade, mas se tiver apenas 1 dia, não tem problema. Ainda dá para ver e fazer muita coisa.

Nesse caso, comece seu roteiro em Berlim a partir do Parlamento Alemão e vá seguindo as indicações do Dia 1 até o Checkpoint Charlie. Depois dele, é só pegar o metrô e ir até a East Side Gallery. As instruções para chegar até lá estão descritas no Dia 2.  Se tiver dois dias inteiros na capital alemã, é só seguir o que está descrito no Dia 1 e no Dia 2. E se você por acaso ainda tiver um terceiro dia disponível de roteiro em Berlim, temos uma dica bônus no fim do texto!

O que fazer em Berlim em 1 dia → Parlamento Alemão, Portão de Brandemburgo, Memorial do Holocausto, bunker de Hitler, Praça Gendarmenmarkt, Checkpoint Charlie e East Side Gallery
O que fazer em Berlim em 2 dias Igreja Memorial do Imperador Guilherme, Tiergarten, Parlamento Alemão, Portão de Brandemburgo, Memorial do Holocausto, bunker de Hitler, Praça Gendarmenmarkt, Checkpoint Charlie, Memorial do Muro de Berlim, Sinagoga Nova, Ilha dos Museus, Catedral de Berlim, Fernsehturm (torre de TV), Praça Alexanderplatz e East Side Gallery
O que fazer em Berlim em 3 dias Igreja Memorial do Imperador Guilherme, Tiergarten, Parlamento Alemão, Portão de Brandemburgo, Memorial do Holocausto, bunker de Hitler, Praça Gendarmenmarkt, Checkpoint Charlie, Memorial do Muro de Berlim, Sinagoga Nova, Ilha dos Museus, Catedral de Berlim, Fernsehturm (torre de TV), Praça Alexanderplatz, East Side Gallery, Memorial de Sachsenhausen e Potsdam, a Cidade dos Imperadores

Turista posa em frente ao trecho do Muro de Berlim conhecido como East Side Gallery

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro em Berlim – Dia 1

Nossa proposta para este roteiro em Berlim é que você visite quase tudo a pé ou utilizando o eficiente transporte público da capital alemã. Assim, você consegue não só ver os pontos turísticos como se deixa envolver pela atmosfera da cidade. O ponto de partida deste primeiro dia é a Kaiser-Wilhelm Gedächtniskirche, ou Igreja Memorial do Imperador Guilherme. Ela está localizada fora da região central de Berlim, no bairro de Charlottenburg.

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A igreja originalmente não teria motivos para chamar a atenção, tendo sido erguida em 1890, mas sua torre bombardeada durante a Segunda Guerra acabou sendo mantida em ruínas e transformada e um memorial contra ela. Com isso, tornou-se um dos cartões-postais da cidade. Para chegar até a igreja, há acesso muito próximo através das estações Berlin Zoologischer Garten (linhas U2, U3 e U9) e Kurfürstendamm (U1 e U9), ambas a menos de cinco minutos de caminhada.

Seguindo com o roteiro em Berlim, é hora de começar a andar. E prepare-se porque é uma boa pernada, de 2,4 quilômetros ou mais ou menos 30 minutos. Saindo da igreja, você deve pegar a rua nos fundos dela, a Budapester, e seguir para a direita, na direção do zoológico. Continue por ela até encontrar o Canal Landwehr, onde deve pegar a esquerda na rua que o margeia, a Katharina-Heinroth-Ufer. Um pouco mais à frente, você vai encontrar uma simpática ponte de pedestres.

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É só atravessar e você estará dentro do Tiergarten, um dos maiores parques urbanos do mundo e principal área verde de Berlim. A partir daqui, é só seguir em linha reta tanto quanto os caminhos sombreados do parque permitirem até chegar à Siegessäule, ou Coluna da Vitória. No caminho, você passará pelo Lago Neuen See e seu simpático café. A coluna fica em uma rotatória que marca o coração do Tiergarten e foi construída em honra aos triunfos militares prussianos do século XIX.

Vista panorâmica de Berlim do alto da Coluna da Vitória, no Tiergarten

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

É possível entrar nela e subir até o topo dos seus 64 metros de altura, de onde se descortina a melhor vista da cidade, na nossa modesta opinião. A entrada custa 3 euros. Lá de cima você já poderá visualizar muito facilmente a rota até a próxima atração do roteiro na Alemanha – ou quase. O Portão de Brandemburgo está a 26 minutos de caminhada de distância (2,1 quilômetros) em linha reta pela Strasse des 17 Juni. Não tem como errar o caminho.

