Página inicial EuropaReino Unido Roteiro no Reino Unido: 10 dias em Londres, Edimburgo e Belfast [com mapas]

Roteiro no Reino Unido: 10 dias em Londres, Edimburgo e Belfast [com mapas]

por Escolha Viajar
Parlamento britânico e Rio Tâmisa vistos do alto da London Eye, em Londres (Reino Unido)

Vai viajar e não sabe nem por onde começar a montar seu roteiro no Reino Unido? Essa realmente não é uma tarefa fácil! Afinal, não estamos falando de um único país, mas sim de quatro. O Reino Unido é formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. E cada um deles abriga atrações turísticas super tradicionais e que a gente morre de vontade de conhecer, desde o Castelo de Windsor – lar da rainha – até o Lago Ness – lar de um ‘monstro’.

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Sem falar que Londres, a capital do reino, é uma das maiores, mais interessantes e cosmopolitas cidades da Europa. É impossível não passar pelo menos alguns dias por lá. Além de abrigar a maioria das atrações imperdíveis dos quatro países, ela ainda oferece aos viajantes uma vida noturna de primeira. Há tantos pubs em Londres que você pode visitar um por dia sem medo de repetir ou cansar – há várias sugestões de onde beber no roteiro, hehe!

Para te ajudar nessa árdua tarefa que é organizar uma viagem por um lugar TÃO diversificado e fascinante, elaboramos uma sugestão de roteiro no Reino Unido para quem tem de 1 a 10 dias de folga na terra da rainha. Ele reúne os principais pontos turísticos de Londres, Edimburgo (capital da Escócia) e Belfast (capital da Irlanda do Norte). Tudo detalhado com mapas, preços, hospedagem e mais! Quem quiser esticar a viagem pode conferir aqui nosso roteiro na Irlanda.

⇒ O QUE FAZER NO REINO UNIDO: 20 atrações que são imperdíveis ⇐

Primeiro, listamos as atrações mais importantes de Londres, depois as de Edimburgo e, depois, as de Belfast seguindo o critério de importância e distância. Então, no ‘Dia 1’ estão os pontos turísticos mais legais e que ficam próximos uns dos outros, no ‘Dia 2’ os um pouco menos legais ou que ficam mais longe e etc. Mas fique à vontade para pular dias e misturar atrações, pois o importante é fazer o que você gosta! Confira nossa sugestão de roteiro no Reino Unido 😉

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Dia 1 – Londres
Dia 2 – Londres
Dia 3 – Londres + Castelo de Windsor
Dia 4: Stonehenge (Londres)
Dia 5 – Londres/Edimburgo
Dia 6 – Edimburgo
Dia 7 – Lago Ness (Edimburgo)
Dia 8 – Edimburgo/Belfast
Dia 9 – Belfast
Dia 10 – Giant’s Causeway (Belfast)

Ondas batem nas pedras de basalto da Giant's Causeway, na Irlanda do Norte

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro no Reino Unido – Dia 1: Londres

Seu primeiro – ou único – dia de roteiro no Reino Unido começa cedo, pois há muito o que ver e fazer! Sugerimos que às 8h você já esteja na primeira atração do dia: o Hyde Park. O acesso é feito pelas estações de metrô Hyde Park Corner (linha Piccadilly), Knightsbridge (Piccadilly), Queensway (Central), Lancaster Gate (Central) e Bayswater (Circle e District). Você pode escolher qual linha ou estação se encaixa melhor dependendo da localização do seu hotel.

⇒ ROTEIRO EM LONDRES: O que fazer em 1, 2, 3 ou 4 dias de viagem ⇐

Não deixe de conferir aqui nossa sugestão de hospedagem econômica cidade! O Hyde Park é uma das maiores áreas verdes urbanas do mundo, ocupando 140 hectares no coração de Londres. O parque foi criado pelo Rei Henrique VIII em 1536. Os pontos de destaque são o grande lago Serpentine, o jardim das rosas, a Fonte em Memória da Princesa Diana, e a ‘Speakers Corner’, ou esquina dos oradores. Nela, todos são livres para falar sua opinião desde 1872.

Fonte em Memória da Princesa Diana no Hyde Park, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Passeie pelo parque pelo tempo que lhe aprouver, mas lembre-se que o dia está só começando. Quando encerrar a visita, busque pela saída que dá na estação de metrô Hyde Park Corner. Você não vai pegar o trem, é apenas a referência. Você pegará a esquerda na Avenida Knightsbridge e andar até a esquina à sua esquerda, onde atravessará. Do outro lado da avenida já ficam os jardins do Palácio de Buckingham, nossa próxima parada.

Siga caminhando pela Apsley Way, onde você verá o Wellington Arch, e, logo em seguida, entrará na Constitution Hill, a rua que leva diretamente ao palácio. Não tem como errar e são apenas 10 minutos de caminhada. Buckingham foi construído no século XVIII e reformado em 1826 para ser a residência oficial da família real britânica. Para saber se a Rainha Elizabeth II está em casa, basta procurar pelo estandarte real, que estará erguido no topo da entrada principal.

Monumento à Rainha Vitória com o Palácio de Buckingham ao fundo, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Se você estiver viajando entre o fim de julho ao fim de setembro, existe a possibilidade de fazer uma visita ao interior do palácio. Os ingressos custam 25 libras e devem ser adquiridos online com antecedência, pois a procura costuma ser muito grande (garanta o seu aqui). Se você está viajando em outra época do ano, pode admirar a fachada do palácio e ver a famosa cerimônia da troca da guarda. Ela ocorre às 11h às segundas, quartas, sextas e domingos e todos os dias no verão.

