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Paris-Londres em 9 dias – roteiro de viagem completo com mapas!

por Escolha Viajar
Montagem mostra a Torre Eiffel à esquerda e o Big Ben à direita

Quer conhecer a dupla Paris-Londres e não sabe por onde começar a organizar a viagem? Não se preocupe! Neste texto, vamos te passar as coordenadas passo a passo do que ver nas duas principais cidades turísticas da Europa, como se deslocar entre elas, onde se hospedar, onde comer – e beber, hehe! Tudo acompanhado de mapas detalhados rua a rua para facilitar ainda mais o seu passeio. Não deixe de visitar o eixo Paris-Londres, não vai se arrepender!

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Capital do Reino Unido, Londres é é uma das maiores, mais interessantes e cosmopolitas cidades do mundo. É impossível ir à Europa e não passar pelo menos alguns dias por lá. Além de abrigar as duas principais residências da família real, ela ainda oferece aos viajantes uma vida noturna de primeira. Há tantos pubs em Londres que você pode visitar um por dia sem medo de repetir ou cansar – há várias sugestões de onde beber no roteiro, hehe!

Já Paris – a capital da França, é uma das cidades mais lindas e visitadas do planeta, cheia de pontos turísticos para todos os lados! Lar da onipresente Torre Eiffel, dos maiores e melhores museus do mundo, do palácio mais luxuoso já construído e de um número quase obsceno de parques, igrejas, bairros, ruas, cafés e cantinhos charmosos. E o melhor de tudo é que as duas cidades estão a menos de 500 quilômetros uma da outra, separadas pelo Canal da Mancha.

Fachada da Abadia de Westminster iluminada pelo sol do entardecer em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Nossa sugestão de roteiro entre elas funciona da seguinte maneira: organizamos percursos para quem tem 1, 2 ou 3 dias em Londres e 1, 2, 3, 4 ou 5 dias em Paris. Ainda é preciso somar um dia para o deslocamento de uma capital para a outra, seja de avião, ônibus ou trem – vamos explicar melhor ao longo do texto. Não recomendamos que você fique menos de dois dias em cada cidade, ou perderá algum de seus principais pontos turísticos.

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Mas sabemos que nem sempre é possível escolher quanto tempo se terá para viajar. Por isso, listamos as atrações seguindo os critérios de relevância e distância. O tempo de deslocamento é importante quando se conhece cidades grandes como Paris e Londres. Então, no ‘Dia 1’ estão os pontos turísticos mais legais e que ficam próximos uns dos outros, no ‘Dia 2’ os um pouco menos legais ou que ficam mais longe etc.

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Assim, se você só pode ficar 1 dia em Londres e 1 em Paris, pegue o roteiro do ‘Dia 1’, depois siga as instruções do dia de deslocamento e, por fim, pegue o roteiro do primeiro dia na capital da França. É claro que a ordem dos dias não é uma regra, e sim uma sugestão. A viagem é sua e você deve aproveitá-la da maneira como achar melhor. Nossa ideia é apenas facilitar a sua escolha e mostrar como fazer seu tempo de viagem render da forma mais proveitosa possível.

Torre Eiffel vista desde o Jardim do Trocadéro, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Antes de detalhar o roteiro Paris-Londres, aproveite e confira nossas sugestões de hospedagem boas e baratas nas cidades. A primeira é o Smart Place Gare du Nord, em Paris, que cobra diárias a partir de 72 euros (clique aqui para mais informações e reservas). A segunda, também em Paris, é o Le Village Montmartre, com diárias saindo de 103 euros (aqui). A terceira é o Hostel Clink261, em Londres. As diárias valem a partir de 99 euros o quarto privado para dois.

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E a partir de apenas 22 euros a cama em dormitório compartilhado (clique aqui para mais informações e reservas). As três opções de hospedagem foram testadas por nós durante nossas viagens e aprovadas! Confira a seguir um pequeno resumo do que é possível fazer em Londres e Paris em 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9 dias de viagem e, a seguir, leia o roteiro detalhado de cada um deles, acompanhado de mapas e de links para comprar seus ingressos e passeios 😉

Dia 1 – Londres → Hyde Park, Palácio de Buckingham, Abadia de Westminster, Big Ben, Ponte Westminster, London Eye, pontes Hungerford e Golden Jubilee, e pub The Princes Louise;
Dia 2 – Londres  Torre de Londres, Tower Bridge, The Shard, Borough Market, Shakespeare’s Globe, Ponte Millennium, Catedral de St. Paul e pub Ye Olde Cheshire Cheese;
Dia 3 – Londres Castelo de Windsor, Museu Britânico e pub Cittie of Yorke;
Dia 4 → Deslocamento de Londres para Paris;
Dia 5 – Paris → Catedral de Notre-Dame, Saint-Chapelle, Conciergerie, Pont Neuf, Rio Sena, Jardins do Trocadéro e Torre Eiffel;
Dia 6 – Paris Jardins das Tuileries, Place de la Concorde, Avenida dos Champs-Élysées, Grand e Petit Palais, Ponte Alexandre III e Arco do Triunfo;
Dia 7 – Paris Moulin Rouge, Basílica do Sacré-Coeur e Museu do Louvre;
Dia 8 – Paris Museu d’Orsay, Boulevard Saint-Germain, Igreja de Saint-Sulpice, Jardim de Luxemburgo e Fonte Saint-Michel;
Dia 9 – Paris Ópera Garnier, Igreja de La Madelein e Palácio de Versailles;

Luzes de lampiões se acendem com Parlamento britânico iluminado ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro Paris-Londres – Dia 1

O seu roteiro Paris-Londres começa na capital do Reino Unido! Sugerimos que às 8h você já esteja na primeira atração do dia: o Hyde Park. O acesso é feito pelas estações de metrô Hyde Park Corner (linha Piccadilly), Knightsbridge (Piccadilly), Queensway (Central), Lancaster Gate (Central) e Bayswater (Circle e District). Você pode escolher qual linha ou estação se encaixa melhor dependendo da localização do seu hotel.

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O Hyde Park é uma das maiores áreas verdes urbanas do mundo, ocupando 140 hectares no coração de Londres. O parque foi criado pelo Rei Henrique VIII em 1536. Os pontos de destaque são o grande lago Serpentine, o jardim das rosas, a Fonte em Memória da Princesa Diana, e a ‘Speakers Corner’, ou esquina dos oradores. Nela, todos são livres para falar sua opinião desde 1872. Passeie pelo parque pelo tempo que lhe aprouver.

Mulheres sentam em mureta de fonte do Hyde Park, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Mas lembre-se que o primeiro dia do roteiro Paris-Londres está só começando! Quando encerrar a visita, busque pela saída que dá na estação de metrô Hyde Park Corner. Você não vai pegar o trem, é apenas a referência. Dobre à esquerda na Avenida Knightsbridge e ande até a esquina à sua esquerda, onde atravessará. Do outro lado da avenida já ficam os jardins do Palácio de Buckingham, nossa próxima parada.

