Página inicial EuropaAlemanha Roteiro na Rota Romântica da Alemanha para 4 dias de viagem

Roteiro na Rota Romântica da Alemanha para 4 dias de viagem

por Escolha Viajar
Placa indica a Rota Romântica da Alemanha

Fazer um roteiro na Rota Romântica da Alemanha é percorrer vales verdejantes banhados por rios mansos, montanhas nevadas, vilarejos medievais e castelos de contos de fadas. São cerca de 460 quilômetros de estradas, entre rodovias expressas de alta velocidade e singelos caminhos vicinais, que ligam nada menos do que 29 cidades do sul do país, nas regiões da Francônia, Baviera e Baden-Württemberg.

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Mas é claro que visitar todas as 29 cidades do trajeto não é viável para quem tem no máximo 30 dias de férias e muitos outros locais para conhecer em uma viagem para a Alemanha. Por isso, elaboramos um roteiro na Rota Romântica que percorre as principais atrações da região em apenas 4 dias. Dá para fazer em menos tempo que isso? Dá, mas com certeza você não vai aproveitá-la como ela merece.

Ninguém sabe de onde surgiu a ideia de criar a Rota Romântica da Alemanha, mas hoje temos certeza de que foi um pensamento genial. Eram os anos 1950 e o país havia deixado os problemas econômicos da Segunda Guerra Mundial para trás. Mas a prosperidade não era por si só capaz de atrair visitantes, ainda assombrados pelos fantasmas do holocausto e de cidades bombardeadas em reconstrução.

Muitos soldados americanos haviam ficado na Alemanha por terem conhecido namoradas e esposas por lá, e outros tantos voltavam ao país com suas famílias para mostrar o lugar onde haviam lutado e sido heróis. Unindo a vontade de promover o turismo com a presença desses combatentes, criou-se uma rota temática cujo objetivo era mostrar uma Alemanha que eles e o mundo não viam há muito tempo.

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Cidade de Schwangau vista do alto do Castelo de Neuschwanstein

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Do Rio Meno, em Würzburg, até os pés dos Alpes, em Füssen, descortinam-se bucólicas paisagens campestres e um sem número de vilarejos erguidos ainda na Idade Média, que preservam boa parte da arquitetura histórica. A ideia de origem desconhecida deu certo, e os soldados começaram a espalhar pelo mundo este novo ponto turístico alemão. Hoje, a Rota Romântica é visitada por 2 milhões de pessoas ao ano.

Ela conta com ônibus de turismo, ciclovias, campings, albergues, hotéis de luxo, lojas de souvenires, placas em japonês e chinês e pode ficar extremamente lotada no verão. Mas nada tira seu charme e beleza! E falando em arquitetura, um roteiro na Rota Romântica é um prato cheio para os amantes dos estilos barroco e rococó, que podem ser admirados no Palácio de Würzburg e na Igreja Wieskirche, em Steingaden.

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O ponto alto do trajeto é, sem dúvidas, a mais do que encantadora Rothenburg ob der Tauber, uma cidadela medieval fortificada recheada de casarões coloridos e recantos fotogênicos. No quesito charme, tradição, muita culinária alemã e um pouco menos turistas, destacam-se Dinkelsbühl e Landsberg am Lech. No fim do trajeto, fica a cereja do bolo: os Alpes se erguem contra o horizonte cravejados de alguns dos castelos mais famosos e visitados do mundo.

Carro percorre estrada bucólica da Rota Romântica

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Entre eles está Neuschwanstein, o delírio arquitetônico de Ludwig II, soberano do antigo Reino da Baviera. O castelo foi a inspiração de Wal Disney para desenhar o seu castelo da Cinderela lá nos EUA. Mais conto de fadas do que isso, impossível. Para conhecer tudo isso com calma e no controle do próprio tempo, recomendamos altamente que você alugue um carro para fazer o passeio (faça sua cotação aqui). Há como percorrer este roteiro na Rota Romântica sem um carro?

Não exatamente. É possível visitar as principais atrações usando o eficiente sistema de ônibus e trens da Alemanha, mas não tudo. Mas não se preocupe! Vamos ensinar direitinho como e quando pegar o ônibus ou trem para tentar fazer o percurso da forma mais semelhante possível ao trajeto de um carro alugado 😉 Confira a seguir nossa sugestão de roteiro na Rota Romântica da Alemanha para 4 dias passo a passo e com mapas detalhados ao fim de cada um deles!


Roteiro na Rota Romântica – Dia 1: Würzburg

Seu roteiro na Rota Romântica começa pelo norte e segue em direção ao sul – é perfeitamente possível fazer também o caminho inverso, fica a seu critério. Tudo começa na cidade de Würzburg, que fica a 120 quilômetros de Frankfurt. Para chegar ela, você pode seguir nossa recomendação de alugar um carro, setar o GPS e se deliciar com as perfeitas e velozes ‘autobans’ – ou rodovias expressas – da Alemanha (faça sua cotação aqui).