Na sua esquerda, em certo momento, você vai passar pelo Sowjetisches Ehrenmal, ou Memorial de Guerra Soviético, que homenageia todos os soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra. Depois que passar por ele, entre pelo primeiro caminho que encontrar à esquerda. Você sairá diretamente no prédio do Parlamento Alemão, o Reichstag. A construção de 1894 já seria por si só bem impressionante, mas o que o torna uma grande atração turística é sua história.

Prédio do Parlamento Alemão, o Reichstag

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Em 1933, parte do prédio foi incendiada e destruída. As investigações da época – hoje postas em dúvida – apontaram que o culpado era um ativista do comunismo. Hitler, que ocupava então o cargo de primeiro-ministro, usou o episódio para pressionar o presidente a emitir um decreto de emergência que lhe dava poderes para ‘combater o comunismo’. Foi o primeiro grande passo para a acensão do nazismo ao poder.

Quem quiser, pode entrar para visitar o domo de vidro moderno que fica no topo do prédio. É de graça, mas exige que se faça reserva pelo site do Reichstag (acesse aqui). Depois de vê-lo só por fora ou também por dentro, vá para o Portão de Brandemburgo, que estará a apenas 50 metros para a direita do Parlamento e já no seu campo de visão. O Brandenburger Tor, como é chamado em alemão, era uma antiga porta da cidade.

Turistas tiram foto em frente ao Portão de Brandemburgo, cartão-postal de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Ela foi reconstruída no final do século XVIII como um arco do triunfo sob encomenda do Rei Frederico Guilherme II da Prússia. Erguido no estilo neoclássico, ele foi inspirado na Acrópole de Atenas e se ergue a 26 metros de altura sobre 12 colunas dóricas e cinco vãos centrais. Sobre o arco está a Quadriga, escultura da deusa da vitória dirigindo uma carruagem puxada por quatro cavalos.

Localizado no Mitte, o coração de Berlim, o portão é voltado para a agradável Pariser Platz, uma praça ajardinada onde ficam as embaixadas do Reino Unido, Estados Unidos e França. Para seguir com a programação do roteiro em Berlim, passe por baixo do portão e vire para a esquerda na Avenida Ebertstrasse. Em apenas uma quadra e meia você terá chegado ao impressionante Memorial aos Judeus Assassinados da Europa, mais conhecido como Memorial do Holocausto.

Blocos de pedra cinzenta que lembram túmulos compõem o Memorial do Holocausto

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Este imenso monumento a céu aberto ocupa o espaço de um campo de futebol, cobrindo 19.000 metros quadrado. Uma grandeza proporcional ao número de vítimas que ele homenageia. Nada menos do que 6 milhões de judeus pereceram nas mãos do nazismo durante o período em que perdurou o Holocausto no Velho Continente. Criado pelo arquiteto Peter Eisenman em 1999, este é um memorial que foge totalmente dos conceitos mais tradicionais de homenagens fúnebres.

Ele é composto por 2.700 lajes de concreto de 95 centímetros de profundidade e 2,38 metros de largura. A altura é variada e elas estão dispostas sobre um terreno irregular, o que torna a caminhada entre eles uma espécie de labirinto em forma de onda. A entrada no memorial é livre e gratuita a qualquer hora do dia e da noite, mas pede-se aos visitantes que tenham respeito pelo seu significado. Isso quer dizer: nada de gritos, gargalhadas, brincar de pegar entre as lajes ou subir nelas.

Blocos de pedra cinzenta que lembram túmulos compõem o Memorial do Holocausto

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Quem estiver interessado em se aprofundar na história do Holocausto e de suas principais vítimas, pode entrar no Centro de Informação ou ainda acessar o site oficial do memorial aqui. Depois da visita, o roteiro em Berlim segue para outro ponto ligado ao nazismo. Vá para a direita na Rua Cora-Berliner-Strasse, que é a via do lado oposto por onde você entrou no memorial, e siga por uma quadra, até a esquina com a In den Ministergärten.

Entre à esquerda e você estará em um estacionamento onde aparentemente não existe nada para ver. E não há mesmo. Apenas um painel conta a história e sinaliza que, neste local, alguns metros abaixo da superfície, está o bunker onde Hitler cometeu suicídio em 1945 – ou Führerbunker. O local foi explodido e selado pelos soviéticos em 1947, mas optou-se por não remover a estrutura debaixo da terra, evitando assim que se transformasse em um local de adoração do líder nazista.