É preciso chegar com pelo menos uma hora de antecedência, ou mais, porque o lugar fica absolutamente lotado de turistas. O que acontece basicamente é que a Guarda da Rainha marcha de Wellington Barracks para Buckingham acompanhada de uma banda. Uma vez dentro do palácio, há mais música e movimentos militares durante cerca de uma hora. Encerrado o tour pelo interior do palácio ou a cerimônia da guarda, é hora de seguir para a Abadia de Westminster.

Fachada da Abadia de Westminster iluminada pelo sol do entardecer em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Você vai virar de costas para a fachada do palácio, passar pelo Monumento à Rainha Vitória, atravessar a Spur Rd e entrar no charmoso St James’s Park. Curta a caminhada pelo gramado e contorne o lago cheio de cisnes pelo lado direito. A ideia é sair na esquina da Birdcage Walk com a Horse Gards Rd. Ali, você vai atravessar a Birdcage Walk e entrar à direita na Storeys Gate. Vai andar três quadras e sair na Victoria St. Você já verá na sua esquerda a imponente abadia.

A Abadia de Westminster é a maior igreja de Londres e a mais importante do Reino Unido. No Natal do ano de 1066, Guilherme, o Conquistador, foi coroado nela e, desde então, todas as cerimônias de coroação dos monarcas britânicos acontecem neste mesmo lugar. Após admirar a fachada gótica, você tem a opção de visitar a abadia por dentro. O ingresso custa 21 libras e deve ser comprado com antecedência pela bilheteria online (acesse aqui).

Mulher posa para foto em frente a cabine telefônica com o Big Ben ao fundo, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Após a visita a Westminster, é hora de conhecer o maior cartão-postal de Londres: o Big Ben. Saindo pela porta principal da abadia, você já vai avistá-lo a sua direita, já que o Parlamento britânico fica apenas uma quadra adiante. Siga até lá para vê-lo mais de perto. O belíssimo prédio em estilo neogótico que vemos hoje na margem norte do Rio Tâmisa foi construído em 1834. Muitos acham que Big Ben é o nome da torre e que trata-se de uma atração separada.

O Big Ben é o sino que marca a hora exata do Reino Unido desde 1859. Mas a Elizabeth Tower, de 96 metros, faz parte do Parlamento. Em suas quatro faces é possível ver o relógio cujas horas o Big Ben anuncia. Depois de admirar e fotografar este icônico símbolo de Londres, seguimos com o roteiro em Londres atravessando para a margem sul do Rio Tâmisa. Você vai fazer isso através da belíssima Ponte Westminster, que fica logo ao lado do Parlamento.

Casal se beija sob a roda-gigante London Eye, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Passe sem pressa, admirando a vista do Parlamento de um lado e da roda-gigante London Eye do outro. Este é um ótimo ponto para fotografar os característicos ônibus vermelhos de dois andares! Uma vez do outro lado do rio, é só se dirigir para a London Eye. Esta roda-gigante foi construída no coração de Londres para comemorar a chegada do novo milênio, no ano 2000. Com seus 135 metros, chegou a ser a roda-gigante mais alta do mundo por algum tempo.

Mesmo tendo perdido o título, ela ainda proporciona uma das melhores vistas da cidade. A volta dura 30 minutos e talvez você tenha a sorte de ver um magnífico pôr do sol lá do alto. Recomendamos comprar os ingressos com antecedência, pois as filas na bilheteria física podem ser bem longas. Além disso, na bilheteria online ele sai por 27 libras, enquanto se comprado na hora custa 30 libras. Garanta já suas entradas aqui!

Cervejas sobre mesa do tradicional pub Princess Louise, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Agora que já anoiteceu, é hora de fazer o que todos os londrinos fazem: ir para um pub! Mas não qualquer pub, e sim um dos mais bonitos e populares da cidade: The Princess Louise. Para chegar até ele, você vai sair da London Eye e caminhar pela margem do Tâmisa até a próxima ponte. As pontes Hungerford e Golden Jubilee são paralelas, sendo que a Golden Jubilee é a de pedestres e por onde você vai atravessar de volta para a margem norte.

Uma vez do outro lado, basta procurar pela sinalização da entrada da estação de metrô Embankment. Você vai pegar a linha Northern em direção a Edgware via Charing Cross e descer três paradas depois, em Tottenham Court Road. Lá, você faz conexão com a linha Central em direção a Hainault e desce na parada seguinte: Holborn Station. Você vai sair na High Holborn/A40, que já é a rua do pub. Basta seguir até o número 208 para se deliciar com a cerveja britânica.


Roteiro no Reino Unido – Dia 2: Londres

Se você tem dois dias de roteiro no Reino Unido, é hora de conhecer outro pedacinho da capital. O ponto de partida, às 8h, será a famosa e sinistra Torre de Londres. A Torre de Londres está localizada na parte mais antiga da cidade, conhecida como City. O acesso pode ser feito pela estação Tower Hill do metrô (linhas District e Circle) e você pode escolher qual trajeto é melhor para chegar até lá dependendo da localização do seu hotel.

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A Torre de Londres é uma das estruturas mais antigas da cidade, sendo que sua construção foi iniciada em 1066 por ninguém menos do que o primeiro rei dos ingleses: Guilherme, o Conquistador. Mas ela se tornou célebre pelos episódios sangrentos que ali se desenrolaram. Os traidores da coroa eram levados até lá pelo Traitor’s Gate, ou Portão dos Traidores, e aprisionados na Green Tower, ou Torre Verde. Muitos acabavam executados ali mesmo.

Muralhas da Torre de Londres, no Reino Unido

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Entre as vítimas da torre estão nada menos do que três rainhas: Jane Grey, Ana Bolena e Catarina Howard. Outras atrações imperdíveis na Torre de Londres são as muralhas do século XIII, Capela de Saint John e as joias da coroa. Todos esses episódios históricos são relatados aos visitantes pelos ‘beefeaters’, os 37 membros da Guarda Real que protegem e vivem na torre. Eles também atuam como guias do passeio pelo complexo, que está incluso no preço do ingresso.