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Se decidir fazer o passeio sem um veículo próprio, você tem duas opções para fazer o trajeto Frankfurt-Würzburg: trem ou ônibus. De ônibus, pegue o coletivo da empresa FlixBus que parte às 8h05 e chega às 9h55 por 7 euros. Mais informações e compra de passagens aqui. Se for de trem, pegue o comboio que sai às 8h22 e chega às 9h32 por 18 euros. Mais informações e compra de passagens aqui.

Se estiver de carro, é bom se programar para chegar por volta deste horário também – no máximo às 10h -, assim o primeiro dia de roteiro na Rota Romântica vai render bastante! Uma vez na cidade, dirija-se ao Palácio de Würzburg – ou Würzburg Residenz -, um dos mais belos e importantes palácios barrocos da Europa. Construído em 1720 para ser a residência dos príncipes-bispos da cidade, tem nada menos do que 350 cômodos e abriga o maior afresco do mundo, com 667 m².

Fonte em frente ao Palácio de Würzburg, atração turística da Rota Romântica

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Obra de Tiepolo, ele retrata os quatro continentes conhecidos na época e está localizado bem acima de uma magnífica grande escadaria em zigue-zague. Destaque ainda para os salões Branco, Imperial e de Espelho, além do simpático jardim que fica nos fundos do palácio. A visita ao interior é feita em grupos guiados e a entrada custa 9 euros. Tours em inglês saem às 11h e 15h durante o ano todo, e também às 13h30 e 16h30 de março a outubro (acesse o site aqui).

Depois do palácio, você pode optar por se dirigir ao hotel/hostel que escolher para passar a noite, fazer o check in e deixar suas coisas (confira aqui a sugestão de hospedagem econômica em Würzburg do Escolha Viajar). Na hora de estacionar o carro, sempre se informe sobre onde há vagas permitidas, pois nas cidades medievais muitas vezes elas estão disponíveis apenas para moradores locais devidamente identificados.

Marktplatz, em Würzburg, primeira cidade da Rota Romântica

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Aproveite para pedir um mapa da cidade na recepção e se dirija à segunda atração da cidade: a Dom St. Kiliam. Se você estiver saindo do palácio, o caminho é o seguinte: vá a sua esquerda e entre na primeira rua à direita, a Hofstrasse, do outro lado da rua. Siga pela Hofstrasse até chegar na esquina com a Domstrasse, à esquerda. Você sairá logo em frente à catedral da cidade, construída entre 1040 e 1237 e que mescla os estilos gótico, renascentista e barroco.

Saindo dela e indo para seu lado direito, na Rua Blasiusgasse, fica outro templo que vale uma rápida visita: a Igreja de Neumünster. Seguindo o passeio pelo centro de Würzburg, saia da Neumünster e entre na via logo em frente, a Schmalzmarkt. Dobre na primeira à direita e, logo em seguida, primeira à esquerda e você sairá na Marktplatz, uma ampla praça com uma bela fonte de obelisco e mais uma linda igreja, a Marienkapelle.

Vierröhrenbrunnen - ou Fonte dos Quatro Tubos -, em Würzburg

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Cercada por restaurantes, este é o lugar ideal para fazer um pausa para o almoço. Depois de reabastecer o estômago, é hora de seguir passeio. Saindo para a esquerda da Marienkapelle, pegue a Rua Schustergasse e siga até a esquina com a Domstrasse, onde vai entrar à direita. Em poucos metros você terá chegado à Vierröhrenbrunnen – ou Fonte dos Quatro Tubos -, mais um recanto fotogênico da cidade (foto acima).

Passando por ela, você chegará à Alte Mainbrücke, a charmosíssima ponte antiga sobre o Rio Meno que lembra muito a famosa Ponte Carlos, de Praga. Antes de cruzá-la, pare no Pavillon Alte Mainmühle, logo do lado esquerdo da entrada, para tomar uma boa cerveja alemã com vista para o rio. Uma vez do outro lado, prepare o fôlego para subir até a Festung Mariemberg.

A fortaleza, que domina a colina da cidade, servia como residência para os príncipes-bispos antes da construção do Würzburg Residenz. Saia da ponte para a direita, entre logo na primeira à esquerda, a Zeller Strasse, e, já em seguida, na primeira à esquerda novamente, a Tellsteige. A partir daqui é só subir pelo parque até chegar à fortaleza. A caminhada toda, desde o início da ponte, dura cerca de 20 minutos.

Würzburg, primeira cidade da Rota Romântica, vista do alto da Festung Mariemberg

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Do alto da Festung Mariemberg, construída em 1201 e invadida apenas uma vez ao longo de toda sua longa história, você vai descortinar vistas maravilhosas dos telhados vermelhos da cidade. O acesso à área externa e ao pequeno jardim é livre, e quem tiver interesse em visitar o museu do lado de dentro deve pagar uma entrada de 3,50 euros. De lá, você pode retornar ao seu hotel para tomar um banho e se preparar para a noitada em Würzburg.