Siga caminhando pela Apsley Way, onde você verá o Wellington Arch, e, logo em seguida, entrará na Constitution Hill, a rua que leva diretamente ao palácio. Não tem como errar e são apenas 10 minutos de caminhada. Buckingham foi construído no século XVIII e reformado em 1826 para ser a residência oficial da família real britânica. Para saber se a Rainha Elizabeth II está em casa, basta procurar pelo estandarte real, que estará erguido no topo da entrada principal.

Soldados participam da cerimônia da troca da guarda, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Se você estiver viajando entre o fim de julho ao fim de setembro, existe a possibilidade de fazer uma visita ao interior do palácio. Os ingressos custam 25 libras e devem ser adquiridos online com antecedência, pois a procura costuma ser grande (garanta o seu aqui). Se está viajando em outra época do ano, pode admirar a fachada do palácio e ver a famosa cerimônia da troca da guarda. Ela ocorre às 11h às segundas, quartas, sextas e domingos e todos os dias no verão.

É preciso chegar com pelo menos uma hora de antecedência, ou mais, porque o lugar fica absolutamente lotado de turistas. O que acontece basicamente é que a Guarda da Rainha marcha de Wellington Barracks para Buckingham acompanhada de uma banda. Uma vez dentro do palácio, há mais música e movimentos militares durante cerca de uma hora. Encerrado o tour pelo interior do palácio ou a cerimônia da guarda, é hora de seguir para a Abadia de Westminster.

Ônibus vermelho passa em frente à Abadia de Westminster, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Você vai virar de costas para a fachada do palácio, passar pelo Monumento à Rainha Vitória, atravessar a Spur Rd e entrar no charmoso St James’s Park. Curta a caminhada pelo gramado e contorne o lago cheio de cisnes pelo lado direito. A ideia é sair na esquina da Birdcage Walk com a Horse Gards Rd. Ali, você vai atravessar a Birdcage Walk e entrar à direita na Storeys Gate. Vai andar três quadras e sair na Victoria St. Você já verá na sua esquerda a imponente abadia.

A Abadia de Westminster é a maior igreja de Londres e a mais importante do Reino Unido. No Natal do ano de 1066, Guilherme, o Conquistador, foi coroado nela e, desde então, todas as cerimônias de coroação dos monarcas britânicos acontecem neste mesmo lugar. Após admirar a fachada gótica, você tem a opção de visitar a abadia por dentro. O ingresso custa 21 libras e deve ser comprado com antecedência pela bilheteria online (acesse aqui).

Arco-íris se forma no céu ao lado do Big Ben, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Após a visita a Westminster, é hora de conhecer o maior cartão-postal de Londres: o Big Ben. Saindo pela porta principal da abadia, você já vai avistá-lo a sua direita, já que o Parlamento britânico fica apenas uma quadra adiante. Siga até lá para vê-lo mais de perto. O belíssimo prédio em estilo neogótico que vemos hoje na margem norte do Rio Tâmisa foi construído em 1834. Muitos acham que Big Ben é o nome da torre e que trata-se de uma atração separada.

O Big Ben é o sino que marca a hora exata do Reino Unido desde 1859. Mas a Elizabeth Tower, de 96 metros, faz parte do Parlamento. Em suas quatro faces é possível ver o relógio cujas horas o Big Ben anuncia. Depois de admirar e fotografar este icônico símbolo de Londres, seguimos com o roteiro Paris-Londres atravessando para a margem sul do Rio Tâmisa. Você vai fazer isso através da belíssima Ponte Westminster, que fica logo ao lado do Parlamento.

Roda-gigante London Eye vista desde a Ponte de Westminster, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Passe sem pressa, admirando a vista do Parlamento de um lado e da roda-gigante London Eye do outro. Este é um ótimo ponto para fotografar os característicos ônibus vermelhos de dois andares! Uma vez do outro lado do rio, é só se dirigir para a London Eye. Esta roda-gigante foi construída no coração de Londres para comemorar a chegada do novo milênio, no ano 2000. Com seus 135 metros, chegou a ser a roda-gigante mais alta do mundo por algum tempo.

Mesmo tendo perdido o título, ela ainda proporciona uma das melhores vistas da cidade. A volta dura 30 minutos e talvez você tenha a sorte de ver um magnífico pôr do sol lá do alto. Recomendamos comprar os ingressos com antecedência, pois as filas na bilheteria física podem ser bem longas. Além disso, na bilheteria online ele sai por 27 libras, enquanto se comprado na hora custa 30 libras. Garanta já suas entradas aqui!

Pôr do sol em Londres visto do alto da roda-gigante London Eye

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Agora que já anoiteceu, é hora de fazer o que todos os londrinos fazem: ir para um pub! Mas não qualquer pub, e sim um dos mais bonitos e populares da cidade: The Princes Louise. Para chegar até ele, você vai sair da London Eye e caminhar pela margem do Tâmisa até a próxima ponte. As pontes Hungerford e Golden Jubilee são paralelas, sendo que a Golden Jubilee é a de pedestres e por onde você vai atravessar de volta para a margem norte.

Uma vez do outro lado, basta procurar pela sinalização da entrada da estação de metrô Embankment. Você vai pegar a linha Northern em direção a Edgware via Charing Cross e descer três paradas depois, em Tottenham Court Road. Lá, você faz conexão com a linha Central em direção a Hainault e desce na parada seguinte: Holborn Station. Você vai sair na High Holborn/A40, que já é a rua do pub. Basta seguir até o número 208 para se deliciar com a cerveja britânica.


Roteiro Paris-Londres – Dia 2

No segundo dia de roteiro Paris-Londres, é hora de conhecer outro pedacinho da capital do Reino Unido. O ponto de partida, às 8h, será a famosa e sinistra Torre de Londres. A Torre de Londres está localizada na parte mais antiga da cidade, conhecida como City. O acesso pode ser feito pela estação Tower Hill do metrô (linhas District e Circle) e você pode escolher qual trajeto é melhor para chegar até lá dependendo da localização do seu hotel.

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A Torre de Londres é uma das estruturas mais antigas da cidade, sendo que sua construção foi iniciada em 1066 por ninguém menos do que o primeiro rei dos ingleses: Guilherme, o Conquistador. Mas ela se tornou célebre pelos episódios sangrentos que ali se desenrolaram. Os traidores da coroa eram levados até lá pelo Traitor’s Gate, ou Portão dos Traidores, e aprisionados na Green Tower, ou Torre Verde. Muitos acabavam executados ali mesmo.

Prédio principal da Torre de Londre

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Entre as vítimas da torre estão nada menos do que três rainhas: Jane Grey, Ana Bolena e Catarina Howard. Outras atrações imperdíveis na Torre de Londres são as muralhas do século XIII, Capela de Saint John e as joias da coroa. Todos esses episódios históricos são relatados aos visitantes pelos ‘beefeaters’, os 37 membros da Guarda Real que protegem e vivem na torre. Eles também atuam como guias do passeio pelo complexo, que está incluso no preço do ticket.

Os ingressos custam 27,50 libras se adquiridos online com antecedência (garanta o seu aqui) ou 31,50 libras se comprados na hora da entrada. A próxima atração que você visitará fica logo ao lado da torre: é a não menos famosa ‘Tower Bridge’, ou Ponte da Torre. Construída em 1894 como um grande marco da engenharia da era vitoriana, a Tower Bridge rapidamente tornou-se um dos cartões-postais de Londres.