Os ingressos custam 27,50 libras se adquiridos online com antecedência (garanta o seu aqui) ou 31,50 libras se comprados na hora da entrada. A próxima atração que você visitará fica logo ao lado da torre: é a não menos famosa ‘Tower Bridge’, ou Ponte da Torre. Construída em 1894 como um grande marco da engenharia da era vitoriana, a Tower Bridge rapidamente tornou-se um dos cartões-postais de Londres.

Iate passa sob a passarela elevada da Tower Bridge, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Suas duas torres de pedra em estilo gótico se elevam 65 metros acima do Rio Tâmisa e abrigam o mecanismo que sobe a ponte para a passagem de grandes navios. Além da ponte, as duas torres também são conectadas por uma passarela elevada que pode ser visitada. Lá do alto, é possível ter belas vistas do rio e da cidade. Os ingressos custam 8,80 libras se comprados online (acesse aqui) ou 9,80 se adquiridos na hora. Se não quiser gastar, você pode apenas cruzar a ponte, hehe.

Da margem sul do Tâmisa, você consegue belas fotos da torre e da ponte juntas. Saindo da ponte, na sua direita, você vai avistar um edifício enorme em forma de cone. É o impressionante The Shard, um arranha-céu de vidro de 95 andares e 310 metros de altura. Da galeria no topo é possível ter vistas incríveis da cidade. Os ingressos custam 27,20 libras e podem ser adquiridos com antecedência aqui. Lembrando que, se preferir, você pode ficar em terra firme e apenas fotografar 😉

Edifício The Shard, em Londres

Foto: Colin/Wikimedia Commons

Seguindo com a caminhada pela margem sul, você vai sair do The Shard pela sua esquerda e entrar à direita na rua St Thomas. Na próxima esquina, vai atravessar a Borough High/A3 e entrar na rua quase em frente, a Bedale. Pegue uma ruazinha estreita na sua esquerda e você vai desembocar na rua Stoney, onde deve virar à direita. Poucos metros a frente, você vai encontrar o movimentado, colorido e cheiroso Borough Market (nota: ele fecha aos domingos!).

O Borough Market é o mercado de comida mais tradicional de Londres. As negociações de frutas e verduras começaram ainda na Idade Média, e hoje evoluíram para todo tipo de alimento, nacional ou importado, cru ou pronto para a degustação. O mercado de espalha por uma região bem abrangente, mas você pode concentrar sua visita no Market Hall, um belo pavilhão em estilo Art Deco dos anos 1930. Aproveite para almoçar em uma das centenas de barracas de comida.

Multidão faz compras nas bancas do Borough Market, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Com a pança cheia, é hora de voltar a caminhar pela margem sul do Tâmisa. Volte até a beira do rio e siga caminhando no sentido oposto ao da Tower Bridge. Em menos de 10 minutos de caminhada, você vai avistar um edifício baixo, redondo e branco . Trata-se do Shakespeare’s Globe, uma réplica do teatro original onde Shakespeare encenava suas peças. Você pode apenas admirá-lo por fora ou entrar para um tour guiado em inglês de 40 minutos que custa 17 libras.

Os ingressos podem ser comprados com antecedência aqui. Saindo do teatro e olhando para a sua esquerda, você verá uma ponte de pedestres bem peculiar cruzando o Tâmisa. Trata-de da estilosa Millennium Bridge, construída para celebrar a chegada do novo milênio, no ano 2000. Faça belas fotos da sua travessia por ela, especialmente com a Catedral de Saint Paul ao fundo do outro lado. E é exatamente para ela que você deve prosseguir no seu roteiro no Reino Unido.

Millennium Bridge vista da margem do Rio Tâmisa, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

É só seguir em linha reta depois da ponte, não há como errar. Desde o Shakespeare’s Globe até a catedral são apenas 10 minutos de caminhada. A Saint Paul’s Cathedral, ou Catedral de São Paulo, é uma imensa e belíssima igreja barroca construída em 1710. Sua fachada branca com colunas e duas torres é uma belezura de ver e fotografar. Para visitar seu interior e admirar o domo de 111 metros de altura, é preciso comprar um ingresso de 17 libras (garanta o seu aqui).

Chega de atrações por hoje? Calma que tem mais uma, e você vai gostar. Saindo da catedral, vá para sua esquerda e saia na Ludgate Hill. Siga para sua direita por cerca de cinco minutos. Ela vai virar Fleet St e, no número 145, você encontra o Ye Olde Cheshire Cheese, o pub mais antigo de Londres (1538). Você pode comer, beber e relaxar depois do longo dia de caminhadas. E não deixe de fazer um brinde ao segundo dia de roteiro no Reino Unido!


Roteiro no Reino Unido – Dia 3: Londres + Castelo de Windsor

O terceiro dia de roteiro no Reino Unido começa às 8h e você vai… sair de Londres! Mas só um pouquinho, hehe. E por um bom motivo: visitar o Castelo de Windsor! Que fica na cidade vizinha de Windsor, a 35 quilômetros da capital. O acesso ao castelo pode ser facilmente feito com transporte público. De trem, você deve partir da Estação Paddington para uma jornada de 30 a 45 minutos até as estações Windsor & Eton Central ou Windsor & Eton Riverside.

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Ambas ficam a 500 metros do castelo. Há vagões saindo a cada 30 minutos ou menos e as passagens custam a partir de 10,90 libras o trecho. Para mais informações e compra de tickets, acesse o site da National Rail aqui. É possível também – e mais barato – chegar a Windsor de ônibus. A linha Green Line 702 faz o trajeto diversas vezes ao dia por 19 libras ida e volta antes do meio-dia, e por apenas 10 libras ida e volta após o meio-dia.