A pedida não poderia ser outra que não um local para beber uma variedade sensacional de cervejas artesanais alemãs. Para isso, sugerimos o super discreto Till Eulenspiegel, o pub que fica no porão do hotel do mesmo nome (Rua Sanderstrasse 1A, está sinalizado no mapa). O lugar não é nada turístico e tem toda pinta de adega medieval, uma delícia. Faça um brinde com a Altbierbowle, especialidade da casa, para celebrar o fim do primeiro dia de roteiro na Rota Romântica.


Roteiro na Rota Romântica – Dia 2: Rothenburg ob der Tauber

Quem está viajando de carro pode acorde bem cedinho para o seu segundo dia de roteiro na Rota Romântica, fazer check out no hotel/hostel e pegar a estrada com direção a Rothenburg ob der Tauber. Mas pode esquecer o GPS, porque ele só vai jogar você para as utra rápidas ‘autobahns’ alemãs. Baixe um mapa da Rota Romântica no seu celular ou compre um de papel mesmo para conseguir cumprir o trajeto, que passa por calmas estradas vicinais e atravessa vilarejos minúsculos.

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O caminho está todo sinalizado com placas da cor marrom onde se lê ‘Romantic Strasse’, então não tem muito como se perder.  Você vai passar por Wertheim, Tauberbischofsheim, Lauda-Königshofen, Bad Mergentheim, Weikersheim, Röttingen e Creglingen em uma distância total de 152 quilômetros até o destino final. Pare em todos os recantos que lhe aprouver, mas lembre-se que este é seu único dia para passear Rothenburg, que é um lugar fantástico.

Quem está fazendo o roteiro na Rota Romântica sem veículo próprio vai precisar pegar o trem. O comboio que sai às 8h40 e chega 9h50 é o ideal. Note que não é um trajeto direto, havendo troca de trem em Steinach. As passagens custam 18 euros e podem ser compradas aqui. Seja de carro, seja de trem, vá até o seu hotel/hostel quando chegar para deixar as coisas e poder começar a passear pela cidade (confira aqui nossa sugestão de hospedagem econômica em Rothenburg).

Gerlachschmiede, em Rothenburg ob der Tauber

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

E prepare seu coração, porque este vilarejo da Idade Média é um dos pontos altos do roteiro na Rota Romântica e um dos lugares mais apaixonantes do mundo! Com leis de preservação severas, a cidade mais parece um parque temático medieval, tal é a perfeição dos seus edifícios típicos de madeira coloridos, muralhas, torres, telhados cônicos vermelhos e placas de ferro fundido.

Rothenburg é minúscula e o programa desde o momento da chegada até a hora de dormir é se perder pelas ruelas e babar pelo charme total e completo do lugar. Comece pela imponente porta principal da cidade – a Röderturm – e, depois de passar por ela, vire na primeira rua à esquerda, a Wenggasse. Logo ao fim dela você vai encontrar a Gerlachschmiede, uma casa medieval com charme para dar e vender e que é um dos pontos mais fotogênicos da cidade (na foto acima).

Em seguida vire à direita e siga margeando as muralhas pela Rua Röderschütt. Quando chegar á esquina com a Untere Schmiedgasse, onde fica a Torre Siebersturm, vire novamente para a direita. Poucos metros à frente estará a Plönlein, a esquina mais famosa e cartão-postal oficial de Rothenburg. De um lado você vê a Siebersturm, do outro a Torre Kobolzeller Turm e, bem no meio, uma casa medieval de cor amarela.

Plönlein, a esquina mais famosa e fotografada de Rothenburg

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

É preciso um pouco de paciência para conseguir tirar uma foto, pois o lugar costuma estar lotado e todos querem sua selfie com a esquina mais simpática do planeta. Continuando o passeio, siga pela Untere Schmiedgasse admirando os edifícios típicos, as padarias convidativas, restaurantes com mesinhas nas calçadas, lojas de souvenires, placas de ferro fundido e vitrines multicoloridas.

A rua vai dar na Marktplatz, a praça central da cidade. Mais uma vez, as construções típicas são uma atração à parte, assim como a bela fonte St. Georgs Brunnen. O edifício branco no centro é a prefeitura, ou Altes Rathaus, construído no século XIV. No lado esquerdo do prédio há uma entrada para a torre – ou Rathausturm -, de onde poderá ter uma bela vista do vale do Rio Tauber e dos telhados vermelhos.

São 220 degraus até o topo e a entrada custa só 2 euros. Depois da subida, siga pela rua da lateral da prefeitura, a  Herrngasse. Você vai passar por outra fonte antiga de destaque, a Herrnbrunnen, e seguirá até o fim da via, que termina na Burg Turm und Tor, ou torre e portão do castelo, em bom português. Trata-se de mais uma das entradas da cidade e, do lado de fora dela, existe um pequeno parque onde você pode aproveitar para descansar admirar a vista do vale do Rio Tauber.

Rothenburg vista do alto da Rathausturm, a torre da prefeitura

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Depois, volte para dentro do portão e siga pela rua à sua esquerda, a Trompetergässchen. Logo em seguida, quando ela já se chama Klostergasse, você avistará a vistosa igreja evangélica de Jakobskirche. O destaque deste templo construído entre os séculos XVI e XV são os vitrais e o altar. A entrada custa 2 euros. Após ver a igreja, vamos seguir percorrendo o labirinto de ruelas medievais para ver as antigas torres de defesa e muralhas da cidade.