Placa em estacionamento sinaliza a localização do bunker onde Hitler cometeu suicídio em 1945

Foto: Hnapel/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A próxima parada do roteiro em Berlim é menos sombria e mais bonita. Saia do estacionamento para a esquerda na Gertrud-Kolmar-Strasse e dobre à esquerda na esquina com a Vosstrasse. São seis quadras até chegar à esquina com a Charlottenstrasse, onde deve virar à esquerda. Você estará na Gendarmenmarkt, a mais graciosa e curiosa praça de Berlim. No centro fica o belo prédio da Konzerthaus, ou Casa de Concertos, em estilo clássico do século XIX.

Logo em frente fica a Fonte Schillerbrunnen, com uma estátua do poeta alemão Friedrich Schiller. E, de cada lado dele, você vai ver duas igrejas… quase absolutamente iguais! Do lado direito está a Igreja Alemã (Deutscher Dom) e, do esquerdo, a Igreja Francesa (Französischer Dom). Embora a história negue, os guias de turismo contam que o templo alemão, que é de 1708, copiou o francês, de 1705, para não ficar para trás em beleza. Fácil de acreditar, hehe.

Pessoas brincam com bolhas de sabão na Gendarmenmarkt, uma das praças mais bonitas de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Da Gendarmenmarkt até a próxima atração são mais 10 minutos de caminhada. Volte pela  Charlottenstrasse e siga para o lado oposto ao da praça. São cinco quadras até chegar na esquina com a Zimmerstrasse, onde deve entrar à direita. Logo na outra esquina, na Friedrichstrasse, fica o Checkpoint Charlie. O ponto de verificação Charlie era a principal passagem para estrangeiros e diplomatas quando a cidade era dividida em duas e separada pelo Muro de Berlim.

O que sobrou do checkpoint original para ver? Nada. No lugar dele há uma reprodução da casa de guarda, onde dois atores cafonas ficam à disposição dos turistas para fotos mais cafonas ainda (e pagas). O mais interessante aqui é a exposição a céu aberto chamada de Wall Museum, onde é possível ler muitos painéis sobre a história do muro, ver pedaços dele e conferir a linha no chão que marca o local exato onde ele se ergueu de 1961 a 1990. Chega? Cansou por hoje?

Atores posam para foto no Checkpoint Charlie, antigo ponto de passagem do Muro de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Então é hora de comer e beber uma boa cerveja alemã para encerrar com chave de ouro o passeio. Mas, para isso, será preciso caminhar mais um pouquinho, hehe. Vá para o lado esquerdo da Friedrichstrasse e dobre na primeira à esquerda, a Rudi-Dutschke-Strasse. Três quadras depois ela vai bifurcar e você pega a via da direita, a Oranienstrasse. Daí é só seguir reto até o número 12, onde fica o restaurante Max und Moritz – acesse o site dele aqui.

Esta tradicional casa alemã funciona no mesmo local desde 1902 e tem um interior antigo todo decorado em madeira que é puro charme. Os preços dos pratos – a maioria típicos da culinária alemã – não é tão convidativo para o bolso, mas o sabor vale a pena! O que é barato lá são as cervejas artesanais. A loira do dia sai por apenas 3,70 euros o caneco de 500 ml, enquanto as demais custam 4,10. Ideal para um brinde de encerramento do primeiro dia de roteiro em Berlim. Prost!

Casal bebe cerveja no Max und Moritz, tradicional restaurante de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro em Berlim – Dia 2

O segundo dia do roteiro vai começar e terminar com o onipresente Muro de Berlim. A primeira parada é o Gedenkstätte Berliner Mauer, ou Memorial do Muro de Berlim. Ele abriga um trecho de 1 quilômetro do muro original, além de vestígios da alfândega, túneis de fuga, uma capela e um monumento. Esse é o único lugar onde ainda se pode ver como todos os elementos do muro formavam um conjunto mortal de segurança, que cresceu e se tornou intransponível.

A entrada é franca e o acesso pode ser feito pela estação de metrô Bernauer Strasse (linha U8), que fica na mesma rua, a Bernauer, a apenas 500 metros. Para mais informações, acesse o site oficial. Saindo do memorial, vá para a direita na Bernauer e siga por ela até a primeira esquina, com a Gartenstrasse, onde deve entrar à esquerda. Três quadras depois, entre à direita na Torstrasse e à esquerda na Tucholskystrasse, por onde deve seguir até a esquina com a Oranienburger.