Ponte da Torre é içada para a passagem de uma embarcação pelo Rio Tâmisa, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Suas duas torres de pedra em estilo gótico se elevam 65 metros acima do Rio Tâmisa e abrigam o mecanismo que sobe a ponte para a passagem de grandes navios. As duas torres também são conectadas por uma passarela elevada que pode ser visitada. Lá do alto, tem-se belas vistas do rio e da cidade. Os ingressos custam 8,80 libras se comprados online (acesse aqui) ou 9,80 se adquiridos na hora. Se não quiser gastar, você pode apenas cruzar a ponte.

Da margem sul do Tâmisa, você consegue belas fotos da torre e da ponte juntas. Saindo da ponte, na sua direita, você vai avistar um edifício enorme em forma de cone. É o impressionante The Shard, um arranha-céu de vidro de 95 andares e 310 metros de altura. Da galeria no topo é possível ter vistas incríveis da cidade. Os ingressos custam 27,20 libras e podem ser adquiridos com antecedência aqui. Lembrando que, se preferir, você pode ficar em terra firme.

Barco navega pelo Rio Tâmisa ao anoitecer com o prédio The Shard ao fundo, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Seguindo com a caminhada pela margem sul, você vai sair do The Shard pela sua esquerda e entrar à direita na rua St Thomas. Na próxima esquina, vai atravessar a Borough High/A3 e entrar na rua quase em frente, a Bedale. Pegue uma ruazinha estreita na sua esquerda e você vai desembocar na rua Stoney, onde deve virar à direita. Poucos metros a frente, vai encontrar o movimentado, colorido e cheiroso Borough Market (nota: ele fecha aos domingos!).

O Borough Market é o mercado de comida mais tradicional de Londres. As negociações de frutas e verduras começaram ainda na Idade Média, e hoje evoluíram para todo tipo de alimento, nacional ou importado, cru ou pronto para a degustação. O mercado de espalha por uma região bem abrangente, mas você pode concentrar sua visita no Market Hall, um belo pavilhão em estilo Art Deco dos anos 1930. Aproveite para almoçar em uma das centenas de bancas.

Multidão faz compras nas bancas do Borough Market, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Com a pança cheia, é hora de voltar a caminhar pela margem sul do Tâmisa. Volte até a beira do rio e siga andando no sentido oposto ao da Tower Bridge. Em menos de 10 minutos, você vai avistar um edifício baixo, redondo e branco . Trata-se do Shakespeare’s Globe, uma réplica do teatro original onde Shakespeare encenava suas peças. Você pode apenas admirá-lo por fora ou entrar para um tour guiado em inglês de 40 minutos que custa 17 libras.

Os ingressos podem ser comprados com antecedência aqui. Saindo do teatro e olhando para a sua esquerda, você verá uma ponte de pedestres bem peculiar cruzando o Tâmisa. Trata-de da estilosa Millennium Bridge, construída para celebrar a chegada do novo milênio, no ano 2000. Faça belas fotos da sua travessia por ela, especialmente com a Catedral de Saint Paul ao fundo do outro lado. E é exatamente para ela que você deve prosseguir.

Ônibus vermelho passa em frente da Catedral de Saint Paul à noite, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Desde o Shakespeare’s Globe até a catedral são apenas 10 minutos de caminhada em linha reta. A Saint Paul’s Cathedral, ou Catedral de São Paulo, é uma imensa e belíssima igreja barroca construída em 1710. Sua fachada branca com colunas e duas torres é uma belezura de ver e fotografar. Para visitar seu interior e admirar o domo de 111 metros de altura, é preciso comprar um ingresso de 17 libras (garanta o seu aqui). Chega de atrações por hoje?

Calma que tem mais uma, e você vai gostar. Saindo da catedral, vá para sua esquerda e saia na Ludgate Hill. Siga para sua direita por cerca de cinco minutos. Ela vai virar Fleet St e, no número 145, você encontra o Ye Olde Cheshire Cheese, o pub mais antigo de Londres (1538). Você pode comer, beber e relaxar depois do longo dia de caminhadas. E não deixe de fazer um brinde ao segundo dia de roteiro no eixo Paris-Londres!


Roteiro Paris-Londres – Dia 3

O terceiro dia do roteiro Paris-Londres começa às 8h e você vai… sair de Londres! Mas só um pouquinho, hehe. E por um bom motivo: visitar o Castelo de Windsor! Que fica na cidade vizinha de Windsor, a 35 quilômetros da capital. O acesso ao castelo pode ser facilmente feito com transporte público. De trem, você deve partir da Estação Paddington para uma jornada de 30 a 45 minutos até as estações Windsor & Eton Central ou Windsor & Eton Riverside.

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Ambas ficam a 500 metros do castelo. Há vagões saindo a cada 30 minutos ou menos e as passagens custam a partir de 10,90 libras o trecho. Para mais informações e compra de tickets, acesse o site da National Rail aqui. É possível também – e mais barato – chegar a Windsor de ônibus. A linha Green Line 702 faz o trajeto diversas vezes ao dia por 19 libras ida e volta antes do meio-dia, e por apenas 10 libras ida e volta após o meio-dia.

As passagens podem ser compradas diretamente com o motorista. Os coletivos partem da estação da própria Green Line, ao lado da Victoria Station, e deixam você em frente a igreja de Windsor, a poucos metros da entrada do castelo. Peça ao motorista para avisar qual a parada correta. A jornada demora cerca de uma hora e meia. Para mais informações sobre preços e horários, acesse o site da Green Line aqui.

Se for de trem ou de ônibus, é melhor comprar seus ingressos para o castelo com antecedência aqui para evitar as longas filas. A entrada custa 22,50 libras. A terceira opção para ir a Windsor é contratar um tour de meio dia para visitar o castelo saindo de Londres. Você viaja no conforto do ônibus e sem preocupações com transporte. O passeio custa 61 libras com ingresso no castelo incluso. Você pode reservar o seu aqui.

Entrada do Castelo de Windsor, nos arredores de Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O Castelo de Windsor é a mais antiga das residências da família real britânica, tendo sido habitada continuamente pelos monarcas desde sua construção, em 1080. É também a casa favorita da Rainha Elizabeth II na Inglaterra. Entre os grandes destaques da visita a Windsor está a Round Tower – ou Torre Circular -, que foi erguida por Guilherme, o Conquistador, em 1170, ainda como parte da estrutura original.

Chama a atenção também a gigantesca Waterloo Chamber, onde se chega através de uma escadaria imponente. A Grande Sala de Recepção, com seus candelabros de cair o queixo, era usada como salão de bailes do castelo. A Saint George’s Chapel, ou Capela de São Jorge, é um dos mais belos exemplares da arquitetura gótica na Inglaterra. Nela estão enterrados alguns monarcas, como o famoso Henrique VIII e sua esposa favorita, Jane Seymour.