Saindo de igreja, siga para sua esquerda e dobre na primeira esquina a esquerda, na Rua Klingengasse. Siga em linha reta até o fim dela e você chegará à Torre Klingentor. Em seguida, vá para sua direita para seguir margeando os muros pela Rua Klingenschütt. Em breve, aparecerá uma escada e você poderá subir na muralha – ou ‘aufgang zur stadtmauer’ -, que tem um total de 2,5 quilômetros de extensão ao redor da cidade.

Prossiga pelo alto até chegar à próxima torre, a Galgentor, onde deve descer. Pegue a via que sai logo em frente, a Galgengasse, dobre na segunda à esquerda, a Paradeisgasse, e então na segunda à direita, a Rödergasse. Você sairá em outro recanto encantador da cidade: a Torre Markusturm Röderbogen (na foto abaixo). Ao contrário das outras, esta fica bem no meio da cidade, é encimada por um relógio e abre passagem entre as ruas através de um arco.

Torre Markusturm Röderbogen, em Rothenburg

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Uma fonte e canteiros floridos arrematam o cenário. Vá fazendo todo esse caminho com calma, se deliciando com a cidade e tirando quantas fotos quiser. Ao fim do dia, volte ao hotel/hostel para tomar um banho e sair novamente para jantar. Depois da refeição, não deixe de dar mais uma voltinha por aí para ver a cidade toda iluminada e muito mais calma e deserta do que durante o dia, quando normalmente está superlotada de turistas por todos os lados.

De sobremesa, passe em uma padaria ou casa de doces e compre uma – ou várias – ‘schneeballen’, ou bola de neve. Esse doce é uma tradição de Rothenburg, feito de tiras de massa em formato de bola que são fritas e cobertas de açúcar de confeiteiro. Uma delícia bem ao gosto do paladar alemão, onde o chocolate não costuma ser o protagonista! E, assim, com chave de ouro e estômago cheio, encerra-se seu dia de visita à encantadora  Rothenburg e o segundo de roteiro na Rota Romântica.


Roteiro na Rota Romântica – Dia 3: Dinkelsbühl/Landsberg am Lech/Wieskirche

Seu terceiro dia de roteiro na Rota Romântica será de um jeito se você estiver de carro alugado, e de outro se estiver dependendo de trens e ônibus. Vamos primeiro descrever todo o trajeto de carro e, depois, o de trem/ônibus, certo? Quem está de carro vai percorrer duas pequenas cidades históricas e uma atração: Dinkelsbühl, Landsberg am Lech e a Igreja Wieskirche, em Steingaden.

Acorde cedo, esqueça o GPS e se perca pelas estradas vicinais que compõem o trajeto. Nesta primeira parte do dia, você vai passar por Schillingsfürst e Feuchtwangen para chegar até Dinkelsbühl em uma viagem de pouco mais de 50 quilômetros. Esta histórica cidade fundada no século VIII é autenticamente medieval, não tendo sofrido reconstruções pós-guerra. Não perca a Münster St. Georg, uma belíssima igreja gótica com teto abobadado.

Festa típica alemã toma as ruas do centro histórico de Dinkelsbühl

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Você pode ainda passear pelos prédios coloridos do centro histórico e também percorrer a muralha fortificada que o cerca, com 18 torres e quatro portões.  Depois de conhecer a cidade, é hora de embarcar com destino a Landsberg am Lech. O caminho é feito através de Wallerstein, Nördlingen, Harburg, Rain, Augsburg e Friedberg, em uma viagem de quase 180 quilômetros. Se quiser e tiver tempo hábil, faça uma rápida parada em Nördlingen.

Você pode subir a torre da Igreja St. Georgskirche para admirar a cratera onde a cidade foi construída. A Torre Daniel tem 350 degraus, 90 metros de altura e cobra 2,50 euros de entrada. Landsberg é uma vila minúscula e adorável que descansa às margens do Rio Lech, quase esvaziada de turistas. A atração aqui é se perder pelo casario do centro histórico e pelas torres e portões das pesadas muralhas medievais que antigamente protegiam a cidade.

Portão Sandauer Tor, no centro histórico de andsberg am Lech

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Comece pela Hauptplatz, onde verá a Fonte Marienbrunnen e a Torre Schmalzturm, onde você pode subir para ter uma vista de Landsberg. Depois siga para a Stadtpfarrkirche Mariä Himmelfahrt, uma enorme igreja do século XV adornada por vitrais góticos. Finalize o passeio indo até os portões Sandauer Tor, em estilo renascentista (foto acima); e Bayertor, de 1425. A cidade é tão pequena que não achamos necessário montar um roteiro rua a rua, pois não há como se perder, hehe.