Assim que dobrar nela, à esquerda, você avistará o imponente prédio da Sinagoga Nova, ou Neue Synagoge. A original, de 1866, era a maior sinagoga da cidade e, por um daqueles acasos da história, não foi destruída durante o nazismo. Mas o prédio em estilo árabe acabou muito danificado pelos bombardeios e foi demolido, dado lugar à nova construção com sua bela cúpula dourada. Depois de admirá-la, volte pela rua de onde veio, a Tucholskystrasse, e siga até encontrar o Rio Spree.

Use a Ponte Ebertbrücke para cruzar as águas e faça uma pausa para tirar uma das fotos mais tradicionais de Berlim: a da ‘esquina’ da Ilha dos Museus, onde fica o Museu Bode, com a Berliner Fernsehturm – mais conhecida como Torre da TV – ao fundo. Do outro lado do Spree, procure pela primeira entrada para a ilha à direita. Você dará de cara com o mais importante museu da cidade, o Pergamon. Se você tem interesse em arte do mundo antigo, com certeza deve vistá-lo.

Vista do Rio Spree com a Ilha dos Museus do outro lado e a Fernsehturm ao fundo

Foto: Dr. Volkmar Rudolf/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Os destaques de suas três coleções são o santuário Pergamonaltar (Grécia Antiga), o Portão do Mercado de Mileto (Império Romano), a Porta de Ishtar (Babilônia), o Palácio de Califa e a Sala de Alepo (Arte Islâmica). Já quem quiser conhecer o famoso busto da rainha egípcia Nefertiti, de 3.300 anos de idade, precisa incluir ainda no seu roteiro em Berlim uma passagem rápida pelo Museu Neues, que fica logo ao lado do Pergamon.

O ticket conjunto para todos os cinco museus da Museumsinsel custa 18,90 euros e pode ser comprado online aqui. E eles não são a única atração da ilha. Bem no centro dela você vai encontrar o delicioso Parque Lustgarten – ponto ideal para fazer um almoço no estilo piquenique. E, bem em frente, vai avistar a deslumbrante Catedral de Berlim, ou Berliner Dom. Este templo imponente foi construído em 1905 para ser frequentado pelos antigos reis da Prússia.

Pessoas sentam no gramado em frente à Catedral de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Construída em estilo renascentista italiano, ela impressiona tanto por fora como por dentro. Por fora, admire a bela visão da cúpula verde e dourada, que se ergue a 116 metros de altura. Por dentro, os destaques são o luxuoso altar de mármore e ônix e o gigantesco órgão de 7.269 tubos. Não deixe ainda de subir os 267 degraus até a galeria, de onde se descortina uma bela vista da cidade. Os ingresso custam 5 euros sem a galeria, e 7 euros com ela. Mais informações no site oficial.

Saindo da igreja, vá para o lado esquerdo dela e cruze a ponte para sair da Ilha dos Museus. Apenas uma quadra à frente, você chegará à uma bela praça onde há algumas construções para admirar. Do lado direito fica a Rotes Rathaus, ou Prefeitura Vermelha. O nome vem dos tijolos de tom sangue muito vivo com os quais foi construída, em 1860. No centro, está a Neptunbrunnen, uma bela fonte em que figuras de ferro fundido representam os principais rios da Alemanha.

Luz do pôr do sol ilumina as figuras de ferro fundido da fonte Neptunbrunnen

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

E, do lado esquerdo, está a St. Marienkirche, ou Igreja de Santa Maria, uma joia medieval erguida no século XIII e onde podem ser vistos alguns afrescos da época da Peste Negra. Passando a praça, está a famosa Fernsehturm, torre de sinal de TV que se tornou um dos cartões-postais da cidade com seu estilo modernoso. Construída em 1969 pelo governo da Alemanha Oriental, a torre de 368 metros deveria impressionar o mundo como uma façanha da engenharia socialista.

Mas acabou virando motivo de piada para o regime porque, quando o sol bate nela, reflete a imagem de uma cruz que pode ser vista de toda a cidade, hehe. O episódio ficou conhecido como ‘a vingança do papa’. Para quem quiser subir até a plataforma panorâmica de onde se pode ver toda a cidade, recomendamos adquirir o ingresso corta-fila, porque se não a espera pode ser muito longa e estragar o resto do segundo dia do roteiro em Berlim.

