Página inicial OceaniaAustrália Roteiro em Sydney: o que fazer em 1, 2, 3, 4 ou 5 dias de viagem [com mapas]

Roteiro em Sydney: o que fazer em 1, 2, 3, 4 ou 5 dias de viagem [com mapas]

por Escolha Viajar
Vista da Praia de Bondi, nos subúrbios de Sydney

Vai viajar e não sabe como organizar seu roteiro em Sydney? Não se preocupe! Neste texto, vamos te dizer o que ver e fazer por lá, com sugestões de roteiro passo a passo para quem tem 1, 2, 3, 4 ou 5 dias de viagem na principal cidade da Austrália. Acompanhadas de mapas, preços e links para garantir seu ingresso ou passeio. Tudo feito com muito amor e cuidado, pois somos apaixonados pela jovem, vibrante e cosmopolita Sydney – já estivemos lá duas vezes!

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Colonizada por britânicos no século XVIII, a cidade não tem atrações históricas e antigas como a Europa, o que não quer dizer que lhe falte charme, limpeza, organização e vários tipos de pontos turísticos. Abundam belas praias, parques naturais, zoológicos, aquários, baías, vistas para o mar, marcos arquitetônicos e de engenharia. E pubs, muitos pubs! Especialmente no bairro boêmio The Rocks. Vamos deixar várias sugestões de onde beber por lá, hehe.

Listamos as atrações seguindo os critérios de importância e distância. Então, no ‘Dia 1’ estão os pontos turísticos mais legais e que ficam próximos uns dos outros, no ‘Dia 2’ os um pouco menos legais ou que ficam mais longe e etc. Mas fique à vontade para pular dias e misturar atrações, pois o importante é fazer o que você gosta! A nossa ideia é apenas facilitar a sua vida, mostrando a forma mais prática e eficiente de organizar seu tempo na cidade.

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O roteiro em Sydney é todo baseado em transporte público, aproveitando principalmente a eficiente rede de trens e ferries. E muita caminhada! Embora seja uma grande metrópole, Sydney é arborizada, cercada de praias, trilhas e propícia para a vida ao ar livre. Antes de detalhar o roteiro, confira nossa sugestão de hospedagem boa e barata na cidade. O Sydney Harbour YHA tem vista para a baía e custa a partir de US$ 109 a diária (conheça aqui).

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O que fazer em Sydney em 1 dia → Harbour Bridge, Opera House, Botanic Garden e bairro boêmio/histórico The Rocks;
O que fazer em Sydney em 2 dias Tudo do ‘Dia 1’ + Praia de Bondi e Praia de Coogee;
O que fazer em Sydney em 3 dias Tudo do ‘Dia 1’ + ‘Dia 2’ + Hyde Park, Sydney Tower Eye, Darling Harbour, Sea Life Aquarium e Sydney Wild Life;
O que fazer em Sydney em 4 dias → Tudo do ‘Dia 1’ + ‘Dia 2’ + ‘Dia 3’ + Taronga Zoo, Praia de Manly e Praia de Shelly;
O que fazer em Sydney em 5 dias → Tudo do ‘Dia 1’ + ‘Dia 2’ + ‘Dia 3’ + ‘Dia 4’ + passeio para as Blue Mountains;

Formação rochosa Three Sisters, no Parque Nacional Blue Mountains

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro em Sydney – Dia 1

Seu primeiro – ou único – dia de roteiro em Sydney começa na baía que leva o nome da cidade e onde estão as suas principais atrações turísticas. Pegue a linha T1, T2, T3 ou T8 do trem e desça na Estação Circular Quay. Você já vai sair de cara na Sydney Harbour, onde a maior cidade da Austrália nasceu em 1788 e cresceu em sua volta. É só olhar para a direita e você verá seu primeiro ponto turístico: a Opera House, o principal cartão-postal de Sydney!

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O audacioso projeto de Jorn Utzon é um marco da arquitetura mundial que levou quase 20 anos para ser construído e consumiu alguns milhões de dólares australianos. Seus telhados em forma de conchas chegam a 67 metros de altura e abrigam um complexo de cinco teatros interligados. Admire esta proeza arquitetônica branca de todos os ângulos possíveis, ela merece. Já a visita interna, consideramos dispensável. O melhor da Opera House é o lado de fora.