Visitantes circulam pelo Hall St George, no interior do Castelo de Windsor

Foto: Joshua Barnett/Wikimedia Commons

Encerrada a visita ao castelo, retorne a Londres no seu meio de transporte escolhido. Uma vez na cidade, faça uma pausa para o almoço e, depois, dirija-se para a estação de metrô mais próxima. O destino é o Museu Britânico. Ele fica no bairro de Bloomsbury e o acesso pode ser feito pelas estações Tottenham Court Road (linhas Central e Northern), Holborn (Central e Piccadilly), Russell Square (Piccadilly) e Goodge Street (Northern).

Todas ficam a menos de 800 metros de distância do museu. O ‘British Museum’ é o mais antigo acervo público do mundo. E o melhor de tudo é que é gratuito! Os grandes destaque do museu são as coleções de arte grega e egípcia. No térreo, não perca a Pedra de Rosetta, que serviu como chave para a leitura dos hieroglifos egípcios. No mesmo andar, ficam o busto do faraó Ramsés, o Grande, e um pedaço da barba da Esfinge de Gizé.

Busto de faraó faz parte da coleção egípcia do Museu Britânico, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Veja também o relevo assírio do Leão Caçando e as famosas esculturas do Parthenon de Atenas. As esculturas do Mausoléu de Halikarnassos, uma das Sete Maravilhas do Mundo originais, também pertencem à coleção. Na ala dedicada à África, Oceania e Américas, o grande destaque é um moai da Ilha de Páscoa (Chile). No segundo andar, veja armaduras samurai, a Múmia de Katebet e o mais famoso jogo de xadrez do mundo, ‘The Lewis Chessmen’.

Nossa sugestão para encerrar o dia é o Cittie of Yorke, um pub histórico que funciona hoje em um edifício vitoriano, mas que existe desde a Idade Média. Para chegar até ele, basta sair do museu, atravessar a rua e pegar Museum St, que fica logo em frente. Siga por ela até a esquina com a New Oxford St, onde vai entrar à esquerda. A partir daí é só seguir reto. A New Oxford vai virar High Holborn/A40 e você vai encontrar o pub no número 22.

Salão do pub histórico Cittie of Yorke, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro Paris-Londres – Dia 4

No quarto dia do roteiro, é hora de se deslocar de Londres para Paris. Você pode fazer isso de carro, mas não vale a pena alugar um apenas para esse trajeto. Então vamos detalhar as outras três opções. A primeira é ir de avião. Londres é um dos principais ‘hubs’ aéreos do mundo e tem nada menos do que seis aeroportos localizados nos seu arredores ou em cidades próximas. Paris não fica muito atrás, tendo três aeroportos nas imediações.

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A viagem direta entre as duas cidades dura apenas 1h15 minutos e os preços são bem camaradas. Há várias opções de companhias e horários. Você só precisa saber exatamente de qual aeroporto vai sair e em qual vai chegar para poder planejar seu deslocamento do hotel até os terminais. Pesquise antes qual é a distância que você vai ter percorrer e quais as opções de transporte público disponíveis para não correr o risco de atrasos ou de ficar perdido.

Viajantes embarcam no trem Eurostar, na Estação de St Pancreas International

Foto: Oxyman/Wikimedia Commons

Particularmente, não gostamos de fazer deslocamentos tão curtos de avião. É tanto trabalho para chegar ao aeroporto – que normalmente fica longe – e se perde muito tempo esperando o voo. Nossas preferências são viajar de trem ou ônibus. O trem é a modalidade mais popular entre os turistas, por ser rápida e confortável. O Eurostar percorre o túnel sob o Canal da Mancha em apenas 2h15. O pontos de partida e chegada são centrais e de fácil acesso.

Você vai sair pela Estação St Pancras International, em Londres, e chegar na Gare du Nord, em Paris. As passagens custas a partir de 59 euros e há vários horários de viagem ao longo do dia. Para mais informações e reservas de passagem, clique aqui. Por fim, você pode ir de Londres a Paris de ônibus. É a forma mais demorada, mas também a mais econômica. O serviço está suspenso no momento devido à pandemia de COVID-19.

Ônibus parte da Estação Victoria, em Londres

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Mas, normalmente, é oferecido pelas empresas National Express (acesse o site aqui), FlixBus (aqui) e Megabus (aqui). A viagem dura sete horas e as passagens custam menos de 30 euros. Os pontos de saída e chegada dos ônibus não são unificados em uma rodoviária, como acontece no Brasil. Eles variam de empresa para empresa, mas costumam ter localização central e fácil acesso a um meio de transporte público.

Note que o Reino Unido não faz parte da União Europeia, então você terá que fazer imigração ao se deslocar no eixo Paris-Londres. Se for de avião, a checagem de passaporte é no aeroporto de chegada em Paris; se for de trem, a checagem é feita antes do embarque em Londres; se for de ônibus, a checagem é feita no meio do caminho – na cidade de Calais. Então sempre tenha os documentos necessários para o visto à mão durante o trajeto.

Página de passaporte exibe visto de entrada na França

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Não importa o meio de transporte que escolher, esperamos que tenha uma ótima viagem antes de dar prosseguimento ao roteiro Paris-Londres! Se você chegar cedo à capital da França, sugerimos que compre uma garrafa de vinho, um queijo francês e pegue o metrô até a Estação Trocadéro (linhas 6 e 9). Você sairá bem atrás do Palais de Chaillot, nos Jardins du Trocadéro. Estenda uma canga ou esteira no gramado e espere o anoitecer.

É nessa hora que as luzes da Torre Eiffel se acendem. Além disso, a cada hora cheia após o entardecer, há um show com 20 mil luzes de LED que pipocam por toda a estrutura de ferro, dando um efeito sensacional. À meia-noite – 1h no verão – as luzes ficam azuis e se apagam de vez. Tem jeito melhor de passar sua última noite na Cidade Luz? Só não esqueça que o metrô fecha a 0h durante a semana e a 1h de sábado para domingo.

Mulher admira a Torre Eiffel iluminada à noite desde o Jardim do Trocadéro, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro Paris-Londres – Dia 5

No 5º dia de roteiro Paris-Londres, pegue a linha 4 do metrô e desça na Estação Cité. Você vai desembarcar literalmente no coração de Paris: a Île de la Cité. Nesta ilha no Rio Sena, a tribo celta dos parisii fixou sua primeira moradia e fundou a cidade. A apenas meia quadra da estação fica o Boulevard du Palais, onde estão localizadas a entrada para a Sainte-Chapelle e para a Conciergerie. Sempre tem fila na porta, não há como errar.

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Primeiro, pegue a fila da Sainte-Chapelle, uma capela gótica construída no século XIII pelo Rei Luís IX (mais tarde São Luís) para servir ao palácio real. O ingresso custa 11,50 euros e você pode comprar aqui. A entrada combinada com a Conciergerie fica 18,50 euros (aqui). Você também pode acessar os dois locais com o Paris Museum Pass, um passaporte turístico que permite entrada em mais de 60 museus e monumentos da cidade – compre o seu aqui.