Aproveite para almoçar em algum restaurante com vista para o Rio Lech. Quando for hora de seguir viagem, prepare-se para percorrer mais 55 quilômetros até a Wieskirche, passando pelas cidades de Hohenfurch, Schongau, Peiting, Rottenbuch e Wildsteig. Conhecida como Wies para simplificar, a Wieskirche é patrimônio mundial da Unesco e uma das igrejas barrocas mais admiradas do planeta, sendo visitada por nada menos do que 1 milhão de pessoas por ano.

Cidade de Landsberg vista desde o Rio Lech

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Ela foi erguida no século XVII para abrigar uma estátua de Cristo que teria chorado diante de um pastor e atraía multidões de fieis na época. Seu interior em formado oval é sustentado por oito colunas brancas com decorações douradas em profusão. O teto abobadado foi feito sem sustentação para que parecesse obra divina e é coberto por um magnífico afresco que retrata a ressurreição de cristo. Um lugar realmente lindo de chorar no cantinho.

De volta ao carro, você vai completar o total da Rota Romântica passando pelas cidades de Halblech e  Schwangau antes de chegar a Füssen. São mais 27 quilômetros de estrada para chegar ao ponto final da Rota Romântica, mas não do roteiro na Rota Romântica! O quarto dia reserva para você as duas principais atrações do passeio: os castelos reais de Neuschwanstein e Hohenschwangau.

Eles se localizam em Schwangau, mas esta é um vilarejo muito minúsculo e com poucas opções de hospedagem e alimentação. Por isso, a preferência por ficar em Füssen, onde há também um simpático centro histórico. Procure um lugar para jantar e, depois, vá para o hotel descansar e se preparar para o último dia do roteiro na Rota Romântica. Confira aqui a sugestão de hospedagem econômica em Füssen do Escolha Viajar.

Turista admira os afrescos da Igreja Wieskirche, em Steingaden, atração da Rota Romântica

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Para quem está fazendo o roteiro na Rota Romântica sem carro próprio, o dia terá que ser bem diferente. Você vai pegar um trem de Rothenburg para a cidade de Augsburg que sai às 8h05 e chega às 10h30. Note que a viagem não é direta e há troca de vagão em Steinach e em Treuchtlingen. Mesmo assim, a viagem é rápida, e você estará em Augsburg em menos de duas horas e meia. A passagem custa 26 euros e pode ser comprada aqui.

Uma vez lá, procure pela Rathausplatz, a praça que marca o coração da cidade. Nela, você poderá admirar a Fonte Augustusbrunnen, que homenageia o imperador romano Augusto, e o prédio renascentista da Rathaus, ou prefeitura, com suas duas cúpulas. Aproveite a rápida passagem por Augsburg para almoçar na Rathausplatz e se preparar para voltar à estação de trem. Dessa vez, você vai pegar o comboio direto das 15h em direção a Füssen.

Você chegará à última cidade da Rota Romântica às 17h. A passagem custa 23 euros e pode ser comprada aqui. Como você leu mais acima, esta é a cidade usada como base para a visita aos castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau, localizados na cidade vizinha de Schwangau. Aqui os roteiro de carro e de transporte público se encontram de novo e você pode seguir as mesmas recomendações que demos para o primeiro grupo mais acima no texto.

Casas coloridas são destaque no centro histórico de Füssen, última cidade da Rota Romântica

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro na Rota Romântica – Dia 4: Castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau

É bom acordar cedinho no seu quarto e último dia de roteiro na Rota Romântica, pois você está prestes a conhecer as duas principais atrações ao longo de todo este caminho. De carro, é só setar o Castelo de Neuschwanstein no GPS e percorrer os míseros 4 quilômetros que separam Füssen da cidade vizinha de Schwangau, onde ele está localizado. Há estacionamentos pagos a poucos minutos de caminhada da bilheteria – não é possível estacional de graça!

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Via transporte público, basta pegar o ônibus número 73 (direção Steingaden/Garmisch-Partenkrichen) ou 78 (direção Schwangau). Esses coletivos geralmente tem um letreiro dizendo ‘Königschlösser’, ou castelos reais em bom português. Os ônibus partem em horários regulares da estação de trem de Füssen e você pode comprar o ticket de ida e volta diretamente com o motorista por apenas 2,30 euros.

A parada para descida se chama Hohenschwangau-Alpseestrasse. Uma vez em Schwangau, dirija-se imediatamente à bilheteria dos castelos e prepare-se para possivelmente encarar longas filas de espera, especialmente se estiver viajando na alta temporada de verão (junho-agosto). Uma alternativa é fazer a reserva do ingresso pelo site oficial dos castelos (acesse aqui) e retirá-lo na mesma bilheteria no dia da visita. Não tem filas, mas tem uma taxa extra de 3,50 euros.

Cidade de Schwangau vista de cima do Castelo de Neuschwanstein

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

As visitas tanto a Neuschwanstein quanto a Hohenschwangau são guiadas e feitas com hora marcada. Você pode escolher entre acompanhar um grupo em inglês, alemão ou um grupo com audioguia em português. Os horários com vagas para visitação ainda disponíveis são mostrados em tempo real em um telão no centro de vendas, assim você tem uma ideia aproximada de em qual momento do dia conseguirá fazer o passeio.