Visitantes caminham perto da Opera House, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Mas quem quiser conhecê-la por dentro pode reservar seu tour guiado aqui por US$ 32. Contorne a casa de espetáculos e siga caminhando pela beira do mar. Você vai dar no Jardim Botânico Real, um oásis verde de 30 hectares que se estende pela enseada de Farm Cove. Antes de mergulhar nessa imensidão fresca e verde, prossiga andando ao lado do ar até começar a descortinar vistas incríveis da Opera House com a Harbour Bridge – a Ponte da Baía – ao fundo.

Vá até a Mrs. Macquarie’s Chair, um banco de pedra onde a mulher do governador costumava sentar para apreciar a vista. Na volta sim, é hora de se perder entre os lagos, fontes, monumentos e canteiros floridos. Há estufas de plantas tropicais, herbário, jardim de ervas e um belo roseiral. Do roseiral, procure um caminho de saída do Jardim Botânico em direção à baía. A ideia é retornar exatamente ao seu ponto de partida – a Estação Circular Quay.

Opera House e Harbour Bridge vistas desde o Jardim Botânico de Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Agora, vamos começar a explorar o outro lado da Sydney Harbour. Vá caminhando para a esquerda até a esquina com a Argyle Street. Você vai ver a Cadman’s Cottage, uma casa de arenito que é a habitação mais antiga da cidade. Entre à esquerda na Argyle Street e à direita na segunda esquina, na Playfair Street – todos os detalhes do caminho estão no mapa. No número 22 fica o Pancakes On The Rocks, um dos restaurantes mais famosos e populares do bairro.

Aproveite para almoçar a especialidade da casa: deliciosas panquecas! Depois de encher a pança, hora de voltar a caminhar – é bom para fazer a digestão, hehe. Volte para a Argyle Street e continue seu caminho por ela até avistar o Argyle Cut, um túnel aberto a golpe de marretas pelos presos nos tempos da colônia britânica. Na lateral, você vai ver a entrada para uma escadaria antiga chamada de ‘Argyle Stairs’. Suba por ela para a rua acima do túnel.

Escadaria antiga chamada de 'Argyle Stairs', no bairro The Rocks, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Ali, você verá o elevador e as escadas de acesso à Harbour Bridge, outro cartão-postal da cidade. Vá caminhando sobre ela até encontrar a entrada do Pylon Lookout, o museu e mirante da ponte. O ingresso custa US$ 14 e você pode comprar o seu aqui. Vale encarar o preço e os 200 graus para ter vistas incríveis do arco de 503 metros que sustenta a ponte desde 1932. Se você estiver com disposição e vontade, pode até mesmo seguir caminhando e atravessar a ponte.

Do outro lado, é possível visualizar a Sydney Harbour, a Opera House e a ponte desde o Copes Lookout. Deixamos tudo marcado no mapa, mas são 3 quilômetros para ir e mais três para voltar, então pense se vale a pena. Quer atravesse, quer volte do Pylon Lookout, seu caminho será sair da ponte por uma descida logo à direita, que leva para a Lower Fort Street. Siga andando reto por cerca de 500 metros, até ela terminar no Observatory Hill Park.

Harbour Bridge vista desde o Observatory Hill Park, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

No caminho, você vai passar pelo The Hero of Waterloo, o pub mais antigo de Sydney – se quiser parar para tomar uma cervejinha, não te condeno, hehe! O Observatory Hill Park fica no topo de uma colina é outro ponto panorâmico para observar a beleza da baía de Sydney. Saindo do parque, você vai reencontrar a Argyle Street e, indo para direita, vai cruzar o Argyle Cut. Pronto, estamos de volta ao charmoso, histórico e boêmio bairro The Rocks.

Os prédios de tijolo que já foram as casas do primeiros trabalhadores de Sydney hoje abrigam dezenas de restaurantes, pubs e casas noturnas. Vamos deixar três sugestões para você: a primeira é o Glenmore Hotel, que funciona no terraço com vista para a Opera House (Cumberland St, 96); a segunda é o Australian Hotel, que serve pizzas e cervejas artesanais (Gloucester St com Cumberland St); e a terceira é o Orient Hotel, que tem música ao vivo (George St, 89).


Roteiro em Sydney – Dia 2

O segundo dia de roteiro em Sydney será dedicado a caminhar entre as duas praias mais bonitas da cidade: Bondi e Coogee. Ambas estão localizadas nos subúrbios e há uma trilha costeira que as conecta, chamada ‘Bondi to Coogee Walk’. Mas, ao contrário do nome, vamos iniciar o passeio por Coogee para deixar o melhor – a magnífica visão de Bondi – para o final. Coogee fica a 10 quilômetros do centro e é servida por diversas linhas de ônibus, mas não de trem.

