Página inicial EuropaPortugal Como visitar o Mosteiro da Batalha, atração imperdível em Portugal

Como visitar o Mosteiro da Batalha, atração imperdível em Portugal

por Escolha Viajar
Fachada do Mosteiro da Batalha, em Batalha (Portugal)

Se você nunca pensou que visitar um prédio que não foi terminado, prepare-se para mudar de ideia quando seus olhos pousarem no Mosteiro da Batalha. Considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal e tombado como Patrimônio Mundial da Unesco, ele é uma joia arquitetônica cujo magnífico conjunto leva nada menos do que meio milhão de turistas por ano ao coração do país. Sua construção estendeu-se ao longo do reinado de pelo menos sete monarcas portugueses, tendo se tornado o local de descanso final de alguns deles. Estão sepultados lá D. João I, D. Afonso V, D. João II e D. Duarte, todos membros da Dinastia de Avis, da qual o mosteiro se tornou o maior símbolo.

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Quando se fala nas atrações turísticas de Portugal, é inevitável invocar um pouco – ou muito – de história. A do Mosteiro da Batalha começou em 1386, quando D. João I mandou erguer o prédio em honra à Virgem Maria como agradecimento pela vitória contra os espanhóis na Batalha de Aljubarrota, que lhe assegurou o trono português e a independência do país. Seu nome verdadeiro é Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mas passou a ser conhecido apenas como Mosteiro da Batalha no século XIX, quando Portugal determinou a extinção de todas as ordens religiosas no país e tentou se desvencilhar de associações com símbolos das mesmas.

As obras prolongaram-se por mais de 150 anos e, mesmo inacabadas, resultaram em um dos mais belos exemplares da arquitetura medieval que é possível visitar na Europa. A construção é dominada pelo estilo gótico tardio português, também conhecido como manuelino, e destaca-se pela grandiosidade e riqueza de detalhes. Depois de vários acréscimos ao projeto original solicitados por alguns dos reis portugueses, D. Manuel acabou por decretar o abandono da ampliação do mosteiro em 1517 em prol da construção de outro magnífico exemplar da arquitetura religiosa de Portugal: o Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa.

Claustro Real, no Mosteiro da Batalha (Portugal)

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Depois de ser parcialmente destruído durante as invasões napoleônicas e de passar por uma extensa obra de restauro no século XIX, o Mosteiro da Batalha chegou aos nossos dias tendo sofrido significativas alterações ao longo dos séculos, mas em nada perdendo de sua grandiosidade e beleza iniciais. Atualmente, é possível visitar a igreja, dois claustros e dois panteões reais – a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas. Logo de cara, o portal principal do mosteiro vai deixar você de queixo caído com seus seis arcos decorados com as figuras dos 12 apóstolos em destaque, acompanhados de dezenas de anjos, mártires, papas e outros personagens do cristianismo. No centro, Deus, de seu trono, convida à entrada.

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Dentro, a primeira impressão sobre o Mosteiro da Batalha pode ser um tanto decepcionante. A igreja principal – que é aberta ao público gratuitamente, assim como todas as demais igrejas católicas de Portugal -, é muito simples e desprovida de decoração. Mesmo assim, é impossível não virar o pescoço para cima para admirar os mais de 32 metros de altura do teto abobadado. Alguns dos vitrais que decoram as três naves datam do século XVI. E basta comprar seu ingresso e entrar na primeira porta à direita para que você comece a entender porque recomendamos de todo coração uma visita ao Mosteiro da Batalha. Trata-de da Capela do Fundador, ou Panteão de D. João I.

Capela do Fundador, no Mosteiro da Batalha (Portugal)

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Este magnífico espaço em forma de octógono não estava previsto nos planos iniciais do mosteiro e foi mandado construir para servir como primeiro local específico para sepultamento dos reis de Portugal. O local do descanso final de um monarca não poderia ser nada menos do que deslumbrante. João I e D. Filipa, sua mulher, jazem sobre uma grande plataforma de pedra decorada, iluminados pela luz colorida de belíssimos vitrais e cobertos pelo teto de abóbada em forma de estrela. A visita ao Mosteiro da Batalha segue pelo outro lado da nave – à esquerda da porta de entrada -, onde você verá uma porta que fica fechada. Basta bater e apresentar seu ingresso para ter acesso aos dois claustros do mosteiro.

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O primeiro é o Claustro Real, onde se destacam a beleza dos arcos góticos decorados com uma espécie de renda esculpida em pedra, característica da arquitetura manuelina. Em uma das quatro esquinas do claustro existe uma bela fonte que servia como lavabo para os monges dominicanos nos idos de 1400. Do claustro também é possível ter acesso à Sala do Capítulo, onde hoje fica o Túmulo do Soldado Desconhecido, e cujos 19 metros quadrados são cobertos por uma abóbada em forma de estrela de oito pontas e sem nenhum suporte central. Uma façanha arquitetônica para a época. Do primeiro você passa ao segundo claustro, chamado de Claustro D. Afonso V e que, sendo muito simples, não atrai a atenção do visitante.