O ingresso conjunto para Neuschwanstein e Hohenschwangau sai por 25 euros (fora do pacote, cada um custa 13 euros). Você vai marcar primeiro o tour por Hohenschwangau e, depois, em Neuschwanstein. Não é possível fazer o contrário. Uma vez escolhidos os horários e comprados os tickets, você receberá um mapa com as instruções de como chegar aos castelos e a duração de cada trecho de deslocamento.

Se você perder a hora do seu passeio, não haverá reembolso nem remarcação. As chamadas para entrar nos castelos são feitas 5 minutos antes do horário marcado no ingresso e encerram pontualmente. Depois disso, a catraca eletrônica não vai aceitar seu ticket. Mas, antes de se dirigir ao primeiro castelo – se houver tempo, é claro! -, passe na conveniência que fica na rua da bilheteria e providencie um sanduíche ou qualquer outro tipo de lanche para fazer às vezes de almoço.

Mapa mostra como visitar os castelos de Schwangau, atração da Rota Romântica

A primeira parada é o Castelo de Hohenschwangau, que fica no alto de uma colina suave localizada logo atrás da bilheteria. Você verá o prédio amarelo em meio às árvores lá no alto com facilidade. A subida até ele não é acentuada e pode ser facilmente feita a pé, mas é um pouco longa. Há duas possibilidades de fazê-la: a primeira é pegando a escadaria cuja entrada fica logo depois do Hotel Müller, à direita. O trajeto degraus acima leva 20 minutos.

Quem não quiser fazer tanta força nas pernas pode optar por seguir pela rua da bilheteria por mais alguns metros, até que ela se bifurca em frente ao lago e, dali, seguir para a direita. Essa via contorna a colina do castelo e deixa você na porta em 30 minutos de uma caminhada agradável e sombreada. Quem não quiser caminhar nem um tiquinho pode optar por subir a bordo de uma carruagem. Elas partem da frente da bilheteria e custam 4,50 euros para cima e 2 para baixo.

O Castelo de Hohenschwangau foi construído pelo pai de Ludwig II, Maximilian II, em 1837. É claro que ele não é tão belo quanto o vizinho Neuschwanstein, mas o prédio em estilo neogótico tem seu charme e aquelas torres de telhados cônicos que costumamos ver nos desenhos da Disney. A visita guiada dura cerca de 30 minutos e passa por meia dúzia de aposentos, sendo alguns decorados com afrescos que representam episódios importantes da história alemã ou lendas tradicionais.

Fonte do jardim do Castelo de Hohenschwangau, em Schwangau

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

No quarto do rei, repare nas estrelas que o jovem e sonhador Ludwig mandou pintar no teto. Todos os móveis são originais e foram usados pelos últimos reis da Baviera. Uma vez terminada a visita interna, você fica livre para circular e fotografar o pequeno, mas simpático jardim do castelo, com sua fonte de leão. Depois, é só descer de volta para a bilheteria, de onde você partirá em outra direção para chegar até a próxima atração.

Neuschwanstein fica na montanha oposta a Hohenschwangau e numa altura bem mais elevada. Para chegar até ele, há três formas. A primeira é caminhando por 40 minutos pela estrada morro acima. Apesar de longo, não é um trajeto muito íngreme e se torna um passeio bem gostoso se você tiver disposição física. A segunda forma é pegar uma das carruagens que partem da frente do Hotel Müller por 6 euros a subida e 3 a descida.

A terceira opção é pegar o ônibus, que faz o caminho até o topo da montanha por uma estrada mais longa e custa 3 euros para ida e volta. Os shuttles partem do estacionamento P4, logo abaixo do Castelo de Hohenschwangau. Mas note que, tanto a carruagem quanto o ônibus não podem chegar até as portas do castelo. Eles deixam você a 10 minutos de caminhada da entrada e é preciso percorrer o trecho final a pé.

Castelo de Neuschwanstein visto desde a cidade de Schwangau

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Além disso, as filas de espera para entrar em qualquer um dos dois meios de transporte pode ser muito, MUITO longa dependendo da época do ano em que for feita a visita. Seja qual for a forma que você escolher para subir, garanta estar dentro da área do castelo pelo menos 30 minutos antes da hora marcada para a visita interna. Assim você terá tempo de admirar as vistas deslumbrantes da paisagem ao redor e também do exterior do castelo.

Aproveite a pausa também para fazer um pequeno piquenique e almoçar com vista para este magnífico conto de fadas. Depois é, finalmente, hora de conhecer o interior do magnífico castelo. A visita guiada é realmente curta – 30 minutos – o que pode ser um tanto decepcionante para quem passou horas em filas de ingressos e ônibus. Mas o pouco que se vê, incluindo o quarto onde o Rei Ludwig II viveu e morreu, é garantia de encher os olhos.