Vitrais do segundo andar da Sainte-Chapelle, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O templo tem dois andares, sendo que a parte inferior era reservada aos funcionários e moradores do palácio, e a superior para a família real. Mas o motivo pelo qual a Sainte-Chapelle não pode ficar fora do seu roteiro em Paris são seus 1.113 vitrais. Eles estão espalhados por 15 janelas com 15 metros de altura, emoldurados por um delicado trabalho em pedra e que retratam histórias bíblicas do Velho e do Novo Testamento. Uma rosácea foi acrescentada ao conjunto no século XV.

Finalizada a visita a capela, saia para a rua e procure pela entrada para a Conciergerie, logo ao lado. Não há muito o que ver neste antigo palácio, que foi transformado em prisão real e para onde a Rainha Maria Antonieta foi enviada para aguardar o julgamento e execução na guilhotina. Há uma cela que recria o ambiente onde a monarca mais controversa da França passou seus últimos dias. Mas não muito mais, por isso é uma visita interessante, mas rápida.

Reprodução da cela onde Maria Antonieta ficou presa na Conciergerie, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Saindo da Conciergerie, escolha qualquer uma das ruas que margeia o Rio Sena e siga em direção à extremidade da ilha onde está localizada a famosa Pont Neuf, a mais antiga e uma das mais bonitas da cidade. O arco de pedra que foi inaugurado pelo Rei Henrique IV em 1607 tem 12 arcos e 275 metros de extensão. Adiante dela, bem na pontinha da Île de la Cité, você vai encontrar a Square du Vert-Galant, um dos refúgios verdes mais gostosos de Paris.

Dê meia volta e siga para a outra ponta da ilha, onde está localizado a impressionante Catedral de Notre-Dame de Paris. Destruída por um incêndio em 2019, ela se encontra em reconstrução até 2024. No momento, só é possível admirá-la de longe, mas vale a pena. O templo é uma das principais construções em estilo gótico do país e se tornou célebre no mundo todo graças ao romance O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo.

Mulher posa para foto na praça em frente à Catedral de Notre-Dame, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Sua construção foi iniciada no ano de 1163 e é dedicada à Virgem Maria – daí o nome Notre-Dame, que em francês significa ‘nossa senhora’. Admire a suntuosa fachada adornada por três portais e duas torres de 69 metros de altura. Depois de admirar o templo, saia da ilha e dirija-se à margem esquerda do Sena. No Quai de Montebello, na altura da Pont au Double, a Estação Notre-Dame do BatoBus, o barco que funciona como uma espécie de ônibus.

Ele leva turistas para cima e para baixo ao longo de nove estações no Sena e é a maneira mais barata de se fazer um cruzeiro pelo famoso rio parisiense. O ticket vale por 24 horas e custa 17 euros – não há passagens por trecho (compre a sua aqui). Embarque e acomode-se para uma viagem de 1h30 na qual poderá admirar desde a água alguns dos principais cartões-postais da cidade. O barco vai até a Ilha Saint-Louis, a contorna e retorna pela outra margem.

Mulher admira a Pont Neuf desde um barco que navega pelo Rio Sena, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Você vai passar pelas estações Hôtel de Ville, Louvre, Champs-Elysées, Beaugrenelle e… Tour Eiffel! Sim, ‘voilá’, chegou a hora de visitar o símbolo maior da Cidade Luz. Construída em 1889 para ser o arco de entrada da Exposição Universal, ela deveria ser demolida 20 anos depois. Mas o arrojado e visionário projeto do engenheiro Gustave Eiffel conquistou o coração dos franceses e ela permanece até hoje erguida contra os céus do coração de Paris.

A Torre Eiffel está dividida em três andares. As grandes vistas estão no segundo e terceiro – ou topo. O ingresso para o segundo subindo de escada sai por 10,60 euros, e de elevador fica 16,70. Para ir ao topo é preciso pagar um pouquinho mais: 19,90 euros se você subir até o segundo andar de escada, e 26,10 se quiser pegar mais um elevador. Não é possível usar o Museum Pass. Aconselhamos que você reserve seu ticket com antecedência aqui.

Torre Eiffel vista da Ponte d'Iéna, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Nas bilheterias físicas, as filas costumam ser enormes! Falando nelas, se você vai até o topo, recomendamos que faça isso logo no início da visita, pois pode haver longas filas para pegar os elevadores. Ele fica a 276 metros do solo e abriga o escritório onde o criador do monumento – Gustave Eiffel – trabalhava, um bar de champanhe e uma pequena área aberta para se ter a visão da cidade. Aberta em termos, pois o local é todo protegido por um cercado de ferro.

Além disso, o espaço está sujeito a ficar bastante cheio e apertado, principalmente na alta temporada de verão (junho-agosto) ou outros feriados. O jeito é relaxar bebendo uma taça de champanhe – custa de 13 a 22 euros conforme o tipo de bebida e tamanho do copo – e fazer um brinde à beleza de Paris! Depois da visita, desça para o segundo andar, que está a 115 metros de altura e descortina as melhores vistas da cidade.

Pessoas fotografam a Torre Eiffel iluminada desde o Jardim do Trocadéro, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Embora a parte baixa tenha parapeitos protegidos por cercas de ferro, na parte de cima não há nada que lhe atrapalhe a visão e as fotos. Depois de registrar suas imagens com a luz do dia, espere pelo pôr do sol e, em seguida, pelo acender das luzes da torre ao anoitecer. Estar lá em cima quando as 20 mil luzes de LED pipocam é uma experiência única! Não deixe de conferir nosso texto completo sobre como visitar a Torre Eiffel aqui.

Mas a noite ainda não acabou! Atravesse a Pont d’Iéna e vá conhecer os Jardins do Trocadéro. Dominados pelo Palais de Chaillot, é dos seus gramados que se tem a melhor vista da principal atração turística de Paris. O cenário fica especialmente bonito quando combinado com a gigantesca fonte do parque, cujos canhões de água disparam a cada hora cheia. Compre uma garrafa de vinho e curta a noite. Para a volta, o metrô mais próximo é o Trocadéro.


Roteiro Paris-Londres – Dia 6

Vamos começar o 6º dia de roteiro Paris-Londres com um café da manhã de dar água na boca! Pegue a linha 1 do metrô e desça na Estação Tuileries. Você vai sair diretamente na charmosa Rue de Rivoli, onde deve procurar pelo número 226. É onde funciona, desde 1903, a tradicionalíssima casa de chá Angelina. É impossível visitar Paris sem lá tomar um chocolate quente e comer um Mont-Blanc – doce feito com creme de castanhas portuguesas e chantilly.

⇒ CASTELO DE CHANTILLY: Como visitar saindo de Paris ⇐

Satisfeita a fome, hora de seguir o passeio que começa logo do outro lado da Rue de Rivoli, nos Jardins des Tuileries, um dos parques mais populares e visitados de Paris. Contribui muito para isso sua localização privilegiada, na margem direita do Rio Sena e entre o Museu do Louvre e a Place de la Concorde. O espaço verde surgiu no século XVI por ordem da Rainha Catarina de Médicis para decorar o entorno do Palácio das Tuileries, onde ela passava seu tempo livre.