Luz do sol forma cruz na Fernsehturm, ou Torre da TV, cartão-postal de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

As entradas comuns custam 16,50 euros, e as de acesso rápido, 21,50 (compre o seu aqui). Logo atrás da Fernsehturm fica a Alexanderplatz, principal centro de comércio da cidade. A praça tem um jeitão socialista dos anos 1960, com um monumento e uma fonte modernosos como a torre de teve, e está sempre lotada de gente. Fica nela também a Estação Alexanderplatz Bahnhof, onde você deve entrar para pegar pegar um trem até a próxima atração do roteiro em Berlim.

Embarque nas linhas S3, S5, S7, S9 ou S75 e prepare-se para descer apenas cinco minutos depois, na Estação Ostbahnhof. A passagem custa 1,70 euros. Saindo da estação, vá para sua direita e dobre à direita na Rua Pariser Kommune. Na esquina seguinte, você estará às margens do Rio Spree e, seguindo para sua esquerda na Rua Mühlenstrasse, em poucos metros terá chegado à East Side Gallery (veja mais informações acessando o site oficial).

Multidão lota a Alexanderplatz, principal centro de comércio de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Nos anos 1990, dúzias de artistas internacionais coloriram um trecho de 1,3 quilômetro do Muro de Berlim com mais de 100 pinturas e transformaram o local antes sombrio na maior e mais colorida coleção de murais a céu aberto do mundo. Siga por toda a extensão do muro, tirando muitas fotos e aproveitando a área verde na beira do rio. Quando chegar ao fim, admire a bela ponte de tijolos vermelhos Oberbaumbrücke, que atravessa o Spree.

Mas você não vai para o outro lado, vai passar por ela e seguir reto porque, por fim, chegou a tão esperada hora de relaxar e tomar uma deliciosa cerveja artesanal germânica. Para isso, é só continuar andando pela margem até chegar à esquina com a Rua Modersohnstrasse, onde vai entrar à esquerda. Você vai seguir por ela por um bom tempo (a caminhada total desde o muro é de 2,2 quilômetros, mais ou menos 30 minutos andando), até a esquina com a Wühlischstrasse.

Menina apoia as mãos no trecho do Muro de Berlim conhecido como East Side Gallery

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Dobrando nela à direita, no número 22, fica a cervejaria Hops & Barley. Moderna, clean e descolada, é muito frequentada por jovens. A cerveja é feita pela própria casa, em Berlim, e custa a partir de 3,80 euros o copo de 500 ml. Acesse aqui o site oficial da cervejaria para mais informações. O segundo dia de roteiro em Berlim termina aqui. Aproveite a noite e não deixe de fazer um brinde à essa incrível cidade!


Tem mais um dia em Berlim? Temos uma sugestão!

Se você tem mais um dia livre para curtir a capital da Alemanha, vamos deixar aqui duas sugestões de passeio que não tivemos a oportunidade de fazer, mas que são muito populares entre os turistas que visitam a cidade. A primeira delas é uma visita ao Memorial de Sachsenhausen, que fica a apenas 35 quilômetros de Berlim, e pode ser acessado de trem metropolitano. Sachsenhausen funcionou como campo de concentração de 1936 a 1945.

Local de execuções do antigo campo de concentração foi preservado no Memorial de Sachsenhausen

Foto: Domínio Público

Aproximadamente 200.000 pessoas passaram por Sachsenhausen, sendo que cerca de 100.000 morreram de fome ou doenças e outras 30.000 fora executadas. Hoje, é possível visitar por lá as câmaras de gás, de fuzilamento, o cadafalso e mais. Você pode fazer este passeio por conta própria ou contratar um tour guiado, o que é sempre mais interessante quando se visita locais que têm muita história para contar. O passeio custa apenas 18 euros e pode ser reservado aqui.

Outra possibilidade para quem tem um dia extra em Berlim é visitar Potsdam, a Cidade dos Imperadores. Ela está localizada a 40 quilômetros da capital e também pode ser acessada de trem metropolitano. Potsdam é mundialmente conhecida por seu legado histórico como residência dos reis da Prússia, bem como pelo grande número de belos parques e palácios. Entre eles, o famoso Palácio de Sanssouci. O passeio custa apenas 17 euros e pode ser reservado aqui.

Escadaria do Palácio de Sanssouci, uma das atrações de Potsdam

Foto: Mbzt/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)


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Turista coloca os pés sobre a marca na calçada de onde passava o Muro de Berlim

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve em Berlim em julho de 2015 ***

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