Ludwig foi o último soberano do extinto reino da Baviera. Recluso, homossexual, apaixonado por música e pelas óperas de Richard Wagner, ele vivia, para usar uma expressão moderna, no mundo das nuvens. Tanto que decidiu transformar seus devaneios em realidade e, em 1869, planejou e mandou construir um castelo no estilo medieval romântico. Assim foi erguido Neuschwanstein, hoje considerado o mais belo e famoso castelo do mundo.

Castelo de Neuschwanstein, em Schwangau, é visto em meio às árvores

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Tão lindo é que Walt Disney usou Neuschwanstein como base para desenhar o seu castelo da Cinderela, que aparece na animação homônima de 1950 e que virou realidade no parque temático Magic Kingdom (Estados Unidos).  Mas, infelizmente, Ludwig morreu antes de a obra ser terminada e o interior do castelo nunca foi concluído devido aos custos exorbitantes. Mesmo assim, há alguns cômodos de beleza extraordinária para serem vistos durante a visita.

Destaque para o Salão dos Menestréis, onde o rei planejava encenações de ópera; a Sala do Trono, com seu incrível piso de mosaico; e o quarto do soberano, dominado por uma gigantesca cama de madeira totalmente entalhada no estilo gótico. Finda a visita ao interior, procure na parte de fora do castelo pelas placas que levam à Ponte Marienbrücke, a 10 minutos de caminhada de distância.

Já pelo caminho, você começará a ter belíssimas visões do castelo na medida em que ele vai se afastando. Esta ponte estrategicamente construída sobre um desfiladeiro é o melhor ângulo para admirar Neuschwanstein e também o local certo para tirar aquela foto clássica do castelo. Mas não se embole no início da ponte, como 99% dos turistas fazem. Passe a multidão, atravesse a ponte e se embrenhe nas trilhas do outro lado.

Multidão de turistas faz fila para atravessar a Ponte Marienbrücke

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Encontre uma brecha na mata de onde possa visualizar a joia inacabada de Ludwig com muito mais calma e espaço. Dá até para fazer outro piquenique se tiver algum lanchinho extra na mochila. Aqui entre nós, acho que uma minigarrafa de champanhe tem tudo a ver com um lugar assim. Sem dúvida alguma, este é o ponto alto do roteiro na Rota Romântica! Não deixe de conferir o nosso texto completo sobre como visitar Neuschwanstein.

Assim termina o passeio pelos castelos e é hora de voltar para Füssen. Se ainda tiver tempo/disposição, aproveite o fim de tarde para uma caminhada pelo centro histórico da cidade. Não é nada que se compare às outras cidades medievais que você já visitou, mas tem suas casinha coloridas, pontes sobre o rio e restaurantes gostosos com mesinhas na calçada. Eles são uma excelente opção para o jantar e para encerrar com chave de ouro o seu roteiro na Rota Romântica.

Castelo de Neuschwanstein visto desde a Ponte Marienbrücke

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


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Casal come comida típica alemã durante festa no centro histórico de Dinkelsbühl

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve na Alemanha em julho de 2015 ***

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14 comentários

fernando 9 de setembro de 2019 - 17:02

Boa tarde. Vocês indicam dormir em Fussen no último dia? E qual seria uma boa cidade pra entregar o carro?

Responder
Escolha Viajar 14 de setembro de 2019 - 13:02

Olá, Fernando!
Sim, recomendamos dormir em Füssen na última noite. É a cidade com opções de hospedagem e restaurantes mais baratas na região. Para entregar o carro, nossa dica é Munique. Assim você pode dormir em Füssen, visitar os castelos e seguir no fim da tarde para Munique. Seja para aproveitar alguns dias na cidade, seja para embarcar de volta ao Brasil. Esperamos ter ajudado na sua viagem. Um abraço,
Tici&Marquinhos

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Cesar 23 de junho de 2019 - 14:41

vou chegar em berlim queria pegar o carro alugado lá e ir até wurzburg o que acha estamos em 3 pessoas?

Responder
Escolha Viajar 29 de junho de 2019 - 17:30

Olá, Cesar!
Se vocês estão em três pessoas, é uma boa opção. Mas visite Berlim antes de retirar o carro, pois ele não será útil dentro da capital. A viagem até Würzburg dura pouco menos de cinco horas.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Jerusa 19 de Maio de 2019 - 22:00

Olá. Que roteiro perfeito, ótimas explicações. Estou separando três dias para fazer a rota romântica, pois é o máximo que conseguimos. Só tem um porém, vamos na primeira semana de dezembro e só há a opção de carro. Estou achando que não é uma época boa para conhecer a rota. Você indica? Sabe como é dirigir nesta época?
Desde já, agradeço.

Responder
Escolha Viajar 25 de Maio de 2019 - 11:22

Olá, Jerusa!
Nunca estivemos na Europa no inverno, mas conheço gente que fez a Rota e achou as paisagens nevadas muito bonitas e a época aconchegante, principalmente por causa da decoração e dos mercados de Natal. Por outro lado, os dias são bem curtos e, na maioria das vezes, de tempo feio. Também é preciso ter cuidado ao dirigir nessa época por causa das nevascas, que podem fechar ruas e estradas, e do gelo, que deixa a pista escorregadia. Não sei se é obrigatório ter pneus especiais para neve na Alemanha, mas com certeza eles já virão com o carro alugado se for necessário. Esperamos ter ajudado na sua decisão.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Roberta 21 de outubro de 2018 - 22:41

Olá.