Pessoas caminham pelo Jardim das Tuileries, em Paris, com o Obelisco e o Arco do Triunfo ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Em 1664, o arquiteto André Le Nôtre, autor do projeto dos famosos jardins do Palácio de Versalhes, transformou-o num parque no estilo francês, formal e simétrico. O ponto alto do Tuileries são os dois grandes lagos artificiais, onde crianças costumam pilotar barcos a motor. Entre as alamedas sombreadas, espalham-se dezenas de estátuas ornamentais e os pavilhões do Musée de l’Orangerie e o Jeu de Paume, sedes de importantes exposições de arte.

O Tuileres abriga ainda cafés, restaurantes, mesas e cadeiras ao ar livre. Finalizado este passeio, a próxima atração está logo ao lado. Trata-se da Place de la Concorde – ou Praça da Concórdia em bom português -, a segunda maior da França e cuja história está banhada em sangue. Em 1770, dois anos antes de ser formalmente inaugurada, a praça foi palco da morte de 133 pessoas pisoteadas durante o casamento do futuro Rei Luís XVI com Maria Antonieta.

Mulher admira uma das fontes monumentais da Place de la Concorde, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Mas o horror maior ainda estava por vir. Em 1792, foi instalada ali a guilhotina que se tornaria símbolo da Revolução Francesa. Das 2.498 pessoas decapitadas na capital naquele período, nada menos do que 1.119 perderam suas vidas diante das multidões que lotavam a Place de la Concorde. Entre elas estavam justamente Luís XVI e Maria Antonieta. Com o fim da Revolução, para deixar no passado a história sombria da praça, ela foi rebatizada de Concorde.

Em 1831, o governo do Egito ofereceu à França como presente um obelisco de 3.300 anos e 30 metros de altura. Decidiu-se por ergue-lo no centro da praça, o que acabou levando a uma arriscada e bem sucedida operação de engenharia. As duas fontes monumentais – Fontaine des Mers and Fontaine des Fleuves – foram acrescentadas em 1840. Encerrada a visita, vamos seguir caminhando por toda a extensão da Avenida dos Champs-Élysées, a mais bela do mundo!

Avenida dos Champs-Élysées vista do alto do Arco do Triunfo, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Seus 1,9 quilômetros estendem-se desde a Place de la Concorde até o Arco do Triunfo. A via – a segunda mais cara da Europa e uma das mais caras do mundo – surgiu em 1667 também pelas mãos de André le Nôtre, o mesmo dos jardins de Versailles e das Tuileries. Desde então, a larga avenida arborizada por castanheiros-da-índia foi tomada por cafés, restaurantes, casas noturnas e lojas de grife, tornando-se o lugar para ver e ser visto em Paris.

É claro que o perfil do comércio mudou bastantes nos últimos séculos, com a chegada grandes redes de comércio, mas nada que tire o charme da Champs-Élysées. Antes de perder-se namorando as vitrines, fazendo compras e procurando um lugar para almoçar, vire na primeira esquina à esquerda, na Avenida Winston Churchill. Você vai passar pelos históricos prédios do Grand e Petit Palais e chegará à Ponte Alexandre III, a mais bonita de Paris.

Escultura de ferro da Ponte Alexandre III, com a Torre Eiffel ao fundo

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Fenômeno de engenharia da época, ela foi construída em 1896 e 1900 em um único arco de aço de seis metros de altura que cruza o Rio Sena em vão aberto. Sua exuberante decoração em estilo Art Nouveau tem lampiões, querubins, ninfas e cavalos alados. De volta à avenida, siga atéeeee o fim dela, um passeio gostoso mas um tanto longo. Mas não se preocupe, porque este será o ponto final do segundo dia de roteiro em Paris.

A Champs-Élysées termina no eixo radial conhecido como ‘etoile’, ou estrela, pois dele partem 12 ruas e avenidas da cidade. No centro, na Praça Charles de Gaulle, ergue-se o Arco do Triunfo, monumento construído entre 1806 e 1836 para celebrar as vitórias militares do Imperador Napoleão Bonaparte. A obra monumental do arquiteto Jean Chalgrin tem 50 metros de altura por 45 metros de largura. Em seu exterior estão gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais.

Arco do Triunfo iluminado ao anoitecer, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Para chegar até o Arco, NÃO tente atravessar a rua, pois há DEZ PISTAS entre ele e a Champs-Élysées. Há passagens subterrâneas em cada esquina para que você possa cruzar por baixo, em segurança. No centro do Arco do Triunfo fica o túmulo do soldado desconhecido, uma forma de homenagear todos os militares cujos corpos não puderam ser recuperados. Dentro do arco não há nada para se ver, mas vale a pena encarar os 284 degraus até o topo.

Dele, descortinam-se belas vistas da região e da Torre Eiffel. Para subir no arco, você pode usar o Museum Pass ou pagar 13 euros pelo ingresso (compre aqui). Como o dia já deve estar pelo fim a essa altura do campeonato, se abanque em algum dos inúmeros restaurantes da avenida para uma ‘happy hour’ enquanto a iluminação noturna do monumento se acende. É uma das visões imperdíveis do roteiro Paris-Londres! Para a volta, o metrô mais próximo é o Charles de Gaulle.


Roteiro Paris-Londres – Dia 7

No seu 7º dia de roteiro Paris-Londres, acorde cedo e pegue a linha 2 do metrô até a Estação Blanche. vire à direita para dar um look e tirar uma foto da fachada do famoso cabaré Moulin Rouge, com seu moinho de pás vermelhas. Por que só a fachada? Porque há muitos anos já o Moulin Rouge deixou de ser um autêntico reduto da noite parisiense para virar uma casa de shows pega-turista que cobra preços exorbitantes. Melhor passar só na frente, não é?

⇒ O QUE FAZER EM ESTRASBURGO: Roteiro de 1 dia saindo de Paris ⇐

Volte até a esquina e pegue a Rua Lepic. No número 15 fica o famoso Cafe des 2 Moulins, cenário do filme Amélie Poulain. Embora o lugar normalmente esteja lotado de fãs, vale a pena disputar uma mesinha para tomar o café da manhã. O crème brûlée, prato preferido de Amélie, custa 7,50 euros. Depois do café, vamos seguir passeando pelo bairro de Montmarte, o reduto boêmio de Paris. Saindo do 2 Moulins, siga pela Lepic e vire à direita na Rue des Abesses.

Quando chegar à esquina da Rue la Vieuville, pegue a esquerda para dar uma espiada no ‘Mure des Je T’aime’ – ou Muro dos Eu te Amo. Neste mural, pode-se ler ‘eu te amo’ em vários idiomas. Volte pela Vieuville e dobre logo na esquina à esquerda, na Rue Yvonne le Tac. Em três quadras você chegará à Square Louise-Michel. É dela que partem as escadarias que dão acesso à belíssima Basílica do Sacré-Coeur, ou Sagrado Coração.

Você pode subir até a basílica com o funicular ao custo de uma passagem de metrô, ou a pé. Neste caso, fique atento aos seus pertences e não se deixe parar nas escadarias por estranhos, já que pequenos golpistas e ‘pick pockets’ rondam os turistas. Uma vez lá em cima, admire a magnífica vista de Paris, pois você estará em um dos pontos mais altos da cidade. Aberta ao público após a Primeira Guerra, a basílica reluz como uma joia branca.