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Saindo de Circular Quay, as linhas são a 373 e 374. Outras que passam em frente à praia são a 313, 314, 353, 370, 372 e X73. Você vai descer na Arden Street, já na beira-mar. Aproveite as areias douradas e as águas azuis e translúcidas de Coogee Beach. Mas note que em Sydney não é permitido beber na praia. Tenha cuidado também com o banho de mar, pois a água é gelada e as ondas, violentas. Uma boa alternativa para o mergulho é a Giles Baths.

Piscinas nas rochas da Praia de Coogee, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trata-se de uma piscina natural que fica nas rochas na ponta esquerda da praia. Quando estiver pronto para começar a caminhar, a direção é essa mesma. Comece a andar pela costa à esquerda pela trilha que sai de Giles Baths. A caminhada tem 6 quilômetros no total e, ao longo dela, você vai ter vistas deslumbrantes do alto dos penhascos para o mar e as praias lá embaixo. Nem sempre o caminho é plano, podendo ser pelas pedras e ter subidas, descidas ou degraus.

O primeiro trecho vai de Coogee até Clovelly, tem 1,8 quilômetros e estimativa de 45 minutos de caminhada passando por Gordon’s Bay. De Clovelly até Bronte são 2,2 quilômetros. São mais 50 minutos andando, nos quais se passa pelo Cemitério de Waverley. Depois de tanto exercício, aproveite a simpática Bronte Beach para fazer uma pausa e talvez um lanche nos restaurantes perto da areia. De Bronte a Tamarana são apenas 700 metros de caminhada fácil.

Vista dos penhascos sobre o mar durante a Bondi to Coogee Walk, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Esta pequena praia é ladeada por penhascos. De Tamarana a Bondi restam os 1,2 quilômetros finais, ou 25 minutos de caminhada. Você vai sair bem em cima da Icebergs Pool, a piscina nas rochas à direita da praia. A mundialmente famosa Bondi Beach estará aos seu pés! Desça para as areias douradas e curta este reduto de surfistas e muita gente bronzeada. A praia tem 1 quilômetro de extensão e um pavilhão de 1928 que servia como vestiário.

No fim da tarde, se quiser, pode aproveitar as churrasqueiras comunitárias na ponta esquerda de Bondi para fazer um jantar bem australiano à beira-mar! Ou então pode voltar ao seu hotel pegando o trem na Estação Bondi Junction. É um pouco longe, mas o bairro é gostoso e vale a caminhada de 2,7 quilômetros. Basta seguir a rua da praia – a Campbell Parede – à direita. Ela vira Bondi Road e você segue até o fim, na Oxford Street. A estação fica alguns metros adiante.


Roteiro em Sydney – Dia 3

O terceiro dia de roteiro em Sydney será dedicado a conhecer as atrações do centro e Darling Harbour. Vamos começar o passeio pelo Hyde Park, a área verde bem no coração da cidade. A melhor estação de trem para acessá-lo é a Museum, servida pelas linhas T1, T2, T3 e T8. A Estação Town Hall também fica bem próxima e recebe mais as linhas T4 e T9. No mapa, marcamos as duas estações, mas iniciamos o trajeto a pé pela Museum.

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Você estará em uma das pontas do parque – onde fica o Anzac Memorial – e a ideia é cruzá-lo até a extremidade oposta. Caminhe sem pressa pelos canteiros e alamedas sombreadas, que servem de refúgio para os australianos nos dias quentes do verão. Destaque para a elaborada Archibald Fountain, de 1932. Quando chegar ao fim do parque, você já terá avistado seu próximo destino: a Sydney Tower Eye. Com 305 metros de altura, é impossível não notá-la!

A Tower Eye é a maior estrutura de observação do Hemisfério Sul do mundo, tem 76 andares, dois restaurantes giratórios e um observatório. Dele, se descortinam vistas de toda a baía, o mar aberto e até mesmo das Blue Mountains – vamos falar sobre elas mais adiante. O ingresso para subir a torre custa US$ 45 e você pode comprar o seu aqui. É possível ainda adquirir o Sydney Attraction, um passe que combina a Tower Eye com outras duas atrações por US$ 52 (aqui).