As passagens podem ser compradas diretamente com o motorista. Os coletivos partem da estação da própria Green Line, ao lado da Victoria Station, e deixam você em frente a igreja de Windsor, a poucos metros da entrada do castelo. Peça ao motorista para avisar qual a parada correta. A jornada demora cerca de uma hora e meia. Para mais informações sobre preços e horários, acesse o site da Green Line aqui.

Se for de trem ou de ônibus, é melhor comprar seus ingressos para o castelo com antecedência aqui para evitar as longas filas. A entrada custa 22,50 libras. A terceira opção para ir a Windsor é contratar um tour de meio dia para visitar o castelo saindo de Londres. Você viaja no conforto do ônibus e sem preocupações com transporte. O passeio custa 61 libras com ingresso no castelo incluso. Você pode reservar o seu aqui.

Gato deita na grama em frente à entrada do Castelo de Windsor, nos arredores de Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O Castelo de Windsor é a mais antiga das residências da família real britânica, tendo sido habitada continuamente pelos monarcas desde sua construção, em 1080. É também a casa favorita da Rainha Elizabeth II na Inglaterra. Entre os grandes destaques da visita a Windsor está a Round Tower, ou Torre Circular, que foi erguida por Guilherme, o Conquistador, em 1170, ainda como parte da estrutura original.

Chama a atenção também a gigantesca Waterloo Chamber, onde se chega através de uma escadaria imponente. A Grande Sala de Recepção, com seus candelabros de cair o queixo, era usada como salão de bailes do castelo.  A Saint George’s Chapel, ou Capela de São Jorge, é um dos mais belos exemplares da arquitetura gótica na Inglaterra. Nela estão enterrados alguns monarcas, como o famoso Henrique VIII e sua esposa favorita, Jane Seymour.

Sala dos Desenhos do Castelo de Windsor, no Reino Unido

Foto: Empirically Grounded/Wikimedia Commons

Encerrada a visita ao castelo, retorne a Londres no seu meio de transporte escolhido. Uma vez na cidade, faça uma pausa para o almoço no local de sua preferência e, depois, dirija-se para a estação de metrô mais próxima. O destino é o Museu Britânico. Ele fica no bairro de Bloomsbury e o acesso pode ser feito pelas estações Tottenham Court Road (linhas Central e Northern), Holborn (Central e Piccadilly), Russell Square (Piccadilly) e Goodge Street (Northern).

Todas ficam a menos de 800 metros de distância do museu. O ‘British Museum’ é o mais antigo acervo público do mundo. E o melhor de tudo é que é gratuito! Os grandes destaque do museu são as coleções de arte grega e egípcia. No térreo, não perca a Pedra de Rosetta, que serviu como chave para a leitura dos hieroglifos egípcios. No mesmo andar, ficam o busto do faraó Ramsés, o Grande, e um pedaço da barba da Esfinge de Gizé.

Esculturas do Mausoléu de Halikarnassos em exibição no British Museum, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Veja também o relevo assírio do Leão Caçando e as famosas esculturas do Parthenon de Atenas. As esculturas do Mausoléu de Halikarnassos, uma das Sete Maravilhas do Mundo originais, também pertencem à coleção. Na ala dedicada à África, Oceania e Américas, o grande destaque é um moai da Ilha de Páscoa (Chile). No segundo andar, veja armaduras samurai, a Múmia de Katebet e o mais famoso jogo de xadrez do mundo, ‘The Lewis Chessmen’.

Nossa sugestão para encerrar o dia é o Cittie of Yorke, um pub histórico que funciona hoje em um edifício vitoriano, mas que existe desde a Idade Média. Para chegar até ele, basta sair do museu, atravessar a rua e pegar Museum St, que fica logo em frente. Siga por ela até a esquina com a New Oxford St, onde vai entrar à esquerda. A partir daí é só seguir reto. A New Oxford vai virar High Holborn/A40 e você vai encontrar o pub no número 22. São 15 minutos de caminhada.

Balcão do pub histórico Cittie of Yorke, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro no Reino Unido – Dia 4: Stonehenge (Londres)

Para seu quarto dia de roteiro no Reino Unido, sugerimos duas opções. A primeira é descansar um pouco e dormir até mais tarde no seu hotel. Afinal, depois de quatro dias de passeios iniciando às 8h e caminhando o dia inteiro, você deve estar exausto. Também é bom ter um tempo para arrumar as malas e se preparar para deixar a cidade no dia seguinte. Se você concordar, seu passeio será apenas para Stonehenge na parte da tarde (já já explicaremos).

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Se preferir aproveitar o dia todo, sugerimos que contrate um passeio para ir não só a Stonehenge, como também para conhecer as termas romanas da cidade de Bath. O tour começa às 9h e custa 67 libras com ingresso para Stonehenge incluído (para se banhar nas termas é preciso pagar à parte). Você pode reservar o seu passeio aqui. Se você curtiu a ideia de ficar na cama até um pouco mais tarde, vamos explicar agora como visitar Stonehenge.

Visitantes chegam ao monumento de Stonehenge, em Sallisbury (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trata-se de um monumento pré-histórico que começou a ser construído mais de 3 mil anos antes de Cristo. Ele é composto por três círculos formados por pedras que chegam aos cinco metros de altura e pesam quase 50 toneladas. Algumas foram transportadas de uma pedreira a 20 quilômetros de distância. Acredita-se que Stonehenge possa ter funcionado como um observatório astronômico, um lugar sagrado e também um centro de cura.

Suas pedras gigantescas estão exatamente alinhadas com o nascimento do sol em 21 de junho. Stonehenge está localizado na cidade de Salisbury, a cerca de 150 quilômetros de Londres. De trem, o trajeto dura uma hora e meia com partidas desde a Estação Waterloo. As passagens custa em torno de 50 libras ida e volta. Para mais informações e compra de tickets, acesse o site da National Rail aqui. Uma vez na cidade, é preciso pegar o The Stonehenge Tour.