Escadarias da Basílica do Sacré Coeur, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Depois, entre na fila para visitar o interior da igreja. Construído em mármore travertino, o templo tem o formato de uma cruz grega e é adornado por quatro cúpulas que chegam aos oitenta metros de altura. A visitação ao interior da igreja é gratuita. Já para conhecer a cúpula, é necessário pagar 6 euros  e encarar os 300 degraus da subida. Depois da visita, saia para a direita da igreja e dê uma passada na simpática Place de Tertre.

Ela fica a apenas uma quadra de distância e abriga artistas que costumam vender suas pinturas e fazer retratos ao vivo. Desça de volta para a base da escadaria da basílica e, a duas quadras dali, no Boulevard de Rochechouart, você vai encontrar a Estação Anvers do metrô – o caminho está no mapa. Pegue a linha 2 na direção Nation e siga até a Estação Stalingrad, onde fará a conexão com a linha 7 na direção Villejuif-Louis Aragon ou Mairie D’Ivry.

Cadeados do amor presos em corrimão de escadaria do bairro de Montmartre

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

A parada agora será na Estação Palais Royal-Musée du Louvre. Já adivinhou qual é a programação, não é mesmo? Antes de iniciar a visita, busque um lugar nas proximidades para almoçar ou coma seu lanche embalado na mochila (ótima maneira de economizar muitos euros na caríssima Paris). Para entrar no Louvre é preciso ter o Museum Pass ou comprar aqui o ingresso de 17 euros (+ 3 euros para a taxa de reserva online).

Bem-vindo a este que é nada menos do que o mais importante museu do mundo todo: o Louvre! Construído em 1190 para ser uma fortaleza, ele acabou virando residência da família real francesa. O palácio foi transformado em museu em 1793 e, hoje, ocupa mais de 73 mil m² onde estão em exposição nada menos do que 35.000 obras de arte! Como ver tudo seria impossível, é melhor pesquisar previamente as obras que você tem interesse em conhecer.

Pirâmide do Museu do Louvre, em Paris, iluminada pelo pôr do sol

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

As peças mais famosas do Louvre são: os quadros Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, As Bodas de Caná, de Paolo Veronese, A Rendeira, de Johannes Vermee, e A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix; as escultura Vênus de Milo, Escravo Morrendo e Escravo Rebelde, de Michelangelo, Psiqué Reanimada pelo Beijo de Eros, de Canova, Os Cavalos de Marly e Vitória de Samotrácia; além da Esfinge de Tanis. Para ver todas, você vai precisar de algumas horas.

Para saber exatamente onde está cada uma e não perder tempo zanzando pelo gigantesco museu, confira nosso texto sobre o que ver no Louvre. Depois das obras, não deixe de apreciar as pirâmides do museu, tanto a da entrada principal quanto a invertida, no subsolo. Ambas ficam lindamente iluminadas à noite, que é quando seu passeio deve acabar. Encerraremos aqui o 7º dia do roteiro Paris-Londres. Para a volta, o metrô mais próximo é o Palais-Royal.

Mulher admira o quadro Mona Lisa, no Museu do Louvre

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar


Roteiro Paris-Londres – Dia 8

No 8º dia de roteiro Paris-Londres, pegue a linha 12 do metrô e desça na Estação Solférino, que está a apenas 30 metros de distância do Museu D’Orsay. Este museus abriga o principal acervo do mundo dedicado ao impressionismo, realismo e simbolismo. Todos os maiores artistas da segunda metade do século XX e do início do século XIX têm obras expostas lá! Para entrar, basta apresentar o Museum Pass ou comprar aqui o ingresso de 16 euros.

⇒ CASTELOS DO VALE DO LOIRE: Veja roteiro para 1, 2 ou 3 dias ⇐

Destacamos o Baile do Moulin de la Galette, obra-prima do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir; o mais famoso dos 43 autorretratos de Van Gogh, além de Noite Estrelada sobre o Ródano, A Igreja de Auvers e Retrato de Dr. Gachet; a escultura Prima Ballerina e o quadro A Aula de Dança, de Edgar Degas; Olímpia e O Almoço Sobre a Relva, de Edouard Manet; Os Jogadores de Cartas, de Paul Cézanne; Arearea, de Paul Gauguin, entre tantas outras.

Mulher admira o quadro A Sesta, de van Gogh, no Museu d'Orsay

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Mas a grande atração do museu são mesmo as pinceladas impressionistas de Claude Monet. Brilham no acervo suas obras Campo de Papoulas, A Estação de Saint-Lazare, Lírios D’água Azuis, O Parlamento em Londres e Mulher com Guarda-Sol. Além das pinturas, estão expostas ao longo dos cinco andares do museu esculturas célebres, objetos decorativos, fotografias e desenhos, testemunhos da incrível criação artística que efervesceu na Europa entre 1848 a 1914 .

Não bastasse esse gigantesco e variado acervo, o D’Orsay funciona na estação ferroviária construída para a Exposição Universal de 1900. O prédio do arquiteto Victor Laloux é belíssimo por dentro e por fora. Não deixe de subir até o último andar onde, além de uma parte importante da exposição, encontra-se o gigantesco relógio da estação. Saindo do museu, siga em frente até encontrar o arborizado e tão parisiense Boulevard Saint-Germain.

Visitantes percorrem o átrio cheio de esculturas do Museu D'Orsay, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Caminhe sem pressa em meio aos cafés, lojas de grife, restaurantes e livrarias que caracterizam esta que é a principal via da margem esquerda do Rio Sena. Aliás, se você quer conhecer alguns dos mais tradicionais restaurantes da cidade, não precisa andar mais do que alguns metros pelo Saint-Germain para encontrar três deles: o Café de Flore, o Les Deux Magots e a Brasserie Lipp. As mesas na calçada são uma ótima pedida para o almoço.

Também no boulevard fica a Igreja de Saint-Germain-des-Prés, a mais antiga da cidade de Paris. Embora o prédio atual seja do século XI com restauro feito no século XIX, o templo que data originalmente do ano 542 vale a visita. Siga flanando pela gostosa via até encontrar a esquina com a Rue de Tournon, à direita. Entre nela e, novamente, à direita quando chegar à Rue Saint-Sulpice. Logo à frente você encontrará as belas praça e igreja do mesmo nome.

Interior da Igreja de Saint-Germain-des-Prés, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

A Fonte dos Quatro Cardeais e as castanheiras dominam a paisagem. Depois, volte pela Rue Saint-Sulpice e dobre à direita na Rue de Tournon, seguindo por ela até avistar o Jardim de Luxemburgo. A história do parque começou em 1611, quando a Rainha Maria de Médicis decidiu construir na capital francesa uma réplica dos famosos Jardins Boboli, que ela conhecera quando criança em Florença (Itália). Da mãos da realeza, o parque passou à propriedade do Senado.