Pássaro pousa no gramado do Hyde Park, com a Sydney Tower Eye ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Já já falaremos delas. Saindo da torre pela Market Street, vá na direção oposto ao Hyde Park até chegar à charmosa Darling Harbour. Antes de passear pela baía cercada de bares e restaurantes, você tem um encontro com a vida selvagem australiana! Logo na sua direita, você verá o Sea Life Sydney Aquarium. O ingresso custa US$ 29 e você pode comprar o seu aqui. Ou, se você adquiriu o passe Sydney Attraction, esta é a segunda atração que pode visitar.

O aquário de Sydney já foi um dos maiores do mundo e abriga mais de 13 mil animais de 700 espécies. O tanque do tubarões, por onde os visitantes passam através de um túnel submerso, é um dos pontos altos do lugar. Sem falar nos milhares de peixes coloridos, dugongos, tartarugas, raias e pinguins. Vizinho ao aquário fica o Wild Life, um pequeno zoológico que exibe as principais espécies de animais australianos.

Crocodilo Rex é atração no zoológico Sydney Wild Life

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Há cangurus, demônios da Tasmânia, coalas, wallabies, wombat, ornitorrinco etc. O morador mais ilustre do Wild Life Sydney é o Rex, um crocodilo de nada menos do que 5 metros! O Wild Life é um zoológico fechado, onde não se tem contato com os animais. Por isso, não o consideramos uma atração essencial, ainda mais se você for ficar mais um dia, quando o nosso roteiro em Sydney te levará ao incrível Taronga Zoo. Mas nós gostamos mesmo assim.

Fica a sugestão, especialmente para quem está com crianças ou pegou um dia de chuva. O ingresso custa US$ 27,50 e você pode comprar o seu aqui. Ou, se você adquiriu o passe Sydney Attraction, esta é a terceira atração que pode visitar. Hora de voltar ao ar livre e caminhar por Darling Harbour. Esta antiga área portuária foi revitalizada nos anos 1980 e se tornou uma das áreas de lazer favoritas dos australianos. Para começar, atravesse a Pyrmont Bridge.

Complexos de lojas e restaurantes na área revitalizada ao redor da baía de Darling Harbour, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Do outra lado, comece a andar para a sua esquerda. Você vai passar pelo Shopping Harbourside e pelo edifício redondo do Centro de Convenções. Em frente a ele fica a fonte Tidal Cascades, que em vez de jorrar para cima, escorre por uma espiral que desce para dentro da calçada. Bem no fundo da baía fica um cinema Imex. Em seguida, você vai chegar ao Cockle Bay Wharf, centro de alimentação e entretenimento que abriga inúmeros bares e restaurantes.

Aproveite as belíssimas vistas da Darling Harbour e escolha um deles para a ‘happy hour’ ou mesmo jantar. Outra opção é passar adiante da Pyrmont Bridge, aquário e zoo para chegar à King Street Wharf, o complexo que reúne bares sofisticados e restaurantes internacionais ao redor do porto. Particularmente, preferimos o Cockle Bay. Para voltar ao hotel após mais um dia de roteiro em Sydney, a estação mais próxima do Cockle Bay é a Town Hall, e do King Street, a Wynyard.


Roteiro em Sydney – Dia 4

O quarto dia de roteiro em Sydney será dedicado a conhecer atrações que são acessíveis via ferry desde Circular Quay, onde você já sabe como chegar. O primeiro destino é o Taronga Zoo, localizado em Mosman, a 15 minutos de ferry do centro. A linha que faz o trajeto é a F2 e as embarcações partem dos píeres 2, 4 e 5 – cheque no letreiro de qual deles será a próxima partida. A passagem custa US$ 4,60 e pode ser paga com o mesmo cartão que se usa no trem – o Opal.

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Aberto em 1916, o Taronga Zoo é uma das atrações mais famosas e procuradas de Sydney, apesar de o preço da entrada ser salgado – US$ 36,50, compre a sua aqui. Mas o custo de manutenção do local, que abriga nada menos do que 4.000 animais de 350 espécies, é bastante justificado. O Taronga Zoo se estende por uma área de 21 hectares que vai da beira-mar até o topo da colina. Você pode fazer todo o trajeto a pé ou optar por percorrer um dos trechos de teleférico.

Como a ida é uma subida e a volta, descida, se decidir pagar pelo teleférico recomendamos que o faça logo na entrada. Ele vai te deixar do outro lado do parque e você pode ir fazendo o passeio de cima para baixo, quando todo santo ajuda, hehe. Pegue um mapa na recepção e comece seu caminho pela exuberante fauna australiana. No Taronga Zoo, os animais não estão sempre atrás de vidros. Em alguns casos, as jaulas são abertas para a passagem do público.