Claustro Real, no Mosteiro da Batalha (Portugal)

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

Por fim, você chega às Capelas Imperfeitas, última e mais impressionante parte da visita. O nome vem do fato de elas não terem sido terminadas e de não haver sequer um teto sobre o desenho de um octógono. Este é o panteão – ou túmulo – de D. Duarte e da rainha D. Leonor, que jazem lado a lado de mãos dadas em uma das sete capelas funerárias do recinto a céu aberto. Diante deles, ergue-se o magnífico portal manuelino com desenhos tão complexos que é preciso usar uma lanterna para divisar até sua última camada – o que foi feito para dar a ilusão de movimento. Sobre ele, ergue-se uma varanda renascentista.

Eu poderia colar aqui alguma explicação da Wikipedia sobre a intrincada ‘renda’ esculpida em pedra que decora as Capelas Imperfeitas, mas vou descrevê-las com a simplicidade e admiração de uma pessoa leiga diante de obra tão magnífica: é lindo de chorar no cantinho. E, sobre tudo, o céu profundamente azul de Portugal confere ao Panteão de D. Duarte uma beleza que nenhuma arquitetura gótica poderia desbancar. É possível ter certeza de que ali, o rei descansa em paz. Se puder, visite o Mosteiro da Batalha perto do fim do dia e tenha a chance de curti-lo longe das multidões. Vale a pena.

Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha (Portugal)

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar


Mosteiro da Batalha – Como chegar

O mosteiro está situado na cidade de Batalha, na região de Estremadura e Ribatejo, centro de Portugal. O município ganhou esse nome devido ao seu ponto turístico mais famoso. Na verdade, é a única atração local, o que acaba fazendo de Batalha apenas um ponto de passagem de turistas. A maioria combina a visita com os vizinhos Mosteiro de Alcobaça (em Alcobaça, a 23 quilômetros de distância) e ao Convento de Cristo (em Tomar, a 45 quilômetros). Brasileiros costuma trocar este último pelo Santuário de Fátima (em Fátima, a 20 quilômetros). Além disso, Batalha está 120 quilômetros ao norte de Lisboa, 45 quilômetros ao norte de Óbidos e 85 quilômetros ao sul de Coimbra.

Você pode fazer todas estas visitas em carro alugado – com fácil acesso pelas excelentes estradas portuguesas, é só setar no GPS -, contratando um tour que costuma percorrer a região saindo de Lisboa; ou, ainda, por conta própria. É possível chegar a Batalha em ônibus da Rede Nacional de Expressos desde Lisboa (duas horas de viagem a 12 euros); Coimbra (1h45 com parada em Leiria por 13 euros) e Porto (3h30 com parada em Leiria e Coimbra por 17 euros). Coletivos da RodoTejo fazem trajetos mais curtos, desde Alcobaça, Tomar, Óbidos, Fátima e outras cidades da região. Mas os carros até a pequena rodoviária de Batalha – a 300 metros do mosteiro – não são muito frequentes. Consulte o site da empresa para ver todos os horários, paradas e duração da viagem. E se quiser fazer uma cotação de aluguel de carro, clique aqui!


Mosteiro da Batalha – Preços e horários

O Mosteiro da Batalha pode ser visitado todos os dias da semana das 9h às 18h (última entrada 17h30) de 16 de outubro a 31 de março; e das 9h às 18h30 (última entrada 18h) entre 1º de abril e 15 de outubro. O local fecha suas portas ao turismo nos feriados de 1º de janeiro, Domingo de Páscoa, 1º de maio e Natal – 24 e 25 de dezembro. Os ingressos apenas para o mosteiro custam 6 euros, sendo que existe um ticket combinado para Batalha, Mosteiro de Alcobaça e Convento de Cristo que sai por 15 euros.

Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha (Portugal)

Foto: Ticiana Giehl e Marquinhos Pereira/Escolha Viajar

*** O Escolha Viajar esteve em Portugal em setembro/outubro de 2017 ***

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2 comentários

Émerson da p irene 30 de dezembro de 2019 - 21:21

Me chamo Émerson,visitei o mosteiro gostei demais,algo q ñ tinha visto,tudo q mais queria era conhecer Portugal terra dos nossos irmãos,terra na qual só conhecia por história,e pude ver pegar em toda minha história,q só existia em livros ou falado por professores,breve voltarei p conhecer outros lugares

Responder
Escolha Viajar 30 de dezembro de 2019 - 22:03

Olá, Émerson!
Obrigada por compartilhar sua experiência conosco.
Um abraço,
Tici&Marquinhos

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