Detalhes das pedras do monumento de Stonehenge, em Salisbury (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Este ônibus turístico que faz o percurso desde a estação de Salisbury até o monumento, a 35 quilômetros de distância. O coletivo faz o trajeto no estilo ‘hop on, hop off’ e para em outras atrações das redondezas, como o Old Sarum. O preço da passagem é de 15 libras, mas há pacotes com desconto para quem compra o ticket para Stonehenge em conjunto. Para mais informações, acesse o site da empresa aqui.

Para visitar Stonehenge é preciso comprar um ticket com horário marcado. Não é obrigatório, mas o governo recomenda que o ingresso seja comprado com pelo menos um dia de antecedência pela internet como forma de garantir que você vai conseguir uma vaga. A entrada custa 19 libras e pode ser adquirida aqui. Na bilheteria física, o preço sobe para 21,10 libras. Não deixe de ler nosso texto completo sobre como visitar Stonehenge!

Silhueta do monumento de Stonehenge contrasta contra o céu do fim de tarde em Salisbury

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Se você preferir evitar todo esse trabalho de ir a Stonehenge por conta própria, pode contratar um tour para te levar até lá. Foi o que fizemos e confesso que foi um ótimo custo-benefício. Os tours de meio dia custam 53 libras e partem da Estação Rodoviária de Victoria às 13h45 (de 16 de outubro a 31 de março, a excursão sai às 10h45 por conta do inverno). Você pode reservar seu passeio aqui. Por volta das 17h30, você já estará de volta à capital.

Bem a tempo de conhecer o último pub em Londres! Nossa sugestão é o Brewdog Tower Hill. A Brewdog é uma cervejaria escocesa e uma das melhores do mundo na atualidade. Vale a pena ir até lá provar um pint. A unidade Tower Hill é a maior em Londres e fica a menos de cinco minutos de caminhada do metrô Tower Hill. É só atravessar a Trinity Square, pegar a Byward St/A100 à direita e a Great Tower St também à direita. O pub fica no número 21. Cheers!

Cervejas servida na mesa do pub Brewdog Tower Hill, em Londres (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro no Reino Unido – Dia 5: Londres/Edimburgo

O quinto dia de roteiro no Reino Unido será dedicado a fazer o deslocamento de Londres para Edimburgo, a capital da Escócia, localizada 670 quilômetros ao norte. É claro que a forma mais fácil e rápida de percorrer o trajeto é de avião. Há voos frequentes e relativamente baratos ligando os vários aeroportos de Londres e arredores ao terminal de Edimburgo em apenas 1h30. A segunda opção é ir de trem. Mas os preços são mais salgados.

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A viagem direta entre as duas capitais demora entre 4h20 e 4h45 e há diversas partidas diárias desde a Estação Kings Cross. Os custos variam bastante dependendo do horário da viagem e da antecedência com que a passagem for comprada, oscilando entre 50 e 100 libras. Para consultar todos os preços e horários, acesse o site da National Rail aqui. Por fim, a última opção é percorrer o trajeto pelas estradas do Reino Unido.

Ônibus parte da Estação Victoria, em Londres, com destino a Edimburgo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Você pode fazer isso alugando um carro, mas tenha em mente que vai sair caro e que é preciso dirigir pela mão inglesa, na esquerda. Mas se for a sua opção, cote o aluguel de veículo aqui. Ou você pode fazer a viagem de ônibus. É a forma mais longa de se deslocar entre as duas cidades, mas também a mais barata! As empresas MegaBus e National Express operam coletivos de Londres para Edimburgo duas vezes ao dia – uma de dia e outra à noite.

As viagens diretas duram entre 9h e 11h e os preços partem de 9,90 libras. Os ônibus saem da Victoria Coach Station e te deixam no centro de Edimburgo. Para mais informações e reservas, acesse aqui o site da MegaBus e aqui o da National Express. Uma vez na capital escocesa, é só se instalar no seu hotel e descansar. Não deixe de conferir aqui nossa sugestão de onde ficar em Edimburgo gastando pouco e com vista para o castelo!

Sol se põe atrás da silhueta do Scott Monument, em Edimburgo (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro no Reino Unido – Dia 6: Edimburgo

O sexto dia de roteiro no Reino Unido será dedicado a conhecer as atrações do centro histórico de Edimburgo. Acorde cedo para fazer uma caminhada morro acima até o primeiro ponto de visitação: a Arthur’s Seat. Do topo desta colina de 250 metros de altura, tem-se uma bela vista da cidade até o Castelo de Edimburgo, a 1 quilômetro de distância. Depois de apreciar a paisagem lá do alto, desça até o início da trilha, na Rua Queen’s Dr.

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Atravesse a rotatória e pegue a rua oposta, a Horse Wynd, que vai deixar você em frente ao Palácio de Holyrood, a residência oficial da rainha quando ela está na Escócia. Construído em 1529, o local foi a morada de Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, e seu quarto pode ser visitado. O palácio abre para visitantes das 9h30 às 16h30 de 1º de novembro até 31 de março, e até as 18h de 1º de abril a 31 de outubro. O ingresso custa 16,50 libras (compre aqui).

Fachada do Palácio de Holyrood, em Edimburgo (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Em frente ao palácio se inicia a Royal Mile, a principal via de acesso à Edimburgo na Idade Média. Hoje, ela abrange quatro ruas, que vão de Holyrood ao castelo. E vamos percorrer cada uma delas. Começando pela Canongate, onde você vai passar pelo Parlamento Escocês. Em seguida vem a High Street, com destaque para a John Knox House. Esta casa de 1490 é a mais antiga da cidade. Continue pela mesma rua até chegar à Catedral de Saint Giles.