A Casa Parlamentar hoje funciona no antigo Palácio do Luxemburgo. O parque se estende por 25 hectares divididos em jardins franceses e jardins ingleses. Entre os dois, encontra-se uma floresta geométrica e uma grande lagoa, onde as crianças costumam pilotar barcos a motor nos dias ensolarados de verão. Ao longo do parque, espalha-se uma coleção de 106 estátuas decorativas, canteiros floridos, mesas e cadeiras para o lazer ao ar livre.

Casal conversa em frente à Fonte Saint-Michel, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Destaque ainda para a monumental Fonte Medici, localizada no lado direito de quem olha de frente para o palácio. Depois de visitar o parque, siga primeiro pela Rue de Condé, depois de novo pelo Boulevard Saint-Germain e pela Rue Danton, você chegará à Fonte Saint-Michel, na praça e no fim do boulevard do mesmo nome. Tradicional ponto de encontro de moradores de Paris, esta monumental obra do arquiteto Gabriel Davioud foi inaugurada em 1860.

Volte ao hotel e descanse um pouco – o metrô mais próximo é o Saint-Michel. Quando for noite fechada, saia para ver os monumentos de Paris iluminados. Recomendamos a Torre Eiffel porque não há como se cansar dela, o Louvre, a Place de La Concorde, as pontes do Sena e o Arco do Triunfo. Você pode ir unindo metrô com um pouco de caminhada e conseguirá ver tudo. Ou pode optar pelo conforto de um tour em ônibus panorâmico por 28 euros (reserve aqui).


Roteiro Paris-Londres – Dia 9

Neste 9º dia de roteiro Paris-Londres, vamos começar pegando as linhas 3, 7 ou 8 do metrô e descendo na Estação Opéra. Você vai sair bem em frente à Ópera Garnier, símbolo máximo do requinte e suntuosidade da era napoleônica. O ingresso custa 12 euros e você pode comprar o seu aqui – o Museum Pass não é aceito. O prédio foi inaugurado em 1875 para abrigar a Ópera Nacional de Paris. O arquiteto Charles Garnier fez do edifício um verdadeiro bolo de casamento!

⇒ JARDINS DE MONET: Como visitar saindo de Paris [passo a passo] ⇐

Ele misturou materiais como pedra, mármore e bronze e também diversos estilos arquitetônicos, indo do clássico ao barroco. O resultado é de cair o queixo. Já na entrada, você dará de cara com a Grande Escadaria, feita em mármore branco e com corrimão do mesmo material, mas nas cores vermelho e verde. Logo acima, está o Grand Foyer, com teto abobadado de mosaicos e varandas que fazem a alegria dos visitantes para tirar fotos.

No centro de tudo está o auditório de cinco fileiras de poltronas, todo decorado com veludo vermelho, figuras de gesso de querubins e folhas douradas. Tudo arrematado pelo teto falso de Marc Chagall. Quando sair da Ópera, pegue a direita e siga pelo Boulevard des Capucines até encontrar a Igreja de la Madeleine. Ela estava sendo construída durante a Revolução Francesa, quando foi convertida em um templo grego para homenagear o Exército.

Hall da Ópera Garnier, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Hoje, o local retomou suas funções católicas, mas manteve a inusitada fachada em estilo neoclássico. Depois da visita, entre na Estação Madeleine – logo em frente – e pegue a linha 8 do metrô no sentido Balard. Desça na Estação Invalides para fazer a conexão com a linha C do trem RER. Atenção, aqui você precisa comprar uma passagem específica de RER, não pode ser de metrô! O destino é a Estação Versailles Château-Rive Gauche, na cidade vizinha de Versailles.

Uma vez lá, é só seguir o fluxo de turistas pela Avenida de Sceaux e, em 5 minutos, você estará no maior, mais suntuoso e belo palácio que existe no mundo todo: o de Versailles! Construído pelo Rei Luís XIV a partir de 1664, o palácio fo, o centro da monarquia absolutista iniciada pelo Rei Sol até a prisão da família real pela Revolução Francesa, em 1789. Um lugar que abrigava alguém tão poderoso a ponto de dizer ‘o Estado sou eu’ tinha que lhe fazer jus.

Quarto da Rainha no Palácio de Versalhes

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Versalhes possui 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. Nele, estão os famosos jardins formais franceses do arquiteto André Le Nôtre, além do Grand e do Petit Trianon. Não é a toa que é um dos pontos turísticos mais visitados de França, recebendo em média oito milhões de turistas por ano! Devido a todo esse tamanho, visitar Versailles é programa para uma tarde inteira!

Para visitar o interior do palácio, é preciso ter o Museum Pass ou comprar o ingresso de 27 euros aqui. Você vai ficar boquiaberto com o luxo, pompa e circunstância da decoração feita em mármore colorido, entalhes em pedra e madeira, murais, veludos, tapeçarias e mobília prateada e dourada. Destaque para a capela real, o Salão de Vênus, o Quarto da Rainha e, é claro, o Salão dos Espelhos, com seus 70 metros de reflexos.

Canteiros floridos e fontes dos jardins do Palácio de Versailles

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Depois, vamos para os jardins, cujo acesso é gratuito de 1º de novembro a 26 de março. Note que, nesse período, as famosas fontes ficam sempre desligadas. De 27 de março a 31 de outubro, a entrada é gratuita nas segundas e de quarta a sexta. Nas terças, sábados e domingos, os jardins são fechados para a realização de espetáculos de luzes e música nas fontes do parque. Para assisti-los é preciso ter o ticket de 27 euros acima, o Museum Pass não vale.

Mas não se preocupe, se for o caso de você ir a Versailles em dia de espetáculo, pode comprar um ticket apenas para o jardim na hora. O custo parte de 8,50 euros dependendo do show. Confira todos as apresentações disponíveis, datas e horários exatos no site oficial do palácio. Para se deslocar por toda a extensão do parque também estão disponíveis serviços de aluguel de bicicleta, carrinhos elétricos, segway, barcos e até mesmo um mini-trem.

Cerveja e cardápio da Paname Brewing Company, em Paris

Foto: Ticiana Giehl/Escolha Viajar

Tudo pago, é claro. Comece pela Fonte de Latona, logo atrás do palácio e siga caminho pelo Grande Canal e arredores sem medo de se perder. O parque é imenso e tem muita coisa para mostrar entre canteiros geométricos, fontes, lagos, colunatas, estufas e estátuas. Saindo pelos caminhos à direita do Grande Canal, você chegará ao Trianon, que são os palacetes privados do rei (Grand Trianon) e da rainha (Petit Trianon). Para entrar, é preciso ter o ingresso de 27 euros.

Quem estiver com o Museum Pass pode comprar na hora um ticket específico para o Trianon por 12 euros. Findo o passeio, pegue o trem de volta para Paris. Quem ainda estiver animado para a noite, pode embarcar na linha 5 do metrô até a Estação Laumière, ou na linha 7 até a Estação Riquet. A menos de 5 minutos de caminhada fica a cervejaria artesanal Paname (Quai de la Loire, 41). Além de produzir cerveja excelente, tem uma bela vista do Bassin de la Villette.

*** O Escolha Viajar esteve em Londres em 2015 e em Paris 4 vezes entre 2011 e 2018 ***

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