Skyline de Sydney vista desde o ferry que leva ao Taronga Zoo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

E mais: quem quiser chegar bem pertinho dos animais pode marcar um ‘encounter’, um encontro particular com alguns animais e que é pago à parte – você pode reservar o seu na entrada do zoo. Embora não se possa tocá-los – isso é proibido no estado de New South Wales -, você desfruta de um tempo exclusivo junto de coalas, girafas, répteis, pinguins ou corujas. As fotos sim, são liberadas à vontade. O grande destaque do Taronga são, é claro, os animais australianos.

Gigantescos pelicanos ficam a poucos passos dos visitantes, o demônio da Tasmânia pode ser visto quase sempre dormindo em seu ninho e o estranhíssimo ornitorrinco exige um pouco de paciência, pois nada muito rápido e desaparece em meio à escuridão do tanque. Não perca a sessão dos animais noturnos, onde habitam minúsculos esquilos planadores e os famosos morcegos que sobrevoam Sydney todo dia ao anoitecer.

Girafa mostra a língua para tratadora no Taronga Zoo, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Dê uma passada ainda pela jaula do crocodilo e espere ter a sorte de ele estar para fora da água. Em uma das jaulas interativas, você pode ficar cara a cara com os famosos cangurus e os pequenos e tímidos wallabies. Terminado o passeio – aposto o dedo mindinho que você se divertiu como criança! -, pegue o ferry de volta para Circular Quay. Lá, procure pela linha F1 que tem como ponto de partida o píer 3. A viagem é para Manly e dura 30 minutos.

A passagem custa um pouco mais por causa da distância, US$ 5,75. Durante o trajeto, aproveite as belas vistas do skyline da cidade. Uma vez tendo desembarcado no píer, ande reto algumas poucas quadras até sair na Praia de Manly. Embora seu visual não seja tão estonteante quanto Bondi ou Coogee, Manly tem um delicioso clima praiano e reúne mais surfistas do que multidões. As ondas muito fortes, assim como as correntes, o que desencoraja o banho.

Pessoas nadam e caminham na beira da Praia de Shelly, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Aprecie o visual e caminhe pelo calçadão, indo na direção da ponta direita da praia. No fim dele, você vai encontrar uma grata surpresa: a pequena e belíssima Shelly Beach. Com águas calmas e transparentes e cercada de vegetação, é um cantinho convidativo para uma tarde indolente nas areias grossas – leve sua canga. Quando retornar ao centro de Sydney, aproveite que vai descer no píer quase ao lado da Opera House para uma ‘happy hour’ especial.

Procure pelo popular restaurante da casa de espetáculos – o Opera Kitchen. Com mesas ao ar livre, o lugar é uma ótima pedida para curtir a iluminação noturna que decora a ópera e também a Harbour Bridge depois do anoitecer. Os preços são altos, mesmo para um drinque, mas o visual e a atmosfera animada valem a pena, especialmente nas noites quentes de verão. Para voltar ao hotel após mais um dia de roteiro em Sydney, a estação é a Circular Quay.


Roteiro em Sydney – Dia 5

No quinto dia de roteiro em Sydney, vamos visitar uma popular atração que fica nos arredores da cidade: as Blue Mountains, ou Montanhas Azuis. O parque nacional está localizado na cidade de Katoomba, a 100 quilômetros de distância. Para chegar até ela, você deve se dirigir até a Estação Central de Sydney, acessível pelas linhas de trem urbanas T1, T2, T3, T4, T8 e T9. É dela que parte a Blue Mountains Line, que te leva a Katoomba em uma viagem de duas horas.

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Os trens partem a cada 60 minutos ao longo do dia, e a passagem custa até US$ 6,70 (confira todos os horários aqui). Uma vez tendo desembarcado em Katoomba, você vai ter que se deslocar até o parque, que fica nos arredores da cidade. Existe um ônibus turístico que faz esse trajeto com várias paradas ao longo do caminho, no estilo ‘hop on, hop off’. É o Blue Mountains Explorer Bus, cuja parada fica convenientemente logo do lado de fora da estação.

É só chegar na bilheteria e comprar o passe de um dia, que custa US$ 36,50 (ou faça isso online aqui). O ônibus parte de hora em hora. Se você não quiser ter todo esse trabalho de ir a Blue Mountains por conta própria, é possível contratar um tour que vai te buscar no conforto do seu hotel. Mas os preços são salgados. O passeio de um dia inteiro com transporte, Scenic World e mais visita ao Featherdale Wildlife Park sai por US$ 167,40 (reserve o seu aqui).