O exterior gótico é marcado por uma torre do século XV. Dentro da igreja, o grande destaque é a bela Thistle Chapel, com seu teto abobadado e dosséis esculpidos com brasões. Na nave lateral, é possível ver o banco esculpido usado pela família real quando está na cidade. A visitação à catedral é gratuita. Um pouco depois da igreja fica o Heart of Midlothian Mosaic, mosaico em forma de coração construído no piso do Royal Mile.

Estátua de anjo no interior da Catedral de Sain Giles, em Edimburgo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Avançando um pouco mais, a High Street vira Lawnmarket. Logo após cruzar com a Bank Street, entre numa travessa de pedestres à direita. Você sairá num cantinho particularmente pitoresco e fotogênico da Royal Mile. A Makars’ Court é um pátio cercado por prédios antigos, entre eles a Lady’s Stair House, onde hoje funciona o Museu dos Escritores. Voltando para a Lawnmarket, ainda na sua direita, você verá a Gladstone’s Land, uma casa do século XVII.

Em seguida, vamos deixar a Royal Mile e pegar a primeira rua à esquerda. Você vai sair na Victoria Street, que termina na W Bow, uma ladeira cercada de construções do século XIX. Esta simpática rua virou atração turística por ter inspirado a escritora escocesa J. K. Rowlling a criar o Beco Diagonal da série de livros do menino bruxo Harry Potter. Na saída da ladeira, na sua esquerda, você verá uma rotatória. Atravesse-a e pegue a Candlemaker Row.

Pessoas descem a ladeira W Bow, em Edimburgo (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Em duas quadras você chegará à Estátua de Greyfriars Bobby. O pequeno monumento é uma homenagem ao cãozinho skye terrier Bobby, que por 14 anos ficou de guarda no túmulo do dono. Bobby foi adotado e cuidado pela comunidade até morrer, em 1872. Volte pela Candlemaker Row e pegue a esquerda na rotatória. Você estará na Grassmarket, rua de pedras que já abrigou um mercado de animais e que hoje é lar de muitos pubs e restaurantes.

Aproveite e faça uma pausa para o almoço! Para fazer a digestão, suba as escadarias de saem da Grassmarket em direção ao imponente Castelo de Edimburgo. Você vai sair na Castlehill, a última rua da Royal Mile, e na frente dos portões de entrada. Erguido bem no coração da cidade, sobre o centro de um vulcão extinto, o castelo começou a ser construído no século XII. Os grandes destaques da visita são as joias reais. A coroa e o cetro de 1540 e foram usadas por Maria Stuart.

Castelo de Edimburgo visto desde a Fonte Ross, no Princes Street Gardens

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Também é possível ver a famosa Pedra do Destino, sobre a qual os monarcas escoceses eram coroados e que foi roubada pelos ingleses em 1296, tendo sido devolvida ao seu país de origem apenas em 1996. Do lado de fora, impressiona o Mons Meg, um gigantesco canhão de 1449 que lutou muitas guerras escocesas. O castelo abre das 9h30 às 18h de 1º de abril a 30 de setembro, e até as 17h de 1º de outubro a 31 de março. Ingressos a 17,50 libras (compre aqui).

Saindo do castelo, vá para a sua esquerda em busca de uma entrada para o Princes Street Gardens, o parque que fica do lado oposto à Grassmarket. Passeie pelas alamedas e vá até a bela Fonte Ross, do século XIX, de onde se tiram as melhores fotos do castelo lá em cima. Saindo do parque, siga pela Princes Street pela direita. O objetivo é ir até o fim dela, na Calton Hill. No caminho, você passa pelo monumento gótico em homenagem ao escritor Sir Walter Scott.

Edimburgo vista desde o Dugald Stewart Monument, em Calton Hill

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O dia começou em uma colina e vai terminar em outra. No topo de Calton Hill, além da bela vista da cidade, também ficam alguns monumentos e edifícios emblemáticos da cidade e listados como Patrimônio Mundial da Unesco. Entre eles estão o Monumento Nacional, dedicado aos militares mortos nas Guerras Napoleônicas e que tem o formato de um templo grego. Outro é o Monumento Nelson, em forma de uma torre e onde se pode subir.

Chama a atenção ainda o Monumento Dugald Stewart, dedicado ao filósofo do mesmo nome. Fique lá em cima até o entardecer, a vista é esplêndida. Para a noite, recomendamos que você vá jantar e beber em um pub! Nossa indicação é o BrewDog, aquele mesmo que citamos no quarto dia, em Londres. O bar de Edimburgo é o primeiro da franquia e tem muita animação e cerveja boa! Se não quiser repetir, há muitas opções em Grassmarket 😉


Roteiro no Reino Unido – Dia 7: Lago Ness (Edimburgo)

No sétimo dia de roteiro no Reino Unido, você vai fazer um tour pelas famosas Highlands, as terras altas da Escócia! Foi nesta região montanhosa que viveram e lutaram os clãs e onde se preservaram muitas tradições, como o whisky, o ‘kilt’ – o saiote escocês – e a gaita de fole. Esta parte rural e gelada do país foi por muitos anos taxada como ‘selvagem’ e relegada ao esquecimento. Até 1980, era comum encontrar por lá quem só falasse gaélico, e não inglês.

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Com a agricultura e pecuária típicas em declínio, hoje as Highlands vivem principalmente do turismo. Visitar uma região tão ampla e bonita em apenas um dia certamente não é o ideal, mas sem dúvida prático e econômico. O tour custa 50 libras e você pode reservar o seu aqui. O passeio começa de manhã cedo e vai te levar de Edimburgo até Kilmahog para conhecer as vacas das terras altas. São animais muito peludos, conhecidas como ‘hairy coo’.