Vou fazer a viagem a partir do dia 12 de novembro e reservei 6 dias inteiros (exceto o dia de chegada que chegamos por volta de 10h) entre Frankfurt e Munique. Como são muitas cidades e portanto muitas opções de roteiro estamos com dificuldade de decidir: quantos dias ficar na rota (a outra opção seria também visitar cidades próximas como Heidelberg, Lindau, Munique e Salzburg, por exemplo), e em quais cidades pernoitar. Estaremos a viagem toda de carro mas não consigo ainda identificar quanto tempo eu preciso separar para cada lugar e quais lugares valem mais a pena do que outros, ou quanto demora para conhecer cada local.

Tem alguma dica quanto a essas dúvidas?
Outra dúvida é: vale a pena ir em alguma vinícola? Se sim, onde (tenho muita vontade de conhecer alguma bem tradicional/artesanal).
Sabe se nessa época tem algo especial ou que devemos nos atentar de diferente? Eventos, obras…
Chegamos lá dia 12.

Muitíssimo obrigada desde ja!!!!!!!

Responder
Escolha Viajar 27 de outubro de 2018 - 13:20

Olá, Roberta!
Todas as suas perguntas sobre a Rota Romântica estão respondidas no texto acima (quantos dias ficar, em quais cidades pernoitar, quanto tempo separar para cada lugar e quais lugares valem mais a pena). Sobre os dois dias extras que você terá se seguir nossa sugestão de roteiro, recomendamos que você os use para conhecer Munique, que fica muito próxima e vai complementar o passeio pela rota. Infelizmente, não conhecemos nenhuma vinícola na Alemanha para lhe recomendar. Também não temos informações sobre eventos ou obras.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Daniel Lutfi 29 de agosto de 2018 - 12:17

Olá, parabéns pela matéria.
Vou fazer de carro a Rota no mês que vem com minha namorada. Temos vontade de conhecer Wurzburg, Rothenburg, Augsburg e Fussen. E separamos 4 ou 5 dias para esse roteiro.
Você acha viável se estabelecer em uma das cidades só e fazer os bate-voltas? Para evitar o desgaste de check-in e check-out todo dia? E qual me indicaria? Rothenburg?
Ou acha melhor pernoitar em mais de uma cidade?
Obrigado pela atenção.

Responder
Escolha Viajar 1 de setembro de 2018 - 11:02

Olá, Daniel!
Não recomendamos que você use apenas uma cidade como base, porque o desgaste de dirigir entre duas e cinco horas por dia é tão grande ou maior que os check ins. Se você montar base em Augsburg, que é a cidade mais central do seu roteiro, serão 245 quilômetros até Wurzburg, 110 para Füssen e 160 para Rothenburg. Se montar base em Rothenburg, que sem dúvida é a cidade mais bonita, são 160 quilômetros até Augsburg, 60 quilômetros até Wurzburg e 245 até Füssen. E estamos falando do caminho mais rápido, via autoestrada, que é exatamente o contrário do que propõe a Rota Romântica. Pernoitar em três cidades é o ideal, na nossa opinião, mas se você ficar em pelo menos duas, sendo uma mais ao norte como Rothenburg, e outra mais ao sul como Augsburg, já facilita bastante o passeio.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
DANIEL COSTA LUTFI 1 de setembro de 2018 - 13:24

Obrigado pela pronta resposta e grande ajuda. Estas dicas estão me ajudando muito.
Vou optar então por estabelecer como base Rothenburg e Augsburg então.
Vou chegar de Berlim. Seria mais indicado fazer Berlim-Rothenburg de trem mesmo?
E mais uma dúvida. Por acaso, em Rothenburg ou Ausgburg, me indicaria um Hotel ou AirBnb?
Um abraço e obrigado mais uma vez pelo excelente blog.

Responder
Escolha Viajar 10 de setembro de 2018 - 21:58

Olá, Daniel!
A opção mais fácil é ir de Berlim para Frankfurt – de trem ou de ônibus – e pegar o carro alugado lá para dirigir até Rothenburg. Foi o que nós fizemos, só que fomos para Wurzburg, nossa primeira base. Sobre hospedagem, você encontra todas as nossas dicas aqui: https://www.escolhaviajar.com/onde-ficar-na-alemanha/.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

Responder
Elenice 20 de agosto de 2018 - 13:09

Olá adorei seu relato de viagem, muito bom!
Eu vou fazer o passeio começando de Munique, vc sabe onde posso pegar esse ônibus e qual a primeira cidade da rota do ônibus?

Responder
Escolha Viajar 25 de agosto de 2018 - 15:38

Olá, Elenice!
O ônibus sai da ‘Hauptbahnhof’, que é a estação central de trens de Munique. A primeira parada na direção sul, que é a rota que sugerimos no texto, é na cidade de Landsberg am Lech.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

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