O tour de meio dia, que pega o pôr do sol nas montanhas, sai por US$ 108 – reserve o seu aqui. Voltando ao passeio por conta própria, pegue o Explorer Bus e com destino à parada 11 – Scenic World. Nesta atração, você pode explorar um pedaço do parque de formas diferenciadas: em um passeio no trem mais íngreme do mundo, de teleférico ou de bondinho. O ticket de entrada vale para todos os passeios e custa US$ 37 (reserve o seu aqui).

O bondinho – ou Scenic Skyway – vai cruzar o desfiladeiro por cima da Katoomba Falls, a cachoeira mais bonita do parque com 245 metros de altura. Deixe-o por último e desça na East Station, em vez de retornar para o outro lado. Nesse ponto começa a Prince Henry Cliff Walk, uma trilha pela beira dos penhascos que vai te levar ao longo de quase todo o parque. Antes, se quiser, encare a escadaria vale abaixo que te leva para ver a Katoomba Falls de pertinho.

Cachoeira Katoomba Falls, no Parque Nacional Blue Mountains

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Se não – ou depois de retornar da cachoeira -, é só começar a percorrer a trilha indo para o lado oposto do Scenic World. A caminhada de 1 quilômetro tem como destino o Echo Point Lookout. No caminho, você vai passar por vários mirantes, de onde se descortinam belíssimas vistas do parque. O Blue Mountains National Park abriga o Jamison Valley, tem mais de 247 mil hectares e foi declarado Patrimônio da Unesco no ano 2000.

Em dias de céu claro, a visibilidade sobre as montanhas pode alcançar 29 quilômetros de distância. Do Echo Point Lookout será possível admirar a principal atração do parque: a formação rochosa chamada de ‘Three Sisters’, ou Três Irmãs. São três pilares de arenito esculpidos pela ação do vento e da chuva um ao lado do outro. As Sisters fazem parte da cultura aborígene e foram batizadas como Meehni (922 metros), Wimlah (918 metros), e Gunnedoo (906 metros).

Formação rochosa Three Sisters, no Parque Nacional Blue Mountains

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Depois de admirá-las desde o mirante, existe uma trilha com saída logo à esquerda que leva você bem pertinho das ‘sisters’. A caminhada de apenas 1 km (ida e volta) é considerada leve, com poucos lances de escada. Ao fim da Three Sisters Walk, uma ponte permite que você entre em uma pequena cavidade da primeira formação rochosa. Da Honeymoon Bridge é possível ter vistas deslumbrantes do Jamison Valley e do Mount Solitary.

Quem tiver um bom condicionamento físico pode continuar e descer as escadas depois de passar pela Honeymoon Bridge. É o início da chamada Giant Stairway, composta por nada de menos de 800 degraus que levam até o fundo do vale. Confesso que não encaramos. Retornamos ao Echo Point e retomamos o caminho da Prince Henry Cliff Walk – todos esses pontos mencionados estão devidamente sinalizados no mapa. A próxima parada é o Bridal Veil Lookout.

Vista do mirante da cachoeira Bridal Veil, no Parque Nacional Blue Mountains

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

São 2,7 quilômetros de caminhada passando por mais mirantes e belas vistas. Do Bridal Veil Lookout, pode-se admirar a longínqua cachoeira do mesmo nome. Menos de 300 metros adiante – 5 minutos de caminhada -, a Prince Henry encontra outra trilha à direita, que desce para o fundo do vale. É a Leura Cascades Walking Track, que te leva até a base da cachoeira que lhe dá o nome e, depois, te leva de volta para cima pelo outro lado. Vale a pena!

A Prince Henry ainda continua depois desse ponto, mas achamos que você pode encerrar o passeio por aqui que está de bom tamanho e o cansaço deve estar batendo. Logo acima da trilha fica a estrada e você deve procurar nela a placa indicativa da parada número 26 do Explorer Bus. Ali, em algum momento, vai passar o ônibus que vai te levar novamente para a estação de trem e, de lá, de volta a Sydney. Encerre o roteiro em Sydney nos pubs do The Rocks, hehe!

Vista do terraço do pub Glenmore Hotel, em Sydney

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve na Austrália em março/2012 e dezembro/janeiro de 2014/2015 ***

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