A parada seguinte é no mirante do impressionante desfiladeiro de Glencoe. Quem tiver a sorte de pegar um dia de tempo aberto – como nós! – poderá fazer fotos magníficas das montanhas banhadas pelo riacho Coe. Depois, o tour segue para a parada do almoço e, em seguida, ruma para o Lago Ness. Não é exatamente uma paisagem exuberante que leva os turistas até este lago de águas muito escuras e profundas nos confins da Escócia.

Desfiladeiro Glencoe, nas terras altas da Escócia (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Com 3 quilômetros de extensão e até 300 metros de profundidade, Ness é o suposto lar de uma misteriosa criatura marinha. ‘Nessie’, como o monstro foi apelidado, dá o ar da graça no lago desde os tempos de São Columbus, mas nunca foi encontrada por nenhuma expedição científica. O que não impede que milhares de turistas visitem o lago todos os anos. O ônibus deixa você na beira do lago e você pode ficar só caminhando e admirando se quiser.

Ou pode optar por fazer um passeio de barco pelo lago que te leva para ver as ruínas do Castelo de Urquhart. A navegação tem custo adicional. Depois do Lago Ness, o ônibus inicia o retorno para o sul. Uma última parada para lanche e fotos é feita na fofíssima vila de Pitlochry, eleita pela Rainha Vitória como o lugar mais belo da Europa. Para a noite em Edimburgo, sugerimos o tradicional pub Jolly Judge, que funciona em uma antiga adega (James Court, 7).

Placa indica o Lago Ness, nas terras altas da Escócia (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro no Reino Unido – Dia 8: Edimburgo/Belfast

O oitavo dia de roteiro no Reino Unido será dedicado a fazer o deslocamento de Edimburgo para Belfast, a capital da Irlanda do Norte. Ela está localizada a 300 quilômetros de distância e em outra ilha, a da Irlanda. É claro que a forma mais fácil e rápida de percorrer o trajeto é de avião. Há voos frequentes e relativamente baratos ligando os aeroportos das duas cidades em apenas 50 minutos. A segunda opção é percorrer o trajeto pelas estradas do Reino Unido.

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Você pode fazer isso alugando um carro, mas tenha em mente que vai sair caro e que é preciso dirigir pela mão inglesa, na esquerda. Além disso, o traslado para a Ilha da Irlanda envolve um trecho de ferry – entre Ayr e o Porto de Belfast. Mas se for a sua opção, cote o aluguel de veículo aqui. Ou você pode fazer a viagem de ônibus. É a forma mais longa de se deslocar entre as duas cidades, mas também a mais barata!

A empresa National Express opera coletivos de Edimburgo para Belfast duas vezes ao dia – uma de manhã e outra à tarde. As viagens diretas duram 7 horas e os preços partem de 29,90 libras. O ônibus te deixa em Ayr, onde você pega o ferry. Outro ônibus te espera na Ilha da Irlanda para fazer o trecho entre o porto e o centro de Belfast. Para mais informações e reservas, acesse aqui. Não deixe de conferir aqui nossa sugestão de onde ficar em Belfast!

Garçom serve cerveja Guinness em pub de Belfast, na Irlanda do Norte

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro no Reino Unido – Dia 9: Belfast

No seu nono dia de roteiro no Reino Unido – mas primeiro na Irlanda do Norte – tome acordar cedo de novo para conhecer o o bairro chamado de Titanic Quarter. Pouca gente sabe, mas o navio mais famoso de todos os tempos, o Titanic, foi construído em Belfast! Era lá que funcionava a companhia proprietária do transatlântico, a White Star Line, que o encomendou aos estaleiros da Harland & Wolff na mesma cidade.

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O bairro que viu o navio ‘nascer’ virou ponto turístico e passou a se chamar Titanic Quarter. Ele fica a 2,4 quilômetros do centro da cidade, e você pode chegar até ele tranquilamente caminhando em 25 ou 30 minutos. Para quem não tem tanta disposição física ou tempo, o melhor é pregar um ônibus das linhas Metro Services 26, 26A, 26B ou 26C. Todas saem da frente do Belfast Welcome Centre e deixam você na porta do Titanic Belfast.

Fachada do museu Titanic Belfast, na Irlanda do Norte (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Trata-se do maior museu do mundo dedicado à história trágica do navio. Ele foi construído exatamente no mesmo lugar que um dia abrigou os escritórios de desenho da Harland & Wolff, de onde saíram as plantas do Titanic. Ponto alto do Titanic Quarter, o prédio ultramoderno oferece quatro andares de exposições interativas, além de milhares de fotos e registros históricos. Confira todos os detalhes do acervo no texto específico sobre o museu do Titanic.

O horários e dias de funcionamento do Titanic Belfast variam muito ao longo do ano todo, então é mais fácil você consultar diretamente no site no museu. A entrada combinada com o SS Nomadic custa 19,50 libras e você pode comprar a sua aqui. O SS Nomadic foi o navio auxiliar do Titanic e está localizado bem em frente ao museu. É a única embarcação da White Star Line ainda existente e foi totalmente restaurado para receber visitantes.

Navio SS Nomadic, em Belfast (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O horário de funcionamento pode ser consultados no mesmo link do museu. Atrás do prédio do Titanic Belfast ficam as rampas (‘slipways’) de onde o Titanic e seu irmão gêmeo, o Olympic, foram lançados ao mar pela primeira vez. O local foi transformado em uma praça onde a planta dos navios foi desenhada em tamanho real no chão. Há também um mural com os nomes das vítimas do naufrágio. Você pode visitar ainda as docas onde o navio foi construído.

A Titanic’s Dock & Pump-House fica a cerca de 10 minutos de caminhada do museu – está marcada no mapa. Além de entrar na doca de 13 metros, estão em exibição as gigantescas bombas usadas na construção, assim como outros equipamentos hidráulicos. O ingresso custa 6,50 libras. Finalizado o passeio pelo Titanic Quarter, você deve se dirigir ao hotel Jurys Inn, ponto de encontro onde será pego para o próximo passeio – está marcado no mapa.

Praça erguida onde ficavam as rampas de lançamento do Titanic, em Belfast

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Seu motorista/guia irá buscá-lo em um ‘black cab’, os tradicionais táxis negros do Reino Unido. Trata-se do famoso ‘tour político’ de Belfast! Nele, o motorista/guia – normalmente um morador local que vivenciou pessoalmente os conflitos religiosos do país – vai te levar para conhecer o Muro de Belfast, que separa os bairros católico e protestante. O passeio custa 30 libras por pessoa, sendo que cada táxi pode levar um grupo de até 5. Reserve o seu aqui.

Em meio a muitas histórias, você poderá ver pessoalmente os vestígios da guerra que essas duas vertentes do cristianismo travam na Irlanda do Norte há mais de 400 anos, quando ingleses passaram a colonizar a ilha. Embora o conflito costume ser reduzido à questão religiosa, hoje ele trata basicamente da independência do país do Reino Unido. Digo conflito porque irlandeses e ingleses foram às vias de fato com agressões, assassinatos por ódio e atentados.

Mural Bobby Sands, no bairro católico de Belfast

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Os episódios – muitos envolvendo o grupo paramilitar IRA (Exército Republicano Irlandês) – hoje são chamados de ‘os problemas’. A violência cessou nos últimos anos, principalmente depois que o IRA aceitou se desarmar em 2001. E, como toda guerra que passa, a da Irlanda do Norte também virou atração turística. Os bairros Falls Road e Shankill Road ainda são divididos por um longo muro, cujos portões são fechados todos os dias às 18h.

Uma parte dele foi coberta com grafites, assim como ocorreu com o Muro de Berlim. Esse trecho é chamado de ‘Solidarity Wall’. Em outra parte, é permitido aos turistas deixarem sua própria mensagem de paz – e por isso mesmo chamado de ‘Peace Wall’. Além do muro, há monumentos, bandeiras e pinturas nas casas e praças homenageando membros do IRA ou a rainha, dependendo de qual bairro você está. O mais popular e colorido é o Mural Bobby Sands.


Roteiro no Reino Unido – Dia 10: Giant’s Causeway (Belfast)

Seu último dia de roteiro no Reino Unido pode acabar sendo o mais sensacional de todos! Se tiver apenas 9 dias, e não 10, para fazer a viagem, considere pular as atrações de Belfast e pegar apenas o tour de um dia que vai para a ponte Carrick-a-Rede e para a Giant’s Causeway. O passeio parte de Belfast pela manhã em direção ainda mais ao norte da ilha pela bela Antrim Coast Road, que bordeja o Atlântico. O custo é de 30 libras e você pode reservar aqui.

⇒ O QUE FAZER NA IRLANDA DO NORTE: 4 atrações que são imperdíveis ⇐

Alugar um carro e fazer o trajeto por conta própria é sempre uma opção, mas o tour acaba sendo mais prático e mais barato para quem tem tempo contado. Além disso, é preciso dirigir na mão inglesa. Mas se essa for a sua escolha, cote o aluguel de veículo aqui. De transporte público, não dá tempo de ir aos dois pontos turísticos no mesmo dia. Mas se você prefere assim, consulte como chegar no nosso texto com 20 atrações imperdíveis no Reino Unido.

Turistas atravessam a ponte de corda Carrick-a-Rede, na Irlanda do Norte

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

A primeira parada do tour é na Carrick-a-Rede, localizada 100 quilômetros ao norte de Belfast, em Ballintoy. Esta icônica ponte de cordas que se pendura sobre os penhascos da costa leste do país há pelo menos 350 anos. Construída por pescadores para ligar a ilha a uma ilhota próxima, onde os barcos ficavam ancorados, hoje ela se tornou uma das atrações da Irlanda do Norte pelo valor histórico e beleza da paisagem que a cerca.

A ponte de corda fica 30 metros acima do mar e é capaz de fazer alguns corajosos tremerem ao olhar para baixo, hehe. O acesso à reserva onde fica a ponte é livre, mas é preciso pagar para atravessá-la. O preço é de 9 libras – valor já incluso no tour. Apenas oito pessoas passam pela Carrick-a-Rede a cada vez, por isso filas costumam se formar para entrar e sair. A segunda grande atração do passeio é a sensacional Giant’s Causeway, ou Calçada do Gigante.

Vista da Giant's Causeway, na Irlanda do Norte (Reino Unido)

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

A reserva fica 97 quilômetros ao norte de Belfast, ao lado da cidade de Bushmills. O nome veio da lenda de que um gigante teria tentado construir um caminho entre a Irlanda e a Escócia. Mas a ‘calçada’ é uma formação natural de 40.000 colunas de basalto alinhadas, algumas com até 6 metros de altura, resultante de uma erupção vulcânica há 60 milhões de anos. Todas têm a forma de um hexágono e, quando vistas de cima, lembram o desenho de uma calçada.

O ônibus vai deixar você no centro de visitantes. A entrada custa 13 libras – já inclusa no tour. A calçada fica a cerca de 20 minutos de caminhada da entrada e pode ser alcançada pela Trilha Azul. No caminho, admire as figuras formadas pelas pedras, que lembram um órgão, uma harpa e um camelo. Por fim, o tour fará uma rápida parada para fotos no Castelo de Dunluce. Depois, você voltará a Belfast, pondo fim aos 10 dias de roteiro no Reino Unido!

Pedras de basalto da Giant's Causeway, na Irlanda do Norte

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve no Reino Unido em setembro de 2015 ***

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